As dinâmicas demográficas do Norte Alentejano no século XX acompanham as evoluções verificadas ao nível da NUTS II Alentejo, registando-se um crescimento populacional contínuo na metade do século (especialização e expansão do modelo agrícola cerealífero), seguindo-se um período acentuado de perda até aos anos 70 (regressão da agricultura, êxodo rural) e depois um período de menor decréscimo populacional.
No período entre 1991 e 2001, o Norte Alentejano perdeu cerca de 9% da sua população.
Todos os municípios registaram decréscimos populacionais, no entanto, os municípios de Gavião (- 17,4%), Crato (-14,1%), Nisa (-12,9%) e Alter do Chão (-11,3%) foram os que apresentaram maiores perdas populacionais. O município de Campo Maior foi o que registou uma menor perda populacional.
Em 2001, a população residente nos doze municípios em estudo era de 79.166 indivíduos, um valor inferior ao da região Alentejo (24,4) e bastante inferior à densidade populacional de Portugal continental (110,9). 
Dos doze concelhos em análise, sete possuem menos de 5 mil habitantes e apenas um (Elvas) possui mais de 20 mil habitantes.
Quanto à densidade populacional, o Norte Alentejano apresenta uma densidade populacional baixa, cerca de 19,9 hab/km.
Os concelhos de Monforte e Avis apresentam densidades populacionais inferiores a 10 hab/km. Campo Maior apresentam uma densidade populacional superior a 30 hab/km.


Nisa, Castelo de Vide, Crato, Alter do Chão e Arronches registam densidades populacionais que variam entre os 11 e os 20 hab/km.
Entre 2001 e 2008 o ritmo de recuo demográfico acentuou-se para o conjunto da região que registou tendências regressivas quer ao nível do saldo natural quer ao nível do saldo migratório, destacando-se os concelhos de Arronches, Castelo de Vide, Avis e Campo Maior por evidenciarem capacidade para atrair fluxos populacionais (saldos migratórios positivos) ainda que em volume insuficiente para contrariar as perdas ao nível dos respectivos saldos naturais (PTDNA, 2008).


A evolução da densidade populacional, de 2001 a 2008, de cada um dos doze municípios em análise. Verifica-se uma quebra generalizada das densidades populacionais quer dos municípios
quer da região. O município de Campo Maior é o único que foge a esta tendência registando uma densidade populacional maior em 2008 do que em 2001.
Em relação à estrutura etária da população residente no território em análise o envelhecimento da população também se acentuou a partir da década de 50 do século XX.
O território em estudo apresenta um elevado envelhecimento populacional, registando cerca de 30% da sua população com mais de 65 anos. É nos municípios de Gavião e de Nisa que o envelhecimento populacional é maiselevado, representando cerca de 39 e 36% da população residente, respectivamente.
Como se pode observar, os índices de envelhecimento destes doze concelhos são bastante elevados em relação à média nacional (104,5%) e mesmo em relação ao valor da região (162,6%) e da sub-região Alto Alentejo (195,7%). O concelho de Gavião é o mais envelhecido com um índice de envelhecimento de 429,6%, seguido do concelho de Nisa (369%), Crato (333,9%) e Marvão (295,2%).
Os concelhos de Elvas e de Campo Maior são os concelhos mais jovens do território em análise.

UNIVERSIDADE DE LISBOA FACULDADE DE CIÊNCIAS DEPARTAMENTO DE BIOLOGIA ANIMAL  /
Agenda 21 Local. O Caso de Estudo do Norte Alentejano.
Maria José Almeida Dias de Sousa  / 
Lisboa  /  2009  /  DISSERTAÇÃO ORIENTADA PELO PROFESSOR DOUTOR FILIPE DUARTE SANTOS E PELO PROFESSOR DOUTOR JOÃO FARINHA.
publicado por DELFOS às 10:51