O FORAL DE ALPALHÃO

04.02.11

No Portugaliae Monumenta Historica encontra-se o foral de Fresno, Freyxeno ou Frexeno, pois no mesmo veem-se todas estas variantes que são, manifestamente, corrupção de Fraxinum.

Trata-se dum foral datado de 1160, concedido por D. Afonso Henriques (Ego Rex A. regi portugalensis, reza o texto) e que foi confirmado em 1286 por D. Afonso III, rei de Portugal e conde de Bolonha (a dei gratia Rex. Port. et Comes Bolon, diz o texto).


Um dos limites do termo de Fresno era o castelo de Ferron (castellum qui dicitur ferronium) que era o que os Templários possuiam No sítio onde está hoje a vila de Nisa.


Esse foral era ao mesmo tempo carta constitutiva do concelho e carta de povoação, pois concedia certas garantias aos que de outras terras viessem par Fresno, isto com o manifesto prepósito de atrair gente e aumentar a povoação que, como do foral consta, ficava na fronteira, isto é, na linha que dividia os terrenos cristãos dos ocupados ainda pelos mouros, lugar portanto sujeito aos perigos das frequentes lutas travadas entre cristãos e agarenos.


O foral era do tipo de Salamanca, tratando-se por isso dum concelho perfeito da segunda fórmula, consoante a classificação de Herculano, pois a par dos alcaides que eram juízes eleitos pelo povo, tinha o judex, representante civil do poder central, de carácter jurisdicional, e o senior, representante militar do rei, sucedendo ainda que no foral se faz distinção entre cavaleiros e peões, uma das característícas dos concelhos perfeitos

publicado por DELFOS às 00:00

CENTRO PALIATIVO DE NISA

03.02.11
Estatisticamente 50% das pessoas vão morrer com cancro e 90% morrem com doença prolongada. Para além disso, com o aumento da esperança de vida, as pessoas vão durante mais tempo enfrentar todas as consequências do envelhecimento, antecipando-se o aumento das suas necessidades.

Terça-feira, 7 de Dezembro de 2010
Conscientes da urgência de intervenção para o alívio do sofrimento, o Centro de Saúde de Nisa decidiu criar este espaço para que doentes e seus familiares possam colocar questões e A 18 de Dezembro de 2008, o Centro de Saúde de Nisa foi premiado pela Administração Regional de Saúde do Alentejo pelo esforço desenvolvido no âmbito dos cuidados continuados e paliativos.

Conscientes de que ainda temos muito caminho a percorrer, para podermos abranger todos utentes no concelho de Nisa, congratulamo-nos pelo reconhecimento público desse esforço. Mais se refere que ao nível dos cuidados paliativos, estão já a decorrer reuniões para oficializar a constituição de uma equipa de suporte comunitário de cuidados paliativos, com o objectivo de aproximar os cuidados de saúde aos doentes e seus familiares, tentando proporcionar a melhor qualidade de vida e bem-estar possível a aqueles que sofrem. Á medida que este serviço for evoluindo mais informações serão prestadas neste local....

Quando tudo deixa de fazer sentido…


…entregamo-nos à dor. Ansiamos que termine tudo. Ansiamos que termine a vida e oramos, sem saber bem a quê ou a quem, que tudo mude, ou que simplesmente deixe de interessar.


Quando tudo deixa de ser desejado, quando tudo nos é indiferente, se estamos ou deixamos de estar, quando o amanhã não nos reserva nada de bom, pensamos… QUERO MORRER!


Dificilmente deixamos de ter empatia com este tipo de sofrimento, pois de uma maneira ou de outra, em certos momentos da nossa vida pensamos o mesmo. Diferente é quando a nossa vida está já a terminar, resultado de alguma doença implacável. Aí a primeira coisa que nos vem à cabeça é: “já está a morrer por isso aproveita a vida!”


Palavras fáceis de dizer, mas que tantas vezes parecem não fazer eco, nem nas nossas mentes, nem nas dos demais. Como poderemos nós saber o que outro sente realmente? Como poderemos nós demonstrar que a vida merece ser vivida? Que sabemos nós do sofrimento “puro e duro” destes doentes? Aquilo que poderemos meramente ansiar são vislumbres de dor… vislumbres estes que o doente pode optar não nos mostrar… protegem-nos. Protegem-se!
Que sentido afinal para uma vida tão diferente daquela desejada? Com a guilhotina pendente sobre o pescoço, como poderemos encontrar sentido nos pequenos momentos? Não basta apenas desejar ser feliz! O esforço necessário para qualquer mudança poderá ser tão grande que um pequeno corpo com a alma amachucada poderá não ser capaz de realizar.

