ANTÓNIO PEQUITO SEIXAS DE ANDRADE

19.09.10
Nasceu a 10 de Agosto de 1819. Faleceu a 3 de Setembro de 1895. Foi conselheiro, par do reino vitalício, ministro de Estado. Nasceu e morreu em Gavião. Era filho do desembargador João Pequito de Andrade e D. Perpétua Maria Aires de Oliveira Seixas de Andrade.

Concluiu a sua formatura em direito no dia 11 de Julho de 1842, sendo o segundo estudante premiado no curso Em 8 de Julho de 1846 foi nomeado delegado do procurador régio para a comarca de Portalegre. Pouco tempo exerceu este lugar, porque pediu a exoneração por desejar antes dedicar-se à advocacia, indo abrir banca de advogado, onde o seu nome se tornou celébre na defesa de causas de máxima importância. Filiou-se no Partido Reformista, foi eleito deputado pelo em 1801 pelo círculo de Portalegre, e depois, sucessivamente representou em Cortes os círculos de Sardoal e Nisa até 1871.

Era chefe da segunda repartição no Ministério da Justiça, cuja demissão, em Abril de 1869, se viu obrigado a pedir, em consequência do seu mau estado de saúde.
Fez parte da Comissão de Revisão do projecto do Código Civil, sendo por esse motivo agraciado com a carta de conselho.
Foi Ministro da Justiça no ministério presidido pelo Bispo de Viseu, em Julho de 1868, gerindo aquela pasta até Agosto de 1869. Durante esse tempo recebeu do espanhol a grã-cruz da ordem de Carlos III. Foi na ocasião que esteve no ministério, que se perseguiu o terrivel assassino João Brandão e a sua quadrilha, que infestavam a província da Beira e particularmente o distrito de Coimbra. Até então tinham sido protegidos pelos governos e pelas autoridades. Seixas de Andrade conseguiu libertar aquela província de semelhante flagelo. João Brandão e os seus companheiros foram presos e condenados, sendo escolhidos para os respectivos processos magistrados de rigorosa austeridade e intransigentes no espinhosíssimo cargo que exerciam.
Seixas de Andrade entrou no partido progressista, por ocasião do pacto da Granja, tomando parte muito activa, nas lutas políticas, como membro da Câmara alta até 1890. Desde então conservou-se afastado da política, mas fiel às tradições liberais do Partido, quer notando o que lhe parecia injusto, quer fazendo ouvir a sua voz a bem do que sempre julgou útil e conveniente ao país. Foi sempre um propugnador incansável de princípios justos, por isso o seu nome não se ligava muito a reformas decretadas, de que tinha a convicção de terem sido presididas por conveniências partidárias e não por um princípio de justiça. Ao seu caractér justo e austero aliavam-se os mais nobres sentimentos de caridade e filantropia. A sua casa nunca o desvalido recorria inutilmente; dotou a Misericórdia de Gavião com oito contos de réis, e no testamento deixou um prémio perpétuo para ser dado todos os anos à aluna pobre que mais se distinguisse na escola pública da sua aldeia.
publicado por DELFOS às 15:14

DIZ ATALAIA NO CONCELHO DE GAVIÃO

19.09.10
" Dos Vestígios de Língua Arábica em Portugal - por Fr. João de Sousa - 1830 - Pág. 79:
ATALAIÃO significa luagar alto. Torre onde os vigias descobrem o campo. Lugar eminente. Deriva-se do verbo Talea - subir e na VIII conjugação he vigiar, olhar ao longe, descobrir com a vista. Também se lhe chama Atalaias - os homens que vigiam os campos, fortalezas, praças e presídios.
Chegou à Mesquita pelas duas horas da noite, e logo pôs as suas Atalaias ao redor do campo - Damião de Góis - Chronica de El-Rei D. Manuel I, IV Cap. 64.

Da Etnografia Portuguesa - de J. Leite de Vasconcelos - Vol. II - 1936 - pág. 608.
"Aparece principalmente na Beira e no sul como regiões mais povoadas de Árabes, contra os quais se necessitava de estar alerta. O ter vindo do árabe, a palavra atalaia confirma isto mesmo, porque os árabes deviam do mesmo modo espiar os cristãos, e empregar com frequência a palavra ao alcance do ouvido destes".

Dos Topónimos e Gentilicos - de Xavier Fernandes - Vol. II - 1944 - Pág. 272.
"Espalhadíssimo está este topónimo, pois se encontra a designar grande número de terras portuguesas, não só no continente, como das Ilhas Adjacentes. É expressão árabe, resultante de at-talaia, que significa torre de vigia, sentinela.

Do Dicionário Etimológico da Língua Portuguesa - pelo Dr. José Pedro Machado - 1.ª edicão - 1956 - pág. 275.
"ATALAIA - s. do ár. at-talãi a, pl. de talaia, lugar alto onde se exerce vigilância; sentinela"." (1)

«Mas a Cunheira lhe andando fugindo assim ao blog, estas terras rebeldes e freguesia de Alter do Chão, o blog olhando assim ela e baixando e levantando a caneta, ao de leve se a deixar cair na folha de papel, e se lhe puser a mão a ela, ficará apenas no papel deste tempo moderno uma impotência no falo e dirá que é muito macho e arrogante o registo marialva e um tiro assim muito ao lado ou lá no pé...
Que não é possível lá meu caro Alexandre de Carvalho Costa que dizendo V.ª EX.ª a sua obra inacabada e o "Terras..." não lá letrado regista a ela dois erros de levar a mão à cabeça e lhe diz como a coisa se branqueia ou a arte tão adulterada, mas aqui está bem com a pequenina e a mais nortenha terra de Atalaia e ainda vai continuando uma freguesia que ainda vai sendo do concelho de Gavião».

