Não entrando pelos comentários do Prof. Marcelo em que afirma que Aníbal Cavaco Silva, ganhou, porque os outros adversários eram fracos e porque na tradição em Portugal a regra é que um Presidente da República seja eleito quando concorre a um segundo mandato, a opinião do blog, nunca uma campanha eleitoral foi tão suja.
Pensa que todo o cidadão o direito de expressar as suas ideias o tem - mas neste caso - um tempo já assim muita passado, Alegre vir assim falar de acções e um banco privado, não faz sentido nos tempos que correm.
O blog pensa que Alegre o direito o tinha na altura, mas que passado assim algum tempo não faz muita sentido.
Se o não fez, a democrática em Portugal concede títulos, em que um presidente da república não se lhe pode tocar mesmo que tenha cometido algum crime.
O blog pensa que o Alegre, o candidato apoiado pelo bloco e o partido do Governo, entrou na campanha e foi para ela a fazer chantagem emocional e politica e não  trouxe nada de novo.
O seu comportamento apenas serviu para afastar as pessoas e foi o caso do blog, que gostando de ouvir estas secas, depois de olhar, os mandou ir dar uma volta.
Estes comportamentos, este comportamento, alguém que se diz de esquerda, "a mim ninguém me cala" apenas serve para afastar os cidadões de uma mesa de voto e torna a política uma coisa muita banal e sem interesse.
O blog vos deixa, especialmente para o pessoal do mundo, de outros países e outras paragens, dois apontamentos jornalísticos da imprensa escrita em Portugal e o resultado das eleições no concelho de Gavião editado pelo administrador do blog http://p-m.blogs.sapo.pt/



O pior nível de abstenção numas eleições presidenciais foi registado em 2001, na altura da reeleição de Jorge Sampaio, com 50,29% dos eleitores portugueses a obtarem por não ir às urnas. A releeição de Cavaco Silva conseguiu bater este recorde. Com apenas uma freguesia por apurar, os números da abstenção ultrapassam os 53%. A este recorde, a reeleição de Cavaco Silva como Presidente da República junta ainda um máximo histórico de votos em branco, com um total de 190 mil. http://aeiou.expresso.pt/maior-abstencao-de-sempre-nas-presidenciais=f627695

Os 2 milhões e 230 mil portugueses que votaram em Cavaco Silva e lhe garantiram uma vitória à primeira volta representam, também, o menor número de votos expresso com que um Presidente da República foi eleito em Portugal.
Até agora Jorge Sampaio, com 2,4 milhões de votos na sua reeleição, tinha o recorde desta categoria.
A vitória de Aníbal Cavaco Silva também representa uma quebra significativa em relação aos dados obtidos na sua primeira eleição presidencial.
Em 2006, Cavaco reuniu a preferência de mais de 2 milhões e 773 mil portugueses, mais meio milhão de votos do que os obtidos até agora, altura em que apenas faltam apurar os votos de uma freguesia do Continente e os votos da emigração.  

Seis notas sobre a noite eleitoral e as primeiras projecções: 
1. Cavaco Silva vai ser, como tudo apontava, reeleito para novo mandato em Belém. nunca um chefe do Estado falhou a reeleição e Cavaco mantém a tradição. A sua votação fica aquém do que se chegou a pensar e se não atingir os 55% fica abaixo da reeleição de Sampaio (o PR com menos votos reeleito). De qualquer forma, uma vitória para Cavaco.
2. Manuel Alegre obtém um resultado fraco e é um dos derrotados da noite, se se confirmarem as previsões. Não passa da votação que obteve em 2006 (ou passa por pouco), quando concorreu sem o apoio de qualquer partido.
3. Fernando Nobre é um dos vencedores da noite. Fez uma campanha em crescendo. As sondagens na última semana davam-lhe um resultado em torno dos 10% e agora parece ficar claramente acima disso. Estes votos ainda vão valer para o futuro. O movimento em torno de Fernando Nobre vai seguramente querer capitalizar o score de um candidato que parece ter colhido muitas simpatias em quem está cansado com o actual sistema político e partidário.
4. José Manuel Coelho foi a surpresa da campanha, só tendo sido confirmado como candidato mesmo no final do prazo para apresentação de candidaturas. Tem um resultado elevado. O seu discurso cru contra a corrupção parece ter colhido muitas simpatias.
5. Francisco Lopes obtém um resultado em linha do que é hoje o núcelo duro do eleitorado comunista. Não é extraordinário, mas cumpre.
6. A abstenção pode ser um recorde em eleições presidenciais. Não é uma boa notícia. Como não é uma boa notícia a dificuldade que muitos eleitores hoje tiveram para conseguir exercer o seu dever cívico. A falha do sistema informático é inadmissível.

