É A BARRAGEM DE BELVER OU É A DA ORTIGA

30.10.10

Estando o blog, o "ALENTEJO no NORTE", a pensar no seu Tejo e na sua barragem, a tentar saber quando foi feita e a pensar se não se podia implementar e fazer a promoção de um centro de treinos de alta competição, como por exemplo, de canoagem, o blog sem querer, a descobrir vem a informação que a seguir encontrou em http://engenium.wordpress.com/.../barragens-de-portugal-inag e diz que ficou contente com a descoberta.

" BARRAGEM DE BELVER
UTILIZAÇÕES - Energia
LOCALIZAÇÃODADOS GERAIS
Distrito - Portalegre
Concelho - Gavião
Local - Belver
Bacia Hidrográfica - Tejo
Linha de Água - Rio Tejo
Promotor - HIDROTEJO
Dono de Obra (RSB) - HIDROTEJO
Projectista - A.Stucky
Construtor - SASIL - MILANO
Ano de Projecto - 1945
Ano de Conclusão - 1952
CARACTERÍSTICAS HIDROLÓGICAS CARACTERÍSTICAS DA ALBUFEIRA
Área da Bacia Hidrográfica - 62802 km2
Caudal de cheia - 18000 m3/s
Área inundada ao NPA - 2860 x 1000m2
Capacidade total - 12500 x 1000m3
Capacidade útil - 8500 x 1000m3
Nível de pleno armazenamento (NPA) - 46,15 m
Nível de máxima cheia (NMC) - 47,15 m
Nível mínimo de exploração (Nme) - 41 m
CARACTERÍSTICAS DA BARRAGEMDESCARREGADOR DE CHEIAS
Betão - Gravidade
Altura acima da fundação - 30 m
Cota do coroamento - 47,5 m
Comprimento do coroamento - 327,5 m
Fundação - Xisto
Volume de betão - 90 x 1000 m3
Localização - No corpo da barragem
Tipo de controlo - Controlado
Tipo de descarregador - Sobre a barragem
Cota da crista da soleira - 32 m
Desenvolvimento da soleira - 170 m
Comportas - 10 comportas vagão
Caudal máximo descarregado - 18000 m3/s
Dissipação de energia - Bacia de dissipação
CENTRAL HIDROELÉCTRICA
Tipo de central - Céu Aberto
Nº de grupos instalados - 6
Tipo de grupos - Kaplan
Potência total Instalada - 80,7 MW
Energia produzida em ano médio - 176 GWh- "



Mas assunto não podia parar.
Estas coisas, esta alma que partiu, estes viventes que não querendo saber do que foi a sua sua memória passada, esta coisa que lhes continua a dar vida mesmo que eles não queiram, mas a coisa está no sangue, o blog, o "Gavião no Alentejo", procurando imagens da mesma, encontra http://Impalex.blogs.sapo.pt/ e regista o texto com muito amor e carinho, o que o referido autor escreve, não deixa de em outro tempo não ser a mais pura verdade. ´

"Esta é uma foto da albufeira da Barragem de Belver, obtida no próprio paredão que também serve de ponte, numa tarde sem vento, fazendo da lisura das águas um espelho para a paisagem.

A data oficial da conclusão da barragem é o ano de 1952, tendo ficado com a designação de Barragem de Belver, possivelmente devido ao facto de a maior parte da albufeira criada coincidir com o limite sul desta freguesia, e também por ser esta uma das localidades mais próximas.


De há uns anos a esta parte, tem-se verificado que a Câmara de Mação, em cujo território (freguesia de Ortiga) se encontra a quase totalidade das instalações da Barragem, passou a utilizar sistematicamente a designação de "Barragem de Ortiga", no que é acompanhada por algumas instituições ligadas ao turismo na zona, nomeadamente a Região de Turismo dos Templários.


A utilização de uma designação nova e, pode-se dizer, não oficial, omitindo sistematicamente aquela que já existia e está consagrada, pode parecer estranha, e é susceptível de diversas interpretações.


A mim, parece-me que se trata de um assomo de brios bairristas, reivindicando para si um nome (ou renome) que talvez sintam ter-lhes fugido. E estarão tentando consagrar, pelo uso repetido, a designação que mais lhes convém.



E porque os brios bairristas atingem a todos (mesmo aos que, por esta razão ou por aquela conveniência, se coíbem de os manifestar), aqui fica também o meu desabafo.




Ao longo do tempo, sucessivas reorganizações administrativas fizeram com que a hierarquia relativa das diversas povoações sofresse mudanças radicais. Na última dessa reorganizações, a freguesia de Belver deixou de pertencer ao concelho de Mação, do qual fizera parte durante cerca de 60 anos.




Em tempos mais recuados, a própria vila de Belver foi sede de concelho, entre 1518 e 1836, ficando, a partir desta data, integrada no concelho de Mação. Transitou em 1898 para o então restaurado concelho de Gavião.




O que é que isto tem a ver com aquilo? Responderão os mais puristas que, em rigor, nada.

Mas nem tudo nesta vida é rigoroso e exacto, e muito menos  quando as opiniões são divergentes..."

O blog diz que concorda em absoluto com o referido autor do mesmo. Não pode entrar e tomar uma posição no mesmo. Mas sabe, algumas histórias ouviu no comboio quando se chegava à Ortiga "estamos na barragem da Ortiga" e nunca ouviu dizer, estando na Ortiga "estamos na barragem de Belver".
O blog "ALENTEJO no NORTE" não sabe se as gentes da Comenda, assim lhe chamava por ser um ponto, um ponto de referência, o último, antes de chegar à estação de  Belver, ou se lhe chamava assim por estar mesmo perto da Ortiga...
Mas o blog sabe, sabe de algumas histórias, de muito boa gente, que era para ficar em Belver... e sem querer foi parar à estação da Barca da Amieira...
publicado por DELFOS às 10:21

AREZ FREGUESIA DE NISA

28.10.10
Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10451/1738




Título: Arez da Idade Média à Idade Moderna: um estudo monográfico
Autor: Leitão, Ana Cristina Encarnação Santos
Orientador: Barbosa, Pedro Gomes, 1951-
Palavras-chave: Arez (Nisa, Portugal) - História - séc.13-18
Teses de mestrado, 2008
Data: 2008
Resumo: Arez é actualmente uma freguesia do Concelho de Nisa, pertencente ao Distrito de Portalegre, localizada na região do Alto Alentejo. Na descrição heráldica e na representação do seu Brasão consta a Cruz da Ordem de Aviz, no entanto foi possível verificar através da investigação para o tema da dissertação do Mestrado em História Regional e Local, e no sentido da identificação de um problema através de um símbolo heráldico, que de facto Arez foi Comenda da Ordem Militar de Cristo. E foi nesse âmbito que se centrou a respectiva investigação que deu origem ao referido estudo. A escolha foi, também, justificada pelo facto de não existir, ainda, nenhum estudo monográfico sobre a freguesia em questão, no âmbito dos estudos locais do Concelho de Nisa, apesar de já existirem referências históricas à sua existência a partir dos finais do séc. XII. A contextualização introdutória e genérica do espaço onde está inserida, foi assim neste caso, baseada no conceito de Fronteira, numa lógica de consolidação da formação territorial pelo povoamento. Teve particular importância o processo de senhorialização levado a cabo pela Ordem do Templo. Arez era uma terra senhorial, fazendo parte da Vigairaria de Tomar. Do plano de estudo constou, entre outros elementos, a análise da respectiva Carta de Foral, dada por D. Manuel I, em 20 de Outubro de 1517, em Lisboa. Assim como foi efectuada a consulta e análise da documentação referente aos Tombos da Ordem de Cristo e Chancelaria de D. Manuel I, entre outras, tal como foram elaborados estudos comparativos com as outras Comendas da região pertencentes à mesma Ordem. Outra base para o trabalho foi o levantamento da informação da Toponímia local, assim como da análise da documentação referente à Misericórdia de Arez, ainda existente. Pretendeu-se, na medida do possível, identificar uma evolução histórica da localidade desde o séc. XIII ao séc. XVIII, com base não apenas na preocupação em cartografar o espaço, mas caracterizando-a também através dos indicadores económicos relativos à demografia histórica, afim de enquadrar a sua importância numa perspectiva local e regional. Levou-se ainda a cabo o decisivo trabalho de transcrição das Memórias Paroquiais, referentes ao inquérito de 1758, que aqui se apresentam em anexo.
Arez is currently a parish of the Municipality of Nisa, belonging to the District of Portalegre, located in the Alto Alentejo region. In the heraldry description and in the representation of its Coat of Arms is represented the Cross of the Order of Aviz, however we were able to verify through research for the dissertation topic to the Masters in Regional and Local History, and towards the identification of a problem through a heraldic symbol, that in fact Arez was a Commander of the Military Order of Christ. It was within this framework that was focused the research that led to this study. The choice was also justified by the fact that there wasn't still any monographic study about the town in question, in the core of the local studies of the Municipality of Nisa, although there are already historical references to its existence from the end of the 12th century. The introductory and general background of the area where it is inserted was based on the concept of boundary, in the logic of consolidating formation for territorial settlement. It had particular importance to the process of land owning conducted by the Order of the Temple. Arez was a noble land, and was part of the Vigairaria of Tomar. The study plan consisted, among other things, in the analysis of the Donation Charter, given by King Manuel I, on the 20th of October 1517, in Lisbon. It was also done consultation and analysis of documentation relating to the Archives of the Order of Christ and to the Chancellor of King Manuel I, among others, such as comparative studies with the other Commander of the Order in the same region. Another basis for the work was the existing information in the local toponymy, as well as the analysis of documentation on the Misericódia of Arez, still existing. We tried, as far as possible, to identify a historic development in the locality from the 13th century to the 18th century, based not only in mapping the space, but also in characterizing it by economic indicators related to the historical demography, in order to prove its importance in a local and regional perspective. We also took out the crucial work of transcription of Parish Memories, referring to the survey of 1758, which are presented here in the annex.
Descrição: Tese de mestrado em História Regional e Local apresentada à Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, 2008
URI: http://catalogo.ul.pt/F/?func=item-global&doc_library=ULB01&type=03&doc_number=000546695
http://hdl.handle.net/10451/1738
publicado por DELFOS às 13:58

FALTAM DUAS NA COMENDA

28.10.10

terça-feira, 5 de maio de 2009


Mercado Público da Comenda (assim começa um post, um texto no http://castelocernado.blogspot.com/ no referido blog.