Que fazer? Deixa-te ir. Deixa-te levar pelo tempo e pelo sonho para a Terra do Nunca onde jamais seremos mortais!
Nota:
Muita violento. Mas muita violento o link. O blog, "ALENTEJO no NORTE" espera que o número de camas que vem sendo prometido a todos a estes profissionais seja cumprido. O blog, nas oitenta e sete postagens que esteve a ler ficou muito abatido... O tema só o tinha visto na televisão. Agora, quando se analiza textos com este sentido e profundidade, o assunto ultrapassa o próprio ser.


Sondagem: As pessoas têm conhecimento sobre o que são cuidados paliativos?

Surpreendentemente, ou talvez não, os resultados da sondagem demonstram que as pessoas, hoje em dia, ainda não têm conhecimento sobre o que são cuidados paliativos.

Assim, poderemos inquirir-nos sobre os factores por detrás desta realidade. Assistimos cada vez mais a reportagens na TV acerca de doentes em fase terminal (maioritariamente oncológicos e neurológicos), sobretudo no que diz respeito à eutanásia e suicídio assistido. Ainda esta semana, na passada segunda feira, tal ocorreu.

Será que o debate social acerca deste tema está a ser enviesado? Falamos nas soluções mais drásticas, tal como a eutanásia, mas pouco se fala acerca do tipo de cuidados que pode evitar que esta questão se coloque – os cuidados paliativos.

A RNCC está a funcionar. Onde estão os cuidados paliativos? Existem de facto vários profissionais de saúde a trabalhar nesta área, e várias equipas em início de funcionamento. No entanto, a população continua sem saber se pode ou não dispor deste recurso, ou então para que serve. Muitas pessoas morrem no Hospital, ou em casa, sem apoio, simplesmente por falta de conhecimento da existência destas equipas, ou de profissionais, que prestem acções paliativas.
Como foi dito em outro local: Todos fazem, todos sabem… mas não se vê nada.
in "Pallium Centro de Saúde de Nisa http://palliumcsnisa.blogspot.com/
publicado por DELFOS às 12:42

UM CASAMENTO EM TOLOSA (1925)