As eleições de hoje em Portugal foram notícia nos sites de alguns dos principais jornais, revistas e agências do mundo.
"El Mundo": "Eleições marcadas por uma grande abstenção. Cavaco Silva é re-eleito Presidente de Portugal sem necessidade de segunda volta. O Chefe de Estado renova o seu mandato depois de obter 53% dos votos, precisamente a mesma percentagem de abstenção".
"El País": "Cavaco ganha na primeira volta das eleições presidenciais portuguesas. O Presidente é eleito para  um novo mandato com 53,1% dos votos. A preocupação com a crise económica e a abstenção, que alcança um recorde histórico com 53%, afastam o socialista Manuel Alegre".
"The Washington Post": "Crise financeira do país pesa nas eleições presidenciais portuguesas deste domingo, com sondagens indicando uma clara vitória dos conservadores após o Governo socialista ter perdido popularidade com a adoção de medidas de austeridade".
"Le Monde": "Em Portugal, a extensão da vitória à primeira volta é a única coisa que está em jogo nas presidenciais".
"Folha de São Paulo": "Boca de urna aponta para vitória de Cavaco Silva em Portugal. O presidente português, Aníbal Cavaco Silva, deve ser reeleito neste domingo, com lusitanos nas urnas em uma votação ofuscada pela crise na zona do euro. Pesquisas de opinião mostram que Cavaco Silva, do Partido Social Democrata, tem 60% das intenções de votos, contra 20% de seu adversário mais próximo, o socialista Manuel Alegre".
"Jornal do Brasil": "Portugal escolhe Presidente em plena crise; Cavaco é favorito. O Presidente conservador Aníbal Cavaco Silva é o favorito para o primeiro turno, neste domingo, da eleição presidencial de Portugal, após uma campanha monótona e sem suspense, apesar da crise económica, em consequência dos limitados poderes do chefe de Estado.Os portugueses, preocupados com o crescente desemprego e a pobreza, assim como com os três planos austeridade adotados em um ano, demonstram pouco interesse por uma votação que tem como única incógnita, segundoos analistas, o nível de abstenção, que pode estabelecer um recorde."
"Veja": "Com a crise econômica como pano de fundo, portugueses devem decidir entre a continuidade que oferece Aníbal Cavaco Silva e a mudança proposta pelos demais candidatos. A escolha do próximo chefe de Estado é crucial para o país, que pode ser o próximo a recorrer à ajuda externa, depois da Grécia e da Irlanda".
BBC Brasil: "Pesquisas de boca de urna em Portugal indicam que o Presidente Aníbal Cavaco Silva conseguiu se reeleger no primeiro turno das eleições, realizado neste domingo.Três institutos de pesquisa sugerem que Cavaco Silva teria alcançado entre 52 e 58% dos votos válidos. Alguns fatores estão sendo apontados como responsáveis pela grande abstenção, como o desinteresse do cidadão comum pela política, a onda de frio pela qual passa Lisboa - a temperatura de quatro graus foi a menor em anos -, e uma certa confusão burocrática, com muitos eleitores sem saber onde teriam que votar".
"Últimas Notícias"(Venezuela): "O presidente português, Aníbal Cavaco Silva foi reeleito este domingo na primeira volta, com entre 51,6% e 58% dos votos, à frente do socialista Manuel Alegre, que obteve de 17,1% a 21% dos votos. A taxa de abstenção situou-se entre 47% e 54% dos eleitores inscritos, segundo as previsões da televisão pública e do canal privado SIC. Durante a campanha, Cavaco Silva, um economista conservador de 71 anos que foi primeiro-ministro durante 10 anos (1985-1995),  converteu a sua experiência no principal argumento face à preocupação que suscita a crise financeira".
http://aeiou.expresso.pt/jornais-estrangeiros-crise-abstencao-e-vitoria-de-cavaco=f627629