(1) in "Alexandre de Carvalho Costa, Gavião suas freguesias rurais e alguns lugares".
publicado por DELFOS às 14:23

O CASTELO DE ALPALHÃO

19.09.10
Muito preocupado com a defesa do país, o rei lavrador construiu por todo o reino numerosas fortalezas, e reforçou ou reedificou muitas das já anteriormente existentes, compreendendo-se assim que transformasse em Castelo o quartel ou posto militar que era aquele mosteiro dos Templários.

Num códice quinhentista existente na Torre do Tombo, o Livro das Fortalezas que são situadas no extremo de portugal e Castela, trabalho de Duarte d´Armas, feito por ordem de D. Manuel I, encontra-se a planta e dois desenhos à pena com as prespectivas do castelo de Alpalhão, tirada uma na banda do sudoeste e a outra de noroeste.

Dessa planta, (...), de tais desenhos se vê que no tempo do rei venturoso, a fortaleza de Alplhão se encontrava em bom estado de conservação. isto mesmo é confirmado pelo que se lê no Cadastro da população do reino, (actas das comarcas de entre Tejo e Odiana e da Beira), mandado organizar por D. João III em 1527 e publicado em 1931 por Magalhães Colaço, - no qual se diz, com referência a Alpalhão, que "tem um bom castelo e dentro bom aposentamento".

A fortaleza era de forma rectangular, quási quadrada, tendo no ângulo de sudoeste a torre de menagem, também rectangular, com doze varas de altura e três andares ou pavimentos.
Em cada um dos três restantes ângulos tinha um cubelo, de forma circular, abobadado, com a altura de oito varas.
A espessura dos muros laterais era de uma vara e um pé, sendo a sua altura de cinco varas.
A torre de menagem comunicava com os aposentos sobradados destinados à residência do alcaide.
Nessa torre, nos cubelos e em volta nos muros havia um grande número de troneiras ou bombardeiros, que eram aberturas por onde, nas horas de luta, se disparavam os tiros de artelharia.

Em volta da fortaleza acumulava-se, pelo nascente, sul e poente, o casario da povoação, e ao norte erguia-se a igreja de estilo românico que já nesse tempo se encontrava onde está a actual matriz.

D. João IV mandou guarnecer a vila de muralhas que ficaram concluídas em 1660 (data indicada por pinho Leal) e, portanto, já no reinado de D. Afonso VI, visto aquele ter falecido em 1656.tanto as muralhas como o castelo foram destruídos, existindo hoje ainda algumas ruínas.
Tal destruição, senão total, pelo menos na sua maior parte, deve ter ocorrido em Junho de 1704, quando da Guerra da Sucessão, o exército franco-espanhol, comandado pelo Duque de BerwicK, e acompanhado pelo próprio Filipe V de Espanha, saindo de Castelo Branco em direcção a Portalegre, pessou por Alpalhão, procedendo o exército invasor em relação a esta vila da mesma forma que procedeu para com a vila de Nisa onde destruíu, segundo refere o Dr. Mota Moura, na sua Memória Histórica, algumas torres do castelo e parte das muralhas, queimando ainda quase totalmente o cartório da Câmara, - tanto mais que Alpalhão não podia deixar de ser ocupada militarmente (tal como sucedeu a Nisa, onde parte das tropas se demorou uns quinze dias), já porque era também vila fortificada, já porque ficava a quatro léguas de Portalegre que capitulou a 9 de Junho, e a três de Castelo de Vide que se rendeu a 25 do mesmo mês, e onde as tropas inimigas, com o próprio Filipe V, permanrceram dezoito dias, como refere César Videira na Mémória Histórica desta Vila. (1)(1)
in "Joaquim Dias Loução, A Vila de Alpalhão - sua história e sua importância".
publicado por DELFOS às 13:55

TOPÓNIMO DE MONTE DA PEDRA

19.09.10
PDM do Crato.
O blog " Terras do Monte da Pedra " pensa que PDM, nada mais é que o significado PLANO DIRECTOR MUNICIPAL...

Que importa?

O que importa é que a informação que escreve e cede, " Pertenceu ao Grão-Priorado do Crato. Segundo alguns, - Monte da Pedra -, o seu nome deriva da existência de duas pedras notáveis nos seus limites - PENEDO GORDO -, onde no Verão se juntava o cereal para o pão, que era depos malhado e fabricado por vários lavradores ao mesmo tempo e a "LAJE de STO. ESTEVÃO", assim chamada por estar perto de uma antiga Ermida de Sto. Estevão " e no fim da folha não há outra referência a não ser PDM do Crato...
publicado por DELFOS às 13:33

GAVIÃO É "MONTADO" OU SERÁ APEADO

19.09.10
Mas tinha que ser a diáspora!
A dispersão de um povo! 
Tinha que ser a comunidade Luxemburguesa e muito portuguesa a solenizar e a festejar os quarenta anos do seu jornal  "Contacto"" e nas terras do g rão-ducado, a dizer, simplesmente a dizer :

"Portugal: "Montado" alentejano a património mundial

A Entidade Regional de Turismo (ERT) do Alentejo tem em curso um projecto para avançar com a candidatura do "montado" alentejano a Património Mundial, junto da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco), de modo a valorizar um ecossistema “único no mundo” e que pode contribuir para a afirmação turística da região.

O presidente ERT do Alentejo, Ceia da Silva, sublinha que “o montado é, em si próprio, a identidade mais expressiva do território do Alentejo, porque o montado só existe no Alentejo, não existe em mais nenhuma parte do mundo”.
“E, quando falamos de montado, queremos valorizar, não só a sua expressão paisagística, mas também a sua ligação à gastronomia, à maneira de ser alentejana, à nossa hospitalidade e maneira de vestir, às ricas tradições culturtais da região”, acrescentou ainda."

