A FALÊNCIA DA FAMÍLIA INSUSPEITA

31.01.11

26/1/2011

Os pedidos de ajuda ao Estado para pagar o empréstimo da casa ao banco atingiram, em novembro, um total de 3.644 solicitações desde julho de 2009, mês em que os pedidos se ficaram pelos 714.

Em termos acumulados, do total dos pedidos efetuados até novembro, 2.363 famílias viram o seu pedido aceite, 233 pedidos foram recusados e 948 estão ainda em apreciação.

Ou seja, no total, desde julho de 2009 até novembro último, o Estado português pagou até metade da prestação das mais de duas mil famílias, até ao máximo de 500 euros e durante um prazo máximo de dois anos, duma linha de crédito no valor de 150 milhões de euros.

publicado por DELFOS às 10:03

A IRRESPONSABILIDADE DA BANCA EM PORTUGAL

31.01.11

29/1/2010

"Tenho vários créditos que não consigo pagar que rondam os 30.000 euros e tenho também crédito à habitação (…). Tenho um rendimento de 600 euros, a esposa desempregada sem vencimento e dois filhos menores.

Não sei o que fazer. Ontem entrou no meu emprego a primeira penhora de vencimento e estou desesperado".

Quando recebi este texto, enviado por um espectador de "A Cor do Dinheiro", a primeira reacção foi questionar-me sobre o valor da dívida: como é que alguém que ganha 600 euros contraiu créditos (pessoais) de 30 mil euros? Mas depois de falar com um banco percebi que a tragédia é real: os bancos não dispunham, até há pouco, de informação actualizada sobre quanto (e a quem já devia) o cliente que pedia crédito. Houve casos de devedores que pediam dinheiro a A, depois recorriam a B e finalmente a C.

A falta de informação actualizada justifica tudo?

Não.

Os bancos falharam, redondamente, na avaliação de risco: quem ganha 600 euros não pode ter crédito.

Ponto final.

Onde é que tudo isto vai terminar? Num grande sarilho para os bancos. Porque o devedor, insolvente, vai recorrer aos tribunais e qualquer juiz de bom senso atribuir-lhe-á um "mínimo de sobrevivência". E ao fim de cinco anos, se se portar bem, o juiz exonera-lhe o "passivo restante".

É claro que até lá a banca vai fazer de conta (nas suas contas) que vai recuperar o crédito. Na esperança de, nesses cinco anos, provisionar os incobráveis.

Talvez isso explique o nível de alguns spreads e do preçário de alguns serviços bancários.

E ainda há quem conteste que o crédito barato é o pior inimigo da economia…

Fonte: JN in http://www.cantinhodoemprego.com/index.php/uteis/credito/pessoal/1286-a-irresponsabilidade-da-banca.html?utm_source=feedburner&utm_medium=email&utm_campaign=Feed%3A+cantinhodoemprego%2FpYms+%28Cantinho+do+Emprego%29

publicado por DELFOS às 09:08

A TORNEIRA ESTÁ FECHADA

30.01.11
"Famílias têm cada vez mais dificuldades em conseguir empréstimos, quer seja para consumo, quer seja para comprar casa
Os bancos estão a fechar cada vez mais a torneira do crédito. Estão mais exigentes na hora de aprovar um empréstimo, seja à habitação ou ao consumo, e não escondem que a tendência é para continuar. Resultado: os spreads têm estado a aumentar e podem subir ainda mais.

De acordo com o inquérito do Banco de Portugal ao sector financeiro, as razões da banca prendem-se com as maiores dificuldades de financiamento que os bancos enfrentam e com a deterioração nas expectativas económicas.
«Na análise dos factores que mais contribuíram para o aumento da restritividade da política de concessão de crédito, tanto a empresas como a particulares, destaca-se a importância dada à deterioração das expectativas quanto à actividade económica em geral. Em segundo lugar, foi reportada a deterioração das condições de financiamento e restrições de balanço, bem como da posição de liquidez dos bancos. A adopção de critérios mais restritivos ter-se-á traduzido, sobretudo, em spreads mais elevados, tanto nos empréstimos de médio como de alto risco e, pontualmente, no aumento da exigência de outras condições contratuais», pode ler-se no relatório.