O porta-voz da Comissão nacional de Eleições (CNE) disse hoje que a confusão instalada em mesas de voto por todo o país e o bloqueio do Portal do Cidadão e do serviço SMS 3838 vai "aumentar com certeza a abstenção" nas presidenciais. Recorde-se que o mais alto valor de abstenção nas presidenciais foi alcançadao em 2001, com 50% dos eleitores a não irem às urnas.
Confrontado pela agência Lusa sobre se esta situação iria aumentar a abstenção, o porta-voz da CNE, Nuno Godinho de Matos, disse que "é claro que vai aumentar, ninguém pode dizer quanto é que vai aumentar de forma científica, mas claro que aumenta".
"Ainda por cima [os problemas] têm um efeito de descontentamento genérico, as pessoas ficam revoltadas e zangadas, dizem que é tudo a mesma choldra, isto não presta, nada funciona", lamentou Godinho de Matos.
Questionado sobre de que maneira se estaria a tentar resolver a situação, para que as pessoas que não conseguem votar o possam fazer, o porta-voz da CNE lembrou que soluções como alargar o horário de encerramento das urnas "não são permitidas por lei".
Godinho de Matos disse que quando "agora se tenta aceder aos dados do Ministério da Administração Interna - através do SMS 3838, portal do cidadão ou a Junta -, para saber o número de eleitor, para saber qual é a mesa de voto, o que lhe dizem é eleitor não inscrito".
"Como o sistema não aguenta, a procura que está a decorrer bloqueia", afirmou, acrescentando que "neste momento em rigor é isto que se está a passar, o sistema não está a debitar informação".

Filas de eleitores em todo o país

No Liceu Camões, em Lisboa, cerca de 50 pessoas aguardaram pelo menos meia hora, de cartão de cidadão em punho, para conhecer o novo número de eleitor. Mas depois de se dirigirem às mesas de voto correspondentes ao número de recenseamento das eleições anteriores (as autárquicas de 2009), os eleitores não viam o seu nome e número de identidade coincidirem e eram, assim, encaminhados para um posto de atendimento da Junta de Freguesia, contou João Malha à Lusa. 

"Estava uma fila enorme, estive ali cerca de meia hora à espera. Ainda por cima o sistema estava em baixo, o que fez com que apenas uma senhora fosse consultando, eleitor a eleitor, um caderno eleitoral", descreveu.
João Malha viu ainda "várias pessoas desistirem de votar, porque não estiveram para esperar". Na Escola Básica das Laranjeiras, igualmente em Lisboa, a situação repetiu-se.
Ana Aleixo descreveu à Lusa que depois de ter aguardado na fila da mesa de voto correspondente ao seu número de eleitor habitual, foi-lhe dito que o número não coincidia e que teria de aguardar numa nova fila para conhecer o novo número. 
"Tal como aconteceu comigo, estava a acontecer a muita gente que tinha cartão de cidadão. Tinham de se dirigir a um posto de atendimento para conhecer o novo número", disse. Ana Aleixo já tinha votado nas eleições anteriores com o cartão de cidadão e não tinha tido este problema. 
"Está um alvoroço, uma grande confusão, as pessoas estão perdidas, principalmente as mais velhas, e ninguém ajuda a orientação", disse Ana Aleixo. 