"(...). Hoje em dia é indispensável em qualquer sede de Concelho ou sede de Freguesia um mercado público, para que os produtores e vendedores possam apresentar os seus produtos aos consumidores em condições de higiene aceitáveis, e ao mesmo tempo o consumidor ter á sua disposição uma maior variedade de produtos á sua escolha, o que não acontecia antigamente, já que os produtos eram expostos em barracas espalhadas pelas ruas sem o mínimo de condições de higiene.
O Mercado Público da Comenda teve pernas para andar - e o blog "Gavião no Alentejo" diz que andou por muito lado.

Andou pelo Dr. Alves da Costa, pela antiga Junta velha, pela "Rua do Tronco", pelo "Largo da Arvorinha" e querendo ficar na frente onde se encontra actualmente , onde se diga lá a coisa, o mesmo, na frente por lá ficou. O blog está dizendo que teve boa perna para andar, o mesmo não sabendo onde ficar -.
(...)
Sabe-se que estas coisas de projectos demoram sempre o seu tempo . mas o blog diz que demorando saiu obra com linhas muita perfeitas e conheceu um tipo que na altura escreveu em comentários no referido:

"Não exprimindo a realidade da oitava maravilha do mundo, o " Mercado Público da Comenda " esse Legado Municipal, não deixa de ser a primeira em vosso povo e nessa aldeia.

Os seus criadores, aqueles que conceberam e a criaram, a poetizaram na sua imaginação, essas pessoas, as felicitações merecem e os parabéns lhe sejam concedidos e oferecidos, que, o gabinete de arquitectura, a entidade que a gerou no papel e projecto, a nota máxima tem que transportar e também levar.

É algo leve e que não é pesado.

É uma obra, uma forma de arte e expressão tão perfeita e bela, as linhas suas e formas harmoniosas, a maneira como se jogou com o espaço e as dimensões utilizadas, a boa fama soa e os elogios e honras lhe fizeram no jornal " Correio da Manhã ", num dos seus suplementos e cadernos.

A vida comunitária, essa vida comunitária e social, a população dessa terra, da " Fonte Nova " para o referido mercado e praça se mudou e se fixou.

Ao entrar, ao circular no referido espaço, na atmosfera reinante e criação arquitectónica, um cheirinho e aroma a sabor medieval se sente.

E é tão novinha, a obra, tão novinha e muito bela, a menina, a menina uma ferida apresenta... das árvores que se plantou, três só estão de pé, as outras morreram.

Que não exprimindo a realidade da oitava maravilha do mundo, o " Mercado Público da Comenda ", não deixa de ser a primeira em vosso povo e nessa aldeia.

O´Luis  (7/5/2009)


publicado por DELFOS às 09:29

UM CRAVO DE MIL PALAVRAS

27.10.10

Quarta-feira, 27 de Outubro de 2010


CIDADANIA PRÓ-ACTIVA

Hoje, dou a conhecer um blog interessante, recomenda-se uma olhada, no mesmo estão links para petições online, que serão incorporadas neste post. Relembro que o Direito de Petição prevê no seu Art.º 24º. a apreciação em plenário de qualquer petição com mais de 4.000 subscritores após relatório da comissão respectiva, não vou logicamente apelar à subscrição mas ficam os links:
 

http://www.peticaopublica.com/?pi=impostos CONTRA o AUMENTO de IMPOSTOS, pela REDUÇÃO da DESPESA PÚBLICA CORRENTE do ESTADO e pela INTRODUÇÃO de uma "ÉTICA MÍNIMA GARANTIDA" na GESTÃO dos DINHEIROS dos CONTRIBUINTES

http://www.peticaopublica.com/?pi=201001a PELA OBRIGAÇÃO DOS POLÍTICOS APRESENTAREM DECLARAÇÃO PATRIMONIAL ANUAL ALÉM DA DECLARAÇÃO DE RENDIMENTOS

http://www.peticaopublica.com/?pi=SNSgratu POR UM SERVIÇO NACIONAL DE SAÚDE TOTALMENTE GRATUITO E UNIVERSAL E CONSEQUENTE ALTERAÇÃO DO ARTIGO 64.º, n.º 2, alínea a) da CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA PORTUGUESA

http://www.peticaopublica.com/PeticaoVer.aspx?pi=medinaPM Por um GOVERNO de INICIATIVA PRESIDENCIAL liderado por MEDINA CARREIRA 
http://www.peticaopublica.com/?pi=P2010N3493 Pela DEFESA EFECTIVA DO POVO PORTUGUÊS, mediante a introdução de medidas de REDUÇÃO ADMINISTRATIVA do PREÇO DE PRODUTOS E SERVIÇOS ESSENCIAIS e devolução do dinheiro gasto a mais pelos governantes
publicado por DELFOS às 06:45

AO NOVO MERCADO EMERGENTE

26.10.10
Com o nome "Rede de Cidades e Centros Urbanos para a  Competitividade do Norte Alentejano", no dia que passou, a 08/10/2010, um Memorando de Reunião foi elaborado. Nele, assunto começa assim:  "Aos oito dias do mês de Outubro de dois mil e dez, na sala de reuniões do edifício dos Paços do Concelho de Portalegre, compareceram, em representação das entidades parceiras:

- Município de Alter do Chão - Sónia Carrilho;
- Município de Campo Maior - João Sanguinho;
- Município de Castelo de vide - Ângela Santana; José Manuel Carvalho, (aqui a chamada "Sintra do Alentejo" a jogar mesmo em força);
- Município do Crato - Sónia Mirrado;
- Município de Elvas - Carla Simões;
- Município do Gavião - Ricardo Aparício;
- Município de Nisa - Jaime Bozarro;
- Município de Portalegre - Emília Mourato Silva; Georgina Carrilho; Teresa Aparício;
- Município de Sousel - Rosaria Coutinho....

O blog informa, dos quinze municípios que formam este distrito, dos quinze, a razão não a sabe, ou por estando fazendo seu trabalho em sua terra, ou apenas, na opinião do blog, o não concordar talvez com a forma.... Informa, e o blog tem destas coisas, dos elementos presentes, oito foram senhoras, os homens, apenas se conta quatro.

Mas havia mais elementos presentes na referida reunião e que faziam parte dela. A citar:
- Associação Comercial de Portalegre - Elizabete Rocha;
- Fundação Robinson - Alexandra Carrilho;
- Fundação Alter Real - Sandra Veiga;
- NERPOR - Maria Emília Perestrelo;
- Turismo do Alentejo, ERT - José Santos;
- CIMAA - Ana Garrido; Carlos Nogueiro; José Conchinha;
- Qualifica - Alexandra Carrilho; Ana Calado.

E do princípio partindo, Alexandra Carrilho que será o mesmo que Alexandra Carrilho, o conjunto nestas organizações, o blog julgando a matemática sua não estando errada, as senhoras foram sete, os homens apenas três.

A coisa será escusada que para lá dos Municípios faltosos e em falta, na reunião que se está falando, a Associação dos Agricultores do Distrito de Portalegre e o Instituto Politécnico de Portalegre fizeram gazeta e faltaram não comparecendo. Na opinião do blog, duas organizações as mais importantes que deviam aparecer.

(...).

1.º Enquadramento do Programa Estratégico no INALENTEJO. 

 (...).

- As operações que não forem  submetidas até 31 de Dezembro de 2010 poderão não beneficiar da taxa de comparticipação de 80%.
- Antes de submeter uma operação, qualquer beneficiário terá de celebrar, com o respectivo destinatário final, um protocolo em que sejam definidos os direitos e deveres de cada um.

(...).

Um dos princípios da actuação do Turismo do Alentejo, ERT nesta operação será o de não dividir o território e o de não duplicar conceitos. O enfoque recairá sobre a nova linha produzida. (ei mas ei lá que quando o blog começou a escrever pensava que era uma coisa e está saindo- lhe assim outra).
O Turismo do Alentejo, ERT encontra-se já a efectuar uma recolha de imagens, aproveitando as horas de Sol - nas o blog está dizendo que mais uma vez se vai passar ao lado do rio Sôr ou da ribeira de Seda, isto para não falar na barragem da Maroteira, que no tocante a uma duplicação vai haver a ribeira da venda ou o Alamal - existentes nesta altura do ano, para criar um banco de imagens a utilizar no futuro. O blog pensa que está a ver uma campanha publicitária com um cheirinho a Luxemburgo o que não deixa de ser mau.

(...).

Certamente que ninguém vai explicar ao blog e ninguém é capaz de o fazer, os milhões e milhões de euros que entravam todos os dias em Portugal e onde foram gastos e mais concretamente na defesa do património ou alguma décima ela lá foi gasta. Há mais de vinte anos que anda a lutar por escavações arqueológicas na freguesia onde reside e onde dizem que começou o povoado da sua aldeia e existiu um castro. No fundo da freguesia do Monte da pedra está outra de seu nome Sourinho ou "Tesourinho" e até ao presente ninguém lhe liga  nenhuma e então a do Pêro Melhor"...
Mas quais saberes? MAS QUAIS SABERES' MAS QUAIS SAb... ou Quais sabores? A lebre com couve como um prato típico... Esta é muito engraçada.

Mas minhas senhoras e meus senhores, havendo interesse de fazer algum estudo sobre as estações arqueológicas, a esta terra venham e verão, no campo, se nos caminhos conseguem passar. Está tudo cheio de porteiras.