03.02.11

"José Leite de Vasconcellos foi um dos maiores arqueólogos e etnólogos portugueses do século passado. Privilegiando o trabalho de campo, dedicou especial atenção e carinho à nossa região, aonde vinha com frequência, pernoitando nas casas de pessoas amigas, em Tolosa, Gáfete ou em Nisa. Não admira, pois, que na sua principal obra, de dez volumes "Etnografia Portuguesa", encontremos abundantes referências sobre quase todas as terras do concelho de Nisa e do Crato. A descrição que segue foi vivida pelo próprio autor de "Regiões da Lusitânia" (outra das suas obras mais conhecidas), em Tolosa.
Casamento a que assisti, em 30 de Dezembro de 1925
"Depois da cerimónia da igreja, em que nada houve de especial senão a bênção dos anéis, que os noivos trocaram entre si, passou-se às cerimónias profanas.
Os noivos saíram da igreja ao som do sino, acompanhados dos padrinhos e convidados. A noiva e as duas madrinhas iam vestidas de preto, com a cabeça coberta por mantilhas ou côcas ; o noivo como os padrinhos e convidados, trajava ao modo corrente: jaqueta curta, cinta de pontas à dependura, chapéu de pano...
O acompanhamento seguiu para casa da noiva, onde a família desta havia preparado um copo-de-água, isto é, vinho de pasto, bolos e tremoços.
A noiva ficou em casa da família e o resto das pessoas seguiu com o noivo para casa da família deste, onde o deixou: todos aí beberam, igualmente, vinho e comeram bolos.
Durante o percurso, vinha gente às portas e às janelas, e os padrinhos deitavam-lhe confeitos e amêndoas doces tal como ao rapazio que logo na igreja se juntara e seguira à frente de tudo com grande algazarra.
Seguiram os convidados da noiva para casa da família dela e aí tiveram uma boda ou jantar; os do noivo ficaram com este e tiveram também a sua boda. Depois disto é que os noivos se juntaram e foram habitar em casa própria. Constava esta de dois compartimentos: cozinha e quarto de dormir, muito limpinhos.
Na cozinha, que é a par da sala de entrada, sobressaía, diante da porta, segundo o costume, a cantareira, com a sua estante nova, pratos novos e asados, postos no poial, empedrados e frescos, com seus testos e panelinhas na boca.
A outro lado da cozinha, estava uma mesa, coberta de toalha branca e rendada e, em cima, bonecos de barro e bugigangas análogas. No quarto, uma particularidade própria do dia: sobre a cama, uma rima de cobertores e cobertas, de variadas cores, e, na beira, pregados, uma porção de roda-pés, uns sobre os outros.
Todo o arranjo da casa é feito à custa da noiva; o noivo leva, apenas, o seu vestuário e as ferramentas com que trabalha.
Por cada casamento o pároco recebe, além de dinheiro, meio alqueire de trigo, dois litros de vinho, uma quarta de carne e uma galinha. Outras notas sobre o assunto tomou o autor, em ocasiões várias, igualmente em Tolosa.
Na antevéspera do casamento, vão as raparigas solteiras e amigas da noiva compor-lhe a
casa, sobretudo a sala e a cama. Roupa de uma cama de noivos: 10 roda-pés de pano corado, paninhos, etc., com bordados; um colchão, 5 cobertores, 5 lençóis de cabeceira, com dobra bordada, 2 travesseiros, 4 travesseiras.
Na véspera do dia, jantam padrinhos e convidados em casa dos pais do noivo e da noiva, depois do que há bailho até de manhã, ao som do harmónio e da concertina.
No dia do casamento, de manhã, vão à fonte as amigas da noiva à água para o consumo do dia. A madrinha vai buscar a noiva e o padrinho o noivo. Saem para a rua, vêm atrás os convidados, alguns com pratos de flores e papelinhos que hão-de deitar sobre os noivos, depois da cerimónia eclesiástica. Segue-se o registo civil, e vão depois para a igreja.
As pessoas amigas atiram das janelas e da rua sobre o cortejo, que vem da igreja, flores,
arroz e papelinhos, enquanto os padrinhos depõem amêndoas nas bandejas e as atiram ao rapazio da rua. Baila-se na noite do casamento até de madrugada, e não em local certo mas em casa a isso adequada.
Os noivos retiram-se para a sua pela meia-noite. Aparece-lhes, depois, um descante à porta - entoam os rapazes cantigas ao som da guitarra ou do harmónio - e os noivos levantam-se para distribuir vinho e bolos.
Versos do descante:
Viva o noivo mais a noiva,
Viva o pai que os criou
E o padrinho e a madrinha
Que à igreja os acompanhou!

Viva o noivo mais a noiva,
Que se foram já casar!
Deus le dê muita saúde
E bons anos prá gozar!

Viva o noivo mais a noiva
Raminho de erva cidreira,
Já fôstades à igreja
Pôr o nome de casada
E perder o de solteira.

Já fôstades à igreja,
Linda rosa encarnada,
Perder o nome de solteira
E buscar o de casada.
Num 4º dia, logo de manhã, as madrinhas levam aos noivos café e fatias (fatias de pão de trigo, fritas com ovos e açúcar) e no mesmo dia dá-se almoço e jantar outra vez aos noivos e comitiva em casa dos pais de cada um deles, seguindo-se novo bailho. Só, então, acaba a boda.
Os noivos só depois do casamento comem juntos; um dia em casa dos pais de um, outro dia em casa dos pais do outro."
publicado por DELFOS às 08:18

