CAPELA DA N.ª S.ª DAS SETE FONTES EM BELVER

18.09.10
Mas o nome é poético.
Mas o nome é a pura poesia em filosofia...

A capela... O sete... A Fonte ou lá as fontes. E tudo junto parece a mais pura calma em uma irmandade...
É mais um culto matriarcal.
Mariano se o diga e se o registe.
É mais uma mãe no meio de outras mães, filhas apenas de uma Grande Mãe, a mãe de todas as mães do mundo...

Mas o blog pensava e em seu pensamento andava com um penso e que o seu juízo o formava e imaginava que era só as terras de Comenda a coisa se passava e afinal coisa se passa igual no lugar de Torre Fundeira uma terra de "Terras de Belver" e a coisa não deixa de ser igual mais mal do que o pensava e um dia o não acreditava e o julgava lá com o penso...

Mas o blog, o "Terras de Belver", adiante levando lá esta alma de este povo e sangue de este ser gente continua a registar o trabalho do seu amigo Rogério Pires de Carvalho que um dia lhe deixou nas terras de Comenda e do seu amigo João Luis Cardoso também " Contribuição para a carta arqueológica da freguesia de Belver".

Venham daí.
Venham visitar estas terras.
Venham visitar estas terras onde o alto e o abismo fazem um sexo muito maravilhoso.
Elas são belas. Que coisas maravilhosas do outro mundo o são.
Não perdereis o tempo... Apenas vos ganhareis a vós próprios.

"Situa-se nas imediações do lugar de Torre Fundeira, na propriedade do mesmo nome, muito perto do conjunto de antas referido.
É uma construção do séc.XVI, isolada, actualmente utilizada como palheiro e local de arrecadação de alfaias agrícolas. Tanto exterior como exteriormente, foi objecto de profundas transformações que alteraram a sua traça primitiva.
Na parede lateral direita, foi preservada uma placa de mármore branco, onde, em caracteres bem lançados, se pode ler o segundo texto:
ESTA CASA DE NOSA SENRA/DAS SETE FONTES . MADOV/FAZER . BRAS DIAZ . CAPE/LÃO DEL REY . E VIGRO DA CIDA/DE DE CHAUL . O ANO D . 1554 .
Julgamos - assim eles o diziam - que, para além do interesse que haveria em investigar esta personagem, seria importante o estudo e a recuperação deste imóvel, certamente uma das construções mais antigas da Freguesia", mas o blog concorda desde já.
Está assim com os seus botões a si se perguntando se ela não teria já partido para outras paragens.
Se ela partiu já para outras paragens, meus amigos a coisa está mesmo muita perigosa, um país ao Deus dará e sem lá lei e nem lá roque...
publicado por DELFOS às 16:01

LAPA DE MONIZ NA TERRA DE BELVER

18.09.10
Mas esta freguesia é imensa e não tem fim. Não se lhe conhece a linda no tempo. Parece que ela sempre lá existiu... E o blog, o blog "Terras de Belver" continuando a "Contribuição para a carta arqueológica da freguesia de Belver" hoje vos leva a um lugar chamado Outeiro e que pertence a estas terras de belver e uma nostálgica e acalmada é sempre a viagem pelo corpo dela e como o blog gosta tanto quando a coisa acontece e ela lhe diz sempre muito obrigado pelo prazer sentido...

Na cartográfica do mapa a localização é M = 218,9 ; P = 281, 4 ; folha 323, S.C.E. (1:25 ooo).
É na margem esquerda da Ribeira de Canas, num declive de forte inclinação a Lapa do Moniz ela lá se encontra.
Não deixa de ser duas galerias de mineração, abertas paralelamente, e com ligação entre ambas. Estão escavadas no sentido penetrante da encosta e a sua profundidade atinge a ordem dos 40 metros.
Mas não é fácil andar no meio delas. Algumas placas de xisto, provenientes de abatimentos antigos, a circulação é dificultada no seu interior e muito próximo da lapa existe igualmente antigos poços de mineração...
publicado por DELFOS às 15:53

VALE DA FONTE NA TERRA DE BELVER

18.09.10
Foi descoberta em mil novecentos e setenta e três. Neste ano foi circunscrita. Neste ano lhe marcaram os limites. Trata-se de uma estação de superfície. A sua área corresponde a uma simetria e a um contorno mal definido.
Fica situada num retalho das cascalheiras de planalto. A idade - a idade é mio-pliocénica.

