O DESEMPREGO EM PORTUGAL

30.01.11
"Mais de 45% das pessoas sem trabalho estão a viver sem subsídio de desemprego. Em Dezembro, mais de 246 mil desempregados inscritos nos centros de emprego não tinham qualquer apoio social.

Este é um valor recorde, numa altura em que o número de desempregados não tem parado de aumentar. Segundo o «Diário Económico», a justificação para a queda da taxa de cobertura do subsídio de desemprego está relacionada com o fim de algumas medidas anti-crise.

Os desempregados de longa duração constituem uma grande fatia do total de pessoas sem trabalho e muitos deles esgotaram, entretanto, a oportunidade de continuar a receber subsídio. E depois, há os trabalhadores precários que não chegam a ter descontos em número suficiente para garantir direito à prestação." http://www.agenciafinanceira.iol.pt/economia/desemprego-trabalho-subsidio-de-desemprego-crise-austeridade-agencia-financeira/1229128-1730.html

E o jornal Correio da Manhã " Os números do Instituto de Emprego e Formação Profissional não deixam margem para dúvidas: dos 669 mil desempregados inscritos nos centros de emprego em 2010, só 69 conseguiram colocação. Isto significa que apenas dez em cada cem inscritos no IEFP conseguem emprego pelo instituto.
A situação piora se analisarmos apenas o último mês de Dezembro. Dos 47 477 desempregados inscritos IEFP, só 3274 foram colocados, ou seja, 6,8 por cento de todos os que procuravam emprego no IEFP. Há contudo que ter em atenção que há desempregados inscritos no Instituto de Emprego que conseguem emprego por iniciativa própria.
Portugal tem actualmente uma taxa de desemprego de 11 por cento, mas mesmo assim o secretário de Estado do Emprego está confiante de que "o pior já passou". Segundo os últimos dados da Segurança Social, relativos a Novembro, o número de pessoas sem trabalho a receber subsídio de desemprego diminuiu em 49 mil. Só 56,6 por cento dos portugueses sem trabalho em Portugal que estão inscritos no IEFP estão a receber subsídio. Esta percentagem seria muito maior se tivéssemos em conta o subemprego ou pessoas que já desistiram de procurar emprego. Para Eugénio Rosa, economista e membro da CGTP, perante este cenário não faz sentido que o Governo considere que "o pior já passou". O especialista salienta ainda que nas 24 horas que separam 31 de Dezembro e 1 de Janeiro de 2011 mais 17 mil inscreveram-se no IEFP.
RECRUTAMENTO PARA A ALEMANHA "DESCONHECIDO"
A Alemanha da chanceler Angela Merkel revelou recentemente que vai precisar de recursos humanos qualificados, e Portugal pode ser um mercado de recrutamento. Todavia, a Câmara de Comércio Luso-Alemã desconhece quaisquer "iniciativas concretas" que visem o recrutamento de profissionais portugueses que queiram trabalhar na Alemanha, disse à Lusa o director-geral, Hans--Joachim Böhmer. Em Portugal há cerca de 50 mil jovens doutores sem emprego e nove em cada dez novos empregos são precários.
http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/nacional/economia/emprego-so-para-dez-em-cada-cem
publicado por DELFOS às 13:26