Mas lá vem a Nau Catrineta que traz muito que contar.
De terras de outra França e muito sucesso se fala deste fim do mundo.
É este meu Alentejo tão muito esquecido e tão desprezado.
Parece que a notícia é como o mármore que parte e depois regressa a estas terras ou uma saudade é não esquece mas sente que foi a partida do marinheiro e a origem no colo da Mãe. Que fogo é este meu país que lhe dá dez minutos com Queirós no Telejornal e esquece a excelência no real...
Fogo!
Muito pior está a ser que no tempo da outra velha senhora ou lá as conversas em família e agora só mesmo para família e diz que é rosa e muito bela e que tem que ter doutora ou professora... Mas o matai se é esse o seu desejo...

E a si muito especialmente, senhor Ceia da Silva, medida muita promocional e grandiosa a este povo e estas terras muito imensas e ao mundo e que é assunto mesmo muito único.
Mas ela peca por ser muito tardia e está perdido todo um património e o pouco que resta muito abandonado. Mas ela peca ainda mais por ser tardia até que venha a ser implementada e mas que será realizada e será adulterada e branqueada e apenas para o inglês ver...
E na humorística democrática agora é que houve a lembrança de ao fim de tantos anos se defender este património alentejano e como se o turismo não fosse um dos cinco negócios dos mais rentáveis do mundo....
publicado por DELFOS às 12:01

FONTE DA MOURA NA TERRA DE BELVER

19.09.10
Localização: M= 214,5; P= 281,7; folha 322, S.C.E. (1: 25 000)

Antiga quinta, situada a 2Km para norte de Belver, sofreu, no início deste século, uma profunda reconversão dos solos, facto que achou numerosos achados arqueológicos.


Na sequência desse acontecimento, Félix Alves Pereira, um ano mais tarde, aqui se deslocou, tendo igualmente recolhido materiais que transportou para o Museu.

Considerado, sucessivamente, como um castro, pelo general João d´Almeida, ou como uma cidade, por Mário Saa, facto é que inúmeros vestígios romanos se espalham por toda uma área, sendo de destacar um apreciável conjunto de materiais de construção, em granito, aplicados nos muros que dividem a propriedade. alguns desses materiais, encontram-se guardados no castelo de Belver - Rogério de Carvalho e o seu colega de trabalho afirmam e terminam - um período de ocupação que medeia entre os séculos I e IV.
publicado por DELFOS às 11:44

NO CONCELHO DO CRATO DINÃMICA JOVEM

19.09.10
(44822 Diário da República, 2.ª série - N.º 163 - 23 de Agosto de 2010)

MUNICÍPIO DO CRATO
Aviso n.º 16758/2010

João Teresa Ribeiro, Presidente da Câmara Municipal do Crato:
Torna público que, a Assembleia Municipal, em sua sessão extraordinária realizada no dia 29 de Julho de 2010, aprovou sob proposta da Câmara Municipal, aprovada na reunião extraordinária de 23 de Julho de 2010, o Regulamento do Programa de Dinamização Social do Concelho do Crato “Dinâmica Jovem”, cujo texto foi nos termos do artigo 118.º do Código do Procedimento Administrativo submetido a apreciação pública.
Estando assim cumpridos todos os requisitos necessários, a seguir se pública o Regulamento do Programa de Dinamização Social do Concelho do Crato “Dinâmica Jovem que entrará em vigor no dia seguinte à sua publicação no Diário da República.
Crato, 30 de Julho de 2010. — O Presidente da Câmara, João Teresa Ribeiro.
Programa de Dinamização Social do Concelho do Crato