"Mas o blog "GAVIÃO no ALENTEJO" pergunta a Rógerio Pires de Carvalho e mas o blog também pergunta a João Luís Cardoso, mas amigos, então o não podias vós ter arranjado ou explicado, outro nome se assim se lhe diga, essa da idade mio-pliocénica é muita pesada e afasta as pessoas, que as pessoas depois não lhe liga nenhuma, ao corpo dela, à arquológica... Enfim! Que assim o penso e vos diga..."

Na dita, recolheram-se cerca de uma centena de artefactos de quartzito, cuja tipologia se filia no conjunto das indústrias «languedocenses» - "Que irra (!), outro nome lá tão mais longo que o preciso, ou a coisa a lá sete mil e quinhentos e o blog diz assim o não vale...

Pela sua homogeneidade que evidenciam e pela aparente concentração no terreno, estes materiais correspondem certamente a vestígios de um acampamento temporário de um pequeno grupo humano. Outra série, mais antiga, constítuida apenas por onze eemplares pouco característicos, foi considerada como podendo pertencer ao Acheulense - E olha lá que outro...

Fica a localização : M = 213,2 ; P = 281,8 ; folha 322 S.C.E. (1 : 25 000).
publicado por DELFOS às 15:45

NÚMERO DE HABITANTES NA VILA DE GAVIÃO

18.09.10

FREGUESIA DE GAVIÃO

ANOS ... POPULAÇÃO
1864 ... 1704

1878 ... 1799

1890 ... 2064

1900 ... 2040

1911 ... 2251

1920 ... 2483

1930 ... 2680

1940 ... 2931

1950 ... 3020

1960 ... 2801

1970 ... 1995

1981 ... 2021

1991 ... 2006

2001 ... 1814


Esta freguesia é uma vila e sede do concelho de Gavião. Tem uma área de 57,85 Km2 e é um espaço a ser descoberto.....
publicado por DELFOS às 15:27

ALPALHÂO e FRANCISCO MORATO ROMA

18.09.10
 Na Igreja Matriz de Alpalhão está sepultado o dr. Francisco Morato Roma, que foi médico da Casa Real e do Santo Ofício de Lisboa.
Tal facto levou alguns a supor que ele fosse natural de Alpalhão.
A verdade, porém, é que ele era natural de Castelo de Vide, como consta da sua matrícula universitária em Coimbra, onde aliás figura o nome de Francisco Morato.
Explica-se que fosse sepultado em Alpalhão por ser cavaleiro da Ordem de Cristo e cujo Mestrado esta vila pertencia.

Da campa sepulcral consta ter falecido em 11 de Janeiro de 1670.
A indicação do dia pontual do seu nascimento não se reconhece, apenas se sabe, o ano do seu nascimento foi em mil quinhentos e oitenta e oito.

O seu pai se sabe que foi João Morato e a sua mãe o foi Maria Calado Roma.

Em primeiras núpcias casou com Isabel Gomes de Alpalhão.
O MAROTO não se ficou por aqui.
A Maria de Andrade do Vale foi a sua segunda mulher e era natural de Guimarães.
A coisa ela não fica por aqui e o nobre doutor volta a casar uma terceira vez, e desta, voltou outra vez a casar com a nativa também de Alpalhão.
O seu nome, a graça dela, Leonor Delicado o seu nome.

Este ser, esta personalidade na Universidade de Évora se foi formar em Filosofia.
Na Universidade de Coimbra os estudos os foi concluir e acabar em medicina.

