O SECTOR FERROVIÁRIO ESTÁ EM CRISE

23.01.11
O que se está passando amigos e caros, o assunto e problema que se está passando com a linha do Ramal de Cáceres, o blog "Gavião no Alentejo" vos diz que não é só nestas paragens que a empresa CP está de abalada e vai de partida para outras paragens e outras visões.


Não meus amigos e caros, o pensais assim estáis mesmo muito mal enganados. O problema não é só por aqui e zona que se está manifestando. Ora vamos lá a ver se a gente lhe apanha mesmo muita bem, a prosa e a rima, o tocante ao assunto da linha férrea ou lá o boca terra boca terra...


O blog já vos tinha falado, nestas bandas, os nossos compadres alentejanos, os nossos compadres de Beja, que se encontrando com o mesmo problema, a sua linha Beja-Lisboa foi à vida e adeus ou lá Maria que foi um prazer enorme te conhecer um dia...


O blog, como não gosta de deixar a coisa pela metade tinha que vasculhar melhor o assunto. Entra no site e espaço do sindicato SNTSF SINDICATO NACIONAL DOS TRABALHADORES DO SECTOR FERROVIÃRIO e, "Depois desta grande manifestação impõe-se a continuação da luta, porque as empresas, apesar do Ministro afirmar que não há planos, estão a aplicá-los, como se comprova pelas decisões da CP em encerrar serviços no final deste mês e principio do próximo como por exemplo o encerramento do serviço no ramal de Cáceres e entre Setil e Coruche, para além de serviços rodoviários em linhas encerradas, medidas previstas no Plano de Actividades da empresa para 2011."


Mas a coisa não acaba aqui. Era bom u era sim senhora mas ela acaba aqui. Ao entrar no espaço da referida empresa, a CP, se nota algumas deliberações tomada por ela sobre mais linhas :


" 1.º Linha de Leixões  ---  supressão do Serviço Urbano  ---  1 de Fevereiro. A CP informa que, a partir de 1 de Fevereiro de 2011, os serviços Urbanos na Linha de Leixões serão suprimidos. A razão prende-se com o facto de não estarem reunidas as condições para a contuniedade do serviço..."



A coisa muita lenta no referido espaço da empresa citada e a fazer perder a paciência e o blog partiu para outra. No espaço :http://www.publico.pt/Local/pouco-dinheiro-e-pouca-gente-param-o-poucaterra_1473269?all=1 se pode ler :


" O serviço regional é dispendioso e a contenção orçamental não perdoa. A CP vai retirar-se de algumas linhas do país, deixando estações e apeadeiros vazios, e aldeias que já só verão passar os comboios de mercadorias. Na nova geografia ferroviária não há lugar para as regiões do Alentejo e do Norte.Foram-se os centros de saúde, os correios, as escolas primárias. Chegou agora a vez dos comboios. Em algumas terras do interior o pouca-terra vai deixar de apitar porque a CP decidiu suprimir a sua oferta onde ela é especialmente deficitária. O mapa ferroviário português vai voltar a encolher, deixando ainda mais a descoberto extensas áreas do país.

Na calha estão as linhas de Marvão a Torre das Vargens (65 quilómetros) e de Beja a Funcheira (62 quilómetros). Mas os cortes não atingem apenas o Interior profundo. No Ribatejo, entre Coruche e Setil (32 quilómetros) vai desaparecer uma experiência com pouco mais de um ano de reactivação de um serviço ferroviário. E mesmo em plena região urbana do Porto vai acabar uma oferta que começou torta e por isso nunca se endireitou: os 56 comboios diários entre Ermesinde e Leça do Balio (11 quilómetros).

Este serviço numa linha de mercadorias, inaugurado em Setembro de 2009, resultou da assinatura de um protocolo entre a CP, Refer e Câmara de Matosinhos, e deveria ter sido prolongado este ano até Leixões, mas a Câmara de Matosinhos e a Refer desentenderam-se e a CP aproveitou a birra para acabar com um serviço que só lhe dá prejuízo. E com isto já lá vão 170 quilómetros onde as automotoras da CP deixam de transportar passageiros.

Mas há que somar-lhes mais 144 quilómetros, que são as linhas que fecharam em 2009 com a promessa de que seriam reabertas depois de obras de modernização que as poriam como novas. Não foram simples declarações. Houve cerimónias e comitivas lideradas pela então secretária de Estado dos Transportes, Ana Paula Vitorino, a anunciar a autarcas e a governadores civis o radioso futuro das vias-férreas do Corgo (26 quilómetros) e do Tâmega (13 quilómetros). Meses antes tinham sido fechados os 51 quilómetros da linha Figueira da Foz-Pampilhosa (que serve Cantanhede). A Refer prometeu fazer obras. Mas já não há dinheiro.