Termino. Apenas dizendo, quando fizerem outra reunião, não se esqueçam de levar as vossas AGENDAS L21. ...

Eu não acredito... Mas havemos de falar melhor de INALENTEJO....



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publicado por DELFOS às 08:58

NISA TEM MESMO MUITA CAÇA

25.10.10
de 20 de Outubro
As Portarias n.de 26 de Setembro, e 1443/2004, de 25 de Novembro, procederam, respectivamente, à criação e anexações de prédios rústicos à zona de caça associativa da Herdade da Tapada de Vale Nateiros e anexos (processo n.º 2117 -AFN), situada no município de Nisa, com a área de 2451 ha, válida até 9 de Outubro de 2010, e concessionada à Associação Cinegética do Monte Claro, que entretanto requereu a sua renovação e simultâneamente a anexação de outros
prédios rústicos.
Cumpridos os preceitos legais e com fundamento no disposto nos artigos 11.º e 48.º, em conjugação com a alínea  118.º, todos do Decreto -Lei n.º 202/2004, de 18 de Agosto, com a redacção que lhe foi conferida pelo Decreto -Lei n.º 201/2005, de 24 de Novembro, e com a alteração do Decreto -Lei n.º 9/2009, de 9 de Janeiro, consultado o Conselho Cinegético Municipal de Nisa, de acordo com a alínea  das competências delegadas pelo Ministro da Agricultura,
do Desenvolvimento Rural e das Pescas pelo despacho n.º 78/2010, de 5 de Janeiro, e delegadas pela Ministra do Ambiente e do Ordenamento do Território pelo despacho n.º 932/2010, de 14 de Janeiro, manda o Governo, pelo Secretário de Estado das Florestas e Desenvolvimento Rural e pelo Secretário de Estado do Ambiente, o seguinte:
Artigo 1.º
os 857/98, de 9 de Outubro, 841/2000,a) do artigo 40.º, no artigo 46.º e no n.º 1 do artigod) do artigo 158.º do mesmo diploma, e no uso
Renovação
É renovada a concessão da zona de caça associativa da Herdade da Tapada de Vale Nateiros e anexos (processo n.º 2117 -AFN), por um período de 12 anos, renováveis automaticamente, constituída por vários prédios rústicos sitos nas freguesias de Arez, Espírito Santo, Nossa Senhora
da Graça e São Matias, todas no município de Nisa, com a área de 2439 ha.
Artigo 2.º
Anexação
São anexados à zona de caça associativa da Herdade da Tapada de Vale Nateiros e anexos (processo n.º 2117 -AFN) vários prédios rústicos, sitos nas freguesias de Arez, Espírito Santo e Nossa Senhora da Graça, todas no município de Nisa com a área de 146 ha, ficando assim esta zona de caça com a área total de 2585 ha, conforme planta anexa a esta portaria e que dela faz parte integrante.
Artigo 3.º
Terrenos em área classificada
A concessão de alguns terrenos incluídos em áreas classificadas poderá terminar ou ser condicionada, sem direito a indemnização, sempre que sejam introduzidas novas condicionantes por planos especiais de ordenamento do território ou obtidos dados que determinem, por razões
de conservação da natureza, a necessidade de condicionamento, total ou parcial, da actividade cinegética, até um máximo de 10 % da área total da zona de caça.
Artigo 4.º
Efeitos da sinalização
A anexação referida no artigo 2.º só produz efeitos, relativamente a terceiros, com a instalação da respectiva sinalização.
Diário da República, 1.ª série — N.º 204 — 20 de Outubro de 2010
4603
Artigo 5.º
Produção de efeitos
Esta portaria produz efeitos a partir do dia 10 de Outubrode 2010.
O Secretário de Estado das Florestas e Desenvolvimento Rural,  2010. — O Secretário de Estado do Ambiente,  Delgado Ubach Chaves Rosa, 


Rui Pedro de Sousa Barreiro, em 11 de Outubro deHumbertoem 30 de Setembro de 2010.
de 20 de Outubro
Portaria n.º 1079/2010
As Portarias n. 1264 -CJ/2004, de 29 de Setembro, e 1197/2008, de 17 de Outubro, procederam, respectivamente, à criação e anexações de prédios rústicos à zona de caça associativa do Ribeiro do Filipe (processo n.º 3077 -AFN), situada no município de Nisa, com a área de 1682 ha, válida até 29 de
4604
os 1103/2002, de 24 de Agosto,Diário da República, 1.ª série — N.º 204 — 20 de Outubro de 2010 Junho de 2014, e concessionada à Associação de Caçadores do Ribeiro do Filipe, que entretanto requereu a anexação de alguns prédios rústicos.
Cumpridos os preceitos legais, e com fundamento no disposto no artigo 11.º, em conjugação com o estipulado na alínea  do Decreto -Lei n.º 202/2004, de 18 de Agosto, com a redacção que lhe foi conferida pelo Decreto -Lei n.º 201/2005, de 24 de Novembro, e com a alteração do Decreto -Lei n.º 9/2009, de 9 de Janeiro, consultado o Conselho Cinegético Municipal de Nisa, de acordo
com a alínea  no uso das competências delegadas pelo Ministro da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das Pescas através do despacho n.º 78/2010, de 5 de Janeiro, e das
delegadas pela Ministra do Ambiente e do Ordenamento do Território através do despacho n.º 932/2010, de 14de Janeiro:
Manda o Governo, pelos Secretários de Estado das Florestas e Desenvolvimento Rural e do Ambiente, o seguinte:
Artigo 1.º
a) do artigo 40.º e no n.º 1 do artigo 118.º,d) do artigo 158.º do mesmo diploma, e
Anexação
São anexados à zona de caça associativa do Ribeiro do Filipe (processo n.º 3077 -AFN) vários prédios rústicos, sitos na freguesia de São Matias, município de Nisa, com a área de 682 ha, ficando assim esta zona de caça com a área total de 2364 ha, conforme a planta anexa a esta portaria e que dela faz parte integrante.
Artigo 2.º
Terrenos em área classificada
A concessão de alguns terrenos incluídos em áreas classificadas poderá terminar, sem direito a indemnização, sempre que sejam introduzidas novas condicionantes por planos especiais de ordenamento do território ou obtidos dados que determinem a incompatibilidade da actividade
cinegética com a conservação da natureza, até um máximo de 10 % da área total.
Artigo 3.º
Efeitos da sinalização
A anexação referida no artigo 1.º só produz efeitos, relativamente a terceiros, com a instalação da respectiva sinalização.
Artigo 4.º
Produção de efeitos
Esta portaria produz efeitos a partir do dia seguinte ao da sua publicação.
O Secretário de Estado das Florestas e Desenvolvimento Rural,  2010. — O Secretário de Estado do Ambiente,  Delgado Ubach Chaves Rosa,

O blog continua a dizer que se houver algum problema com a informação que coloca nestas bandas, está cá resolver o assunto. Vos diz que foi das coisas mais difíceis de escrever. Ela estava dividida em muitas partes. Foi difícil assim as juntas. Continua a dizer, o que souber, a informação que apanhar, assuntos que possam interessar a todo a este povo, o conhecimento será aqui colocado.
Quero pedir desculpa ao pessoal da minha pág. do facebook as desculpas pela coisa não estar assim muito mais activa. Que se voltará. ou melhor dizendo o criminoso volta sempre ao local do crime.

Espero, votos assim os faço, uma coisa sem querer, espero que o projecto esteja em andamento, que certamente vai ser muito diferente, e que aquela voz poética que ficou e do fundo do mais puro, .....para que o Alentejo tenha muita vida e nunca venha a morrer.... 
Rui Pedro de Sousa Barreiro, em 11 de Outubro deHumbertoem 7 de Outubro de 2010.

Portaria n.º 1077/2010
publicado por DELFOS às 14:56

BELVER E A CAPELA DE VILAR DA MÓ

25.10.10
De traça seiscentista, é um imóvel de pequenas dimensões, sóbrio, sem mais ornamentos do que o campanário que se ergue na frontaria. É dedicada a S. João Evangelista

Nos anos quarenta, na sequência das obras de restauro, foram encontradas duas aras: uma sem referir a divindade, e a outra dedicada  ao deus Banda Picius. Este facto originou a hipótese da capela se erguer sobre um local de culto muito mais remoto, que foi assim cristanizado. 


Mais uma vez os marotos, o Rogério Pires Carvalho e João Luís Carvalho me estiveram a chatear a cabeça para eu acabar o registo, o seu "Contribuição  para a carta arqueológica da freguesia de Belver", uma freguesia pertencente ao concelho de Gavião.
Na nossa pequena conversa me estiveram dizendo "Este trabalho  não pretende ser um estudo completo e exaustivo, muito longe disso, mais não é do que um acervo das informações de que presentemente dispomos e que representam um ano de investigação e trabalho.
Só o estudo das diferentes estações arqueológicas, aqui referidas, poderá adiantar novos elementos para um melhor conhecimento do passado desta região - o blog pensa que ela sempre teve muita vida e que sempre existiu no mundo - de profundos contrastes que é afinal o Tejo.
Integrada nesta área geográfica, a freguesia de Belver regista níveis de povoamento mais ou menos intensos, evidenciando estratégias de ocupações diferenciadas e diferentes, consoante as diferentes épocas a que se reportam.
Para preservar estes registos, que ignorância ou incúrias por vezes irremediavelmente detroem, julgamos ser urgente um trabalho sistemático e criterioso, tendente à elaboração de uma Carta Arqueológica local."