Volta à sua terra.
Regressa às suas origens.
Em Castelo de Vide, "a Sintra do Alentejo", começou a exercer medicina.
Não foi só nela.
Em todas as terras à volta o seu sucesso suou.
O renome e a opinião pública a conquistou.
O seu sucesso ao Duque de Bragança D. Teodósio chegou e em mil seiscentos e dezanove o nomeia médico no paço ducal de Vila Viçosa.
O seu filho, o futuro rei D. João IV, o confirma também no cargo, que quando é aclamado rei em Dezembro de mil seiscentos e quarenta o leva para a corte como médico da Real Câmara.

É autor da "Luz da Medicina prática, racional e metódica, Guia de Enfermeiros, Lisboa (1664)", dividida em três partes, com novas edições em Coimbra e Lisboa.

O amigo, o nobre ser, talvez também um "João Semana" em outros tempos antigos e modernos, este médico morre a onze de Janeiro de mil seiscentos e setenta e oitenta e dois anos...
publicado por DELFOS às 15:12

HABITANTES NO CONCELHO DE GAVIÂO

18.09.10

É daquelas coisas que nunca pode haver consentimento e consenso. É a "guerra dos números". Eles serão sempre utilizados a seu bem entender, seja lá quem esteja no poder. Pena é que os números, uma vez na vida, não seja lá uma vez um ponto de reflexão e uma mudança na procura de um outro caminho. Numa pode haver uma política que não seja baseada neles. Se ela a existir, o blog acredita, o seu conhecimento não faz parte das pessoas.

O problema deste concelho, o problema estrutural deste concelho - dos outros também se calhar - a informação não circula.
O blog se está lembrando, finais dos anos noventa, ao INE escreveu a perguntar e a pedir informação sobre como estava lá a coisa dos números. Claro que recebeu resposta. Ela trazia três fotocópias, e toma lá que já aprendestes, 1100$00.
Claro que apitou o combóio...
Mas sempre acreditou e acredita que se esbanja lá o conhecimento e o que para muitas pessoas a coisa não funciona assim.
Podia ficar quieto. Não podia ficar quieto...
O conhecimento o podia guardar e o não ter dado a provar e "qual é coisa qual é ela" o tenta publicar no estimado Jornal "Gavião com Voz" e a coisa foi parar ao caixote do lixo e até agora nada...
Moral da história lá passageira, a coisa a guardou e a começou a publicar agora.
Neste mundo da Internet, podendo lá ser muito tenebroso mas de luz, fazendo uma pesquisa assim numa muito ligeira, o concelho de Gavião foi o concelho juntamente com o de Almeida e Pampilhosa que perdeu mais população em 2008...

Assim continuando, nada lá em Estado que se diz social, passando em "portalegredigital.biz/pt/conteudos/territorial/Caracterização+do+Distrito/Concelho+de+Gavião" o concelho de Gavião foi o que perdeu mais população. Assistiu a um decréscimo populacional entre 1991 e 2001 em cerca de 17,4%.
Os outros:
- Alter do Chão em 11,3%;
- Arronches em 7,8%;
- Avis em (?);
- Campo Maior em 1,7%;
- Castelo de Vide em 6,6%;
- Crato em 14,1%;
- Elvas em 4,5%;
-Fronteira em 9,5%;
- Marvão em 8,8%;
-Monforte em 9,7%;
- Nisa em 13%;
- Portalegre em 5%;
- Sousel em 6%.

Não.
Não é o número de habitantes da vila Gavião. É o número de habitantes do concelho de Gavião.
Que as coisas mudam. Assim a coisa se espera. Em 2011, a coisa apenas se verá...Não se comece a pensar diferente e depois se lhe tente tapar a boca.
publicado por DELFOS às 14:26