Os particulares pediram menos crédito aos bancos no último trimestre de 2010. A quebra da confiança dos consumidores (no caso da habitação e consumo), a deterioração das expectativas para o mercado da habitação e a retracção das despesas em bens duradouros (consumo) foram os factores que justificaram a quebra.

Embora o aperto na concessão de crédito por parte dos bancos a particulares tenha sido mais ligeiro, a maior restritividade no crédito à habitação traduziu-se, sobretudo, num aumento dos spreads praticados, tanto nos empréstimos de risco médio como nos empréstimos de risco elevado.

Algumas instituições tornaram-se ainda mais exigentes relativamente ao tipo de garantias que aceitam, e baixaram o rácio entre o valor do empréstimo e o valor da garantia. As maturidades contratadas também sofreram cortes e as comissões e outros encargos não relacionados com a taxa de juro estão também a aumentar.

No início de 2011 o cenário não vai melhorar, antes pelo contrário. No primeiro trimestre, os bancos esperam aumentar ainda mais as restrições e apertar os critérios de aprovação de crédito à habitação. No que se refere à procura, três instituições antecipam uma diminuição ligeira, sendo que as restantes se dividem entre uma diminuição considerável e a ausência de alterações.

Habitação à parte, o crédito destinado ao consumo e outros fins também está mais difícil de conseguir em vários bancos, devido ao aumento dos custos de financiamento e restrições de balanço e pelas expectativas quanto à actividade económica em geral. De salientar ainda, os receios quanto à capacidade dos consumidores assegurarem o serviço da dívida e os riscos associados às garantias exigidas.

Também aqui a maior restritividade se manifestou em spreads mais altos, tanto nos créditos de médio como de elevado risco e, no caso de um banco, em maiores exigências de garantias.

Neste primeiro trimestre de 2011 também o crédito ao consumo e para outros fins vai ficar ainda mais difícil."
http://www.cantinhodoemprego.com/index.php/uteis/credito/habitacao/1300-bancos-assumem-spreads-estao-mais-altos-e-vao-continuar-a-subir.html?utm_source=feedburner&utm_medium=email&utm_campaign=Feed%3A+cantinhodoemprego%2FpYms+%28Cantinho+do+Emprego%29
publicado por DELFOS às 13:53

A TORNEIRA ESTÁ FECHADA

28.01.11
"Famílias têm cada vez mais dificuldades em conseguir empréstimos, quer seja para consumo, quer seja para comprar casa
Os bancos estão a fechar cada vez mais a torneira do crédito. Estão mais exigentes na hora de aprovar um empréstimo, seja à habitação ou ao consumo, e não escondem que a tendência é para continuar. Resultado: os spreads têm estado a aumentar e podem subir ainda mais.

De acordo com o inquérito do Banco de Portugal ao sector financeiro, as razões da banca prendem-se com as maiores dificuldades de financiamento que os bancos enfrentam e com a deterioração nas expectativas económicas.
«Na análise dos factores que mais contribuíram para o aumento da restritividade da política de concessão de crédito, tanto a empresas como a particulares, destaca-se a importância dada à deterioração das expectativas quanto à actividade económica em geral. Em segundo lugar, foi reportada a deterioração das condições de financiamento e restrições de balanço, bem como da posição de liquidez dos bancos. A adopção de critérios mais restritivos ter-se-á traduzido, sobretudo, em spreads mais elevados, tanto nos empréstimos de médio como de alto risco e, pontualmente, no aumento da exigência de outras condições contratuais», pode ler-se no relatório.

Os particulares pediram menos crédito aos bancos no último trimestre de 2010. A quebra da confiança dos consumidores (no caso da habitação e consumo), a deterioração das expectativas para o mercado da habitação e a retracção das despesas em bens duradouros (consumo) foram os factores que justificaram a quebra.

Embora o aperto na concessão de crédito por parte dos bancos a particulares tenha sido mais ligeiro, a maior restritividade no crédito à habitação traduziu-se, sobretudo, num aumento dos spreads praticados, tanto nos empréstimos de risco médio como nos empréstimos de risco elevado.