A BARRAGEM DO FRATEL

03.02.11



BARRAGEM DE FRATEL

UTILIZAÇÕES - Energia
LOCALIZAÇÃODADOS GERAIS
Distrito - Portalegre
Concelho - Nisa/Vila Velha de Ródão
Local - Amieira do Tejo/Fratel
Bacia Hidrográfica - Tejo
Linha de Água - Rio Tejo
Promotor - CPPE, Cª. Portuguesa de Produção de Electricidade, SA
Dono de Obra (RSB) - CPPE
Projectista - Hidro-Eléctrica do Zêzere
Construtor - SOMAGUE
Ano de Conclusão - 1973
CARACTERÍSTICAS HIDROLÓGICAS CARACTERÍSTICAS DA ALBUFEIRA
Área da Bacia Hidrográfica - 60000 km2Área inundada ao NPA - 10000 x 1000m2
Capacidade total - 92500 x 1000m3
Capacidade útil - 21000 x 1000m3
Nível de pleno armazenamento (NPA) - 74 m
Nível de máxima cheia (NMC) - 76 m
Nível mínimo de exploração (Nme) - 71 m
CARACTERÍSTICAS DA BARRAGEMDESCARREGADOR DE CHEIAS
Betão - Gravidade
Altura acima da fundação - 48 m
Altura acima do terreno natural - 43 m
Cota do coroamento - 87 m
Comprimento do coroamento - 240 m
Fundação - Xistos e Grauvaques
Volume de betão - 124 x 1000 m3
Localização - No corpo da barragem
Tipo de controlo - Controlado
Tipo de descarregador - Sobre a barragem
Cota da crista da soleira - 57 m
Desenvolvimento da soleira - 6x18,75=112,5 m
Comportas - 6 comportas segmento
Caudal máximo descarregado - 16500 m3/s
Dissipação de energia - Bacia de Dissipação
CENTRAL HIDROELÉCTRICA
Tipo de central - Contíguo à barragem
Nº de grupos instalados - 3
Tipo de grupos - Kaplan
Potência total Instalada - 130 MW
Energia produzida em ano médio - 347,5 GWh

FRATEL

Fratel1des.gif (43651 bytes)

PLANTA

Fratel2des.gif (21228 bytes)

PERFIL AO LONGO DO EIXO DA BARRAGEM

Fratel3des.gif (8143 bytes)

Elementos acima extraídos e citados no espaço: http://cnpgb.inag.pt/gr_barragens/gbport:ugal/Fratel.htm.

"A Barragem de Fratel está localizada no distrito de Portalegre, no limite com o distrito de Castelo Branco, na bacia hidrográfica do Tejo, no rio Tejo, em Portugal. A construção foi finalizada em 1973.

Possui uma altura de 43 m acima do terreno natural e uma cota de coroamento de 87 m. A capacidade instalada de produção de energia eléctrica é de 130 MW."

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
publicado por DELFOS às 00:01

ASSOCIAÇÃO SÓCIO CULTURAL DOS AMIGOS DE AREZ

30.01.11

 

"Numa época em que as conjunturas se apresentam adversas para toda a sociedade e em que o interior é caracterizado por uma desertificação humana, sobretudo afectando as aldeias, felizmente ainda há quem não se renda à inércia, ao abandono e à degradação destas comunidades.

Em prol da dinamização da freguesia de Arez, foi criada uma Associação com um objectivo recreativo, social e cultural, a fim de integrar as diversas actividades e iniciativas onde se pretende envolver todos os Amigos de Arez.

Assim, numa freguesia onde existem Avós, Filhos e Netos com valências e aptidões tão diversas, pretende-se fomentar o desenvolvimento de actividades diferentes, integrando pessoas de todas as idades e de interesses diversos, integrando pessoas de todas as idades e de interesses diversos, como são as propostas de iniciativas de âmbito, recreativo, social, desportivo e cultural.

Associação foi constituída por Escritura Pública realizada em Nisa, no dia 4 de Novembro de 2010, sediada provisoriamente em instalações pela Junta de Freguesia de Arez e constituída por sócios de várias idades e aptidões, cujos membros que compõem os respectivos Órgãos Sociais têm um objectivo comum: Arez.

Com a elaboração de um logótipo e com a criação de um Site na internet efectuadas por Arezenses, a Associação pretende mostrar desde logo, o apoio à criatividade de todos a quem asseguramos ter um espaço de dinamização de iniciativas que pretendam desenvolver.

A cooperação entre entidades apresenta-se como sendo a única forma de desenvolvimento de actividades sustentadas onde o fomento de Tradições, Mostras Etnográficas, Exposições, Ateliês infantis, Convívios, Festas e todas as Acções que envolvam a preservação e divulgação do património cultural, ambiental, artístico, desportivo e social.