Portal do cidadão e SMS 3838 em baixo

Já em Oeiras, disse à Lusa um membro de uma mesa de voto, também há filas. A situação agrava-se no concelho, porque os membros da mesa de voto dirigem os eleitores para o portal do cidadão ou a acederem ao serviço de SMS, sistemas que estão em baixa.  
Na Junta de Freguesia de Benfica, Lisboa, os membros da mesa de voto adotam o mesmo comportamento. Luís Ferreira contou à Lusa que por ter recorrido ao serviço de SMS 3838 e não ter obtido resposta, se dirigiu à Junta a fim de obter o novo número de eleitor e votar.  
"As filas eram enormes e no local não conseguem ajudar as pessoas, porque a maneira de obter os números é acedendo ao site", disse. 
Já Ana Cunha recebeu por SMS o número de eleitor e freguesia onde deveria votar, já que mudou de residência há seis meses, mas quando chegou à Escola Secundária de Miraflores, em Algés, foi-lhe dito que não constava dos cadernos eleitorais. "Voltei a enviar mensagem e não recebi resposta. Tentei aceder ao portal e está sempre em baixo. As filas estão enormes", disse. 
Na margem sul do Tejo, em Almada, houve eleitores a quem só mudaram de número de recenseamento e viram ainda a sua secção de voto alterada, sendo obrigados a dirigirem-se a outro local de voto, comprovou a Lusa no local.  
Um eleitor, que nas autárquicas tinha votado com cartão de cidadão na Escola da Charneca da Caparica, foi informado, naquela escola, que além do novo número, tinha de se dirigir à Escola Básica Integrada da Caparica.
Em Setúbal, Viana do Castelo, Odivelas e Porto há também relatos dados à Lusa de situações semelhantes. 

A confusão gerada ontem por milhares de portadores de Cartão do Cidadão não conhecerem o seu número de eleitor teve origem na contenção orçamental. A Comissão Nacional de Eleições (CNE), através do seu porta-voz, Nuno Godinho Matos, disse ao CM que não foram enviadas cartas aos portadores de Cartão do Cidadão a informar o número de eleitor, tal como aconteceu nas Legislativas de 2009.
"Em 2009 havia um milhão de pessoas com Cartão do Cidadão e todas receberam cartas a informar o número de eleitor. Agora, há cinco milhões com Cartão do Cidadão e no actual contexto de contenção seria complicado enviar cartas para todos, custaria 1,5 milhões de euros a 30 cêntimos a carta", afirmou, considerando que os eleitores também foram responsáveis porque não se informaram a tempo.
O Ministério da Administração Interna lamentou a confusão instalada em mesas de votos de todo o País - que gerou longas filas para votar -, adiantando que vai instaurar um inquérito para apurar responsabilidades. E o PSD já chamou o ministro Rui Pereira ao Parlamento.
A contenção foi criticada ao CM por Manuel do Cabo, presidente da maior freguesia do País, Mem Martins, com cerca de 50 mil eleitores: "Lamento que um acto tão nobre não tivesse merecido uma despesa em anúncios".
A Base de Dados de Recenseamento Eleitoral não suportou o elevado número de acessos para tentar saber o número de eleitor e bloqueou durante duas horas.
Segundo o Ministério da Administração Interna, entre as 14h00 e as 16h30 houve picos contínuos de acesso na ordem dos 22 mil por segundo. Essa sobrecarga no pedido de informação levou a que centenas de pessoas de Mem Martins e de Camarate, Loures, não pudessem votar, dizem os presidentes das respectivas juntas de freguesia, Manuel do Cabo e Arlindo Cardoso.
Já a Direcção-Geral da Administração Interna rejeita esta hipótese. "Ao meio-dia já tínhamos uma afluência menor do que nas Presidenciais de 2006 e não havia nenhum problema técnico", disse o director-geral Paulo Machado, assumindo os "problemas técnicos": "Tínhamos estimado um afluxo grande mas foi maior do que esperávamos".

