O valor da economia não registada (ou paralela) em Portugal estava estabilizado desde 1994, mas começou a subir com a crise. O maior "salto" ocorreu de 2008 para 2009, quando atingiu 24,2% do PIB. Os impostos são um dos factores que mais contribuem para o fenómeno
Em 2009, a economia não registada - ou seja, o conjunto de transacções económicas que não são tidas em conta no apuramento do Produto Interno Bruto - representava 24,2% do PIB nacional, cerca de 40 mil milhões de euros. Um valor bastante longe dos 9,3% registados em 1970 e que evidencia um brusco crescimento, de quase dois pontos percentuais face a 2008.
.
Estes dados resultam de uma investigação, inédita em Portugal, de Nuno Gonçalves, da Faculdade de Economia do Porto (FEP) e que deu origem ao "Índice de Economia Não Registada (ENR)", cujos resultados globais são apresentados hoje no Porto, quando se comemora o Dia Internacional de Luta Contra a Corrupção.
Nuno Gonçalves explica, em declarações ao JN, que esta evolução está relacionada com o agudizar da crise económica, durante a qual se tem assistido a uma subida dos impostos e do desemprego. Aliás, uma das conclusões a que este trabalho chega é precisamente que o comportamento da ENR está relacionado com a carga fiscal e parafiscal (contribuições para a Segurança Social), o desemprego e o nível de apoios (subsídios e incentivos) às famílias e empresas. Sem querer fazer futurologia, o autor acredita que os novos aumentos de impostos podem levar a economia paralela a aumentar o seu peso no PIB. Ou seja, o problema poderá agravar-se se não forem tomadas outras medidas, como o reforço contra a fraude fiscal.
Ao longo das últimas décadas, o comportamento da ENR não foi sempre igual. Entre o final da década de 70 e início da de 80, houve uma ligeira descida, seguindo-se uma tendência de subida até meados dos anos 90 após o que se verificou alguma estabilização, num patamar a rondar já os 20% do PIB. A partir de 2007, a curva retoma um sentido ascendente que se intensificou de 2008 (com 22,5%) para 2009 (24,2%).
Além da relação entre os impostos e o peso da economia paralela no PIB, o Índice mostra também que um elevado número de apoios às empresas e famílias pode contribuir para reforçar a economia paralela. A "culpa" é do excesso de regulamentação que frequentemente acompanha a concessão destes benefícios.
No domínio do mercado de trabalho, conclui-se que há ligação entre a subida da taxa de desemprego e a ENR - exemplo disso são as pessoas que arranjam um trabalho não declarado enquanto recebem o subsídio de desemprego. Mas não só. Quem trabalha na economia oficial admite ter um rendimento extra não declarado. Este Índice mede ainda pela primeira vez a evolução da ENR em termos sectoriais para concluir que esta reforçou o seu peso na agricultura e serviços, mas baixou na indústria. (1)

 
Em 2009, a economia paralela valia 24,2 por cento da riqueza oficialmente produzida por Portugal, sendo este um dos valores mais altos nos países desenvolvidos. Por exemplo, em 1970, este número ficava abaixo dos dez por cento.

Nestes quase 25 por cento de economia não registada estão incluídas as economias ilegais, subterrâneas, informais ou a produção para uso próprio.
A maioria, ou seja, 16,6 por cento, está no sector dos serviços, enquanto 5,5 por cento na indústria e 0,6 por cento na agricultura.

O estudo considerou ainda a influência da carga fiscal, da carga de regulação e da evolução do mercado de trabalho.
Alerta ainda que a redução de salários e o desemprego podem levar ainda mais pessoas a trabalhar na economia paralela, já que esta é uma forma de aumentar os baixos rendimentos.

O estudo sobre o "Índice de Economia Não Registada" foi elaborado pelo Observatório de Economia e Gestão de Fraude da Faculdade de Economia da Universidade do Porto. (2)
 
 
O peso da economia não registada (ou paralela) em Portugal atingiu os 24, 2% do Produto Interno Bruto (PIB) no ano passado. É o que conclui um estudo do Observatório de Economia e Gestão de Fraudes da Faculdade de Economia do Porto (FEP), divulgado hoje.

Nos últimos 37 anos, esta prática cresceu mais 15%, como refere Óscar Afonso, professor da FEP.
“Entre 1970 e 1973, o peso da economia não registada no PIB oficial era de 9,6% e em 2009 é de 24,2%.”
Este estudo indica ainda que a economia não registada aumentou, sobretudo, nos últimos três anos: período que coincide com a actual crise financeira. Entre as causas apontadas para o aumento deste fenómeno está a elevada carga fiscal aplicada no país.