E falta a linha do Tua, verdadeiro ex-líbris de um caminho-de-ferro do interior, encravado na rocha, sobre o qual sobraram promessas de modernização associadas ao turismo da região duriense. Da foz do rio Tua a Mirandela esta linha mede 54 quilómetros, parte dos quais ficarão inundados pela barragem da EDP. Por enquanto o serviço é assegurado por autocarros ao serviço da CP, mas, como era de esperar, a empresa vai acabar com isso. Afinal o seu negócio é comboios. Não é autocarros. Nova soma, e chegamos, pois, a 314 quilómetros.

A este mapa (ver página 6) falta juntar a os troços que estão fechados para obras e que, quando reabrirem, já não terão serviço regional. Será o caso do eixo Guarda-Covilhã (46 quilómetros) na linha da Beira Baixa e do troço Pinhal Novo-Vendas Novas na linha do Alentejo (42 quilómetros). Ao todo serão 356 quilómetros de linhas que ficam sem serviço regional, das quais 144 quilómetros desaparecem do mapa ferroviário nacional e 212 manterão ainda comboios de mercadorias e serviços de longo curso. Refer perde receitasEm relação a estas últimas, a supressão dos regionais significa que a empresa pública Refer vai continuar a ter gastos na manutenção e conservação das linhas, mas terá menos receita. Isto porque a CP pagar-lhe-á menos taxa de uso (portagem ferroviária) por já nelas não passarem tantos comboios. Já para a transportadora esta opção global representa um alívio nos seus prejuízos de exploração, esperando a empresa com este cortes contribuir para melhorar os seus resultados operacionais em 2011 na ordem dos 42,3 por cento.

Em entrevista ao PÚBLICO em 2/08/2010, José Benoliel, da CP, afirmava que "o país tem uma meditação a fazer - será que em todos os casos é o modo ferroviário o mais indicado para garantir a acessibilidade? Ou será que em determinadas circunstâncias não haverá outros modos de transporte muito mais aptos e eficazes?" Mas, a ter acontecido, esta meditação foi feita nos gabinetes e não debatida publicamente. A premência do Plano de Estabilidade e Crescimento (PEC) ditou a decisão de acabar com os comboios mais deficitários. No entanto a CP assume como sua missão "operar em todo o território nacional, oferecendo serviços de transporte público ferroviário como essenciais para o desenvolvimento do país e para a sua coesão social e territorial". É o que consta no sítio da Internet da empresa, onde esta também refere que os seus valores são a "Verdade, Honestidade e Transparência". Apesar disso, a CP não deu ao CIDADES o número de passageiros transportados nas linhas que agora vêem desaparecer os comboios regionais, não se sabendo quantos milhares de pessoas são afectados com os encerramentos e o fim do serviço regional.

Mesmo nas linhas em que estes comboios não acabam, haverá redução do serviço prestado. A lista da CP prevê suprimir quatro comboios (dois em cada sentido) entre Régua e Pocinho - o que significa uma redução de 40 por cento face à oferta existente - e um comboio em cada sentido entre Vilar Formoso e Guarda (só circulam aqui três em cada sentido). Entre o Entroncamento e Castelo Branco vão desaparecer duas circulações em seis dias da semana e na linha do Sul serão suprimidos dois comboios diários entre Setúbal e Tunes e mais dois entre Funcheira e Setúbal. A transportadora vai ainda "avaliar a supressão de quatro circulações diárias entre Covilhã e Castelo Branco" e acabar com o único comboio directo que existe entre Caldas da Rainha e Coimbra.

Falta articulação

Em 2010, o serviço regional da CP deu 56,6 milhões de euros de prejuízo (dos quais 48 milhões foram prejuízos operacionais), o que não surpreende, tendo em conta que está desligado das restantes unidades de negócios da CP, com as quais não faz correspondências. A oferta da CP Longo Curso não está alinhada com a do Regional para potenciar o efeito de rede do sistema ferroviário. Há horários em que o comboio regional partiu alguns minutos antes da passagem do Alfa Pendular ou do Intercidades, e noutros casos o passageiro que queira prosseguir viagem não tem correspondência em tempo útil no regional.