Vou terminar.
Vou apenas dizer que os Senhores do Instituto do Emprego e Formação Profissional dizem que são as entidades é que escolhem as pessoas.. Ao questionar as entidades que escolhem as pessoas, elas dizem que são os Senhores do Instituto do Emprego e Formação Profissional de Ponte de Sôr é que escolhem as pessoas...
Quatro anos ao alto, a viver um mundo numa globalização tremenda e numa concorrência feroz "e se vires alguém com fome. Não lhe ofereças um peixe. Ensina-o apenas a pescar"não é ter as mesmas oportunidades neste concelho - não dá peixe e nem ensina a pescar", é apenas dizer que parece que este ano, este ano europeu não é um ano dedicada a uma igualdade e novas oportunidades e logo num concelho que se diz. que é rosa e vai para quatro anos a viver só com o seu pai.
publicado por DELFOS às 06:08

AREZ UMA TERRA DO CONCELHO DE NISA

24.10.10

 

“Arez/RN e sua Etimologia: Origem e Significado Obscuros da Toponímia”

André Valério Sales[1]
A “pequenina Arez” potiguar é uma cidade “doce, silenciosa, acolhedora, com seu ar amável de estação de cura” (Câmara Cascudo, 1946).


1. Introdução:
Esse texto apresenta um estudo etimológico sobre a origem e a significação do nome de Arez, município do Rio Grande do Norte.
Logo à partida, devo esclarecer que conhecemos dois lugares que possuem o nome de Arez, ambos escritos exatamente da mesma forma:
I) Em Portugal, existe o pequeno povoado de Arez, que faz parte do município de Nisa, no Distrito de Portalegre (Alto Alentejo). Com apenas cerca de 360 habitantes, a Arez lusitana é apenas uma freguesia de Nisa. O mais antigo documento histórico conhecido a citar o nome daquele povoado, o Foral de Marvão – datado de 1226 –, demonstra que o topônimo era então escrito como sendo Ares, com a letra /s/ no final.
II) E também existe aqui, no Brasil, um município que foi denominado Arez, desde 1760, numa homenagem prestada àquela pequenina freguesia lusitana por ordem do Marquês de Pombal; localizado no litoral sul do estado do Rio Grande do Norte, possui cerca de 12.700 habitantes (IBGE, 2010). Por estar distante da principal rodovia federal que lhe dá acesso, a BR-101, e por ser um pouco afastada das magníficas praias de nosso litoral, a Arez potiguar sempre teve um lento desenvolvimento econômico e turístico, com seu ritmo próprio e incomparável aos demais municípios vizinhos, como, por exemplo: Tibau do Sul, que é privilegiado por ser detentor de belas e famosas praias; e São José de Mipibu, que está às margens da BR-101 e tem uma população quatro vezes maior que a de Arez.
Aproveito então esse espaço para convidar aos leitores a virem conhecer, em nossa Arez, o Frontal do Cemitério Histórico (de 1882), tombado pelo IPHAN como Patrimônio Histórico Nacional (Turismo Religioso); que venham conhecer a Ilha dos Flamengos, habitada pelos holandeses que invadiram Arez entre 1634 e 1652 (Ecoturismo)[2]; e que venham participar de nossas grandes Festas Populares: em junho (festa do padroeiro, São João) e dezembro (festa da padroeira), além de conhecerem os famosos bordados de Labirinto produzidos na cidade, e usufruírem das delícias de nossas comidas típicas (Turismo Folclórico), etc. E mais: procurando sem pressa, os turistas vão achar, sim, ainda que pequenos e acolhedores, restaurantes e pousadas em Arez.
Em sua avaliação sobre os atrativos turísticos desse município, a escritora Anna Maria Cascudo (1972: 15) afirma que as “possibilidades turísticas [de Arez], hoje em dia, se prendem mais à parte das suas imagens preciosas e monumentos históricos”. Particularmente sobre as estátuas dos 3 Reis Magos (do Século XVII), tombadas como Patrimônio Histórico Nacional – abrigadas na Igreja de São João Batista –, ela ressalta que “são famosas pela sua beleza” e que “são dignas de visita”.


2. Sobre a origem do nome Arez:


Por que a cidade é chamada de Arez?

Em relação a esse antigo problema de Etimologia[3], como é comum na atualidade recorrer-se imediatamente à Internet, devo esclarecer que na Wikipédia, uma inusitada “enciclopédia” virtual de construção coletiva, encontramos o nome de Arez grafado de duas maneiras diferentes, ainda que ele seja escrito da mesma forma tanto em Portugal quanto no Brasil:
a) Existe o verbete intitulado AREZ, com a letra /z/ no final, referindo-se apenas à pequenina freguesia localizada em Portugal (http://pt.wikipedia.org/wiki/Arez). Nesse site, descobrimos que a Arez portuguesa é um povoado situado oficialmente no município de Nisa, desde 1836, e que possui 362 habitantes (dados de 2001); Nisa, por sua vez, pertence ao Distrito de Portalegre, na sub-região do Alto Alentejo.
b) Ao mesmo tempo, encontramos também naquela “enciclopédia” virtual um verbete que trata especificamente da nossa Arez potiguar, o pequeno município do Rio Grande do Norte aqui em questão (http://pt.wikipedia.org/wiki/Ar%C3%AAs), no entanto, ainda que sejam palavras homônimas, a Wikipédia escreve o nome de nossa Arez brasileira de forma errada, grafando-a como ARÊS, com /s/ no final e acento circunflexo /^/ na letra /e/.
Isto significa que para quem é adepto das “rápidas pesquisas” feitas via Internet, deve-se tomar cuidado com a veracidade das informações contidas na Wikipédia, pois, de acordo com o exemplo acima, notamos que ao invés de contribuir para tirar a dúvida, sobre a escrita do nome de Arez, o que aquela “enciclopédia” faz, na verdade, é confundir os leitores.
Em termos de leis, podemos assegurar que segundo decisão da Câmara Municipal de nossa Arez, a potiguar, de acordo com uma emenda à Lei Orgânica do município (datada de 05/03/1993), o nome da cidade foi definitivamente oficializado, em nível municipal, como sendo AREZ, com /z/ ao final, da mesma forma como se escreve o nome da freguesia portuguesa, que foi aqui homenageada por ordem do Marquês de Pombal, como já citado. A referida emenda ainda dispõe que “deverão ser notificados todos os órgãos de direito”, e está inclusive publicada no livro de João Alfredo de Lima, Anotações Sobre a História de Arez (2000: 29). Antes disso, em nível estadual, desde 29/03/1938 o Interventor Federal Rapahel Fernandes Gurjão (Decreto nº 457) já havia “elevado”, oficialmente, a “Villa de Arez” – escrita com /z/ no final –, à categoria de “cidade”.
Quem entende um pouco da História do Rio Grande do Norte sabe que em 15 de junho de 1760, há 250 anos, por ordem de Sebastião José de Carvalho e Melo (1699-1782), o Marquês de Pombal[4], um antijesuíta famoso, foi decido que aqui, neste nosso município, não haveria mais a “Missão de São João Batista de Guaraíras”, e sim, a Nova Villa de Arez, numa inexplicável homenagem ao pequeno povoado de Arez situado em Portugal. É importante observar que, desde aquela época, o nome do município potiguar já era escrito como sendo Arez, com /z/ no final (Livro de Tombo da Matriz de Nova Villa de Arez/RN, Registros de 01 e 04/08/1763)[5].
De acordo com Câmara Cascudo, alvarás régios de 1755 e 1758 “determinavam a substituição dos nomes nativos nas povoações [ocupadas pelos lusitanos] pelas denominações de localidades portuguesas” (1968: 162); as ordens vindas de Portugal eram taxativas: “Denominareis [as povoações ocupadas] com os nomes dos lugares e vilas destes Reinos, que bem vos parecer, sem atenção aos nomes bárbaros que têm atualmente” (id.: 181). No Rio Grande do Norte, a mesma mudança ocorreu, por exemplo, também com a Missão jesuíta/indígena de “São Miguel de Guajiru”, que passou a ser chamada de Estremoz (em 03/05/1760), homenageando, por sua vez, a cidade portuguesa de Estremoz, pertencente ao Distrito de Évora; sem rival até os dias atuais, a igreja da Aldeia de Guajiru, destruída com o passar dos anos, nas palavras de Cascudo era “o mais lindo templo barroco da Capitania” (1955: 111), “a mais linda igreja” que aqui já existiu (1968: 180).
Afora a cidade do Natal, capital do Estado, que já existia com o título de “cidade” desde a sua fundação – em 25 de dezembro de 1599 –, foram então criados, por causa do Marquês de Pombal, os 3 primeiros municípios do Rio Grande do Norte: Estremoz, Arez e Portalegre (Cascudo, 1955: 111-112; 1968: 162, 180), cujos nomes, seguindo as leis acima referidas, homenageiam a localidades portuguesas.
No entanto, até hoje não se sabe o porquê da antiga Aldeia de Guaraíras ter sido rebatizada com o nome de Arez. Não se sabe o objetivo de tal homenagem. Por que, ao invés de se ter escolhido o nome de um Distrito lusitano (como no caso de Portalegre), ou de outra cidade qualquer (como Estremoz), alguém elegeu, para rebatizar aquela Missão indígena potiguar, o nome de uma pequena freguesia portuguesa? Fica aqui registrada essa idéia, visando a pesquisas futuras.
Além dessa interessante questão, que exige uma investigação mais aprofundada, inclusive nos arquivos históricos portugueses, há ainda outra grande dúvida que remete a um problema cuja resposta, até hoje, continua obscura: qual é a origem ou o significado da palavra Arez?