Nestes quase 25% de economia não registada contam-se as economias ilegais, subterrâneas, informais ou a produção para uso próprio. A maioria está no sector dos serviços (16,6%), por na indústria (5,5%) e na agricultura (0,6%).

São muitos milhões de euros que escapam aos cofres do Estado e que poderiam servir para melhorar as infra-estruturas do país.
Os números do Observatório de Economia e Gestão de Fraudes da FEP vão ser apresentados hoje, Dia Internacional de Luta Contra a Corrupção. (3)
 
Os responsáveis pelo estudo sobre o "Índice de Economia Não Registada" consideram preocupantes os valores da economia não registada em Portugal.
Em 2009, a economia parela valia 24,2 por cento da riqueza oficialmente produzida, o PIB, sendo um dos valores mais altos nos países desenvolvidos, quando em 1970 este número ficava abaixo dos dez por cento.
Em delarações à TSF, Óscar Afonso, professor na Faculdade de Economia da Universidade do Porto e o orientador da tese que está na origem deste índice, responsabiliza a justiça e o aumento de impostos.
«O aumento da carga fiscal, num contexto em que a penalização não é significativa dado o estado da Justiça. Portanto, dado o facto da Justiça não ser muito célere tem-se revelado compensador operar no âmbito da economia não registada», sublinhou.
Nestes quase 25 por cento de economia não registada contam-se as economias ilegais, subterrâneas, informais ou a produção para uso próprio.
A maioria, 16,6 por cento, está no sector dos serviços, 5,5 por cento na indústria, e 0,6 por cento na agricultura.
Para o futuro, por causa da crise, o professor da Universidade do Porto prevê um aumento da economia não registada, «tendo em consideração que não se revelam alterações significativas ao nível da Justiça e que os impostos estão a aumentar».
A redução de salários e o desemprego devem levar ainda mais pessoas a trabalhar na economia paralela, uma forma de aumentar os magros rendimentos.
Os resultados deste estudo elaborado pelo Observatório de Economia e Gestão de Fraude da Faculdade de Economia da Universidade do Porto vão ser apresentados esta quinta-feira. (4)


Os responsáveis pelo estudo sobre o "Índice de Economia Não Registada" consideram preocupantes os valores da economia não registada em Portugal.
Em 2009, a economia parela valia 24,2 por cento da riqueza oficialmente produzida, o PIB, sendo um dos valores mais altos nos países desenvolvidos, quando em 1970 este número ficava abaixo dos dez por cento.
Em delarações à TSF, Óscar Afonso, professor na Faculdade de Economia da Universidade do Porto e o orientador da tese que está na origem deste índice, responsabiliza a justiça e o aumento de impostos.
«O aumento da carga fiscal, num contexto em que a penalização não é significativa dado o estado da Justiça. Portanto, dado o facto da Justiça não ser muito célere tem-se revelado compensador operar no âmbito da economia não registada», sublinhou.
Nestes quase 25 por cento de economia não registada contam-se as economias ilegais, subterrâneas, informais ou a produção para uso próprio.
A maioria, 16,6 por cento, está no sector dos serviços, 5,5 por cento na indústria, e 0,6 por cento na agricultura.
Para o futuro, por causa da crise, o professor da Universidade do Porto prevê um aumento da economia não registada, «tendo em consideração que não se revelam alterações significativas ao nível da Justiça e que os impostos estão a aumentar».
A redução de salários e o desemprego devem levar ainda mais pessoas a trabalhar na economia paralela, uma forma de aumentar os magros rendimentos.
Os resultados deste estudo elaborado pelo Observatório de Economia e Gestão de Fraude da Faculdade de Economia da Universidade do Porto vão ser apresentados esta quinta-feira. (5)

Uma investigação entre 1970 e 2009 do investigador Nuno Gonçalves, uma tese para a Faculdade de Economia do Porto, estima que o impacto da ENR no PIB passou de 9,3 por cento para 24,2 por cento entre 1970 e 2009, traduzindo-se em cerca de 30 mil milhões de euros, de acordo com Nuno Gonçalves à Antena 1.

O estudo considerou a influência da carga fiscal, da carga de regulação e da evolução do mercado de trabalho, assim como o seu impacto em indicadores monetários e verificou que a ENR aumentou na agricultura e serviços, mas caiu na indústria. (6)


A Economia paralela equivale já a um quarto da riqueza nacional.

O maior avanço ocorreu de 2008 para 2009, precisamente no pico da crise, quando alcançou 24,2% do PIB, numa escalada de quase dois pontos percentuais. É esta a conclusão de uma investigação inédita em Portugal levada a cabo pela Faculdade de Economia do Porto.