A fraca procura - que tem grandes repercussões nos resultados de exploração - não se deve, por isso, apenas ao definhamento do interior. Nem tão-pouco ao facto de a A23 ter praticamente matado o serviço ferroviário da linha da Beira Baixa e de a A8 ter comprometido a procura na linha do Oeste. As razões têm, também, que ver com actos de gestão da CP, que foi relegando o serviço regional para as margens do sistema. Por exemplo, na linha do Norte, onde se situa a maior procura em termos de passageiros, a empresa decidiu que aquele serviço não seria prestado de Aveiro para norte. Quem quiser seguir para o Porto terá de mudar para um suburbano da CP Porto, o que limita as receitas dos regionais em favor da outra unidade de negócios.

Os transbordos desencorajam os passageiros a viajar de comboio (sobretudo se forem idosos, e há-os cada vez mais no país), mas a CP multiplica-os por toda a rede. Recentemente, deputados do PSD viajaram de comboio entre o Rossio e as Caldas da Rainha e tiveram que apanhar três comboios. Do Bombarral para Coimbra é preciso mudar duas vezes e viajar em três composições. E até a linha do Norte tem o serviço regional segmentando, obrigando os passageiros a saltitar de composição em composição.

Não é por acaso que a CP Regional e a CP Longo Curso resultam da cisão da antiga UVIR (Unidade de Viagens Interurbanas e Regionais). A administração separou a "carne do osso", acarinhou o longo curso (que tem uma taxa de cobertura próxima dos 100 por cento e poderá vir a ser privatizado ou concessionado) e deixou os serviços regionais com os prejuízos. E chegados a este ponto, um cidadão que olhe para o descalabro das contas da empresa conclui que as supressões de comboios são um acto de gestão inevitável. "

publicado por DELFOS às 09:17

SOBRE O RAMAL O BLOG AINDA VAI APANHANDO

21.01.11

Mas no http://www.sete24.com/sete24/?p=7677, de 11 de Janeiro de 2011 se pode ler: "

"Numa nota enviada às redacções, a Junta de Freguesia de Beirã (Marvão), refere que teve conhecimento de que a CP (Comboios de Portugal), tenciona por fim à circulação dos comboios de passageiros do Ramal de Cáceres a partir do dia 1 de Fevereiro, deixando de prestar um serviço público e social a grande parte do Nordeste Alentejano.

O serviço de passageiros no Ramal de Cáceres foi inaugurado no dia 6 de Junho de 1880, passados 131 anos o comboio vai ser retirado, decisão que a Junta de Freguesia de Beirã considera como mais uma perda da história local e acusa a CP de ter apenas “em consideração a vertente económica, esquecendo a vertente social, de um serviço público às populações, promovendo o isolamento, a desertificação e o empobrecimento da região”, lê-se no comunicado.
Em 2010 a CP lançou o Comboio Aventura no Ramal de Cáceres com destino à vila de Marvão em plena comunhão com o Parque Natural da Serra de São Mamede, onde o turismo de natureza constitui uma das vertentes mais procuradas pelos visitantes. esta iniciativa foi acarinhada pela população local, pois o turismo é uma das mais importantes actividades económicas do país, capaz de gerar emprego e desenvolvimento económico. A CP pretende agora terminar com este programa turístico e com os comboios de passageiros.

A Junta de Freguesia de Beirã está confiante que a decisão de retirada dos comboios de passageiros do Ramal de Cáceres não venha a ser concretizada, tendo vindo a sensibilizar a população e entidades para evitarem o encerramento de mais um serviço numa região em que a desertificação é uma realidade cada vez maior."

Entrando no site da referida Junta, a Junta de Freguesia da Beirã, um espaço muito bem conseguido, perfeito, completo, muita diversificado, concretamentamente em http://www.jfbeira.pt/, a referida nos dá um conjunto de fotografias e nos faz um pouco da história da linha da Estação da Beirã que a seguir o blog transcreve:

"Clique para ampliarNo entanto, desde logo se pensou em encurtar a distância por via férrea entre Lisboa e Madrid. Com este propósito, iniciaram-se em 1878 os trabalhos de construção de um novo troço de linha férrea, o qual, separando-se da Linha do Leste em Torre das Vargens, viria a entroncar na rede ferroviária do país vizinho na estação de Arroyo-Malpartida, na província de Cáceres e próximo desta cidade, a qual veio a dar o nome ao novo ramal.
No lado português, a extensão deste ramal é de 72,4 Km. manifestamente exagerada para a distância a vencer. A explicação é fácil, embora anedótica: a empresa construtora era paga ao Km e procurou, tanto quanto possível, aumentar a extensão da linha, com infelizes consequências que ainda hoje se fazem sentir. Com efeito, o traçado principalmente a partir de Vale do Peso, é excessivamente sinuoso e, embora levemente corrigido pontualmente aquando da recente renovação, não permite a realização de velocidades elevadas.
Apesar de tudo isto, a construção processou-se com notável rapidez, se atendermos aos meios da época, pois em 1879 já circulavam comboios de mercadorias. A inauguração oficial, até à estação de Marvão-Beirã efectuou-se em 6 de Junho de 1880, data a partir da qual os comboios de passageiros atingiram também aquela estação. Demorou algo mais a construção do lado espanhol, pois só em 1881 o caminho de ferro chegou a Valência de Alcântara.
A partir de então, este itinerário tem constituído a principal união ferroviária entre Portugal e Espanha.
A estação de Marvão-Beirã foi dotada mais tarde de um belo edifício do estilo chamado português, o qual como os de Vale do Peso e Castelo de Vide, está ornado de painéis de azulejos que ilustram os pontos de interesse do Alto Alentejo e do resto do pais."


O espaço, http://www.bloconiza.org/index.php?option=com_content&view=article&id=375:pela-manutencao-e-melhoramento-dos-comboios-regionais-no-ramal-de-caceres&catid=37:locais&Itemid=53,
disponibiliza em espaço seu o seguinte: 


"O Movimento por Marvão, associa-se a esta iniciativa e apela a todos e todas que nos seus espaços de influência lutem contra o encerramento dos comboios de passageiros no Ramal de Cáceres.


Uma das formas de o fazer pode passar pela assinatura de uma petição pública que podem encontrar no seguinte endereço:


O interior cada vez mais isolado, desertificado, levará Portugal para desequilíbrios inaceitáveis. Não podemos permitir que isso aconteça. As populações do interior merecem as mesmas condições de vida que as do litoral.

MpM
11 de Janeiro de 2011

CRATO: Câmara contra encerramento do Ramal de Cáceres

Na sua primeira reunião de 2011, a Câmara Municipal do Crato, foi aprovado por unanimidade a seguinte posição sobre o anunciado encerramento do Ramal de Cáceres:
Considerandos:
1. A política economicista prosseguida pelo Governo vem agravar as assimetrias existentes no País acentuando o fosso entre o interior e o litoral e votando ao abandono as regiões mais deprimidas do País.
Com o argumento do défice e da poupança a todo o custo o Governo tem vindo a encerrar serviços públicos essenciais à vida das populações – primeiro foram os centros de saúde, os correios, as escolas primárias, os serviços de segurança social, agora chegou a vez dos comboios deixando ainda mais isoladas as vilas e as cidades do interior do País.
2. Para cumprimento dos critérios do PEC aprovados na Assembleia da República pelo PS e pelo PSD e implementados pelo Governo, a administração da empresa pública CP faz tábua rasa da sua missão de “operar em todo o território nacional, oferecendo serviços de transporte público ferroviários como essenciais para o desenvolvimento do País e para a coesão nacional e territorial” e propõe-se deixar 356 quilómetros de linhas sem serviço regional, dos quais 144 quilómetros desaparecem do mapa ferroviário nacional e 212 manterão apenas comboios de mercadorias e serviços de longo curso.
3. Esta decisão que afectará principalmente as regiões onde a oferta ferroviária é mais deficitária prejudicando directamente milhares de passageiros numa estratégia de gestão que, em última análise vem desmantelar a oferta pública de comboios regionais, privilegiando a oferta de longo curso com vista à sua eventual privatização.
Só na região do Alentejo este plano de desmantelamento da oferta regional ferroviária afectará 162 quilómetros de linhas que atravessam os distritos de Beja, Évora, Setúbal, Portalegre e fazem a ligação internacional à Estremadura espanhola.
4. A anunciada desactivação do Ramal de Cáceres, na totalidade dos 65 quilómetros que ligam Marvão a Torre das Vargens, e que integra a estação de Vale do Peso, no concelho do Crato, implica o ainda maior isolamento do distrito de Portalegre e a redução dos seus instrumentos de desenvolvimento, de mobilidade e de emprego.
5. O encerramento do serviço de passageiros no Ramal de Cáceres, na Linha do Alentejo, na Linha de Vendas Novas, na Linha da Beira Baixa, no Ramal da Figueira da Foz, na Linha do Tua, na Linha do Corgo, na Linha de Leixões e no Tâmega, num total de 356 quilómetros de linhas que ficam privados de serviço ferroviário regional, dos quais 194 quilómetros se situam no Alentejo e Ribatejo, significa o profundo desinvestimento do Governo em todo o interior do País e em particular no Alentejo e no distrito de Portalegre, provocando o seu definhamento e o encerramento a prazo de toda uma região.
Com estes fundamentos a Câmara Municipal do Crato deliberou, por unanimidade:
1.
Manifestar-se contra o encerramento das linhas supra identificadas e em especial o Ramal de Cáceres em resultado da anunciada intenção da CP de desmantelar o serviço ferroviário regional, por prejudicar as populações da freguesia de Vale do Peso, do concelho do Crato e de todo o distrito de Portalegre.
2. Solicitar ao Senhor Presidente da República, ao Senhor Primeiro Ministro, ao Senhor Ministro dos Transportes e aos Grupos Parlamentares, a devida intervenção para que seja mantido o funcionamento do Ramal de Cáceres a que as populações da freguesia de Vale do Peso, do concelho do Crato e de todo o distrito de Portalegre têm direito e merecem, garantindo a manutenção dos serviços ferroviários regionais agora postos em causa e promovendo a sua qualificação ao serviço das populações.
3. Tornar pública a presente deliberação.