A POLÍTICA NA ECONOMIA PARALELA

11.12.10
O valor da economia não registada (ou paralela) em Portugal estava estabilizado desde 1994, mas começou a subir com a crise. O maior "salto" ocorreu de 2008 para 2009, quando atingiu 24,2% do PIB. Os impostos são um dos factores que mais contribuem para o fenómeno
Em 2009, a economia não registada - ou seja, o conjunto de transacções económicas que não são tidas em conta no apuramento do Produto Interno Bruto - representava 24,2% do PIB nacional, cerca de 40 mil milhões de euros. Um valor bastante longe dos 9,3% registados em 1970 e que evidencia um brusco crescimento, de quase dois pontos percentuais face a 2008.
.
Estes dados resultam de uma investigação, inédita em Portugal, de Nuno Gonçalves, da Faculdade de Economia do Porto (FEP) e que deu origem ao "Índice de Economia Não Registada (ENR)", cujos resultados globais são apresentados hoje no Porto, quando se comemora o Dia Internacional de Luta Contra a Corrupção.
Nuno Gonçalves explica, em declarações ao JN, que esta evolução está relacionada com o agudizar da crise económica, durante a qual se tem assistido a uma subida dos impostos e do desemprego. Aliás, uma das conclusões a que este trabalho chega é precisamente que o comportamento da ENR está relacionado com a carga fiscal e parafiscal (contribuições para a Segurança Social), o desemprego e o nível de apoios (subsídios e incentivos) às famílias e empresas. Sem querer fazer futurologia, o autor acredita que os novos aumentos de impostos podem levar a economia paralela a aumentar o seu peso no PIB. Ou seja, o problema poderá agravar-se se não forem tomadas outras medidas, como o reforço contra a fraude fiscal.
Ao longo das últimas décadas, o comportamento da ENR não foi sempre igual. Entre o final da década de 70 e início da de 80, houve uma ligeira descida, seguindo-se uma tendência de subida até meados dos anos 90 após o que se verificou alguma estabilização, num patamar a rondar já os 20% do PIB. A partir de 2007, a curva retoma um sentido ascendente que se intensificou de 2008 (com 22,5%) para 2009 (24,2%).
Além da relação entre os impostos e o peso da economia paralela no PIB, o Índice mostra também que um elevado número de apoios às empresas e famílias pode contribuir para reforçar a economia paralela. A "culpa" é do excesso de regulamentação que frequentemente acompanha a concessão destes benefícios.
No domínio do mercado de trabalho, conclui-se que há ligação entre a subida da taxa de desemprego e a ENR - exemplo disso são as pessoas que arranjam um trabalho não declarado enquanto recebem o subsídio de desemprego. Mas não só. Quem trabalha na economia oficial admite ter um rendimento extra não declarado. Este Índice mede ainda pela primeira vez a evolução da ENR em termos sectoriais para concluir que esta reforçou o seu peso na agricultura e serviços, mas baixou na indústria. (1)

 
Em 2009, a economia paralela valia 24,2 por cento da riqueza oficialmente produzida por Portugal, sendo este um dos valores mais altos nos países desenvolvidos. Por exemplo, em 1970, este número ficava abaixo dos dez por cento.

Nestes quase 25 por cento de economia não registada estão incluídas as economias ilegais, subterrâneas, informais ou a produção para uso próprio.
A maioria, ou seja, 16,6 por cento, está no sector dos serviços, enquanto 5,5 por cento na indústria e 0,6 por cento na agricultura.

O estudo considerou ainda a influência da carga fiscal, da carga de regulação e da evolução do mercado de trabalho.
Alerta ainda que a redução de salários e o desemprego podem levar ainda mais pessoas a trabalhar na economia paralela, já que esta é uma forma de aumentar os baixos rendimentos.

O estudo sobre o "Índice de Economia Não Registada" foi elaborado pelo Observatório de Economia e Gestão de Fraude da Faculdade de Economia da Universidade do Porto. (2)
 
 
O peso da economia não registada (ou paralela) em Portugal atingiu os 24, 2% do Produto Interno Bruto (PIB) no ano passado. É o que conclui um estudo do Observatório de Economia e Gestão de Fraudes da Faculdade de Economia do Porto (FEP), divulgado hoje.

Nos últimos 37 anos, esta prática cresceu mais 15%, como refere Óscar Afonso, professor da FEP.
“Entre 1970 e 1973, o peso da economia não registada no PIB oficial era de 9,6% e em 2009 é de 24,2%.”
Este estudo indica ainda que a economia não registada aumentou, sobretudo, nos últimos três anos: período que coincide com a actual crise financeira. Entre as causas apontadas para o aumento deste fenómeno está a elevada carga fiscal aplicada no país.

Nestes quase 25% de economia não registada contam-se as economias ilegais, subterrâneas, informais ou a produção para uso próprio. A maioria está no sector dos serviços (16,6%), por na indústria (5,5%) e na agricultura (0,6%).