“Dinâmica Jovem”
Regulamento
Preâmbulo
1 — Portugal integra a União Europeia cujos países membros, acima de quaisquer outros, adoptam o Estado Social de Direito, organização política e administrativa com prerrogativas de autoridade, considerado um dos mais evoluídos entre as tipologias de Estado.
O Estado Social de Direito, ao mesmo tempo que garante os direitos, liberdades e garantias dos cidadãos, dedica -lhes particular atenção em contexto de carências económicas.
2 — A conjuntura sócio -económica actual, assim entendemos, impõe que o Município do Crato previna os riscos de exclusão social, actuando sobre uma faixa da sociedade.
3 — O Município do Crato deve criar, pois, um programa que vise contribuir para a ocupação dos jovens e para a sua formação, afastando -os dos perigos que podem conduzir a situações de marginalidade, ao mesmo tempo que lhes faculta o desenvolvimento, entre outras, de actividades culturais, educativas, desportivas, sociais e lúdicas.
4 — O programa a desenvolver poderá ocupar jovens à procura do primeiro emprego e ou desempregados e em idade pré adulta, com idades compreendidas entre os 16 e os 35 anos, inclusive.
5 — O programa “Dinâmica Jovem” visa estimular os jovens, nomeadamente, nos seguintes domínios:
a) Contacto com actividades profissionais, públicas ou privadas, de molde a enriquecer os seus conhecimentos;
b) Noção da importância da vida de relação e tomada de consciência da importância e relevância do voluntariado;
c) Desenvolvimento do sentimento da importância que podem ter como interventores, contribuindo para a sociedade em que estão inseridos;
d) Potenciação das capacidades individuais mais evidentes de cada jovem e descobrir as que os próprios desconhecem;
e) Gosto pela aquisição de experiências do mundo laboral.
f) Motivação para as actividades do mundo rural e dos ofícios e outros domínios do serviço cívico. 6 — O projecto de Regulamento foi submetido a apreciação pública, nos termos e para os efeitos do artigo 118.º do Código do Procedimento Administrativo. Atendendo ao disposto nos artigos 13.º, n.º 1, alíneas d), e), f), g) e h), 19.º, 20.º, 21.º, 22.º e 23.º da Lei n.º 159/99, de 14 de Setembro, e artigo 64.º, n.º 4, alínea b), da Lei n.º 169/99, de 18 de Setembro, na redacção que lhe foi dada pela Lei n.º 5 -A/2002, de 11 de Janeiro, a Câmara Municipal do Crato propõe à Assembleia Municipal do Crato a aprovação da seguinte proposta de Regulamento:
Regulamento do Programa de Dinamização Social do Concelho do Crato “Dinâmica Jovem”
Artigo 1.º
Objecto
1 — O programa de dinamização social do concelho do Crato “Dinâmica Jovem”, adiante abreviadamente designado por «DJ», visa a ocupação saudável dos tempos livres dos jovens em actividades de interesse municipal, permitindo -lhes o contacto experimental com a vida profissional de forma a potenciar as suas capacidades cívicas e de participação social, sendo ao mesmo tempo um contributo para a inserção no mundo laboral.
2 — O programa «DJ» a desenvolver tem como limite de actuação as atribuições das autarquias previstas nos artigos 13.º, n.º 1 alíneas d),
e), f), g) e h), 19.º, 20.º, 21.º, 22.º e 23.º da Lei n.º 159/99, de 14 de Setembro.
Artigo 2.º
Natureza
1 — No «DJ» os jovens são ocupados no desenvolvimento de actividades, nomeadamente, nas seguintes áreas:
a) Educação;
b) Património e cultura;
c) Desporto;
d) Saúde;
e) Acção Social;
Diário da República, 2.ª série — N.º 163 — 23 de Agosto de 2010 44823
f) Ambiente e protecção civil;
g) Apoio a idosos e crianças;
h) Manutenção de equipamentos e espaços públicos;
i) Lazer e cultura;
j) Outras de reconhecido interesse municipal.
2 — Independentemente da área de ocupação, os jovens não poderão substituir nas suas actividades os funcionários ou profissionais sob orientação e direcção de entidade patronal.
Artigo 3.º
Destinatários e Modalidades
1 — A participação dos destinatários envolve as seguintes modalidades:
1.1 — Todos os jovens recenseados no Município do Crato que estejam à procura do primeiro emprego;
1.2 — Todos os desempregados recenseados no Município do Crato, com idades compreendidas entre os 18 e os 35 anos, inclusive, e que não aufiram subsídio de desemprego ou outra prestação social.
2 — Podem, ainda, participar jovens residentes e ou recenseados no Concelho do Crato, com idades a partir dos 16 anos, cuja situação não seja enquadrável no ponto anterior.
3 — A prova da situação invocada para efeitos do exercício do direito de participação incumbe aos destinatários, sendo feita através de documentação credível para o efeito.
Artigo4.º
Duração
1 — A colocação dos jovens no programa «DJ» tem a duração mínima de um mês e máxima de seis meses;
2 — O jovem só poderá voltar a participar no programa findo o prazo de três meses contados da data do termo da participação.
Artigo 5.º
Candidatura dos jovens
1 — Os jovens interessados em participar no programa «DJ» devem inscrever -se nasinstalações da Câmara Municipal do Crato, através do preenchimento de formulário fornecido pelos serviços da autarquia, em qualquer altura do ano.
2 — A inscrição deverá ser acompanhada dos seguintes documentos, a apresentar pelo
interessado:
a) Cópia do bilhete de identidade ou cartão do cidadão;
b) Cópia do cartão de contribuinte;
c) Cópia da certidão de eleitor, se aplicável;
d) Declaração de que se encontra desempregado ou inscrito no centro de emprego, à procura do primeiro emprego, se aplicável;
e) Declaração da Segurança Social em como não aufere qualquer prestação social, se aplicável.
f) Cópia do certificado de habilitações académicas/profissionais;
Artigo 6.º
Participação dos jovens
As tarefas a desempenhar pelos jovens ocupam em média seis horas diárias, podendo distribuir -se pela manhã, tarde ou noite, em local a indicar pela autarquia.
Artigo 7.º
Selecção dos jovens
1 — O serviço do Município indicado pelo Presidente da Câmara fará a selecção dos candidatos, mediante os elementos constantes na inscrição, atendendo aos seguintes critérios:
a) Casado ou em união de facto, devidamente comprovado;
b) Desempregados ou à procura do primeiro emprego, com idades compreendidas entre os 18 e os 35 anos, inclusive;
c) Com menor rendimento per capita por agregado familiar, devidamente comprovado;
d) Interesse manifestado por uma determinada área de ocupação;
e) Proximidade da residência do jovem relativamente ao desenvolvimento da actividade;
f) Data de nascimento mais antiga;
g) Habilitações académicas/profissionais mais qualificadas.
2 — A colocação dos jovens nas áreas pelas quais manifestaram interesse depende das vagas existentes na área de destino podendo, sempre que essas vagas se encontrem já preenchidas, proceder -se à colocação dos jovens em área diversa.
Artigo 8.º
Colocação dos jovens
Após a selecção dos jovens candidatos ao «DJ», o serviço do Município comunica a cada jovem seleccionado o local onde foi colocado, a duração e o período de ocupação, o horário a cumprir, as actividades que lhe estão atribuídas e o orientador responsável pelo seu acompanhamento,
devendo este manifestar, até cinco dias antes do início
estipulado para desenvolvimento das actividades, o seu interesse em concretizá -las.
Artigo 9.º
Orientador responsável
A Câmara designará os orientadores responsáveis pelo acompanhamento dos jovens no desenvolvimento do programa «DJ».
Artigo10.º
Apoios
1 — O jovem participante no programa «DJ» tem direito, durante um período de ocupação no projecto:
a) Seguro de acidentes pessoais, da responsabilidade do Município do Crato;
b) Bolsa mensal de montante a definir pela Câmara Municipal.
2 — A bolsa referida na alínea b) do número anterior não reveste carácter de
remuneração/retribuição de qualquer prestação de serviço e destina -se a fazer face a despesas que surjam do desenvolvimento das actividades;
3 — A bolsa será paga ao jovem pela autarquia, mensalmente, por cheque cruzado ou transferência bancária;
4 — O processamento do pagamento da citada bolsa é da responsabilidade da Divisão Administrativa e Financeira, mediante a entrega de mapa mensal de assiduidade;
5 — A participação no programa não confere direito a contrato de trabalho nem a qualquer vínculo à Administração Pública.
Artigo 11.º
Deveres da Autarquia
Constituem deveres da Autarquia:
a) Desenvolver o programa de forma a dar cumprimento à sua filosofia;
b) Divulgar o programa de «DJ»;
c) Facultar os formulários para inscrição dos jovens;
d) Seleccionar os candidatos;
e) Informar os jovens cujas candidaturas foram aceites, da aprovação fornecendo -lhes todos os elementos necessários para a sua participação;
f) Efectuar o pagamento aos jovens participantes da bolsa referida no artigo anterior.
Artigo 12.º
Deveres do Orientador
Constituem deveres do orientador:
a) O cumprimento das orientações definidas no presente Regulamento e sua filosofia;
b) Assegurar as condições necessárias ao bom desenvolvimento das
actividades do jovem orientado;
c) Acompanhar os jovens no desempenho das actividades, apoiando -os na efectiva ocupação dos seus tempos livres;
d) Verificar a assiduidade dos jovens e confirmá -la junto da autarquia mediante documento comprovativo;
e) Entregar um Relatório de Avaliação de cada jovem no final da sua participação.
Artigo 13.º
Deveres dos jovens participantes
1 — Constituem deveres dos jovens participantes no programa «DJ»:
a) Assiduidade;
b) Cumprimento dos horários estipulados;
c) Seguir as orientações definidas no leque de actividades previstas pelo programa; 44824 Diário da República, 2.ª série — N.º 163 — 23 de Agosto de 2010
d) Aceitar as condições previstas no presente Regulamento;
e) Desenvolver as actividades que lhe foram destinadas dentro dos princípios regentes do local onde foi colocado.
2 — O incumprimento de qualquer dos deveres referidos no artigo anterior determina a exclusão do jovem do programa e o não pagamento da bolsa.
Artigo 14.º
Certificado de participação
No final de cada participação ao jovem será atribuído um certificado de participação no programa «DJ», o qual identifica o projecto, área, as actividades desenvolvidas e o período de ocupação.
Artigo 15.º
Aplicação do programa
1 — Anualmente, a Câmara Municipal decidirá sobre a aplicação do programa «DJ» para esse ano económico.
2 — A Câmara Municipal do Crato fixará, anualmente, o número máximo de jovens a admitir no programa do respectivo ano, as bolsas a atribuir e a duração, por modalidade.
Artigo 16.º
Delegação e subdelegação de competências
As competências conferidas à Câmara Municipal, no presente Regulamento, obedecem ao regime geral de delegação de competências.
Artigo 17.º
Dúvidas e omissões
1 — A tudo o que não estiver expressamente previsto no presente Regulamento aplica -se a legislação em vigor.
2 — Sem prejuízo do disposto no número anterior, os casos omissos ou as dúvidas suscitadas na interpretação do presente Regulamento serão resolvidas pela Câmara Municipal.
Artigo 18.º
Entrada em vigor
O presente Regulamento entra em vigor no dia seguinte à sua publicação no Diário da República.
publicado por DELFOS às 10:58