3. Afinal, o que significa Arez?


Tanto a origem da palavra Arez é obscura quanto o seu significado; parece até mesmo que é impossível fixar seu étimo. Entretanto, existem várias hipóteses, entre plausíveis e implausíveis, acerca do significado desse nome. Aliás, há que se ressalvar que nem mesmo o célebre etimologista potiguar Câmara Cascudo teve êxito em suas pesquisas acerca da origem do topônimo[6].
Em seu livro Nomes da Terra, Cascudo descreve toda a História da mudança que houve na toponímia da antiga Missão de Guaraíras, rebatizada em 1760 como Arez, no entanto, em se tratando do significado do nome deste município potiguar, nota-se que aquele historiador não conseguiu defini-lo. Por exemplo, no referido livro, Cascudo (1968: 69-132) define os nomes de diversos povoados e Rios de Arez, como: Aranun, Baldum – nome de um Rio que, nas palavras do autor, “não é vocábulo indígena nem consegui identificá-lo” –, Cametá, Camucim, Dendê, Flamengo, Groaíras (atualmente Guaraíras), Irimuá (ou Limoal), Mangabeira, Nambutiú (atual Rio do Meio), Panguá, Papeba, Patané, Paturá e Urucará[7]; porém, o autor não revela que existissem nem mesmo hipóteses acerca da origem da palavra Arez. Isto somente vem a demonstrar como é bastante difícil o trabalho de etimologia que tento empreender no presente texto.
Antes de apresentar as 5 hipóteses mais conhecidas na atualidade sobre a origem e o significado da palavra Arez, é preciso assinalar que não é obrigatório que nós tenhamos que acreditar ou apontar uma dessas hipóteses como sendo “a verdadeira”, como definindo “a verdade” dos fatos. Nesse caso, como é ainda um enigma a definição do nome de Arez, o mais importante é conhecer quais são as hipóteses existentes na literatura, compreendê-las, sem a pressuposição de que, necessariamente, deva existir “uma” que seja “a verdadeira”[8].
Ou seja, mesmo que ninguém chegue a comprovar a origem do nome Arez, e ainda que não haja resposta “única” e “verdadeira” para esse problema, devemos saber então quais são todas as possibilidades existentes acerca de seus prováveis significados.
É preciso enfatizar, inclusive, que as cinco hipóteses analisadas a seguir são apenas suposições, e todas elas, igualmente, são carentes de comprovação pela via de fontes históricas.


As duas hipóteses levantadas pela Câmara Municipal de Nisa (Portugal):


Sobre a origem e significado da palavra Arez, duas interessantes hipóteses são levantadas pelo site da Câmara Municipal de Nisa (Portugal), município no qual se localiza o povoado de Arez, que publicou um texto contendo informações turísticas sobre aquela sua pequena freguesia (http://www.cm-nisa.pt/). A partir da leitura do referido escrito, fica claro, logo de antemão, que na própria Arez portuguesa não se sabe ao certo a origem da toponímia.






Citando a Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira, o documento do Concelho de Nisa expõe as seguintes hipóteses acerca da gênese do nome Arez:
1) A palavra Arez – que também já foi escrita como Ares – poderia ter sido originada em referência aos bons “ares” do lugar. Porém, tal hipótese é imediatamente descartada, no próprio documento em questão, e tida como “inaceitável”.
Particularmente, não tive tempo ainda de visitar a freguesia portuguesa de Arez, entretanto, até onde eu saiba, por meio de consulta a amigos que residem próximos àquele local, realmente são “bons” os ares daquele povoado.
Sobre a possível validade dessa hipótese, é preciso esclarecer que de acordo com o Índice Toponímico do Concelho de Nisa, de Fernando Portugal (1964: 505), a mais antiga citação documental ao nome de Arez, como antes referido, encontra-se no Foral de Marvão, datado de 1226; foi nessa época, é interessante lembrar, que a língua portuguesa começou a ser escrita – “nos fins do século XII ou início do século XIII” (Azeredo, 2008: 393). Segundo o Foral citado, descobrimos que naqueles primeiros anos do Século XIII o nome do povoado era escrito como sendo “Ares”, com a letra /s/ no final, o que pode muito bem significar que a Arez lusitana tenha sido, sim, batizada numa referência aos seus “bons” ares! Porém, essa hipótese, como todas as demais, não possui comprovação embasada em fontes históricas.
É também a partir do Foral de Marvão que se pode inclusive levantar outra hipótese, como analisarei mais adiante: a de que o nome da Arez portuguesa também pode ter sido dado em homenagem ao deus grego da guerra: Ares.
2) Outra hipótese, também apontada pela Câmara de Nisa, é que o nome de Arez poderia ser uma homenagem a um dos mais importantes deuses da época pré-romana: Arêncio (ou Arentius), e que da palavra Arentius, por corruptela, teria nascido o topônimo Arez (ou Ares).
Na antiguidade, quando Portugal – tal como conhecemos hoje – ainda não existia, e aquelas terras da Península Ibérica eram chamadas de Lusitânia, sabemos que imperava então um rico politeísmo. Os arqueólogos Salvado, Rosa e Guerra, em seu texto Um Monumento Votivo a Arância e Arâncio, Proveniente de Castelejo (2004: 237-242), demonstram com seus estudos que havia naquela região central de Portugal, um pouco mais ao norte do povoado de Arez, um culto ao casal divino Arêncio e Arência (ou Arentius e Arentia), e não apenas a Arêncio em particular, comprovado por meio de escritos em monumentos votivos – inscrições gravadas em pedras, como agradecimento a promessas cumpridas pelos deuses. Há que se ressaltar que essas “aras votivas” datam já do período pós-romano, pois antes da ocupação romana na Lusitânia, as tradições religiosas eram repassadas às gerações futuras apenas pela via da oralidade, ou seja, foi somente depois da chegada dos romanos na Península Ibérica que começaram a existir inscrições epigráficas relativas aos deuses lusitanos.
Os arqueólogos citados revelam, sobre a existência de comprovação histórica do culto ao par divino Arêncio e Arência, através da epigrafia, que: “a distribuição destes nomes de divindade circunscreve-se à zona centro interior portuguesa, registrando-se ocorrências [feitas por especialistas] em Zebras, Fundão”, Ferro, Covilhã, Rosmaninhal, Monsanto, Idanha-a-Nova, Ninho do Açor, Castelo Branco e Sabugal (Salvado et al., 2004: 239-240), além das localidades próximas de Moraleja e Cória, em região espanhola.
Desse modo, é fato comprovado que não há referências ao culto aos deuses Arêncio e Arência na freguesia de Arez, nem na região do município ao qual pertence, Nisa, e nem mesmo em qualquer outro município do Distrito de Portalegre, no qual Nisa está localizada. Em se tratando, portanto, da hipótese de que o nome de Arez seria uma homenagem ao deus Arêncio, a partir do exposto anteriormente verifica-se que esta suposição é duvidosa e carente de comprovação nas fontes históricas atualmente disponíveis, tal como ocorre com as demais hipóteses aqui analisadas. No entanto, devemos enfatizar que a hipótese não pode ser declarada inválida, ainda que, até hoje, ninguém apresentou meios de confirmar a possibilidade de ela vir a ser verdadeira.
Avalio essa hipótese como sendo um tanto quanto forçada, talvez até mesmo forjada, na atualidade, por estudiosos puristas, cultuadores das tentativas de resgate da história dos deuses de tempos pré-romanos. Esses estudiosos, talvez nostálgicos com tais cultos primitivos, enxergam referências àqueles deuses em todo espaço obscuro – ou ainda não explicado pela História lusitana – que dê margem a tais interpretações, e em se achando oportunidade para tal, como no caso do nome Arez, lançam suas hipóteses, ligando um tema ainda cercado de enigmas a possíveis referências aos deuses pré-romanos, provavelmente, na esperança de que suas suposições venham a se tornarem verdadeiras algum dia…


A hipótese apontada no verbete do município de Nisa, na Wikipédia:


Mais uma hipótese acerca da origem do nome Arez, que é bastante interessante, pode ser encontrada na Wikipédia, no verbete do município de Nisa (http://pt.wikipedia.org/wiki/Nisa). De acordo com o texto ali exposto, a palavra Arez pode ter-se originado em virtude da ocupação francesa naquela região de Portugal, ocorrida no início dos anos 1200. Inclusive, das 5 hipóteses mais conhecidas e aqui avaliadas, esta me parece ser a mais plausível, ainda que não se possa considerá-la como sendo verdadeira.
Partindo-se dessa hipótese, atribuída pelo documento ao pesquisador Carlos Cebola, naquele início do Século XIII colonos franceses passaram a habitar a região de Nisa (antigamente, chamada também de Nissa), atendendo à necessidade de fixar moradores naquela parte desabitada da Península Ibérica. Na medida em que fundavam seus povoados, batizavam-lhes com nomes de sua terra de origem, tal como ocorreu no caso de Nisa, que teria sido ocupada por colonos provenientes da cidade francesa de Nice, localizada no sul da França, próxima à fronteira com a Itália. A palavra Nice vem do grego (Nikaia), em italiano é grafada Nizza, e em provençal, antigo dialeto francês: Nissa.
O mesmo ocorreu com a freguesia de Tolosa, também pertencente ao município de Nisa, que foi, provavelmente, fundada por ex-moradores da cidade francesa de Toulouse. E, por extensão, acreditam alguns estudiosos portugueses que o mesmo também teria acontecido com a freguesia de Arez (ou Ares), que teria sido edificada, segundo essa hipótese, por antigos moradores de Arles. As três localidades portuguesas citadas, Nisa, Tolosa e Arez, teriam sido batizadas, portanto, em homenagens a cidades do sul da França (Nice, Toulouse e Arles).
No caso aqui em análise, para essa hipótese obter, pelo menos, alguma lógica, a palavra Arez teria que ser originária, por corruptela, do nome da cidade francesa de Arles. Da mesma forma que já explicamos anteriormente, sobre a suposição de que Arez viria do nome do deus Arêncio, afirmar que Arez seria proveniente da palavra Arles parece-me, também, uma proposta forçada.
Não se questiona, por exemplo, que o nome do município português de Nisa (ou Nissa) seja proveniente da palavra francesa Nice. É inquestionável, também, que o povoado lusitano de Tolosa foi batizado em homenagem à cidade francesa de Toulouse, assim como, inclusive, há uma localidade chamada Tolosa na Espanha. No entanto, suponho que como não era possível explicar, com precisão, a origem do nome de Arez, alguém – em algum momento dessa História – decidiu lançar a hipótese, a partir dos exemplos de Nisa e Tolosa, de que a freguesia de Arez poderia ter sido, naquela mesma época, ocupada por ex-habitantes da cidade francesa de Arles, e, por extensão, esse alguém levantou a hipótese de que a palavra Arez seria uma homenagem a Arles.
Surge daí a interessante indagação: sendo assim, por que Arez não foi batizada, então, com o nome de Arles, tal como Tolosa e Nisa? Não fica parecendo, mesmo, que é forçada a hipótese de que o nome de Arez (ou Ares) tenha a sua origem numa corruptela da palavra Arles?
Recorrendo mais uma vez à sábia afirmação do etimologista potiguar Câmara Cascudo (2001a: 64): “as etimologias”, em sua ampla maioria, “são conjecturas que ficam sendo convenções”; e no caso dessa hipótese em questão, que atribui uma origem afrancesada ao nome de Arez, talvez esta seja uma teoria que já chegou a tornar-se uma “convenção” social, e inclusive, considero que é uma das suposições mais plausíveis para explicar o problema. Porém, deve-se lembrar que ela continua sendo apenas mais uma “conjectura”: é também uma hipótese tão carente de comprovação quanto as outras 4, aqui avaliadas.