São muitos milhões de euros que escapam aos cofres do Estado e que poderiam servir para melhorar as infra-estruturas do país.
Os números do Observatório de Economia e Gestão de Fraudes da FEP vão ser apresentados hoje, Dia Internacional de Luta Contra a Corrupção. (3)
 
Os responsáveis pelo estudo sobre o "Índice de Economia Não Registada" consideram preocupantes os valores da economia não registada em Portugal.
Em 2009, a economia parela valia 24,2 por cento da riqueza oficialmente produzida, o PIB, sendo um dos valores mais altos nos países desenvolvidos, quando em 1970 este número ficava abaixo dos dez por cento.
Em delarações à TSF, Óscar Afonso, professor na Faculdade de Economia da Universidade do Porto e o orientador da tese que está na origem deste índice, responsabiliza a justiça e o aumento de impostos.
«O aumento da carga fiscal, num contexto em que a penalização não é significativa dado o estado da Justiça. Portanto, dado o facto da Justiça não ser muito célere tem-se revelado compensador operar no âmbito da economia não registada», sublinhou.
Nestes quase 25 por cento de economia não registada contam-se as economias ilegais, subterrâneas, informais ou a produção para uso próprio.
A maioria, 16,6 por cento, está no sector dos serviços, 5,5 por cento na indústria, e 0,6 por cento na agricultura.
Para o futuro, por causa da crise, o professor da Universidade do Porto prevê um aumento da economia não registada, «tendo em consideração que não se revelam alterações significativas ao nível da Justiça e que os impostos estão a aumentar».
A redução de salários e o desemprego devem levar ainda mais pessoas a trabalhar na economia paralela, uma forma de aumentar os magros rendimentos.
Os resultados deste estudo elaborado pelo Observatório de Economia e Gestão de Fraude da Faculdade de Economia da Universidade do Porto vão ser apresentados esta quinta-feira. (4)


Os responsáveis pelo estudo sobre o "Índice de Economia Não Registada" consideram preocupantes os valores da economia não registada em Portugal.
Em 2009, a economia parela valia 24,2 por cento da riqueza oficialmente produzida, o PIB, sendo um dos valores mais altos nos países desenvolvidos, quando em 1970 este número ficava abaixo dos dez por cento.
Em delarações à TSF, Óscar Afonso, professor na Faculdade de Economia da Universidade do Porto e o orientador da tese que está na origem deste índice, responsabiliza a justiça e o aumento de impostos.
«O aumento da carga fiscal, num contexto em que a penalização não é significativa dado o estado da Justiça. Portanto, dado o facto da Justiça não ser muito célere tem-se revelado compensador operar no âmbito da economia não registada», sublinhou.
Nestes quase 25 por cento de economia não registada contam-se as economias ilegais, subterrâneas, informais ou a produção para uso próprio.
A maioria, 16,6 por cento, está no sector dos serviços, 5,5 por cento na indústria, e 0,6 por cento na agricultura.
Para o futuro, por causa da crise, o professor da Universidade do Porto prevê um aumento da economia não registada, «tendo em consideração que não se revelam alterações significativas ao nível da Justiça e que os impostos estão a aumentar».
A redução de salários e o desemprego devem levar ainda mais pessoas a trabalhar na economia paralela, uma forma de aumentar os magros rendimentos.
Os resultados deste estudo elaborado pelo Observatório de Economia e Gestão de Fraude da Faculdade de Economia da Universidade do Porto vão ser apresentados esta quinta-feira. (5)

Uma investigação entre 1970 e 2009 do investigador Nuno Gonçalves, uma tese para a Faculdade de Economia do Porto, estima que o impacto da ENR no PIB passou de 9,3 por cento para 24,2 por cento entre 1970 e 2009, traduzindo-se em cerca de 30 mil milhões de euros, de acordo com Nuno Gonçalves à Antena 1.

O estudo considerou a influência da carga fiscal, da carga de regulação e da evolução do mercado de trabalho, assim como o seu impacto em indicadores monetários e verificou que a ENR aumentou na agricultura e serviços, mas caiu na indústria. (6)


A Economia paralela equivale já a um quarto da riqueza nacional.

O maior avanço ocorreu de 2008 para 2009, precisamente no pico da crise, quando alcançou 24,2% do PIB, numa escalada de quase dois pontos percentuais. É esta a conclusão de uma investigação inédita em Portugal levada a cabo pela Faculdade de Economia do Porto.

E, note-se, este valor está bem longe dos 9,3% registados há 40 anos.