A FINA ROSA CONTINUA EM GAVIÂO

18.09.10
Eles foram a fina flor ou lá posição social elevada num porte de pouca grossura ou sem uma espessura de pouca lá largura e o macio era agradável o seu tacto e com muito boa qualidade eram vistos com uma certa distânca e o chapéu na mão...
Foram aventureiros na sua audácia estas terras de Gavião no Alentejo foram por eles comquistadas...............................................................................................
Certamente que o blog "Terras de Gavião" volta. Não é e nunca o será uma imagem que vale por mil palavras. Ficará na filosófica campestre, a interrogação se esta sociedade conseguiu evoluir ou se ela apenas continua a ter o puro desejo de regredir. As dúvidas o blog tem, se ela não é mais racista com uma parceria ostracista e xenófoba em tempos que lá muito passados... ................................................................................................................................................
Certamente que o blog "Terras de Gavião" volta. Não é e nunca o será uma imagem que vale por mil palavras. Ficará na filosófica campestre, a interrogação se esta sociedade conseguiu evoluir ou se ela apenas continua a ter o puro desejo de regredir. As dúvidas o blog tem, se ela não é mais racista com uma parceria ostracista e xenófoba em tempos que lá muito passados... 
 Para lá daquilo que possa aparentar, o nobre senhor que não usa barba e nem bigode, o seu olhindo devia estar muito aberto para o negócio....
O blog acredita que foi pela mão da sua muito querida donzela e bela e muito querida filha e sua a lá  formosura  e umas terras por estas bandas e zonas do senhor do lado que a coisa se tornou um império e destrona o Ramiro Leão e não se lhe diga que não e que só se lhe deia Ramiro e Eusébio Leão  ...............
publicado por DELFOS às 12:57

TOLOSA NÃO É LÁ BEM TOULOUSE

18.09.10
É daquelas coisas que o blog, este espaço que é só vosso e apenas vosso, o blog gosta muito quando em dilemas lá cerebral dele, fica sempre muito feliz quando lhe consegue apertar o rabo a uma coisa que lhe andava fugindo... Tem destas coisas a solitária busca o tem...

Ora, no Dicionário Onomástico Etimológico da Língua Portuguesa de José Pedro Machado " top. Cidade francesa. O Voc. e X. Fer. (I, p. 78) dão como equivalente port. desta forma Tolosa que, afinal, hoje só se emprega com os topónimos port. (Nisa) e esp. ; em relação do fr. todos dizemos "Tuluse" tal como escrevemos Toulouse, a grafia fr. ; as tentativas para impor Tolosa (com uso ant., em vez daquela, não têm sido felizes: esberram com o uso, com o artificialismo e os inconvinientes da confusão, pois desse modo passaríamos a ter a mesma forma para três topónimos diferentes (e cada um em seu país). Como disse, em port. ant. esta cidade fr. era, na verdade, chamada Tolosa: St. Maria n.º 78, vs. 1, 11, 58; n.º 158, vs. 23; n.º 175, vs. 8, 15, 56, 80; n.º 195, vs. 91; n.º 208, vs. 10; n.º 253, vs. 16; F.L.F., cap. 14, p. 46). Isto, porém, não constitui razão suficiente para a utilizarmos hoje; nesse caso o nosso "purismo" obrigar-nos-ia, coerentemente, a também proferir Odiana, Badalhouce, Ceita, etc. em prejuízo de Guadiana, Badajoz, Ceuta, etc. Ver Mensal, XIII, p. 335, e XIV, p. 190. Não se siga, portanto, a doutrina do Voc. s.v Tolosa".
publicado por DELFOS às 10:01

TOLOSA A CEGONHA QUE VEIO DE FRANÇA

18.09.10
É com uma grande quantidade indefinida e ao mesmo tempo se torna complexa e confusa o estudo do toponómio desta Tolosa. Não o sabeis lá como que em boa verdade vos digo sem um lá querer e um gosto meu que o nego e o recuso. Somente a vontade tenho que o tenhas por certo e a maioria de votos ela pode não estar lá bem certa e ter a razão nesta coisa do toponómio...

Ora lá assim, que continuando, o parente Pinho Leal a lealdar "Toloza, é também um appellido nobre d`este reino. Veio da cidade de Tolosa, capital do Languedoc. Trazem por armas - em campo d`ouro, capuz de púrpura floreada, e vazia do campo - élmo d`aço, aberto, e por timbre a cruz do escudo".