O NASCIMENTO DO BOMBEIRO EM GAVIÂO

19.09.10
Ainda faltava dois anos para Ela terminar. Mas foi no século passado no ano quarenta e três, a Instituição, a organização se começou a apresentar e a fazer aparecer a sua imagem e como se na história local não se curse pela segunda vez a mesma disciplina e em uma freguesia e no séc.XXI.

Era Junho de 1943.
A Câmara Municipal de Gavião na altura, à apreciação submete para que fosse examinado e se lançasse a mão e o começo a uma quota monetária entre os proprietários desta terra e Vila de Gavião.
O destino da referida quota e os capitais lá conseguidos, a combinação da referida colheita e o seu emprego, a sua aplicação seria sumida no recrutamento de uma nobre bomba extintora de incêndios e seria encaminhada e exposta a um pequeno grupo de bombeiros que seria formado.

Mas as coisas andavam lentas e assim a um passo de caracol ainda mais lá naquela altura e em Junho de 1944 ainda não tinha e havia bombeiro na Vila de Gavião e "a Inspecção Geral de Incêndios, zona Sul, solicita à Câmara a informação sobre a existência de um comandante da Corporação de Bombeiros ou entidade do Concelho responsável pela protecção contra o risco de incêndios.
A Câmara esclarece que não existe, no concelho, a Corporação de Bombeiros, encarregando o Sr. José da silva Pio para tomar a orientação e iniciativa de promover a extinção de qualquer incêndio no concelho." (1)

Um anito depois, coisa não é assim lá muita tempo, a Inspecção Geral de Incêndios, a data era 1945 e o mês era Outubro, a referida, atrai e requer a base e o fundamento "o apoio da Câmara e união de todos os esforços para a criação de Corpo de Bombeiros no concelho (voluntários ou municipais), segundo as possibilidades existentes". (1)

A Câmara, a entidade que comandava os destinos deste povo, naquela altura, nos seus muita deveres e responsabilidades que tinha no conceito da defesa da raça, a digna e local, informou que ia estudar o problema e deliberar sobre o assunto em pretenção.