Assim, no ano passado, este conjunto de operações económicas que não entram no apuramento do Produto Interno Bruto, representava já cerca de 40 mil milhões de euros, o que daria para fazer onze TGV, de acordo com as contas do «Jornal de Notícias».

Impostos e desemprego fazem aumentar fenómeno

O investigador Nuno Gonçalves explicou àquele jornal que este aumento está directamente relacionado com o agudizar da crise económica, pelo que mais impostos e mais desemprego têm como consequência o aumento do peso da economia paralela no PIB.

Por isso, se o combate à fraude fiscal não for reforçado, a situação pode vir a agravar-se progressivamente. (7)

A economia paralela representa um quarto do PIB, para tal, contribuem a crise económica e o aumento de impostos, informa a TSF. Este é o resultado de um estudo sobre o "índice de Economia Não Registada".
Segundo este estudo, em 2009, a economia paralela representava 24,2% da riqueza nacional, um dos valores mais elevados nos países desenvolvidos.
Em declarações à TSF, Óscar Afonso, professor de Economia da Universidade do Porto e um dos responsáveis pelo estudo da autoria de Nuno Gonçalves, atribui esta situação à justiça e ao aumento de impostos.
 "O aumento da carga fiscal, num contexto em que a penalização não é significativa dado o estado da Justiça. Portanto, dado o facto de a Justiça não ser muito célere ter-se revelado compensador operar no âmbito da economia não registada", afirmou.
Óscar Afonso teme que com a redução dos salários e o aumento do desemprego mais pessoas comecem a trabalhar na economia paralela, no sentido de aumentar os baixos rendimentos. ((8)


A designada "economia paralela" deverá crescer no futuro próximo, como resultado da crise e das medidas que "deveriam ser iguais, mas que são excepcionais", segundo João Duque, numa reacção a um estudo que demonstra o aumento da economia não registada.
De acordo com uma tese de mestrado da autoria de Nuno Gonçalves, da Faculdade de Economia do Porto, e segundo a edição de hoje, quinta-feira, do "Jornal de Notícias", o valor da economia paralela estava estabilizado desde 1994, tendo começado a crescer com os primeiros sinais da crise económica e financeira. O salto mais significativo terá ocorrido na passagem de 2008 para 2009, altura em que atingiu 2,4 por cento do Produto Interno Bruto (PIB), o que se traduz em cerca de 40 mil milhões de euros.
"Esses dados corroboram o que é expectável na teoria. Não se trata de uma grande novidade, embora seja importante do ponto de vista da gestão pública e da equidade entre os portugueses", declarou o economista João Duque, que deixou um alerta: "Não se admirem quando este fenómeno aumentar".
Na base deste alerta está a existência de "medidas que deveriam ser iguais e universais", mas que contêm regimes de excepção, como é o caso do corte dos salários na função pública - decisão que irá entrar em vigor em Janeiro do próximo ano e que foi apresentado pelo Governo socialista como uma das principais formas de combater a crise económica e financeira que está a atingir Portugal -, que incluiu excepções para alguns sectores.
"Não se admirem com os resultados", avisou o economista, defendendo que o aumento da economia paralela resulta "destas campanhas de dessensibilização" das autoridades, fazendo crer junto das pessoas que "não existe equidade" e que "há uns que são diferentes dos outros".
"Perante estas excepções, as pessoas sentem-se justificadas para fazer estes negócios paralelos", acrescentou, dizendo que a fraca penalização destas situações contribui igualmente para o aumento do fenómeno.
Em declarações à Lusa, o economista João Duque advertiu ainda para os gastos públicos, que justificam também a existência dos números crescentes da economia paralela.
"As pessoas não fazem a menor ideia do dinheiro mal gasto. Não se apercebem da dimensão financeira do aumento de uma frota, por exemplo, mas reparam quando um governante circula com um carro com uma matrícula recente. E, como é óbvio, tudo isto tem uma componente psicológica, que leva as pessoas a pensar que economia paralela é justificável", disse.
O estudo de Nuno Gonçalves, que será hoje publicamente apresentado, precisamente no dia em que se assinala o Dia Internacional de Luta Contra a Corrupção, deu ainda origem ao "Índice de Economia Não Registada".
A tese de mestrado revela ainda que os valores de 2009, 24,2 por cento do PIB, estão muito afastados dos 9,3 por cento registados em 1970.
A economia paralela ou não registada designa o conjunto de transacções económicas que não são consideradas no apuramento do PIB, pois não são declaradas fiscalmente. (9)