E, note-se, este valor está bem longe dos 9,3% registados há 40 anos.

Assim, no ano passado, este conjunto de operações económicas que não entram no apuramento do Produto Interno Bruto, representava já cerca de 40 mil milhões de euros, o que daria para fazer onze TGV, de acordo com as contas do «Jornal de Notícias».

Impostos e desemprego fazem aumentar fenómeno

O investigador Nuno Gonçalves explicou àquele jornal que este aumento está directamente relacionado com o agudizar da crise económica, pelo que mais impostos e mais desemprego têm como consequência o aumento do peso da economia paralela no PIB.

Por isso, se o combate à fraude fiscal não for reforçado, a situação pode vir a agravar-se progressivamente. (7)

A economia paralela representa um quarto do PIB, para tal, contribuem a crise económica e o aumento de impostos, informa a TSF. Este é o resultado de um estudo sobre o "índice de Economia Não Registada".
Segundo este estudo, em 2009, a economia paralela representava 24,2% da riqueza nacional, um dos valores mais elevados nos países desenvolvidos.
Em declarações à TSF, Óscar Afonso, professor de Economia da Universidade do Porto e um dos responsáveis pelo estudo da autoria de Nuno Gonçalves, atribui esta situação à justiça e ao aumento de impostos.
 "O aumento da carga fiscal, num contexto em que a penalização não é significativa dado o estado da Justiça. Portanto, dado o facto de a Justiça não ser muito célere ter-se revelado compensador operar no âmbito da economia não registada", afirmou.
Óscar Afonso teme que com a redução dos salários e o aumento do desemprego mais pessoas comecem a trabalhar na economia paralela, no sentido de aumentar os baixos rendimentos. ((8)


A designada "economia paralela" deverá crescer no futuro próximo, como resultado da crise e das medidas que "deveriam ser iguais, mas que são excepcionais", segundo João Duque, numa reacção a um estudo que demonstra o aumento da economia não registada.
De acordo com uma tese de mestrado da autoria de Nuno Gonçalves, da Faculdade de Economia do Porto, e segundo a edição de hoje, quinta-feira, do "Jornal de Notícias", o valor da economia paralela estava estabilizado desde 1994, tendo começado a crescer com os primeiros sinais da crise económica e financeira. O salto mais significativo terá ocorrido na passagem de 2008 para 2009, altura em que atingiu 2,4 por cento do Produto Interno Bruto (PIB), o que se traduz em cerca de 40 mil milhões de euros.
"Esses dados corroboram o que é expectável na teoria. Não se trata de uma grande novidade, embora seja importante do ponto de vista da gestão pública e da equidade entre os portugueses", declarou o economista João Duque, que deixou um alerta: "Não se admirem quando este fenómeno aumentar".
Na base deste alerta está a existência de "medidas que deveriam ser iguais e universais", mas que contêm regimes de excepção, como é o caso do corte dos salários na função pública - decisão que irá entrar em vigor em Janeiro do próximo ano e que foi apresentado pelo Governo socialista como uma das principais formas de combater a crise económica e financeira que está a atingir Portugal -, que incluiu excepções para alguns sectores.
"Não se admirem com os resultados", avisou o economista, defendendo que o aumento da economia paralela resulta "destas campanhas de dessensibilização" das autoridades, fazendo crer junto das pessoas que "não existe equidade" e que "há uns que são diferentes dos outros".
"Perante estas excepções, as pessoas sentem-se justificadas para fazer estes negócios paralelos", acrescentou, dizendo que a fraca penalização destas situações contribui igualmente para o aumento do fenómeno.
Em declarações à Lusa, o economista João Duque advertiu ainda para os gastos públicos, que justificam também a existência dos números crescentes da economia paralela.
"As pessoas não fazem a menor ideia do dinheiro mal gasto. Não se apercebem da dimensão financeira do aumento de uma frota, por exemplo, mas reparam quando um governante circula com um carro com uma matrícula recente. E, como é óbvio, tudo isto tem uma componente psicológica, que leva as pessoas a pensar que economia paralela é justificável", disse.
O estudo de Nuno Gonçalves, que será hoje publicamente apresentado, precisamente no dia em que se assinala o Dia Internacional de Luta Contra a Corrupção, deu ainda origem ao "Índice de Economia Não Registada".
A tese de mestrado revela ainda que os valores de 2009, 24,2 por cento do PIB, estão muito afastados dos 9,3 por cento registados em 1970.
A economia paralela ou não registada designa o conjunto de transacções económicas que não são consideradas no apuramento do PIB, pois não são declaradas fiscalmente. (9)