Crato, 5 de Janeiro de 2011
FONTE: CM Crato"



Mas ontem o blog vos falava meus caros, a de Beja lhe parecia, ao blog, a ligação entre Beja e Lisboa, a coisa e assunto lhe parecia, ficou com a sensação que ia ter uma morte anunciada.
Hoje sem querer, no http://www.alentejopopular.pt/noticias.asp?id=5968 se consta para o vosso conhecimento e para saber o vosso:


"Face à intenção da CP de suprimir a ligação ferroviária Intercidades entre Lisboa e Beja, o Partido Comunista Português apresentou na Assembleia da República uma proposta em defesa da manutenção da ligação Intercidades e da sua qualificação em termos de oferta e também de adequação dos horários às necessidades dos utentes.
Esta proposta foi discutida no Parlamento no dia 12, simultaneamente com a petição entregue em Maio de 2010 e subscrita por 4663 utentes da linha do Alentejo que reclamavam o não encerramento da linha.
«Lamentavelmente, PS, PSD e CDS continuam mais preocupados com os lucros das empresas de transportes do que com os direitos e interesses das populações que dizem representar e inviabilizaram a aprovação da proposta, com os votos contra do PS e a abstenção de PSD e CDS», revela o PCP.
Os comunistas reiteram «a sua firme determinação em lutar pela melhoria das condições de vida de todos os alentejanos, incluindo a melhoria das ligações ferroviárias que devem ser postas ao serviço das necessidades das populações e do desenvolvimento da região».
No projecto de resolução que defende a manutenção do serviço Intercidades Lisboa-Évora e Lisboa-Beja e reclama a sua qualificação em termos de oferta e adequação de horários, os deputados do PCP (incluindo João Ramos, eleito por Beja, e João Oliveira, eleito por Évora) escrevem:
«Depois de em 2006 terem inaugurado com pompa e circunstância a ligação Intercidades Lisboa-Évora, o Governo, a Refer e a CP anunciaram em 2010 o encerramento da linha ferroviária entre Bombel e Évora, com a consequente suspensão do serviço Intercidades Lisboa-Évora e Lisboa-Beja.
Esta decisão foi então justificada pela Refer e pelo Governo com a necessidade de realizar investimentos de requalificação da linha. Apesar de haver a possibilidade de realizar esses investimentos mantendo a circulação dos comboios e a prestação do serviço aos utentes, o Governo e a Refer defenderam que a linha devia ser temporariamente encerrada porque assim a duração das referidas obras poderia ser de 6 meses e não de um ano.
Ao contrário do que Governo e Refer prometeram, afinal as obras vão mesmo durar pelo menos um ano, com todos os prejuízos que daí advêm para os utentes e para as populações.
Para além disto, já então havia uma legítima preocupação relativamente ao que viria a ser o futuro daquelas ligações ferroviárias, tendo o PCP alertado para possibilidade de estar em preparação uma redução de serviços ferroviários.
E não foi só o PCP. Os próprios utentes das ligações ferroviárias entre o Alentejo e Lisboa tinham consciência de que com o encerramento temporário da linha poderia ficar facilitada uma redução das ligações ferroviárias. Por isso foi entregue na Assembleia da República uma petição reclamando o não encerramento da linha e a manutenção da ligação Intercidades entre Lisboa e Évora que recolheu 4433 assinaturas.
Passados oito meses do encerramento da linha e da suspensão da ligação ferroviária, o Governo já confirmou a ultrapassagem do tempo previsto para a realização das obras e surgem agora notícias que dão conta da intenção da CP suprimir o serviço Intercidades, integrando as respectivas ligações no serviço regional, aguardando esta decisão apenas o aval do Governo.
Estas notícias confirmam as preocupações manifestadas pelo PCP e pelos utentes e, a concretizarem-se, traduzir-se-iam num grave prejuízo para as populações do Alentejo e utentes da ligação ferroviária com a capital do País, acarretando ainda significativos prejuízos para uma região já de si muito penalizada pelas profundas assimetrias regionais que se mantêm entre o interior e o litoral do País.
Confirmam ainda de forma muito preocupante que os critérios que norteiam a gestão da CP e a estratégia do Governo são de desmantelamento da empresa e do serviço público e de entrega do sector aos interesses privados, desvalorizando e atacando os direitos de quem trabalha e os interesses dos utentes e do País.
A CP e o Governo parecem estar muito interessados na possibilidade de redução em cerca de 40% dos custos com a exploração da linha que esta redução das ligações ferroviárias permitiria mas não parecem nada preocupados com os prejuízos que daí advêm para os utentes e para o Alentejo».
Perante esta situação, os deputados do PCP propuseram que a Assembleia da República tomasse posição em defesa dos interesses das populações e dos utentes e exigisse do Governo igual comportamento. Nos termos da proposta, o Parlamento devia «recomendar ao Governo que garanta a manutenção do serviço Intercidades Lisboa-Évora e Lisboa-Beja, qualificando-o em termos de oferta e de adequação de horários aos interesses dos utentes e das populações». Infelizmente, os deputados do PS – incluindo Pita Ameixa, eleito por Beja –, apoiados pelos do PSD e PP, chumbaram a proposta."