A coisa ela muita complicada e assim muita complexo assunto sem abertura e uma ponta que se lhe pegue e seria uma dor de cabeça a talvez a dicidir sobre assunto em agenda e "uma circular do Governo Civil, em Agosto de 1946, pede informações sobre a existência de Corpo de Bombeiros, legalmente instituídos, municipais, voluntários ou privativos.
Caso a Câmara não mantenha, nem subsidie serviços de incêndio, deve assumir o compromisso, segundo o Código Administrativo.
No caso afirmativo, se interroga sobre a importância que reputa necessária para estabelecer aquele serviço.
A Câmara delibera assumir o compromisso da criação de um Corpo de Bombeiros, - ufa que custou - no concelho, esclarecendo que a importância que reputa necessária para os serviços de incêndio, cifra-se em 100 000$00.
Em Dezembro de 1947, cria-se, em Gavião, a Corporação de Bombeiros Municipais, mas, em 29 de Maio de 1958, se efectiva, sendo inaugurada, neste dia, a moto-bomba e restante material, benzido pelo pároco da freguesia.
Em Janeiro de 1950, é nomeado o comandante de Bombeiros e ajudante de campo, Jaime Elias de Almeida e António Mónico Machado, respectivamente, e, em Agosto, despacha-se material destinado ao corpo de Bombeiros Municipais." (1)

O parto muita difícil em tempo aquele e que lá vai. O blog não sabe se na democrática e actual , o parto não se continua a fazer muita difícil...

(1)“Gavião, Memórias do Concelho”, José Dias Heitor Patrão
publicado por DELFOS às 10:35

A GENTE DE GÁFETE SUA GRAÇA SE CHAMA

19.09.10
Mas o apodo aplicado ao gafetense é: (mais uma vez, esta coisa do "Terras...", que não é terras, é toda uma região a ser preservada, não um blog, mas que seja vários blogs a funcionar na zona, em sua defesa e na sua defesa... O Blog "Gavião no Alentejo" cita, o já seu muito amigo, o amigo que teve muito gosto em encontrar numa biblioteca da zona, o orgulho também tem ao dizer, a do Crato, o seu amigo, ALEXANDRE CARVALHO COSTA, Crato, Gentílicos e Apodos "eis os apodos aplicados aos gafetenses:

A) Potros
B) Gafanhotos
C) Centeeirinhos

A) Potros
Sobre o apodo Potros conta-se o seguinte:
As crónicas populares informam que, noutros tempos, quando as Juntas de Paróquia dispunham de vários terrenos sob a sua jurisdição uma houve em Gáfete (notável vila de São João Baptista de Gáfete), que resolveu para aproveitar as muitas pastagens de que dispunha, explorar a criação de gado cavalar.
Havia também a preocupação de problemas económicos a resolver e a visão dos problemas pecuários que hoje ocupam lugar evidente e de interesse acentuado.
Depois, ou porque houvesse concorrência grande, ou ainda, porque a saturação do mercado fosse manifesta, a exploração pecuária entrou em crise, e daí resultou que se começasse a dizer:
«Potros de Gáfete, que em cada feira valem menos».
Em defesa do que se acaba de dizer, acrescenta-se que há até um local na vizinhança de Gáfete ainda hoje conhecido por Vale das Éguas.

B) Gafanhotos
A designação deste, deduz-se que seja uma derivação forçada da palavra Gáfete, e que nunca se verificou que os gafetenses fossem dados a saltões.
Acho que os designam assim, simplesmente por brincadeira, galhofa.

C) Centeeirinhos
Sabemos que o cultivo de centeio é importante na região.
Recorda-se ainda de se comer pão de centeio, que se consumia em grande escala.
Do trigo se fazia pão de luxo, que hoje é pão de todos..."
publicado por DELFOS às 08:54

TOLOSA E A IGREJA DE N.ª S:ª DA ENCARNAÇÃO

19.09.10
Própriamente no que concerne à fundação da paróquia e, evidentemente, da igreja de Santa Maria de Tolosa, é de notar que o foral de 1262 já se refere a clérigos n.. população da vila, aos quais esse diploma estende as imunidades (O blog julgava que a palavra era moderna...) dos cavaleiros-vilãos locais: «clerici vero habeant mores militum» "termo que, aqui,não significa cavaleiros-fidalgos).
Em todo o caso, a melhor prova de que a igreja já existia em tal data, mostrando ainda por esta via a anterioridade da vila, já manifestada, e até do concelho respectivo, já com toda a razão presumida, está a disposição de dízimas, que devem dar-se à igreja.
Não se fala, como tantas vezes sucede, de igrejas, vagamente, mas de uma só, que parece bem definida.
Á Ordem do Hospital se deve atribuir a iniciativa da fundação da igreja de Santa Maria de Tolosa (hoje invocada por N.ª S.ª da Encarnação), pois que os hospitalários sempre tiveram o seu padroado.
No séc. XVIII, de facto, ainda o prior do Crato, na dita Ordem, apresentava o cura de Tolosa com a mesquinha renda anual de 120 alqueires de trigo, uma pipa de vinho e 2 mil réis em dinheiro, o que surpreende bastante no grão-priorado em que a antiga vila se incluía, o qual era rico.

A igreja matriz, completamente restaurada em 1925, é um templo do séc. XVI. Mas deste tempo conserva poucos elementos. O portal, de granito, é de arco redondo, com empostas e guarnição superior em blocos aparelhados. A torre, à direita, tem três olhais de volta abatida e cúpula em parede hexagonal. Na frontaria, sobre a janela central, vê-se um medalhão com as letras e datas: R. 1882 F. 1682. O interior é de uma só nave com o tecto de três esteiras; tem capela-mor e quatro altares,, sendo dois no cruzeiro e dois no corpo da igreja. (1)
(1) in "Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira da Cultura".
publicado por DELFOS às 08:42

AINDA SE APANHA NO BELVER

19.09.10
"Masterclass Cerejal # 3 " nos Recreios da Amadora

Da autoria da associação Proto – Intensive Art Care, filmado em Agosto de 2009 numa quinta e no castelo de Belver, no concelho de Gavião, o documentário retrata o trabalho de um grupo de atores que durante uma semana “vestiu a pele” das personagens da última peça do escritor e dramaturgo russo Tchekov.