A interessante hipótese de Cleudo Freire:


Saindo então dos domínios de textos sem autores devidamente reconhecidos, como no caso das duas primeiras hipóteses, levantadas no site da Câmara Municipal de Nisa (http://www.cm-nisa.pt/), e assim como a terceira, apontada no verbete do município de Nisa – na Wikipédia –, passo agora a analisar a admirável hipótese do escritor potiguar Cleudo Freire.
De acordo com a interessante pesquisa etimológica realizada por Freire, exposta em seu artigo “Arez: O Nome da Terra” (O Poty, 02/09/2007), o significado do nome de Arez poderia ter origem na palavra Terra, tal como esta é grafada na língua hebraica: Há-Érets, referindo-se à “Terra Prometida” pelo Deus Javé ao povo judeu, nos tempos de Moisés e do Êxodo, cujo relato encontra-se no Antigo Testamento bíblico.
Segundo Cleudo Freire: “há documentos que nos deixam a clara impressão de que [a] Arez [norte-rio-grandense] foi uma cidade que recebeu um grande número de degredados pela Inquisição”, e “tais documentos falam do envio de degredados àquela cidade, para cumprir pena inicial e obediência ao Cristianismo”. Esse autor ainda acrescenta que “não é difícil imaginar a que fé estes condenados pertenciam. Eram judeus apelidados pejorativamente pela igreja de Cristãos-Novos”, ou seja, eram sobretudo judeus portugueses, ou descendentes destes, forçadamente convertidos ao catolicismo.
A partir disto, Freire levanta a hipótese de que aqueles novos moradores de Arez, em 1760, na ocasião proporcionada pelas diversas reformas encetadas pelo Marquês de Pombal, teriam influenciado no rebatismo da antiga Missão Jesuíta de São João Batista de Guaraíras com o nome de Nova Villa de Arez, homenageando a freguesia portuguesa de Arez (onde, na época, é possível que também residissem cristãos-novos), mas, principalmente, porque tal nome significaria Terra, na língua hebraica. Lembremos que, segundo os alvarás régios de 1755 e 1758, ficou determinado que os brasileiros fizessem “a substituição dos nomes nativos nas [sua] povoações”, toponímias geralmente indígenas, e por isso chamadas de “bárbaras”, por “nomes dos lugares e vilas’ de Portugal “que bem vos parecer” (Cascudo, 1968: 162, 181).
A hipótese de Cleudo Freire, portanto, nos leva a relembrar a brilhante afirmação de Câmara Cascudo (2001a: 64), quando enfatiza que a maioria das tentativas dos etimologistas são apenas “conjecturas”, mas que podem vir a se tornarem “convenções” sociais: dependendo da “maior ou menor habilidade erudita” sustentadas pelo intelectual que as defende como verdadeiras.
Nesse ponto, é válido repetir aqui algumas perguntas já feitas anteriormente: por que a antiga Aldeia de Guaraíras, no Rio Grande do Norte, foi rebatizada com o mesmo nome da Arez portuguesa? Qual o objetivo de tal homenagem? A quem interessava a escolha justamente desse nome? Por que alguém elegeu, para rebatizar aquela Missão jesuíta/indígena, o nome de um pequeno povoado lusitano – ao invés de ter escolhido o nome de qualquer outra cidade portuguesa importante ou de um Distrito?
Considero a hipótese de Cleudo Freire muito bela, e acredito que ela pode vir ainda a ser, algum dia, provada como estando correta. No entanto, igualmente às outras 4 hipóteses aqui analisadas, a proposição freireana não pode ser admitida como verdadeira, por falta de comprovação documental, assim como, da mesma forma que as demais suposições, não pode ser descartada como falsa.
Avaliando o exposto até aqui, com base em minhas pesquisas posso afirmar que:
1º) é inquestionável que o nome da Arez potiguar, assim rebatizada em 1760, homenageia a Arez portuguesa;
2º) também é verdadeiro que em 1226 este nome se escrevia Ares, com /s/ no final, o que é comprovado pelo Foral de Marvão (Índice Toponímico do Concelho de Nisa, Fernando Portugal, 1964: 505);
3º) é correto que em 1763, pelo menos aqui no Rio Grande do Norte, a palavra já era escrita como sendo Arez, com /z/ no final (Livro de Tombo da Matriz de Nova Villa de Arez/RN), da mesma forma que em 1938 (Decreto nº 457, assinado pelo Interventor Rapahel Gurjão), e até hoje (emenda nº 3, de 05/03/1993, à Lei Orgânica de Arez/RN).
Isto significa que em algum momento dessa História, entre os anos de 1226 e 1763, o topônimo foi mudado de Ares para Arez. E isto, certamente, aconteceu ainda na Arez portuguesa, já que o nosso município potiguar já recebeu o nome de Arez, com /z/ no final, comprovadamente, desde que foi assim rebatizado, em 1760.
Pode-se então deduzir, sem muito esforço, que uma pesquisa etimológica que venha a confirmar a origem da palavra Arez e, talvez, comprovar se a sua definição viria da palavra Terra (em hebraico, demonstrando-se uma possível influência judaica), somente pode ser empreendida estudando-se, em arquivos históricos de Portugal, a documentação que trate da Arez lusitana. Algumas importantes questões a serem respondidas por tal pesquisa são: quando se deu a mudança no nome daquele lugar, de Ares para Arez, que transformou completamente tanto a sua pronúncia quanto o seu significado? Qual foi o porquê de tal mudança? A quem interessava tal modificação? Deixo registradas aqui mais essas idéias, visando a investigações futuras…
Por fim, é preciso reconhecer que a admirável hipótese de Cleudo Freire, sem dúvida alguma, nos oferece um riquíssimo tema para a investigação histórica, seja para pesquisadores do Brasil ou de Portugal, seja para os arezenses – potiguares ou lusitanos – interessados no resgate de suas origens. Inclusive, esse assunto do “exílio” forçado de “cristão-novos” em terras norte-rio-grandenses, e no Nordeste, de modo geral, vem sendo estudado com bastante entusiasmo na atualidade[9].


A hipótese de André Sales:


Partindo de minhas próprias pesquisas sobre a origem e o significado da palavra Arez, e tomando por base o Foral de Marvão, de 1226, o mais antigo documento histórico conhecido a citar o nome da Arez lusitana (Portugal, 1964: 505), escrito naquela época como sendo Ares (com /s/ no final), levanto então a hipótese de que o nome daquela pequena freguesia portuguesa pode ter sido uma homenagem ao mitológico Ares, o impiedoso deus grego da guerra[10].
Naqueles anos de 1220, o Ocidente encontrava-se em plena Idade Média; por essa época, a Igreja Católica era a proprietária de meia Europa, e já se preocupava com as heresias e fundava suas Inquisições, buscando destruir – em seus domínios – todas as formas de religiões diferentes, mulçumana, hebraica, etc.
Dessa forma, sabemos que não interessava à Igreja Católica a difusão da cultura grega, considerada pagã, inclusive, os textos gregos eram proibidos, porque “sendo pagãos, poderiam pôr minhocas nas cabeças que a Igreja esforçava-se por cristianizar e manter cristianizadas” (Lajolo, 1982: 59). Da mesma maneira, pode-se afirmar que não interessava ao catolicismo, por exemplo, manter o nome da pequena freguesia de Arez, em Portugal, como uma homenagem a um deus grego (Ares).
Assumindo-se essa hipótese como verdadeira, minha suposição é que ao invés de mudar o nome do lugar, o que talvez não viesse a apagar da cultura popular o costume adquirido pela tradição, optou-se então por mudar apenas uma letra daquele pequeno nome, transformando-se, desse modo, a sua fonação. Ou seja: com a trasladação do nome daquele povoado, de Ares para Arez, obtinha-se também uma mudança de fonação, de /Áres/ para /Arêz/, o que transforma completamente o sentido da palavra, fazendo-se surgir, assim, um nome novo, diferente (Arez), ao mesmo tempo em que se ocultava a referência a Ares, um deus pagão.
No entanto, tal como as demais hipóteses, a minha também carece de comprovação documental, pois da mesma forma que não há provas, por exemplo, de que tenha havido o culto ao casal de deuses pré-romanos Arêncio e Arência naquela região – onde se encontra a Arez lusitana –, o que pode a vir a invalidar a hipótese de esta toponímia ser uma homenagem ao deus Arêncio, também não há provas de que o deus grego Ares tenha sido ali cultuado. Desse modo, igualmente às hipóteses anteriores, minha suposição nem pode ser declarada como sendo verdadeira e nem pode ser descartada, como estando errada. Talvez, como todas as conjecturas aqui avaliadas, essa hipótese pode também, algum dia, ser revelada como estando correta.
A única alternativa que nos resta é esperar que, a partir de outras pesquisas, em breve apareçam provas concretas acerca do significado do nome daquela freguesia portuguesa e, em conseqüência, de nossa Arez norte-rio-grandense.
Por fim, resumindo o exposto até aqui, pode-se também imaginar que, talvez, em algum momento dessa História, alguém tenha decidido alterar o nome do deus grego Ares para outra palavra, e dessa forma, mudando apenas uma letra, no final daquele nome – já que sabemos que Ares tornou-se Arez –, teria também transformado o seu sentido; e essa idéia, note-se, pode ter partido tanto de pessoas de origem católica, contrárias a homenagem feita a um deus pagão, quanto de habitantes de origem judaica. Ou seja: a antiga referência a um deus da guerra (Ares) teria sido então, com a mudança de somente uma letra, trasladada para uma bela palavra hebraica (Há-Érets: Terra, Arez), segundo a hipótese levantada por Cleudo Freire, numa homenagem à “Terra Prometida”.