Porto, 09 dez (Lusa) -- O peso da economia paralela em Portugal aumentou de 9,3 por cento do PIB em 1970 para 24,2 por cento em 2009, somando então 31 mil milhões de euros, conclui um estudo da Faculdade de Economia da Universidade do Porto (FEP).
Os resultados do trabalho do Observatório de Economia e Gestão de Fraude da FEP -- que, na sequência da tese de mestrado em Economia de Nuno Gonçalves, construiu um Índice de Economia Não Registada (ENR) entre 1970 e 2009 em Portugal -- são apresentados hoje no Porto.
Em entrevista à agência Lusa, Nuno Gonçalves considerou as conclusões do trabalho "um pouco alarmantes", porque denotam um agravamento dos níveis de ENR nos últimos anos, mas notou que "estudos internacionais feitos indicavam já uma economia não registada em Portugal algo elevada e acima da média da OCDE [Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico]", que se situa nos 16 por cento. (10)

Em 30 anos, o peso da economia não registada na riqueza criada subiu dos 9,3% para os 24,2%. Nos últimos dois anos, o problema tem-se agravado
A chamada economia-sombra (que não é registada e que foge aos impostos) valeu, no ano passado, 31 mil milhões de euros, o equivalente a 85 milhões por dia. O número é apontado no ‘Índice de Economia Não Registada’, hoje apresentado no Porto pelo Observatório de Economia e Gestão de Fraude da Faculdade de Economia do Porto. A elevada carga fiscal e o desemprego estão entre as principais causas do problema.
O índice, que resulta da tese de mestrado de Nuno Gonçalves, mostra que entre 1970 e 2009, a economia não registada evoluiu de um peso de 9,3% no Produto Interno Bruto (PIB) para 24,2%. Os números mais recentes apontavam apenas para um valor na ordem dos 20% da riqueza produzida, pelo que a economia paralela tem ganho relevância nos últimos anos.
Segundo Nuno Gonçalves, o estudo mostra que "há picos de evolução" do peso desta realidade na economia oficial: "Entre 1974 e 76, depois no final dos anos 80 e início dos anos 90 e finalmente agora, nos últimos dois anos."
"A carga dos impostos directos e das contribuições para a Segurança Social, o desemprego e os benefícios transferidos para os agentes económicos, ou seja, famílias e empresas" estão entre as principais causas apontadas pelo índice para o agravamento deste fenómeno. Segundo Nuno Gonçalves, "quanto maior é a carga fiscal, maior é a tendência que os agentes económicos têm em optar pela economia não registada". No caso das empresas, existe a percepção de que "se maximiza o lucro não pagando os impostos". Do lado da força laboral, "quanto maior é a carga fiscal que se tem de suportar, mais há tendência e apetência para ir buscar um trabalho fora da economia oficial".
O índice – que assinala também o Dia Internacional da Luta Contra a Corrupção – mostra que o sector dos serviços foi aquele em que a economia não registada "mais aumentou". Neste grupo surgem actividades como o comércio, restauração, hotelaria, informática, Pelo contrário, o agravamento nos sectores da indústria e da agricultura foram menores devido à desaceleração da actividade em ambos. 
FALHA NO COMBATE AOS CRIMES DE CORRUPÇÃO
O Conselho da Europa tornou ontem público um relatório onde deixa claro que há falhas graves no combate à prática dos crimes de corrupção activa e passiva por agentes públicos internacionais.
O documento deixa 13 recomendações a Portugal e sublinha que a legislação portuguesa não é suficientemente abrangente neste tipo de crimes. Alerta também que a concessão dos níveis de financiamento privado a que se tem assistido vai obrigar o País a criar regras mais apropriadas e transparentes de controlo


http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Interior.aspx?content_id=1730449

http://tvnet.sapo.pt/noticias/detalhes.php?id=63755

http://www.rr.pt/informação_detelhe.aspx?fid=11288&=132277

http://tsf.sapo.pt.PaginaInicial/Economia/Interior.aspx?content_id=1730778

http://www.abola.pt/mundos/ver.aspx?id=236235

http://www.tvi24.iol/impostos/economia-paralela-impostos-crise-desemprego-pib-agencia-financeira/1216492-5240.html

