Presidentes de câmara do Alentejo em almoço convívio com regionalização na "ementa" versão para impressão
27-Set-2010
Todos os atuais e antigos presidentes de câmara do Alentejo foram convidados para um almoço convívio inédito, dia 09 de outubro, num monte perto de Viana do Alentejo, devendo o tema da regionalização constar da “ementa”.
O encontro, que vai juntar autarcas eleitos pelos vários partidos após o 25 de Abril, está marcado para o Monte do Sobral, na freguesia de Alcáçovas, onde 136 oficiais portugueses realizaram uma reunião clandestina, em 1973, que marcou o início do Movimento das Forças Armadas.
“Esse monte é um símbolo, porque foi onde os capitães de abril começaram a reunir para preparar a revolução do 25 de Abril, da qual emanou o Poder Local”, disse à Agência Lusa Fernando Sousa Caeiros, um dos promotores da iniciativa.
Além disso, frisou o mesmo organizador, hoje vogal do Programa Operacional do Alentejo – INALENTEJO e antigo presidente do município de Castro Verde (Beja), esse monte também foi escolhido como “palco” do almoço por estar “numa zona que é o centro geográfico do Alentejo”.
O denominado “Encontro de Presidentes de Câmara do Alentejo, eleitos depois de 25 de abril de 1974” ambiciona juntar “os cerca de 200” antigos e atuais autarcas dos 47 concelhos alentejanos, dos distritos de Évora, Beja, Portalegre e Setúbal.
“Se tivermos uma taxa de presenças na ordem dos 50 por cento, já acharemos o encontro muito bem sucedido”, admitiu o antigo autarca independente, eleito pela CDU.
A comissão organizadora integra ainda Hemetério Cruz, antigo presidente do município de Alter do Chão (PSD) e atualmente na empresa gestora do Alqueva, Vítor Martelo, ex-presidente da Câmara de Reguengos de Monsaraz (PS), e Bento Rosado, que já foi vice-presidente da então Comissão de Coordenação da Região Alentejo (CCRA) e hoje está na Gestalqueva.
Sousa Caeiros afiançou que a iniciativa “não tem subjacente qualquer entendimento prévio entre formações partidárias” e resulta “apenas da vontade pessoal dos quatro organizadores.
O “objetivo principal” é o de proporcionar “o encontro e o reencontro” entre os autarcas para que “troquem impressões” sobre os seus “percursos de vida e a atividade” desenvolvida nas diversas autarquias.
“O Alentejo transformou-se profundamente nos últimos 30 e poucos anos e isso tem muito a ver com o trabalho muito intenso do Poder Local, em entrosamento com outras entidades públicas da região”, defendeu.
Mas, a título “individual”, Sousa Caeiros admitiu que a regionalização poderá constar da “ementa”, até porque, lembrou, no referendo sobre o tema, o Alentejo “foi a única região do país que votou a favor” da sua implementação.
“É natural que possamos refletir sobre como as coisas vão pela região”, disse, referindo que os participantes “poderão demonstrar alguma disponibilidade para intervirem civicamente no sentido de voltar a trazer para a agenda política a discussão” sobre esse tema.  "


"Informação recolhida da Rádio Portalegre - a mais ouvida no Alentejo"


Ao fim de tantos anos é que se lembraram que havia um país Real e desprezado a ter assim umas certas características a deserto  e depois se enfeita a coisa...
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publicado por DELFOS às 10:32