4. Conclusão:


Para concluir o assunto, é preciso ainda ressalvar que a mudança ocorrida na escrita do nome de Arez – mexendo-se em apenas uma letra (de Ares para Arez) e transformando inclusive o seu significado –, que se deu em algum tempo da História ainda desconhecido, pode também ter acontecido por uma mera coincidência, por uma mera convenção socialmente imposta, advinda da forma mais comum das pessoas escreverem a palavra (que seria usando-se mais o /z/ no final). É necessário, portanto, levar em consideração, também, a hipótese de que talvez não tenha havido, nesse caso, nenhum interesse (político ou religioso) por trás dessa mudança etimológica…
Devo concluir então, para não ser acusado de ter esquecido alguma outra hipótese, lembrando que o escritor potiguar João Alfredo de Lima Neto, em seu livro Anotações Sobre a História de Arez, lançou a proposição de que o nome Arez: “Significa dente do mestre, supõe-se alguma divindade remotíssima” (2000: 29). No entanto, esse autor não cita a fonte documental da qual teria retirado tal suposição, o que torna a sua conjectura não inválida, mas, carente de comprovação histórica; ou seja, até hoje, ninguém apresentou meios de confirmar se esta proposição tem alguma lógica que, pelo menos, a sustente como uma hipótese válida para análise.




5. Referências:


AZEREDO, José Carlos. Gramática Houaiss da Língua Portuguesa. São Paulo: Publifolha/Instituto Houaiss, 2008.
BARLÉU, Gaspar. História dos Feitos Recentemente Praticados Durante Oito Anos no Brasil. Belo Horizonte: Itatiaia/São Paulo: USP, 1974. (trad. Cláudio Brandão, 1a edição: 1647).
BLOOM, Harold. Jesus e Javé: Os Nomes Divinos. Rio de Janeiro: Objetiva, 2006. (trad. José Roberto O’Shea).
CASCUDO, Luís da Câmara. “O Portão do Cemitério de Arez”. A República. Natal, Ano LVI, no 210, 22 de março de 1946.
_____. Os Holandeses no Rio Grande do Norte. Natal: Departamento de Imprensa, 1949.
_____. História do Rio Grande do Norte. Rio de Janeiro: MEC, 1955.
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[www.cm-nisa.pt].
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[1] Escritor, estudioso da História e da Cultura de Arez, tem bacharelado e mestrado em Serviço Social. Atualmente, é assessor de cultura do Prefeito Municipal (Dr. Erço Paiva), assistente social da zona rural de Arez e sócio efetivo da União Brasileira de Escritores (UBE/RN).
[2] Os mais importantes trabalhos que versam sobre a ocupação holandesa no Nordeste do Brasil são: o livro de José Antônio Gonsalves de Mello, Tempo dos Flamengos (2001), e o de Câmara Cascudo, Geografia do Brasil Holandês (1956), verdadeiros clássicos acerca do tema; de Evaldo Cabral de Mello: Rubro Veio (1997) e Olinda Restaurada (1998). Especificamente sobre a invasão neerlandesa no Rio Grande do Norte, e sempre fazendo referências à Ilha dos Flamengos, em Arez, pode-se consultar: Os Holandeses no Rio Grande do Norte, de Câmara Cascudo (1949); de Olavo de Medeiros Filho: Os Holandeses na Capitania do Rio Grande (1998) e “Os Primórdios da História de Arez” (2003); e de André Sales, Câmara Cascudo: O que é Folclore, Lenda, Mito e a Presença Lendária dos Holandeses no Brasil (2007).
[3] Etimologia é o estudo da origem e da evolução das palavras, em diferentes estados anteriores da língua, quer na forma mais antiga conhecida, quer em alguma etapa de sua evolução, até chegar ao étimo: o termo que serve de base para a formação de uma palavra – pode ser uma forma antiga, do mesmo idioma ou de outro, de que se origina a forma recente (Houaiss, 2009: 847).
[4] Durante o reinado de Dom José I, o Marquês de Pombal foi – entre os anos de 1750 e 1777 – o onipotente Secretário de Estado do Reino, uma espécie de “Primeiro Ministro”. Unindo monarquia absolutista e racionalismo iluminista, Pombal foi um importante personagem de nossa História porque: provocou a expulsão dos jesuítas de Portugal e suas colônias, em 1759, incluindo-se aí o Brasil, transformando as antigas missões indígenas em Vilas (tal como ocorreu na Arez potiguar); transferiu então o sistema de ensino das mãos da Igreja para a responsabilidade de professores leigos; extinguiu o regime de Capitanias Hereditárias no Brasil (em 1759); mudou a capital da Colônia, de Salvador para o Rio de Janeiro, em 1763; e ajudou na extinção da Inquisição no império português, proibindo a prática dos “autos de fé” e a discriminação aos cristãos-novos (Franchini Neto, 1981), ainda que a Inquisição portuguesa só tenha sido definitivamente extinta em 1821. Mesmo sendo o resultado de ordens régias anteriores, datadas de 1536, o Tribunal do “Santo” Ofício foi “definitivamente estabelecido” em Portugal no ano de 1547 (Novinsky, 1994: 36; Cascudo, 2001b: 90), tendo alcançado também o Brasil, de 1591 em diante, inicialmente na Bahia e em Pernambuco. O livro de instruções fundamental era o Monitório do Inquisidor Geral, escrito em 1536 por D. Diogo da Silva, tendo se tornado, nas palavras de Cascudo (2001b: 92): “o código orientador das denúncias e confissões”.
[5] Apenas a título de esclarecimento, os primeiros registros documentais conhecidos que tratam do povoamento da Arez potiguar, datados de 1605, atestam que naquela época já habitavam aqui os indígenas da Aldeia de Jacumaúma, de língua Tupi. No Traslado do Auto da Repartição das Terras da Capitania do Rio Grande (1909: 44, 73), encontram-se inscritas as duas primeiras datas de terras doadas na região de Arez a pessoas de origem européia: a de n° 86, foi concedida pelo Capitão-Mor Jerônimo de Albuquerque, em 11/10/1605, ao português Domingos Sirgo; o registro faz referência ao “pacoval [bananeiral] de Jacumahuma”, perto do Rio Jacryhu (atual Rio Jacu). Como Domingos Sirgo “nunca fez benfeitorias” nas terras, em 1614 essa data de terra havia sido devolvida e já estava então doada às filhas de Manuel Rodrigues de Souza Forte, servindo para “gados e mantimentos”. Também o registro da data de terra n° 181, concedida pelo Capitão-Mor Francisco Caldeira de Castelo Branco, em 11/12/1613, ao mesmo Manuel Rodrigues – para “pastos e roças, e canas” –, cita também a existência, nas proximidades, da Aldeia de Jacumahuba.
[6] As habilidades etimologistas de Câmara Cascudo são incontestáveis, e há exemplos espalhados por toda a sua erudita obra: como ocorre em seu interessante livro Made in África (de 1965), que é um trabalho eminentemente de etnografia, no qual o autor expõe diversos pontos de contato entre a cultura popular brasileira e a africana, mas que também demonstra as preocupações de Cascudo com a origem e o significado das palavras, percorrendo em suas análises, inclusive, diversos idiomas; também serve de exemplo o seu Ensaios de Etnografia Brasileira (de 1971). Já o livro Nomes da Terra, de 1968, é um verdadeiro “Tratado” de Etimologia norte-rio-grandense.
[7] Em 1647, Gaspar Barléu publicou seu famoso livro História dos Feitos Recentemente Praticados Durante Oito Anos no Brasil, no qual está incluído um exuberante mapa da geografia do Nordeste durante a ocupação holandesa (1630-1654), de autoria do cartógrafo Jorge Marcgrave, desenhado em 1643 – ornamentado com gravuras do jovem pintor holandês Frans Post. Registrados nesse mapa, encontramos alguns lugares da Arez potiguar, tais como: a Aldeia Aranum (grafada como Araunu), a Lagoa de Guaraíras (Guiraraíra), o Rio Limoal (Irimuá), o Rio Urucará (Uricará) e o Rio do Meio (Nambutiú). Evaldo Cabral de Mello (1997: 46) já chamou a atenção para a “grafia estropiada” da toponímia nordestina tal como era escrita pelos holandeses, e incorporada à sua “rica cartografia”. Reproduções de trechos do Mapa de Marcgrave, onde aparecem com clareza os pontos de Arez citados, podem ser vistos em: Gaspar Barléu (1974); Medeiros Filho (1989); e Lima Neto (2000).
[8] Um dos exemplos mais famosos na área da etimologia, em se tratando de palavras de origem obscura, e da existência de várias hipóteses acerca de sua gênese, significado ou pronúncia, tal como ocorre como o nome de Arez, é que nunca se soube, nem jamais saberemos, como se falava o nome de Deus na época do Antigo Testamento bíblico, texto no qual o nome divino é citado em torno de 6.000 vezes. Neste caso, sabe-se apenas que a palavra era então representada pelas letras YHWH, porém, não existe “certeza” de como era a sua pronúncia no dia a dia dos hebreus, nem se sabe qual é o seu significado. Na atualidade, o normal é traduzir-se o nome de Deus como sendo Javé (Yahweh), ou Jeová, contudo, esta é uma convenção social. Como define Câmara Cascudo (2001a: 64): “As etimologias, em percentagem esmagadora, são conjecturasconvenções”. Já nas palavras do crítico shakespeariano Harold Bloom (2006: 151-152): Javé “é apenas uma conjectura, porque a tradição guardou o nome sagrado”. Ou seja, na contemporaneidade nós apenas imaginamos como se falava a palavra IHWH, que é apenas um pedaço, escrito, da palavra inteira, que era apenas falada. Bloom ainda complementa que “o significado do nome [Javé] é tão obscuro quanto a pronúncia”. No caso da palavra Arez, também não se sabe nem a sua origem e nem o seu significado, além dela ter mudado, com o correr dos anos, sua forma de escrita e de pronúncia: de Ares, no passado, para Arez, na atualidade. que ficam sendo
[9] Um trabalho fundamental – que trata da chegada de judeus ao Brasil –, principalmente portugueses e seus descendentes (os sefardim, ou sefarditas), referindo-se especificamente ao Nordeste e embasado em documentos originais dos anos 1600, é o livro clássico Tempo dos Flamengos, escrito por um dos maiores historiadores do Brasil, o pernambucano José Antônio Gonsalves de Mello (2001: 258 a 275). Descobridor da primeira Sinagoga das Américas (Kahal Zur Israel), erguida provavelmente em 1637, no Recife, em seu livro este autor revela a presença, no Nordeste, de sobrenomes de ascendência incontestavelmente judaica, tais como: Fonseca, Navarro, Martins, Castro, Nunes, Faria, Oliveira, Pereira, Azevedo, Mendes, Aguiar, Torres, Dias, Frazão, Lemos, Correia, Pinto, Castanho, Saraiva, Mesquita, Coelho, Guimarães, Mota, Cardoso, Bloom, etc (Mello, 2001: 275). Outro clássico sobre o tema, em se tratando da região Nordeste, é o livro de Câmara Cascudo, Mouros, Franceses e Judeus: Três Presenças no Brasil (2001b: 90 a 111), que traz um importante texto sobre o assunto. Especialmente em termos de História norte-rio-grandense, são imprescindíveis os livros: Velhas Famílias do Seridó, do saudoso Olavo de Medeiros Filho (1981); Natal: Uma Comunidade Singular, de Egon e Frida Wolff (1984); e Raízes Iberas, Mouras e Judaicas do Nordeste, da célebre teatróloga Lourdes Ramalho (2002).
[10] Grécia e Roma são as civilizações Ocidentais que mais se destacaram na História da Antiguidade Clássica, sendo a Grécia a mais importante daquele período. Constituída inicialmente por povos Jônios e Aqueus, os gregos se consideram descendentes de Heleno (filho de Deucalião), sobrevivente de um dilúvio provocado por Zeus. Daí advém o sinônimo de Hélade para a Grécia, e de helenos para seus habitantes. A cerca de dois mil anos antes de Cristo, a Grécia foi invadida pelos Dórios, que era um povo eminentemente guerreiro, dos quais viria a descender a aristocracia grega dos espartanos, cuja vida social girava em torno, essencialmente, da formação de guerreiros. A cultura dos Dórios, porém, era inferior à dos povos conquistados: a coluna dórica, por exemplo, de capitel reto e sem ornamentos, se comparada aos dois outros estilos de colunas gregas (jônico e coríntio), é esteticamente a mais pobre. Os Dórios obrigaram então os Aqueus a fugirem e ocuparem a Ilha de Creta, já bastante civilizada na época. De religião antropomórfica e politeísta, a cultura helenística adorava deuses semelhantes aos homens, possuindo igualmente fraquezas, virtudes e paixões; desse modo, havia geralmente um deus para cada aspecto da natureza e das atividades humanas. Para os gregos, portanto, Ares era adorado como o deus da guerra. Mais tarde, conquistada a Grécia pelos romanos, houve uma latinização das grandes divindades: Zeus, o pai dos deuses gregos, passou a ser identificado com o deus romano Júpiter, assim como ocorreu, da mesma forma, com Atena (Minerva), Artêmis (Diana), Posseidon (Netuno), Dionísio (Baco), etc. Nesse contexto, Ares, filho de Zeus e Hera, passou a ser identificado com Marte, o deus romano da guerra, que, por sua vez, também era um deus muito importante, ao ponto de ser tido como o mitológico pai de Rômulo (fundador de Roma e seu primeiro Rei) e Remo, concebidos com a humana Rea Sílvia (Souto Maior, s/d: 68-78).