http://www.ionline.pt.conteudo/92894-economia-paralela-representa-24-do.pib-nacional

http://jn.sapo.pt.PaginaInicial/Economia/Interior/aspx?content_id=173086   

http://dn.sapo.pt/Inicio/Interior.aspx?content_id=1730906

 http://cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/exclusiv0/cm/economia-sombra-vale-31-mil-milhoes




publicado por DELFOS às 10:24

O REI VAI NÚ MAS ACREDITA QUE CHEGA AO SEU CASTELO

01.12.10
Recessão económica em 2011 e nova divergência em 2012

Austeridade pode não chegar para controlar défice público

 Portugal terá de reforçar as medidas de austeridade previstas para 2011, se se confirmar um crescimento da economia inferior ao previsto que impeça o cumprimento da meta de 4,6 por cento do PIB para o défice orçamental acordada com os parceiros europeus.
O aviso foi ontem feito por Olli Rehn, comissário europeu da economia e finanças, cujas previsões para 2011 em termos de crescimento do PIB, défice orçamental, dívida pública e desemprego são piores do que as avançadas por Lisboa.

"Se os objectivos orçamentais não forem atingidos devido a um crescimento económico inferior ao que o Governo assume, será essencial alcançá-los, se necessário, com medidas adicionais", avisou o comissário. Bruxelas prevê para o próximo ano uma contracção de 1 por cento do PIB em Portugal, que será, em conjunto com a Grécia, o único país de toda a União Europeia (UE) que estará nessa altura em recessão. Em 2012, o país deverá voltar a crescer, embora a previsão de 0,8 por cento se anuncie como a mais baixa de toda a UE.

A recessão do próximo ano será o resultado directo das medidas de austeridade já introduzidas ou a vigorar a partir de Janeiro, e que se saldarão por uma forte redução do consumo, o principal motor do crescimento deste ano.

Segundo a Comissão, aliás, a economia portuguesa já está actualmente em terreno negativo, com uma contracção do PIB de 1,4 por cento no último trimestre deste ano face aos três meses anteriores. Mesmo se o Governo previu um crescimento da economia de 0,2 por cento em 2011, as suas previsões de receitas contêm uma importante margem de manobra por terem sido baseadas numa recessão de 0,7 por cento - o que, mesmo assim, é mais optimista do que o cenário ontem traçado por Bruxelas, o que pesará sobre as contas públicas.

Em consequência, a previsão da Comissão para o défice orçamental é agravada para 4,9 por cento do PIB, um resultado que sofrerá nova deterioração para 5,1 por cento do PIB em 2012 - em vez dos 3 por cento previstos pelo Governo, o que obrigará à adopção de novas medidas de austeridade em 2012.

O forte crescimento da dívida pública para 88,8 por cento do PIB no próximo ano continuará a aumentar o peso dos encargos com os respectivos juros, que, segundo a Comissão, se tornarão na categoria de despesas com a progressão mais rápida em 2011.

Os juros da dívida serão, aliás, segundo a Comissão, um dos principais factores que dificultarão o equilíbrio das contas públicas. Isso significa que o país entrou num círculo vicioso de aumento do endividamento para financiar o défice que continua a crescer devido aos encargos crescentes com a dívida. Bruxelas refere outros dois factores que tornarão a redução do défice mais difícil: o menor crescimento do PIB e os "ambiciosos planos de despesa" que, tudo indica, se referem à construção do TGV.

O desemprego também vai continuar a subir, para 11,1 por cento no próximo ano e 11,2 por cento em 2012, contra 10,5 por cento este ano e 9,6 por cento no ano passado. Ao invés, tanto a zona euro como a UE já atingiram este ano o pico do número de desempregados, cujo número deverá baixar dos valores de 10,1 e 9,6 por cento previstos para este ano, respectivamente, para 9,6 e 9,1 por cento em 2012.