Porto, 09 dez (Lusa) -- O peso da economia paralela em Portugal aumentou de 9,3 por cento do PIB em 1970 para 24,2 por cento em 2009, somando então 31 mil milhões de euros, conclui um estudo da Faculdade de Economia da Universidade do Porto (FEP).
Os resultados do trabalho do Observatório de Economia e Gestão de Fraude da FEP -- que, na sequência da tese de mestrado em Economia de Nuno Gonçalves, construiu um Índice de Economia Não Registada (ENR) entre 1970 e 2009 em Portugal -- são apresentados hoje no Porto.
Em entrevista à agência Lusa, Nuno Gonçalves considerou as conclusões do trabalho "um pouco alarmantes", porque denotam um agravamento dos níveis de ENR nos últimos anos, mas notou que "estudos internacionais feitos indicavam já uma economia não registada em Portugal algo elevada e acima da média da OCDE [Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico]", que se situa nos 16 por cento. (10)

Em 30 anos, o peso da economia não registada na riqueza criada subiu dos 9,3% para os 24,2%. Nos últimos dois anos, o problema tem-se agravado
A chamada economia-sombra (que não é registada e que foge aos impostos) valeu, no ano passado, 31 mil milhões de euros, o equivalente a 85 milhões por dia. O número é apontado no ‘Índice de Economia Não Registada’, hoje apresentado no Porto pelo Observatório de Economia e Gestão de Fraude da Faculdade de Economia do Porto. A elevada carga fiscal e o desemprego estão entre as principais causas do problema.
O índice, que resulta da tese de mestrado de Nuno Gonçalves, mostra que entre 1970 e 2009, a economia não registada evoluiu de um peso de 9,3% no Produto Interno Bruto (PIB) para 24,2%. Os números mais recentes apontavam apenas para um valor na ordem dos 20% da riqueza produzida, pelo que a economia paralela tem ganho relevância nos últimos anos.
Segundo Nuno Gonçalves, o estudo mostra que "há picos de evolução" do peso desta realidade na economia oficial: "Entre 1974 e 76, depois no final dos anos 80 e início dos anos 90 e finalmente agora, nos últimos dois anos."
"A carga dos impostos directos e das contribuições para a Segurança Social, o desemprego e os benefícios transferidos para os agentes económicos, ou seja, famílias e empresas" estão entre as principais causas apontadas pelo índice para o agravamento deste fenómeno. Segundo Nuno Gonçalves, "quanto maior é a carga fiscal, maior é a tendência que os agentes económicos têm em optar pela economia não registada". No caso das empresas, existe a percepção de que "se maximiza o lucro não pagando os impostos". Do lado da força laboral, "quanto maior é a carga fiscal que se tem de suportar, mais há tendência e apetência para ir buscar um trabalho fora da economia oficial".
O índice – que assinala também o Dia Internacional da Luta Contra a Corrupção – mostra que o sector dos serviços foi aquele em que a economia não registada "mais aumentou". Neste grupo surgem actividades como o comércio, restauração, hotelaria, informática, Pelo contrário, o agravamento nos sectores da indústria e da agricultura foram menores devido à desaceleração da actividade em ambos. 
FALHA NO COMBATE AOS CRIMES DE CORRUPÇÃO
O Conselho da Europa tornou ontem público um relatório onde deixa claro que há falhas graves no combate à prática dos crimes de corrupção activa e passiva por agentes públicos internacionais.
O documento deixa 13 recomendações a Portugal e sublinha que a legislação portuguesa não é suficientemente abrangente neste tipo de crimes. Alerta também que a concessão dos níveis de financiamento privado a que se tem assistido vai obrigar o País a criar regras mais apropriadas e transparentes de controlo


http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Interior.aspx?content_id=1730449

http://tvnet.sapo.pt/noticias/detalhes.php?id=63755

http://www.rr.pt/informação_detelhe.aspx?fid=11288&=132277

http://tsf.sapo.pt.PaginaInicial/Economia/Interior.aspx?content_id=1730778

http://www.abola.pt/mundos/ver.aspx?id=236235

http://www.tvi24.iol/impostos/economia-paralela-impostos-crise-desemprego-pib-agencia-financeira/1216492-5240.html

http://www.ionline.pt.conteudo/92894-economia-paralela-representa-24-do.pib-nacional

http://jn.sapo.pt.PaginaInicial/Economia/Interior/aspx?content_id=173086   

http://dn.sapo.pt/Inicio/Interior.aspx?content_id=1730906

 http://cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/exclusiv0/cm/economia-sombra-vale-31-mil-milhoes




publicado por DELFOS às 10:24