Algumas instituições tornaram-se ainda mais exigentes relativamente ao tipo de garantias que aceitam, e baixaram o rácio entre o valor do empréstimo e o valor da garantia. As maturidades contratadas também sofreram cortes e as comissões e outros encargos não relacionados com a taxa de juro estão também a aumentar.

No início de 2011 o cenário não vai melhorar, antes pelo contrário. No primeiro trimestre, os bancos esperam aumentar ainda mais as restrições e apertar os critérios de aprovação de crédito à habitação. No que se refere à procura, três instituições antecipam uma diminuição ligeira, sendo que as restantes se dividem entre uma diminuição considerável e a ausência de alterações.

Habitação à parte, o crédito destinado ao consumo e outros fins também está mais difícil de conseguir em vários bancos, devido ao aumento dos custos de financiamento e restrições de balanço e pelas expectativas quanto à actividade económica em geral. De salientar ainda, os receios quanto à capacidade dos consumidores assegurarem o serviço da dívida e os riscos associados às garantias exigidas.

Também aqui a maior restritividade se manifestou em spreads mais altos, tanto nos créditos de médio como de elevado risco e, no caso de um banco, em maiores exigências de garantias.

Neste primeiro trimestre de 2011 também o crédito ao consumo e para outros fins vai ficar ainda mais difícil."
http://www.cantinhodoemprego.com/index.php/uteis/credito/habitacao/1300-bancos-assumem-spreads-estao-mais-altos-e-vao-continuar-a-subir.html?utm_source=feedburner&utm_medium=email&utm_campaign=Feed%3A+cantinhodoemprego%2FpYms+%28Cantinho+do+Emprego%29
publicado por DELFOS às 06:44

A IRRESPONSABILIDADE DA BANCA EM PORTUGAL

26.01.11
"Tenho vários créditos que não consigo pagar que rondam os 30.000 euros e tenho também crédito à habitação (…). Tenho um rendimento de 600 euros, a esposa desempregada sem vencimento e dois filhos menores. Não sei o que fazer. Ontem entrou no meu emprego a primeira penhora de vencimento e estou desesperado".

Quando recebi este texto, enviado por um espectador de "A Cor do Dinheiro", a primeira reacção foi questionar-me sobre o valor da dívida: como é que alguém que ganha 600 euros contraiu créditos (pessoais) de 30 mil euros? Mas depois de falar com um banco percebi que a tragédia é real: os bancos não dispunham, até há pouco, de informação actualizada sobre quanto (e a quem já devia) o cliente que pedia crédito. Houve casos de devedores que pediam dinheiro a A, depois recorriam a B e finalmente a C.
A falta de informação actualizada justifica tudo? Não. Os bancos falharam, redondamente, na avaliação de risco: quem ganha 600 euros não pode ter crédito. Ponto final. Onde é que tudo isto vai terminar? Num grande sarilho para os bancos. Porque o devedor, insolvente, vai recorrer aos tribunais e qualquer juiz de bom senso atribuir-lhe-á um "mínimo de sobrevivência". E ao fim de cinco anos, se se portar bem, o juiz exonera-lhe o "passivo restante". É claro que até lá a banca vai fazer de conta (nas suas contas) que vai recuperar o crédito. Na esperança de, nesses cinco anos, provisionar os incobráveis. Talvez isso explique o nível de alguns spreads e do preçário de alguns serviços bancários. E ainda há quem conteste que o crédito barato é o pior inimigo da economia…
publicado por DELFOS às 10:48

A FALÊNCIA DA FAMÍLIA INSUSPEITA

26.01.11
Os pedidos de ajuda ao Estado para pagar o empréstimo da casa ao banco atingiram, em novembro, um total de 3.644 solicitações desde julho de 2009, mês em que os pedidos se ficaram pelos 714.
Em termos acumulados, do total dos pedidos efetuados até novembro, 2.363 famílias viram o seu pedido aceite, 233 pedidos foram recusados e 948 estão ainda em apreciação.
Ou seja, no total, desde julho de 2009 até novembro último, o Estado português pagou até metade da prestação das mais de duas mil famílias, até ao máximo de 500 euros e durante um prazo máximo de dois anos, duma linha de crédito no valor de 150 milhões de euros.
publicado por DELFOS às 08:22

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