Vai ser muita interessante, a malta e pessoal da Zona, contemplar o que se vai passar com esta.
Será interessante vir a verificar se esta terá a mesma sorte e morte anunciada e lhe vai seguir o mesmo exemplo que a de Beja e alguém de direito lá na Assembleia da República o destino lhe vai dar o mesmo.
Apetece dizer que Lisboa não gosta mesmo da gente e esta alma alentejana como povo. Nestes tempos que correm está ficando muito apertada a vida destes seres por estas paragens e se está a entrar num deserto. Apetece fugir e ir para Espanha ou Brasil, que não lá Lisboa que não está lá sendo coisa muito boa...


publicado por DELFOS às 07:49

RAMAL DE CÁCERES E É UMA IMAGEM DO GAVIÃO

20.01.11
E no espaço http://p-m.blogs.sapo.pt/60650.html do seu amigo e caro Paulo Matos também lá se pronuncia "O segundo tema, tem a ver uma notícia indicada ontem, dia 18 de Janeiro na comunicação social – Agência Lusa, em que se fez eco do Aviso da CP que indica liminarmente que o serviço regional T.Vargens / Marvão vai ser suprimido dia 1 de Fevereiro de 2011.
Acredito que é nosso dever enquanto concelho pertencente ao distrito de Portalegre, Alto Alentejo, emitir um comunicado de solidariedade para com os concelhos afectados com tal decisão e com a GAFNA - Grupo de Amigos da Ferrovia Norte Alentejana, e recusar pactuar com esta atitude da CP face aos interesses da nossa região, empobrecendo-a cada vez mais.

Refiro ainda que esta acção por parte da CP, pode ser um pequeno gesto para uma supressão sucessiva ao longo dos próximos anos, de linhas regionais que não seja viáveis sob pontos de vista economicistas. A confirmar-se esta posição de gestão, também a linha da beira baixa – Estação de Belver pode ser afectada no futuro. Devemos pois relembrar à CP e ao Governo, que a existência do ramal de Cáceres é importante sob outros critérios, designadamente o combate à interiorização, pelo foco de turismo que potenciava. " ,      e se lhe dirá a seguir na prosa e na poética:

- Mas o blog "Gavião no Alentejo" expressa um obrigado muita grande ao seu amigo Paulo Matos e certamente que as pessoas mais afectadas pela medida tomada ainda lhe ficam mais reconhecidas e agradecidas. 

Podemos ter ideias muita diferentes uns dos outros mas no tocante à defesa e sobrevivênvia do nosso muito querido Alentejo e medidas que comportam e levam a um comportamento de uma prisão domiciliária sobre ele e quem vive nele, a nossa revolta e a nossa intolerância. 