Estabilidade, crise económica e abstenção são os principais pontos destacados pela imprensa internacional e económica sobre as eleições presidenciais portuguesas, que ontem deram a vitória ao recandidato Cavaco Silva.
ESPANHA: “APATIA”, “ESTABILIDADE” E “ABSTENÇÃO”
O jornal conservador ‘La Razon’ escreve que “A apatia lusa outorga a Cavaco a reeleição” e acrescenta que “o candidato arrasa numas presidenciais marcadas por uma abstenção de 53 por cento”.
O ‘El Pais’ refere que “os portugueses apostam pela estabilidade e votam em Cavaco” e sublinha que “os portugueses apostaram pela continuidade em tempos de crise”. Sem esquecer os problemas informáticos que marcaram o dia eleitoral, o jornal espanhol diz que o discurso de Cavaco “exibiu um tom agressivo e longe da generosidade de quem ganha”, mostrando que “não digeriu as acusações de negócios e compras irregulares dirigidas pelos seus rivais durante a campanha”.
Para o ‘El Mundo’, “Cavaco Silva e a abstenção empatam”, enquanto o ‘ABC’ diz que o Presidente “arrasa” nas urnas.
Já o ‘Publico’, escreve que os eleitores “cumpriram um paradoxo anunciado”, depois de “votarem maioritariamente à esquerda nas legislativas de 2009, marcaram agora a sua preferência pela direita”.
RÚSSIA: PORTUGUESES OPTARAM POR NADA MUDAR           
As eleições portuguesas têm também eco na Rússia, onde a maioria dos meios de comunicação social destaca a continuidade do Presidente da República, em vez da mudança.
A agência noticiosa ITAR-TASS cita o primeiro-ministro, José Sócrates, segundo o qual “os portugueses optaram por não mudar, optaram pela continuidade e pela estabilidade política”.
O canal ORT destaca os objectivos do Presidente para os próximos cinco anos: “trata-se da luta contra o desemprego, que atingiu o nível recorde de 11 por cento, e a solução do problema da dívida externa”.
Já a rádio Eco de Moscovo não coloca de lado a possibilidade de Cavaco Silva “recorrer à sua prerrogativa de dissolver o Parlamento em sinal de protesto contra a política do Governo”.
FRANÇA: CAVACO USA ARGUMENTO DA EXPERIÊNCIA
O jornal ‘Le Figaro’ sublinha “o nível recorde de abstenção em eleições presidenciais” e escreve que Cavaco Silva “fez da sua experiência o seu principal argumento face às inquietações suscitadas pela crise financeira”.
O jornal ‘Le Monde’ explica que o Presidente da República, “figura muito respeitada em Portugal, representa uma autoridade moral importante, mas não tem poderes executivos, mesmo se dispõe do direito de dissolução do Parlamento”.
ALEMANHA: VITÓRIA DE CAVACO, DERROTA DE SÓCRATES
O económico ‘Handelsblatt’ lembra a dívida portuguesa e escreve que “no centro da campanha eleitoral esteve a aguda crise económica e financeira do país mais pobre da Europa. O jornal de Dusseldorf diz ainda que Cavaco Silva, “que costuma ser reservado, criticou de forma invulgarmente dura a política do governo minoritário do primeiro-ministro”.
O ‘Financial Times Deutschland’ escreve que a vitória de Cavaco Silva foi “um triunfo para a oposição e um revés para o primeiro-ministro”.
BÉLGICA: CAVACO REELEITO À PRIMEIRA VOLTA
A edição online do ‘Le Soir’ escreve que “o presidente português foi reeleito à primeira volta”, sem esquecer a taxa de abstenção “recorde”.
Também ‘La Libre Belgique’ escreve que Cavaco venceu numas eleições “marcadas pela forte taxa de abstenção”.