Está muita certo.
Que está muita certa assim o lá pode lá estar a coisa.
Mas meu lá bom amigo, apenas penso, apenas se assim mo permitires, a capital do Languedoc "Toulouse e Montpellier, ambas as duas reclamam ser a capital do Languedoc"...

Apenas a pergunta e a busca continua.
publicado por DELFOS às 09:51

TOLOSA UTRAPASSA A FRONTEIRA

18.09.10
De informação Particular, de 6 de Janeiro de 1977, oferecida por António Augusto Batalha Gouveia:
"Dos inúmeros topónimos portugueses cuja origem lexial remota a um passado linguístico pré-indo-europeu, TOLOSA é um deles como se irá ter ocasião de verificar.
Tem-se dito que esta graciosa vila do Alto Alentejo foi fundada por elementos do mesmo clã que no sudoeste francês e na vizinha Espanha fundaram outras "Tolosas".
Quer isto dizer que o estudo relativo à origem do topónimo Tolosa servirão simultâneamente aos três países.

Acerca da Tolosa francesa (Toulouse), o Grande Larouse refere que o nome da importante cidade do Alto-Garona teria origem no apelido do rei mítico Tolus, descendente de Jafeth, um dos filhos do Noé bíblico. Por esta lenda, que alguma verdade encerra, se pode aquilatar da extrema antiguidade do topónimo Tolosa.
O interesse da lenda reside na circunstância de os escribas bíblicos considerarem Jafeth como o ancestral dos povos não semíticos nem camíticos, o que o coloca como o Pai dos povos indo-europeus e asiânicos. Estes asiânicos também conhecidos pelos nomes de turânicos ou simplesmente túrias, cujo "ubi", original havia sido o planalto do Turam, habitavam a Ásia Central e Setentrional, tendo-se dividido em três grupos a saber: os Sumérios, que ocupam o sul do Iraque: os Hurritas, que se estabeleceram entre a Síria e o Iraque, e finalmente, os Pro-Hititas que se espalharam pela Anatólia.
Entre os quatro e terceiros milénios da nossa era, operou-se uma migração maciça dos povos turânicos, os quais irradiaram para o Ocidente em várias direcções, tendo atingido a Itália, a Gália e a Ibéria.
Na Itália fundaram o reino da Atúria, nome que os romanos corromperam em Etrúria, designando o mar que lhes ficava fronteiro de Turano, fonetizando Tyrreno pelos habitantes do Lácio. Os turanos ou túrias, tinham como tótem tribal o touro (da raiz Tur), o qual era associado aos astros que comandavam as forças vitais da natureza, principalmente aquelas relacionadas com as perturbações atmosféricas.
O nome português tirano tem origem no gentílico turano, envolvendo aquele o conhecido conceito de "soberano absoluto" ou "despótico".
Entre os etruscos, conhecidos pelos gregos sob o nome de Tyrrenos, pontificava uma deusa do mar chamada Turam, a qual tinha a beleza fascinante da Afrodite grega e da Vénus romana.
Na faixa ocidental ibéria, os historiadores antigos registam a presença de clãs turânicos, tal como se reconhece nos gentílicos Turdetanos, Turoldis, Turones, Túrdulos, etc., povos que habitavam principalmente a área compreendida entre o Rio Mondego e o Litoral Algarvio.
O topónimo pré-cristão de Portalegre era Turóbriga, a qual a Turóbriga foi tempos pré-romanos sede de uma área cultural dedicada a uma divindade Atalgina Turobrigensis Dea.
O fonetismo incipiente das falas pré-indo-europeias, deu lugar a que o timbre da vogal imediana nas bases triliterais sofresse variações, o que fez com que a voz Tur também revestisse a prosódia Tar, a qual, por sua vez desenvolveu os heterófones Thar, Dar, e Der.
Os antigos Persas e os Babilónios, além de decorarem os painéis de tijolos envernizados das portas das cidades, com frisos de touros alados, postavam ainda dos seus lados esculturas de touros antropocéfalos, com a missão religiosa de guardarem e protegerem os citadinos.
Esta circunstância provocou na esfera semântica a conotação dos conceitos "Touro" e "porta" e daí o antigo alto-alemão Turi (actual Tor), o germânico dur, o antigo inglês duru (hoje door) e o grego Thura, todos com o sentido de "porta". Por seu turno o antigo Persa dispunha da variante Thar (actual Dar) para dominar a "porta".
A voz asiânica supracitada Turu "Touro" ou "porta" além do referido termo helénico Thura "porta" desenvolveu ainda a variante dialectual grega puros, donde o topónimo homérico Pylos designativo de Porta. A histórica cidade real persa Astar, também grafada Assar, foi pelos gregos apelidada de "Cem Portas" - Hekatompylos.
A dicção Tur ou Turu, por variação do ponto de articulação da variante r, evolui para Tul, Tulu, Tol, Tolu, etc., fenómeno este comum ao acima citado Puros helénico (Pylos).
Aquando da restauração da Porta de Isthar (corrupção caldaica da voz Astar, literalmente "Deus da Porta" ou "Planeta de vénus") na cidade da Babilónia, ordenada po Nabukhodonosor, este mandou gravar em placas de barro cozido os seguintes dizeres "... revesti a porta com tijolos esmaltados de azul, sobre os quais estavam representados touros selvagens e dragões. Mandei colocar sobre a Porta vigas de cedro revestidas de cobre, com seus suportes de bronze. Altivos touros de bronze e dragões furiosos foram postados à entrada. Embelezei esta porta a fim de provocar a admiração de todos os povos". (Babylone, colecção "Que Sais-je?)
Esta "vaidade" de Nabukhodonosar haveria de se transmitir à posteriedade na expressão portuguesa Tolo (de Tolu "porta"), o que aliás é corroborado pelo alemão Tor (Tolo e porta).