Assim, contamos com a colaboração da Junta de Freguesia de Arez, da Santa Casa da Misericórdia de Arez e da Câmara Municipal de Nisa, tal como pretendemos o envolvimento dos agentes comerciais e económicos da Freguesia e do Concelho. Constarão ainda, no Plano de Actividades da Associação, os Protocolos com entidades sediadas fora da freguesia por iniciativa proposta de todos os amigos de Arez, uma vez que o objectivo é comum : AREZ."


MUITA BEM ESCRITO O TEXTO. O blog http://alentejononorte.blogspot.com/ diz que deve ser assim ou que devia ser assim. Um projecto, se calhar com algumas horas com a sua feitura e veio atingir o topo. Melhor coisa, talvez pata terminar, eu tive um sonho, sonho que veio de uma visão e a missão será realizada...
publicado por DELFOS às 13:00

UNIDADE DE EXPERIMENTAÇÃO DO LABORATÓRIO BIOERGOS EM NISA

27.01.11
"No dia 26 de Janeiro, a Presidente da Câmara Municipal de Nisa, Gabriela Tsukamoto, participou na sessão de assinatura do Protocolo de Financiamento do Programa Estratégico do “Sistema Regional de Transferência de Tecnologia – SRTT. A sessão decorreu na Universidade de Évora e foi presidida pelo Ministro da Economia, da Inovação e do Desenvolvimento, Vieira da Silva.
O Programa Estratégico do “Sistema Regional de Transferência de Tecnologia – SRTT”, obteve a aprovação do INALENTEJO – Programa Operacional Regional do Alentejo da CCDRA. O investimento proposto tem o valor de 41,8 Milhões de Euros, e corresponde a um montante comunitário FEDER de 29,3 milhões de Euros (com uma taxa de co-financiamento de 70% para todas as operações a candidatar). A candidatura foi apresentada pela ADRAL – Agência de Desenvolvimento Regional do Alentejo, líder do Consórcio que lhe dá suporte e que incorpora mais de 20 entidades (Universidade de Évora, Institutos Politécnicos de Beja,  Portalegre e Santarém, CEVALOR, CEBAL, COTR, ICTVR, INRB/INIA, LNEG, LOGICA EM, Sines Tecnopólo, IDERSANT, Câmara Municipal de Beja, Câmaras  Municipais do Cartaxo, de Évora, de Portalegre e de Nisa, ANJE, NERE-AE, NERBE-AEBAL).
O Parque de Ciência e Tecnologia do Alentejo (PCTA) constitui uma das componentes do Programa Estratégico do “Sistema Regional de Transferência de Tecnologia – SRTT. O ponto de partida que subjaz ao PCTA consiste na criação de uma rede de conhecimento e inovação fundada numa base essencialmente territorial e na concretização de uma estratégia comum de reforço das competências regionais e de afirmação das suas capacidades ao nível nacional e internacional com recurso a factores indutores de criatividade, de diferenciação e de promoção de empreendedorismo, inovação e desenvolvimento.
O PCTA será localizado no Parque Industrial e Tecnológico de Évora, no entanto, esta estrutura será complementada com a criação de pólos temáticos nas cidades de Beja, Santarém e Portalegre, com extensões específicas noutras localidades. O Pólo de Portalegre do PCTA, terá uma gestão e implementação da responsabilidade do Instituto Politécnico de Portalegre.  O município de Nisa participa em parceria nessa operação. É objectivo deste pólo dinamizar no Alentejo  a instalação de empresas de base tecnológica na área das energias renováveis e do ambiente, numa perspectiva de valorização dos recursos endógenos e com enfoque especial para a valorização energética de recursos e resíduos. Pretende-se que o Pólo se constitua como um “Laboratório de Energias – BioErgos” na perspectiva do desenvolvimento de Trabalhos I&DT para empresas regionais e internacionais e ainda, na criação de condições favoráveis à instalação e criação de empresas de base tecnológica proporcionando a sua fixação na região. O Laboratório porá à disposição das empresas e dos empreendedores recursos humanos altamente qualificados e infra-estruturas laboratoriais, de experimentação a uma escala piloto e de encubação empresarial de base tecnológica permitindo e facilitando a criação de empresa e a promoção do empreendedorismo.
Para Nisa está definida a criação de uma unidade de experimentação do Laboratório de Bioenergia – BioErgos, visando: – a valorização de recursos endógenos geológicos e hidrogeológicos na perspectiva da sua aplicação à indústria extractiva e transformadora, incluindo a modernização das empresas do sector; – o desenvolvimento de novas formas de aplicação das rochas ornamentais, nomeadamente, aplicações artísticas e de design; – a valorização e estudo da utilização de águas termais para aplicações biotecnológicas, saúde e cosmética. Em Nisa, as infra-estruturas de apoio ao BioErgos serão implementadas na Zona de Actividades Económicas, ocuparão uma área de 300 metros quadrados e o investimento elegível é de 900 mil euros."

