Própriamente no que concerne à fundação da paróquia e, evidentemente, da igreja de Santa Maria de Tolosa, é de notar que o foral de 1262 já se refere a clérigos n.. população da vila, aos quais esse diploma estende as imunidades (O blog julgava que a palavra era moderna...) dos cavaleiros-vilãos locais: «clerici vero habeant mores militum» "termo que, aqui,não significa cavaleiros-fidalgos).
Em todo o caso, a melhor prova de que a igreja já existia em tal data, mostrando ainda por esta via a anterioridade da vila, já manifestada, e até do concelho respectivo, já com toda a razão presumida, está a disposição de dízimas, que devem dar-se à igreja.
Não se fala, como tantas vezes sucede, de igrejas, vagamente, mas de uma só, que parece bem definida.
Á Ordem do Hospital se deve atribuir a iniciativa da fundação da igreja de Santa Maria de Tolosa (hoje invocada por N.ª S.ª da Encarnação), pois que os hospitalários sempre tiveram o seu padroado.
No séc. XVIII, de facto, ainda o prior do Crato, na dita Ordem, apresentava o cura de Tolosa com a mesquinha renda anual de 120 alqueires de trigo, uma pipa de vinho e 2 mil réis em dinheiro, o que surpreende bastante no grão-priorado em que a antiga vila se incluía, o qual era rico.

A igreja matriz, completamente restaurada em 1925, é um templo do séc. XVI. Mas deste tempo conserva poucos elementos. O portal, de granito, é de arco redondo, com empostas e guarnição superior em blocos aparelhados. A torre, à direita, tem três olhais de volta abatida e cúpula em parede hexagonal. Na frontaria, sobre a janela central, vê-se um medalhão com as letras e datas: R. 1882 F. 1682. O interior é de uma só nave com o tecto de três esteiras; tem capela-mor e quatro altares,, sendo dois no cruzeiro e dois no corpo da igreja. (1)
(1) in "Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira da Cultura".
publicado por DELFOS às 08:42