A união vingou .
Vingou nos nossos espaços. A malta conseguiu falar a uma só voz. Não deixa de ser uma vitória que o blog "Gavião no Alentejo" com muito orgulho regista. A coisa o foi muito alto o foi sim senhora e sem saber a decisão que venha a ser tomada e deliberada por alguém de direito.

Apetece dizer que há vida, que a vida nestas paragens se levanta e uma geração que está perdendo o medo fala do real e não lhe dá o belo pelo belo e não baixa a cabeça e levanta a cabeça e baixa a cabeça como um pau mandado e vai e vem e as costas não lhe folgam e não é capaz  de pensar e ter uma opinião por si.

Sim!
Sim meu amigo e caro, o blog "Gavião no Alentejo" a si lho devo por pertencer hoje a ela. A coisa ainda não começou e na ligeira já é atacada. Ainda ontem quando termina a última postagem e a tenta colocar e partilhar no FaceBook e lhe aparece "conteúdo reportado abusivo".

Acredita que foi uma denúncia ou uma simples brincadeira de um boneco de barro ou uma criança em e ainda em uma escola primária a aprender a primeira vogal e se sentindo desconfortável na sua zona de conforto o seu comportamento o teve.

Claro que não baixou os braços e respondeu ao mail que o Face  lhe mandou e passados cinco minutos ou dez, passa, foi com satisfação que viu, a notícia continuava lá.

Não conseguiu.
Deve ter muita pena mas ainda não foi desta que conseguiu.
Mas mesmo que consiga algum dia, esquece, a certeza que se está a comunicar noutros espaços aqui na zona. A coisa e o activismo cerebral não pode parar. Não a um blog! A vários blogs na zona se lho diga e se lho repita as vezes que não tiver conta ou o brinde a uma geração na zona que vai perdendo o medo e se vai levantando e dinamizando o espaço local, onde este Alentejo começa.

Ao Paulo Matos, o blog "Gavião no Alentejo" ficou muita contente com a sua decisão de também se unir a esta malta na zona e na defesa da linha do Ramal de Cáceres, mas lhe deixa a si e aos amigos e colegas na zona, não é só aqui, ao que parece, ontem, no Telejornal da uma, a CP, a decisão também tomou de acabar com a linha que faz a ligação Lisboa - Beja e que assim a coisa lhe  pareceu...

No tocante ao primeiro ponto que aborda, o blog "Gavião no Alentejo" não se tinha apercebido mas o cita: "

Caríssimo Presidente e Vereadores,

Antes de mais, dou-vos parabéns pela rápida execução do projecto Percurso Pedestre PR1 – Arribas do Tejo. Cabe agora iniciar a sua promoção.

Para além disso, trago hoje aqui dois temas para vossa análise, ambos relacionados com a mobilidade dos nossos cidadãos.

1)O primeiro tema, é uma sugestão de melhoria sinalética ou mesmo a criação de um projecto de raiz, para melhorar as condições higieno-sanitárias disponíveis aos clientes da Rede Expresso.

Refiro que a Rede Expresso, tem um incontornável valor para o município de Gavião, nomeadamente pelo serviço público que presta no campo da mobilidade entre regiões, e lateralmente no impacto positivo que provoca no comércio limítrofe ao ponto de recolha dos passageiros, dado que muito mais que uma paragem de recolha de passageiros, Gavião serve também para uma pequena pausa na viagem.

Acontece, que os passageiros da Rede Expresso não encontram com facilidade um serviço de WC nas proximidades, sendo que pelos relatos que me foram remetidos por vários cidadãos até o WC do posto de combustíveis por vezes é disponibilizado por forma a colmatar a carência.

No entanto, nós cidadãos do concelho de Gavião sabemos que a alguns metros, está o WC público do Jardim do Cruzeiro, mas também este local não tem sido solução condigna (inclusivé para os cidadãos da vila de Gavião) porque está bastante degradado vítima de vandalismo constante. Por outro lado, o facto de não estar devidamente assinalada a proximidade do WC no local de paragem da Rede Expresso, provoca por sí só, também algum desconhecimento por parte dos passageiros.