IN"União Brasileira de Esccritores RN - Nave da Palavra"
publicado por DELFOS às 11:32

VALE DO PESO no Gavião no Alentejo

23.10.10
Hoje vamos ao Vale do Peso.
Não deixa de ser e continua a ser uma freguesia do concelho do Crato. Não deixa de parecer uma zona onde todo um Alentejo começa.
É com uma certa satisfação que o blog "gavião no Alentejo" a coisa por si é sentida com alguma emoção cerebral, a também começa a levar a vós... É uma terra, não deixa de ser uma freguesia com 344 habitantes em (2001) para uma área de 65,62Km2 e a WiKipedia a história assim lha conta.
O blog pensa, o "Gavião no Alentejo" o sente, esta terra e freguesia vai seguir os mesmos passos que Atalaia e Arez... O caminho a seguir deve ser este e ainda não só aconteceu, a sopa sempre foi na panela, o blog agora pensa que a sopa não sabe se ela não está sendo feita no tacho...

Mas o blog, não compreeendo que os políticos da praça tendo um punhado de areia na mão, que quanto mais eles o apertam, mais a areia se liberta, e, para alegrar a malta, o blog hoje leva a rapaziada até esta doce "Vale do Peso", a copiar Pinho Leal no  Portugal Antigo e Moderno:

"freguezia, Alemtejo, concelho a 6 Kilometros do Crato, comarca de Niza (foi do mesmo concelho, mas da comarca de Portalegre).
180 Kilometros ao S. E. de Lisboa, 110 fogos.
Em 1768, tinha 120,
Orago, Nossa Senhora da Luz. E`no priorado do Crato, annexo ao patriarchado. Districto admnistrativo de Portalegre.

O grão prior do Crato (da ordem de Malta) apresentava o cura, que tinha de renda - 120 alqueires de trigo, 24 almudes de vinho crú. meia carga de uva preta, e 3$000 reis em dinheiro.

É uma povoação agradavelmente situada, em uma collina pouco elevada, entre as freguezias de Flor da Rosa e Alpalhão, e a uns 250 metros, a O., da estrada real, à maçadam , do Crato para Niza, Fundão, Castello-Branco, Covilham, Guarda, etc. - Estrada importante, que liga a Beira Baixa e uma boa parte do Alto alemtejo com a estação do Crato, no caminho de ferro de S. E., o qual liga Lisboa com Badajoz.
Esta estação, fica entre as da Chança e Portalegre. A estação do Pêso, na linha de Cáceres, passa também a poucos Kilómetros, ao N., de Val do Pêso.
Dá o nome a esta freguezia, um pequeno valle, contiguo à povoação (a E.) muito mimoso, com hortas e pomares; sendo notáveis  as suas figueiras, pela sua belleza e tamanho descommunal delas...."
publicado por DELFOS às 04:23

MAS O CRATO CAÇA - 2

22.10.10
 Diário da República, 1.ª série — N.º 194 — 6 de Outubro de 2010
MINISTÉRIO DA AGRICULTURA,
DO DESENVOLVIMENTO RURAL E DAS PESCAS
Portaria n.º 1021/2010
de 6 de Outubro
As Portarias n.º
de 21 de Outubro, procederam, respectivamente, à renovação
e anexação de prédios rústicos à zona de caça associativa
do Mato Silva (processo n.º 1052 -AFN), situada
no município do Crato, com a área de 1006 ha, válida até
9 de Outubro de 2010, e concessionada ao Clube de Caça
de Mato Silva, que entretanto requereu a sua renovação.
Cumpridos os preceitos legais, e com fundamento no
disposto no artigo 48.º, em conjugação com o estipulado na
alínea
de 18 de Agosto, com a redacção que lhe foi conferida
pelo Decreto -Lei n.º 201/2005, de 24 de Novembro, e com
a alteração do Decreto -Lei n.º 9/2009, de 9 de Janeiro,
e no uso das competências delegadas pelo Ministro da
Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das Pescas pelo
despacho n.º 78/2010, de 5 de Janeiro, manda o Governo,
pelo Secretário de Estado das Florestas e Desenvolvimento
Rural, o seguinte:
Artigo 1.º
s 853/98, de 9 de Outubro, e 1087/2005,a) do artigo 40.º, todos do Decreto -Lei n.º 202/2004,
Renovação
É renovada a concessão da zona de caça associativa do
Mato Silva (processo n.º 1052 -AFN) por um período de
12 anos, constituída por vários prédios rústicos sitos nas
freguesias de Crato e Mártires, Vale de Peso e Flor da Rosa,
município do Crato, com a área de 996 ha, conforme planta
anexa à presente portaria e que dela faz parte integrante.
Artigo 2.º
Produção de efeitos
Esta portaria produz efeitos a partir do dia 10 de Outubro
de 2010.
O Secretário de Estado das Florestas e Desenvolvimento
Rural,
Rui Pedro de Sousa Barreiro, em 20 de Setembro de 2010.


Mas o blog "Gavião no Alentejo" apenas vos pede se esta notícia já tiver sido repetida, o favor de uma apitadela por parte de vós. Estas coisas das notícias são tão intensas que por vezes é apenas um acto instintivo que acontece onde pensa que o conhecimento deve chegar a todos e quem tiver melhor unhas que toque lá a viola.. Mas o blog informa, o que tiver conhecimento do que se passa nesta zona e região o conhecimento será esbanjado e derramado e que não será lá Tarrafal ou uma Sibéria  mas que todos devem ter a mesma hipótese.... Quatro anos que não foram uma brincadeira.


4394
publicado por DELFOS às 14:29

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