E Nisa na frente continua sempre e em frente. Que maravilha ser assim de um concelho.
publicado por DELFOS às 09:37

PROJECTO "BOSQUE DO CENTENÀRIO"

13.12.10

              AQUÉM&ALÉMTEJO
Domingo, 12 de Dezembro de 2010
GAVIÃO: Projecto "Bosques do Centenário"

O Município de Gavião aderiu ao Projecto “Bosques do Centenário”, um projecto que resulta de uma parceria entre várias entidades: Associação Nacional de Municípios Portugueses, a Autoridade Florestal Nacional, a Comissão Nacional para as Comemorações do Centenário da República, a Quercus, e o Movimento cívico Limpar Portugal.
Este projecto enquadrou-se num prédio rústico do município, que foi no passado utilizado como lixeira, neste momento fez-se a sua requalificação, com a plantação de várias espécies florestais de acordo com as características edáfoclimáticas da zona em causa. Foram ainda contactadas várias entidades do Município para se juntarem ao projecto, nomeadamente Agrupamento de Escolas Vertical de Gavião, Universidade Sénior e Santa Casa da Misericórdia de Gavião. (1)

Ora viva lá meu caro, o agradecimento ao meu amigo MMendes, a liberdade de poder colocar aqui no meu espaço, um espaço que é seu. Afirmar-lhe apenas, quando achar alguma coisa de interesse nestas bandas tenha a vontade com a liberdade que me concedeu e aproveite se achar alguma que lhe posa interessar.
No tocante ao amigo, acredito que foi mesmo um prazer enorme que teve, meu contacto lhe oferecer, que eu acho apenas que a coisa anda muito perto.
Bem, mas deixamos lá isso, no tocante a plantar ao "Projecto Bosques do Centenário" eu digo que é uma pura mentira, os elementos do referido projecto, na Comenda, se tiveram o prazer e a honra de plantar alguma árvore, eu digo que não foram cem, eu digo que foram noventa e seis. Estão quatro mortas e inexistentes no mercado ou Legado Municipal e até ao momento ainda nºao lhe conseguiram resolver o devido problema da estética ou a sua própria vida.
Termino. Custa tanto sempre terminar, não sei se o amigo conhece a estrada que vai da Comenda para Tolosa. Se o amigo tivessese prazer, era junto às bermas das estradas que essas cem árvores deviam viam ser plantadas. Ir plantar árvores o para o campo, apenas lhe digo, esta semana fui dar uma volta pelos campos e herdades destas propriedades. Junto ao Estacal da escola e para entrar na estrada, o sacrifício que foi. Quem não gosta de ver o percurso de árvores que uma empresa lá colocou
Mas o blog, "Gavião no Alentejo" tem o nome da primeira rua quando se tentou implantar a republica. Coisa, que lá vila de Gavião ainda não lhe conseguiu dar, nem ao menos um nomunento a simbolizar o acontecimento. (1)
publicado por DELFOS às 11:11

CENTRO PALIATIVO DE NISA

08.12.10
Estatisticamente 50% das pessoas vão morrer com cancro e 90% morrem com doença prolongada. Para além disso, com o aumento da esperança de vida, as pessoas vão durante mais tempo enfrentar todas as consequências do envelhecimento, antecipando-se o aumento das suas necessidades.

Terça-feira, 7 de Dezembro de 2010
Conscientes da urgência de intervenção para o alívio do sofrimento, o Centro de Saúde de Nisa decidiu criar este espaço para que doentes e seus familiares possam colocar questões e A 18 de Dezembro de 2008, o Centro de Saúde de Nisa foi premiado pela Administração Regional de Saúde do Alentejo pelo esforço desenvolvido no âmbito dos cuidados continuados e paliativos.