Desta forma proponho que se analise a melhor solução para o problema, que pode passar por:
  • Sinalizar o WC do jardim do cruzeiro no local de paragem da rede expresso, coordenando também um aumento da manutenção e vigia do espaço para evitar os problemas já referenciados,
  • ou se inicie um estudo de projecto para construção de um pequeno WC no espaço do parque de estacionamento público, estando este o mais próximo possível da paragem da Rede Expresso." e lhe diz que também que facilita o executivo municipal por um dia ter tomado a decisão de derrubar o antigo WC e no seu local construir outro de novo e no mesmo sítio.", e lhe diz:
- O primeiro era uma aberração ao património da zona envolvente do nosso cruzeiro. Ao ser derrubado, ao ser construído um novo e muito mais baixo e ao atingir só a altura da rua e estrada, o que fica a ganhar é a qualidade de vida na nossa Vila. O problema que se coloca é só uma sanita, que não se sabe se são duas e a outra funciona. O problema que se coloca e atrás se menciona e muito mais grave deve ser para quem nos visita é a água no autoclismo não ter pessão e não ter força para limpar devidamente a respectiva sanita e o antigo a tinha.... Apenas se deixa o reparo.
publicado por DELFOS às 08:28

O RAMAL FERROVIÁRIO DE CÁCERES FECHA ?

18.01.11
 E no espaço do http://diario.iol.pt/sociedade/comboios-portalegre-cp-ultimas-tvi24/1226552-4071.html anuncia, Ramal ferroviário de Cáceres fecha a um de Fevereiro e desenvolve o tema com:

"Os serviços regionais no ramal ferroviário de Cáceres, entre Torre das Vargens (Ponte de Sor) e Beirã (Marvão), no distrito de Portalegre, são suprimidos a partir de 01 de fevereiro, revelou esta segunda-feira à Agência Lusa fonte da CP.

«É uma questão de racionalidade de serviços e de sustentabilidade económica e financeira da empresa», explicou a directora de comunicação da CP, Ana Portela.
De acordo com a responsável, a média de procura é de «três passageiros por comboio».
A supressão dos serviços surge num momento em que o Grupo de Amigos da Ferrovia Norte Alentejana (GAFNA) lançou uma petição na Internet para que a CP desenvolva trabalhos de «manutenção e melhoramento» dos comboios regionais que circulam no ramal de Cáceres.

«Nós esperamos recolher as 4 mil assinaturas necessárias para que o assunto seja discutido na Assembleia da República (AR)», disse hoje à Lusa Paulo Fonseca, responsável pelo GAFNA.
A petição tem ainda como objectivo combater a supressão do serviço regional ferroviário no ramal de Cáceres. «O GAFNA quer pressionar o Governo e quer também que ele (Governo) perceba que o Norte Alentejano está a caminhar para um isolamento cada vez maior, com o encerramento do serviço regional do ramal de Cáceres», declarou.

De acordo com Paulo Fonseca, a petição foi lançada «há oito dias» e já foi subscrita por «centenas de pessoas». O GAFNA espera entregar a «Petição pela manutenção e melhoramento dos comboios regionais no ramal de Cáceres» antes do final deste mês, de forma a «evitar» a supressão do serviço ferroviário naquele ramal.

«Não vai ser fácil, mas vamos tentar», assegurou. Por isso, o GAFNA está também a promover junto das populações a recolha de assinaturas, de forma a «acelerar» todo o processo e conseguir, desta forma, chegar rapidamente ao objectivo das quatro mil assinaturas.

Paulo Fonseca acusou a CP de «inércia» e de «pouco empenhamento» ao longo dos anos na manutenção daquele ramal, situação que levou os utentes a considerarem aquele serviço «pouco apetecível».
Nesse sentido, o responsável do GAFNA explicou ainda que o actual serviço é «deficitário, os horários inadequados à procura, o material de transporte obsoleto, lento, ruidoso e pouco confortável, com elevado consumo de combustível e elevados custos de manutenção».

O GAFNA não está sozinho no combate à supressão do serviço regional ferroviário no ramal de Cáceres, uma vez que nos últimos dias os municípios de Crato, Marvão e a Junta de Freguesia de Beirã, contestaram também esta medida.

Para o Bloco de Esquerda, esta situação vem contribuir para o «colapso» do distrito de Portalegre. Na mesma missiva, a estrutura partidária sublinha que o distrito de Portalegre «está abandonado», fruto das «ruinosas» políticas de sucessivos governos e à inércia dos representantes locais."

O blog "Gavião no Alentejo" pede mais uma vez ao pessoal, por favor, queiram assinar a petição.
Aconselha uma olhada pelo Tolosa Blog´s que fez um apanhado do que a malta na zona escreveu sobre o assunto.
Continua a acreditar que assunto pode ser levado a Assembleia da República assim vós o quereis...
publicado por DELFOS às 09:16

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