O documentário insere-se no projeto “The Tchekov Chromosome Program”, iniciado em 2007 e destinado a abordar os três principais temas de outras tantas peças: a nostalgia de “O Cerejal”, a ilusão de “A Gaivota” e o tempo de “Tio Vânia”.

Pedro Saavedra, Carla Chambel e Adriana Moniz contam-se entre o grupo de atores envolvidos no projeto, cuja última fase está prevista para 2011 com a proposta de um filme - “Those were the days” -, também baseado em “O Cerejal”.
(ES) "
in "hardmusica.pt/noticia_detalhe.php?cd_noticia=6273"

Blog "Terras de Gavião" muito admirado e incrédulo. Coisa muito pequenina e passageira e sem conhecimento ainda vai a dita ela lá acontecendo... Mas esta é muita grande e o blog assim gosta mesmo muito e o não sabeis lá... 
publicado por DELFOS às 08:29

ALPALHÃO E O SEU MOSTEIRO

19.09.10
Nos Finais do séc. XII já existia junto da povoação de Fresno um mosteiro ou preceptório dos Templários, o mosteiro de Alpalhão ao qual se refere um documento de 1198, a doação da herdade Açafa (Rodão), feita por D. Sancho I à Ordem do Templo (Herculano , História de Portugal, edição de 1915, tomo 3.º pág.341).

Este mosteiro ou preceptório era, como todos os mosteiros dos Templários, monges-soldades em constante guerra com os mouros, uma espécie de quartel ou posto militar (Confr. Pinho Leal, in Portugal antigo e moderno, vol. 6.º pág. 9, onde, na notícia referente a Nabândia, diz; " era o quartel ou mosteiro dos Templários...).

E compreende-se que os cavaleiros do Templo, já senhores do castelo de Ferron e Vila Velha de Ródão, tivessem estabelecido em Fresno, lugar Fronteiriço, esse mosteiro ou quartel, não só como guarda avançada da sua acção militar e atalaia para melhor defesa dos seus castelos, mas ainda porque os lugares tinha para eles importância estratégica, visto que por ali passar a velha estrada romana que conduziz a Abrantes e cujo domínio e vigilância convinha aos Templários assegurar para mais fácilmente defenderaem a navegação do Tejo que era uma das preocupações da Ordem.

Fundado o mosteiro ou quartel, compreede-se também que naqueles tempos de guerra permanente e dada a importância da Ordem, ele se tornasse o centro da qual girava a vida da população e o ponto de referência porque o local de Fresno passaria a ser mais conhecido, e assim se explica que, com o andar dos tempos, o nome de Alpalhão, dado ao mosteiro, se estendesse também à povoação, mórmente depois que esta foi doada aos Templários.

O certo é que a povoação figura já com o nome de Alpalhão numa concordata feita em 1295 entre o bispo da Guarda e os comendadores dos Templários, D. João Fernandes e D. Gonçalo Gonçalves, sobre os direitos episcopais, concordata essa que também mostra já então a vila à Ordem do Templo e, sob o ponto de vista eclesiástico, à diocese da Guarda.

Tal concordata consta da História d, a Ordem de Cristo , de Fr. Bernado da Costa, a pág. 287.O nome de Alpalhão dado ao referido mosteiro (monasterium Alpalantri, lê-se na citada doação de Açafra) provém talvez do nome do seu fundador ou de algum cavaleiro que nele superintendesse, identicamente ao que deve ter também passado com o nome de castelo de Ferron.

É de presumir que esse mosteiro ou quartel se erguesse no local onde mais tarde (em 1300, segundo o parente Pinho Leal), o rei D. Dinis mandou construir o castelo de Alpalhão, aproveitando assim algumas instalações daquele.
publicado por DELFOS às 08:19

BELVER E O SEU TOPÓNIMO

19.09.10
Quanto a este topónimo - Na Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira - ele povém nítidamente do repovoamento nacional, imposto por D. Sancho I ao local onde se levantassem o castelo e a vila sob defesa deste : de bello-veer (com o arcaico "veer" lat. videre), com "bello" procliticamente reduzido e especialmente por subordinação do conjunto à tónica do segundo vocábulo, referindo-se esta designação aos seus belos panoramas (e muito bonito é a vista que se avista assim o diz o blog) e destinando-se a causar atractivo eufórico dos habitantes...

Mas a pesquisa andando lá pela do Crato, estas aventuras uma coisa continuando a ser ainda um bocado esquisita e não acorda lá na sociológica, o blog encontra o seu amigo Pinho Leal no seu Portugal Antigo e Moderno, "O seu nome provém-lhe da sua bela situação, e foram os cavaleiros de Malta que lho deram, quando edificaram o castelo. Outros dizem que foi D. Sancho".
publicado por DELFOS às 07:54

A CAÇA NO CONCELHO DE GAVIÃO

19.09.10
"Amigo se queres fazer um blog a sério espreita aqui como se faz.
http://castelocernado.blogspot.com".


Olhando para a mensagem, daquelas coisas não deixa de ser um abuso existencial e social, alguém que não compreende o significado de um blog, melhor, o significado é levado a um ataque contra alguém que está no desemprego, a coisa lá levada a contar quatro anos, prespectivas de futuro nenhumas neste concelho que se diz que é lá socialista e longos dias a viver em uma família disfuncional em uma depressão numa organização em nada de social e o vai aniquilando muito lentamente e diz que o perfume no ar é a mais bela rosa formosa.