Desta forma se encontra investigado o primeiro termo constituido do topónimo Tolosa, isto é Tol ou Tolu; irei seguidamente examinar o segundo, ou seja osa.

Quando estudei o topónimo Nisa, aludi ao tema Usa ou Uza como sendo um dos nomes pelo qual era conhecido o planeta Vénus.
O Assírio dispunha igualmente da palavra Usa para denominar aquele planeta, já então considerado como o símbolo astral do amor, tendo o mesmo nome passado ao árabe com igual significado.
Donde priviria o termo assírico Usa? Os asiânicos, designadamente os Sumérios chamavam ao Sol o deus Utu. A páreda deste, Uta foi o protótipo do latim Uita "vida". Uta desenvolveu ainda os alófonos Utha, Utsa e finalmente Uza: O nome que os babilónios davam ao seu Noé diluviano era o de Uta - Napyshtym o qual se pode traduzir por "Vida das águas do Senhor".
A propósito do latim Uita oiçamos o que a seu respeito diz o eminente latinista A. Meillet:
"Acerca do latim uita "vida", não tenho a certeza se ele deriva de uinus, "vivo" ou se, por outro lado, não repousará sobre um antigo "gwita" prototipo do grego biotos, encurtado na forma "bios" "vida".

Eis, pois, chegado ao fim deste estudo.

O toponómio Tolosa traduz, como se acaba de ver, o mesmo conceito religioso que os babilónios davam, à maravilhosa PORTA DE ISHTAR, isto é, PORTA DE VÈNUS, PORTA DO AMOR, ou PORTA DA VIDA.
Não admira, pois, que os Tolosanos ou Tolosenses hajam consagrado a sua vetusta terra a Nossa Senhora da Encarnação, a qual através do amor vai servindo os desígnios de Deus."

Que maravilha... Mas foi Alexandre de Carvalho Costa que o cita...
publicado por DELFOS às 09:44

ALPALHÃO e O PADRE GREGÓRIO LUÍS

18.09.10
Meus amigos.
Meus caros.
Este padre, este padre nasceu na vila de Alpalhão...
Blog "Alpalhão" o conhecimento o não tem e não sabe quanto foi a data do seu nascimento e nem sequer o respectivo ano quando este ilustre a luz do dia o viu...

Que fogo lá a coisa é que circula na veia e a coisa se é assim obrigado a deixar ficar assim pela meia.
Que irra é esta a cerebral que pegando na coisa o fundo não se lhe toca e o rabo não se aperta...