O Presidente, que disse na campanha que tinha pouco apetite para usar a ‘bomba atómica' que lhe permite demitir o Governo, um poder que pode exercer a partir do próximo dia 9 de Março, frisou ontem no discurso de vitória que será "um referencial de confiança, de estabilidade e de solidariedade, sem abdicar de nenhum dos poderes que a Constituição" lhe confere. Cavaco prometeu exercer "uma magistratura activa, cooperando lealmente com todos os órgãos de soberania para a defesa dos grandes objectivos estratégicos nacionais". Pedro Passos Coelho, líder do PSD, também sublinhou que a vitória de Cavaco nas presidenciais não foi a primeira volta de futuras legislativas.
As eleições foram marcadas por uma abstenção recorde. A bronca com o Cartão do Cidadão, que não tem número de eleitor, terá contribuído em alguma parte para este registo. Cavaco não se esqueceu do incidente e criticou o Governo, ao saudar "os cidadãos portugueses que por razões burocráticas" não conseguiram votar, e adiantou que a "qualidade da democracia também se constrói criando condições para o exercício efectivo do direito ao voto". Mas uma nota da noite foi o protesto dos eleitores, manifestado no voto em candidatos como Coelho, ou nos recordes históricos dos votos brancos e nulos. 
ALEGRE VALE MENOS COM O PS E BLOCO
Manuel Alegre foi a maior surpresa há 5 anos. À revelia dos partidos, o poeta consegui mais de um milhão de votos e passou os 20%. Agora com o apoio do Bloco e do PS não chegou a essa fasquia e ficou longe de 1 milhão de votos. Fernando Nobre ocupou o espaço deixado por Alegre e também surpreendeu com uma percentagem semelhante à registada por Mário Soares há 5 anos. O PCP voltou a apresentar um candidato, mas Francisco Lopes tem menos 160 mil votos do que os obtidos por Jerónimo em 2006.

Foi ao som de "Cavaco, Cavaco, vitória, vitória" que o reeleito Presidente da República se assumiu como vencedor, às 22h25. Acompanhado pela mulher – os filhos já se encontravam no Centro Cultural de Belém –, Cavaco não esqueceu o caos nas urnas provocado pelo cartão do cidadão e começou por saudar aqueles que tiveram "elevado sentido cívico para votar neste acto eleitoral realizado em circunstâncias de grandes dificuldades".
Na hora do aguardado discurso, não poupou críticas aos adversários, dizendo mesmo que a sua vitória constitui a "vitória da verdade sobre a calúnia". "Foram cinco contra um", disse Cavaco, acrescentando que "a honra venceu a infâmia". "Ganhei em todos os distritos de Portugal, incluindo as regiões autónomas", fez questão de sublinhar, lembrando que nestas eleições há vencedores e derrotados.
Segundo o Presidente da República reeleito, os vencidos foram os políticos "que preferiram o caminho da mentira e da calúnia": "Foi o povo que democraticamente os derrotou". Cavaco Silva definiu como prioridades o combate ao desemprego e a contenção do endividamento externo e deixou a promessa: "Cumprirei o que prometi." No fim, beijou a mulher, deu um abraço a Nunes Liberato, chefe da Casa Civil, e dois beijos à actriz Eunice Muñoz.

Enfim numa ligeira, o blog termina. Não sabe como estava as condições metrológicas neste país. Sabe apenas que numa campina e uma planície alentejana estava um frio mesmo cortante e de arrachar. Não sabeis como foi difícil chegar à mesa de voto. Acredita que se políticos não mudarem, cada vez neste país, os cidadãos cada vez entram mais na abstenção. Os seus problemas são sempre os mesmos. Eles não encontram solução por parte destes políticos da Praça de S. Bento...  
publicado por DELFOS às 06:04