Bruxelas alinha, em contrapartida, com as previsões do Governo no que se refere aos resultados de 2010 tanto em termos de crescimento económico - 1,3 por cento - como de défice orçamental - 7,3 por cento. Mas lembra que a redução do défice relativamente aos 9,3 por cento registados no ano passado resultou essencialmente do aumento das receitas - sobretudo do IVA - e da absorção pelo Estado do fundo de pensões da PT. Ao invés, sublinha, a despesa pública continuará a aumentar a um ritmo superior ao do PIB, devido sobretudo aos juros da dívida, transferências sociais e equipamento militar. (1)
(1) http://economia.publico.pt/Noticia/austeridade

 

Bruxelas pede mais austeridade para cumprir meta do défice



Previsões de Bruxelas abrem a porta a mais austeridade em 2011

Comissão Europeia prevê que Governo falhe metas anunciadas para as contas públicas, com défice a voltar a subir em 2012. E já avisou que podem ser necessárias ainda mais medidas de austeridade caso se confirme que o PIB vai cair mais do que o previsto pelo Governo.
A dose inédita de austeridade contemplada no Orçamento do Estado para 2011 pode não ser suficiente para que Portugal consiga reduzir o défice dos actuais 7,3% do PIB para os 4,6% "prometidos" a Bruxelas.

Novas subidas de impostos ou cortes nas pensões podem revelar-se inevitáveis e forçar o Governo e o PSD a um novo esforço de entendimento em nome do "interesse nacional" - ou, em caso de fracasso, fornecer o "álibi" para forçar eleições antecipadas. E para 2012, o risco de mais austeridade é ainda maior.

A advertência sobre a probabilidade de serem necessárias "mais medidas" foi ontem deixada pelo comissário europeu dos Assuntos Económicos, na apresentação das novas previsões macroeconómicas da Comissão Europeia, e repete a que já estava implícita nas previsões de Outono da OCDE.

Segundo Bruxelas, o cumprimento da meta de 2010 (7,3%) só será assegurado com a receita extraordinária do Fundo de Pensões da PT - e, em 2011, o défice já vai "deslizar" para 4,9% do PIB, 0,3 pontos percentuais acima do prometido. (2)

(2) http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SH

Vem aí mais crise e só o Governo não acredita nisso

Não se sabe se é pessimismo ou excesso de optimismo, mas a verdade é que olhando para todas as previsões para a economia portuguesa o Governo é, de longe, o mais optimista
À excepção do Governo, todas as previsões apontam para uma recessão em Portugal no próximo ano. Também no défice público o executivo é o único a manter a meta dos 4,6 por cento para 2011. OCDE, FMI e Comissão Europeia esperam que a derrapagem orçamental ultrapasse esse valor.

Não se sabe se é pessimismo ou excesso de optimismo, mas a verdade é que olhando para todas as previsões para a economia portuguesa o Governo é, de longe, o mais optimista.

E logo nas estimativas para o crescimento económico. Isolados, Sócrates e Teixeira dos Santos são os únicos que acreditam num crescimento, ainda que ligeiro, no próximo ano. Todas as outras previsões apontam para a recessão: 1 por cento, de acordo com a Comissão Europeia; 1,4 por cento para o FMI; e a OCDE, não sendo tão pessimista, ainda assim antecipa uma queda ligeira do PIB de 0,2 por cento.

Quanto ao défice público, para o executivo é ponto de honra chegar aos 4,6 por cento de deslize orçamental em 2011. Mas, quem olha de fora para dentro tem menos certezas: a Comissão Europeia espera que o défice supere esse valor; o FMI e a OCDE vão mais longe e estimam que a derrapagem das contas públicas chegue aos 5 por cento.

No desemprego, a mesma diferença: a Comissão Europeia espera que a taxa ultrapasse os 11 por cento; a OCDE piora a expectativa, para os 11,4; a perspectiva não é tão negra para o FMI, que prevê um desemprego de 10,9 por cento, ainda assim uma décima a mais do que é esperado pelo Governo, que, mais uma vez é o mais optimista.


Leia mais sobre o impacto da crise

Portugal não deverá cumprir meta de défice em 2011 nem 2012

Bruxelas: Portugal terá de aplicar mais medidas de austeridade

Economia nacional vai contrair-se 1% em 2011

Desemprego acima de 11% em 2011 e 2012

Retoma europeia vai manter-se em 2010-2012

Oposição reage: «Já ninguém acredita» nas previsões «irrealistas» do Governo (3)

(3) http://www.agenciafinanceira.iol.pt/economia/crise=defice

publicado por DELFOS às 10:15

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