Bem...
Este padre nasceu na vila de Alpalhão.
O padre Gregório Luís nasceu na vila de Alpalhão.
Que expressão é esta a de carinho e é o rebento de Simão Inchado e de Maria Luís.

Entrou a 9 de Maio de 1610 na Companhia, da Companhia de Jesus no noviciado de Évora - o blog não sabe se o noviciado não será o tempo que dura a preparação da aprendizagem para professor em religião ou o período da formação de um religioso(a) que precede a emissão de seus votos...

A alta posição social e reputação, nobre azul celeste do senhor em toda a parte e representativa do rei, uma idade média, a luz ainda não céu, em dois anos dita Teologia no colégio da ilha de S. Miguel.

É a Confraria.
Nobre lá o tinto que branco é uma região, o astro rei não é lá o palhete, a Victória, N.ª Senhora da Victória é uma confraria, a criou, os estatutos lhe deu para ela se orientar.

O homem é o mundo.
Um ser humano que procura o mundo, passando à ilha de Terceira, nela foi reitor do colégio da cidade de Angra.
Aumentou as obras do colégio com a doação que lhe fez o chantre da catedral Sebastião Machado de Miranda.

Mas não para.
Nunca pode parar esta alma humana, esta gene de um ser português em altura daquela, o nobre celestial foi ao reino de Angola como missionário.
A viagem em navio o mar alto o lá conduzia, holandês tomada lá na folha da papoila, o lá roubou a embarcação e a abandonou na ilha de S. Tiago em Cabo Verde e regressa dela num navio, ou lá a nau a 14 de Dezembro de 1636 que vinha da Índia com mui mel em direcção a Lisboa e com o conde de Linhares, o conde D. Miguel de Noronha que vinha também nela.

O lugar de mestre de noçivos o tendo exercido em Évora, que companheiro era do visitador, o padre André de Moura, à casa professa de S. Roque se recolheu, onde faleceu a 3 de Junho de 1660.

Em manuscrito algumas obras deixou: "Tratados vários espirituais, Vida da venerável Sôr Violante da Ascensão, e Vida do Padre Luís Álveres, que foi grande orador sagrado, «um novo S. Paulo», na frase do Papa Pio V, e que faleceu em 1590, parece que envenenado pelos judeus".
in "Portugal / Dicionário Histórico"
publicado por DELFOS às 04:50

ALPALHÃO e ANTÓNIO MARTINS MACHADO

18.09.10
DOUTOR ! (?)

Claro que o foi !!!

É mais um da gente que um dia a fez muita grande.
É esta a Vila de Alpalhão que o sangue ainda nos corre e ainda temos o gosto de uma grandiosa alma e um ser gente que um dia foi do mundo e tanto muito lá viajou e na mente humana e na terra lá andou lá liberto.
Que maravilha é este ser e este nosso povo o que nos ficou e "não há machado que corta a raiz ao pensamento" ai não...
Ela é do mundo esta donzela e mulher a terra de Alpalhão!

Mas o Dr. António Martins Machado foi bacharel.

Foi formado em Teologia pela Universidade de Coimbra.
A sua formaturs foi em 1897.
Tinha que vir para o Alentejo. Tinha que vir para estas paragens.
Depois da sua formatura, em Portalegre, o senhor doutor fixou a sua residência. Na cidade do Régio, "a mais alta do Alentejo" foi professor no Seminário.

Foi professor de literatura portuguesa e de teologia dogmática geral.
Em Portalegre o foi lá também nomeado Cónego capitular da Sé. A posse do canonicato a tomou em 1 de Dezembro de 1907.

Partiu...
Faleceu em Portalegre.
Foi sepultado nesta cidade a 27 de Março de 1915.

Terrível!
Terrível é sempre esta coisa quando se a ela é obrigado a deixá-la ficar pela meia e não se lhe aperta o papo...

O blog sabe que nasceu a 22 de Junho de 1868.
publicado por DELFOS às 04:40

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