Conscientes de que ainda temos muito caminho a percorrer, para podermos abranger todos utentes no concelho de Nisa, congratulamo-nos pelo reconhecimento público desse esforço. Mais se refere que ao nível dos cuidados paliativos, estão já a decorrer reuniões para oficializar a constituição de uma equipa de suporte comunitário de cuidados paliativos, com o objectivo de aproximar os cuidados de saúde aos doentes e seus familiares, tentando proporcionar a melhor qualidade de vida e bem-estar possível a aqueles que sofrem. Á medida que este serviço for evoluindo mais informações serão prestadas neste local....

Quando tudo deixa de fazer sentido…


…entregamo-nos à dor. Ansiamos que termine tudo. Ansiamos que termine a vida e oramos, sem saber bem a quê ou a quem, que tudo mude, ou que simplesmente deixe de interessar.


Quando tudo deixa de ser desejado, quando tudo nos é indiferente, se estamos ou deixamos de estar, quando o amanhã não nos reserva nada de bom, pensamos… QUERO MORRER!


Dificilmente deixamos de ter empatia com este tipo de sofrimento, pois de uma maneira ou de outra, em certos momentos da nossa vida pensamos o mesmo. Diferente é quando a nossa vida está já a terminar, resultado de alguma doença implacável. Aí a primeira coisa que nos vem à cabeça é: “já está a morrer por isso aproveita a vida!”


Palavras fáceis de dizer, mas que tantas vezes parecem não fazer eco, nem nas nossas mentes, nem nas dos demais. Como poderemos nós saber o que outro sente realmente? Como poderemos nós demonstrar que a vida merece ser vivida? Que sabemos nós do sofrimento “puro e duro” destes doentes? Aquilo que poderemos meramente ansiar são vislumbres de dor… vislumbres estes que o doente pode optar não nos mostrar… protegem-nos. Protegem-se!
Que sentido afinal para uma vida tão diferente daquela desejada? Com a guilhotina pendente sobre o pescoço, como poderemos encontrar sentido nos pequenos momentos? Não basta apenas desejar ser feliz! O esforço necessário para qualquer mudança poderá ser tão grande que um pequeno corpo com a alma amachucada poderá não ser capaz de realizar.

Que fazer? Deixa-te ir. Deixa-te levar pelo tempo e pelo sonho para a Terra do Nunca onde jamais seremos mortais!
Nota:
Muita violento. Mas muita violente o link. O blog, "Gavião no Alentejo" espera que o número de camas que vem sendo prometido a todos a estes profissionais seja cumprido. O blog, nas oitenta e sete postagens que esteve a ler ficou muito abatido... O tema só o tinha visto na televisão. Agora, quando se analiza textos com este sentido e profundidade, o assunto ultrapassa o próprio ser.


Sondagem: As pessoas têm conhecimento sobre o que são cuidados paliativos?

Surpreendentemente, ou talvez não, os resultados da sondagem demonstram que as pessoas, hoje em dia, ainda não têm conhecimento sobre o que são cuidados paliativos.

Assim, poderemos inquirir-nos sobre os factores por detrás desta realidade. Assistimos cada vez mais a reportagens na TV acerca de doentes em fase terminal (maioritariamente oncológicos e neurológicos), sobretudo no que diz respeito à eutanásia e suicídio assistido. Ainda esta semana, na passada segunda feira, tal ocorreu.

Será que o debate social acerca deste tema está a ser enviesado? Falamos nas soluções mais drásticas, tal como a eutanásia, mas pouco se fala acerca do tipo de cuidados que pode evitar que esta questão se coloque – os cuidados paliativos.

A RNCC está a funcionar. Onde estão os cuidados paliativos? Existem de facto vários profissionais de saúde a trabalhar nesta área, e várias equipas em início de funcionamento. No entanto, a população continua sem saber se pode ou não dispor deste recurso, ou então para que serve. Muitas pessoas morrem no Hospital, ou em casa, sem apoio, simplesmente por falta de conhecimento da existência destas equipas, ou de profissionais, que prestem acções paliativas.
Como foi dito em outro local: Todos fazem, todos sabem… mas não se vê nada.
in  "Pallium Centro de Saúde de Nisa http://palliumcsnisa.blogspot.com/
publicado por DELFOS às 07:02

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