19 e 20 Junho - Junho 2010
FEIRA MEDIEVAL DE BELVER

15 h - Cortejo Régio pelas ruas do Burgo e Autos de abertura no Mercado na praça; visita do Meirinho e do Homem da Vara para aferição dos pesos e medidas às Tendas de Mercadores, Almocreves e Carroças de Bufarinheiros: o Arauto anuncia a Ordem do Alcaide de aprestar todos os homens válidos para a guerra a mando de El-Rei D. João I contra os esbulhamentos constantes de Castela; treinos de combate pela milícia de Homens na Praça de Armas; comeres da região de Entre Tejo e Guadiana e beberes da pipa nas tabernas do mercado; adestramento de falcões e águias; treinos com Arco para a Caça de Montaria; construção de máquinas de guerra pelos soldados e carpinteiros; o contador de histórias narra a saga do Castelo hospitalário; as melodias e trovas dos Menestréis e Trovadores nas sacadas dos varandins; as bailas e as danças ao som da gaita de foles nos terreiros da praça; a boa chegada dos Romeiros e Peregrinos de Santiago de Compostela e seu agasalho no Mosteiro; comeres tradicionais e beberes de mão-cheia nas tabernas do burgo; desaguisado entre fidalgos brigões vassalos de D. João I e alguns cavaleiros fracos vassalos de El-Rei de Castela, na taberna das Alcoviteiras e invocação do Juízo de Deus na Baforda de Armas; fiscalização das Tabernas e Vinhos pelo Almotacem; certificação dos Mesteirais e Mestres de Ofícios e Artes pelo Almoxarife; ronda pelo Mercado dos Beleguins e Aguazis; mudança de turno nas Atalaias do Castelo; o Aurato anuncia a todos a chegada de D. João I; adestramentos de Falcoaria para a caça altaneira e corridas de burros aguadeiros; danças e folias com Saltimbancos e Menestréis; comeres fartos e beberes frescos nas tabernas da Feira, D. João I, desavindo com El-Rei de Leão entra no Castelo para o defender; assédio ao Castelo por uma mesnada do Rei de Leão e Castela; cerco Leonês com engenhos de guerra e a socorro de D. Nuno Álveres Pereira, Condestável do Reino em visita aos Monges Hospitalários acantonados no Castelo; os festejos da vitória com danças e folguedos e o anúncio de restauro com novo alçado de torres; a festa sarracena com danças do ventre e a arte do encantador de serpentes.

24h00 - Concerto musical nas tabernas e locandas com "Os Fonte da Pipa"

15 h - Mercadores e artesãos iniciam as suas actividades de comércio Já o visitador fez as suas ablusões, já rezou missa e já todos se benzeram em dia santo. Aproveitando a presença do ilustre prelado, o tabelião anuncia a sua erudição lendo a boa voz os termos e prazos da Comenda de Belver. Um bando de mendigos e maltrapilhos consola-se ao sol, partilhando alarvemente um osso de presunto aparecido por artes do demo junto a uma barrica de vinho maduro. Há um cheiro de festa no ar. Sacudiram-se as palhas das enxergas, afastaram-se as teias de aranha, enxotaram-se as lêndeas para o terreiro e até água quase cristalina se vê a escorrer das cabeças acabadas de lavar.
As atalaias já lançaram o alerta e todos acorrem às bermas do caminho para tocar e quiçá beijar as santas vestes do prelado.
Por ocasião da chegada do visitador do Arcebispado de Évora ao Castelo de Belver, saindo os Monges beneditinos a receber sua Iminência junto à sombria frescura dos espigueiros, o senhor de Belver manda aparelhar todos os seus validos na praça de armas. Haverá, um singelo preito ao visitador, um torneio de armas a cavalo na Praça de Armas. E como de alguns mais hábeis escudeiros se fará o adubamento de cavalaria para serviço de defesa do raiano ermo castelo, assim se aproveita a presença de tão ilustre clerezia para abençoar as lides castrenses, permiando-se a singular destreza no maneio das ditas e a boa cortesia no trato. E ao torneio ocorrerão as gentes dos povoados em redor, refrescando as goelas nas tendas dos vinhos e os ávidos olhares nas bancas dos mesteirais e nas recheadas carroças dos almocreves.
Os homens bons do conto dos besteiros acorrem a receber a receber as alfaias para disputarem as pontarias no cibo. Virão também os Arqueiros do concelho fazendo-se acompanhar pelos Monteiros e suas matilhas.
Após estas provas de habilidade com o Arco e Bésta, serão apurados os melhores para o Torneio de Arco do dia seguinte.
Por ora, os Falcoeiros da Alcaidaria mostrarão as habilidades das suas aves de caça. Desejando agradar ao visitador, o senhor de Belver manda que se façam alguns jogos populares entre os camponeses com o intuito de escolherem os mais capazes para incorporar a comitiva de homens de armas do arcebispo de Évora. Jogos de força, de destreza, de habilidade e de bravura põem à prova alguns homens desejosos de melhorar as suas condições de vida.
E eis que chegou a hora dos cavaleiros e infanções mostrarem a sua perícia em justas de cortesia. As amadas donzelas ofertam lenços bordados aos seus paladinos. O único prémio será cortês e os pares não guardarão rancores.
Quanto aos escuteiros, os mais afortunados terão a honra de contar com o apadrinhamento e apoio dos seus senhores, procurando por todos os meios, exibir as suas afoitas qualidades e destreza no manejo das armas.
Haverá benção e adubamento de cavaleiros.
E antes ainda de anoitecer, far-se-á festa ao som dos manestréis e jograis, bailando-se em redor com muita parcimónia.
O vinho escorrerá dos odres para as escudelas e o povo lamberá os beiços sôfregos enquanto gargalha, alarve, com as momices dos bufões.
Alça-se o senhor e retiram-se as damas para o descanço na alcáçova, esvaziando-se o terreiro.
Juízos de malfeitores, desmandos heréticos e possessões malignas.

22h00 - Autos de encerramento da Feira e lavagem de cestos e almotolias.

E, assim, o blog "ALENTEJO no NORTE" permite, "Só em Belver é possível transportarmo-nos no tempo e vivermos em duas dimensões"...
O melhor da Excelência e qualidade até ao momento presente, o blog o também diz!

publicado por DELFOS às 02:49