Não é assim que cala lá nobre Senhor...
E não o lá pense lá sequer, alguém que tirando sua roupa ficando como veio ao mundo em uma colectividade deste seu concelho, um dia terras de Comenda, que é mostrando a nudez do referido ser e protagonista na situação caricata e a mostrando ao mundo no mundo da internet, a boca a lhe vai calar...  Se esse alguém souber onde está o referido registo da situação no You Tube, não tenha dúvida lá sequer, esse alguém a dará a si e ao mundo e em uma na mais descontraída a vai colocar aqui... Que funciona assim e é para o lado que se dorme melhor... Que chega! Que chega e a boca não lhe vai calar... Acredite o Senhor mesmo no que se está falando a sério e o tempo lhe vai mostrar se o sim ou o não...

Está muita certo.

Em meu entendimento, no meu pensamento, V.ª Ex.ª, mas o direito o não o tem em casa e o lápis azul, a tesoura, como a coisa risca e corta em espaço que é seu. Apenas nunca o pensei.
É discutível.
Muito discutível são estas coisa lá da cultura.
A informação.
O conhecimento que deve chegar a todos. Ser um bem de todos. Devia chegar a todos. Devia mas não chega.
São sempre os mesmos.


Na prática, a organização que o Senhor se movimenta e fomenta, na minha opinião, não é dada a todos e nem todos a mesma oportunidade de poderem evoluir numa igualdade não chega a todos num projecto nacional que diz que é socialista...
Eu apenas fico com a sensação que é muito pior agora que no tempo da outra velha senhora...


Continuando, que em meu entendimento, é fácil para mim compreender, ser juiz em causa própria, perdoai este meu pecado cerebral, eu apenas penso ser juiz em causa própria , é uma insegurança manifestada e reveladora de um complexo de inferioridade, meu caro, o puro desejo de querer comprar ou lá um tiro de misericórdia que V.ª Ex.ª está tentando dar no direito ao pensamento e o silenciamento de alguém.

A opinião expressa, o seu comentário, nada mais faz do que uma publicidade narcisista a si próprio em uma atitude e um comportamento arrogante, reveladora de um desejo, o queira ou não na sua consciência, tem a simples prepotência e o abuso de poder numa literária sádica escrita sua, a arte sua de escrever no comentário, ela faz uma caligrafia belicista a querer uma terra queimada e constrói uma cantagem emocional muito forte e esquece a ética e os mais elementares valores... O rouxinol tem água no bico o tem sim senhora na ribeira...

O Exmo Senhor, o administrador do blog "castelocernado.blogspot.com", o Senhor esquece, para lá das responsabilidades sociais que deve ter, apenas se está esquecendo e esqueceu, é responsável por uma associação cultural e responsável também, político e eleito, no comando da Junta de Freguesia de Comenda.

A organização, a Junta de Freguesia de Comenda e a Câmara Municipal de Gavião, ao estarem a subsidiar a organização cultural a que o Senhor administrador do blog "castelocernado.blogspot.com" pertence, e todos deviam ter conhecimento, não é lá bem assim, devia ser pois a organização está a utilizar dinheiros públicos, mas deixo-me lembrar-lhe a sua memória, a referida organização cultural, nestes quatro anos, faz e fez cursos de informática onde se fica com a sensação que são sempre os mesmos, que estão trabalhando e ainda recebem dinheiro, mais o engraçado o ainda o é, onde V.ª Ex.ª se inclui...

E depois "Amigo se queres fazer um blog a sério sobre a tua terra espreita aqui como se faz no blog castelo cernado" e se acrescentando a do You Tube, como que a querer silenciar uma voz, lamentando apenas ela, não saber bem quem o fez e apenas lá se desconfia...

Pois ficará sabendo, a coisa será para continuar e numa puxada e sem problemas nenhuns se dirá o se passa que a chantagem emocional e política não vai entrar e não entra mesmo que se lhe deia com o You Tube...
publicado por DELFOS às 07:35

ALPALHÃO E AS DIOCESES A QUE PERTENCEU

19.09.10
Sob o ponto de vista eclesiástico, a vila de Alpalhão pertenceu à diocese da Guarda até que, a pedido de D. João III e pela bula do Papa Paulo III, Pro excellenti apostolicae sedis, de 21 de Agosto de 1549, que se encontra transcrita a pág. 888 e seguintes do tomo 3.º, parte 1.ª, da História da Igreja em Portugal por Fortunato de Almeida, foi criada a diocese de Portalegre, sendo então, pela mesma bula, desanexadas da diocese da Guarda, em favor da nova diocese, as povoações de Alpalhão (Nisa, Amieira, Vila Flor, Tolosa, Montalvão, Castelo de Vide, Portalegre, Crato, Alter do Chão e outros).

Já em 1278 se tinha celebrado entre o bispo da Guarda e o de Évora uma concordata que se acha no livro original do cartório do Cabido de Évora, segundo refere o Dr. Mota e Moura na sua citada Memória Histórica, parte 1.ª, pág. 25, concordata pela qual ficaram pertencendo à diocese da Guarda, entre outras povoações, Alpalhão, Nisa, Montalvão, Castelo de Vide, Marvão e Portalegre.

Pouco tempo depois, 2m 1295, entre os comendadores dos Templários, D. João Fernandes e D. Gonçalo Gonçalves, e o bispo da Guarda D. Fr. João, celebrou-se a concordata já atrás referida acerca dos direitos episcopais sobre Alpalhão, Nisa e Montalvão.

Da breve crónica dada no aludido Cadastro da população do reino, de 1527, a respeito de Alpalhão, consta que as «as sisas e terças do concelho e a mais renda é do comendador, da qual tem o bispo da Guarda o quinto dos dízimos e deste quinto tem o cabido o terço».

Por ter a vila de Alpalhão como donatária a Ordem de Cristo, era o seu pároco, até à extinção das ordem religiosas em 1834, Vigário e professo dessa ordem, e tinha coadjutor, também professo da mesma ordem, recebendo aquele de renda dois moios de trigo, cinquenta e dois almudes de vinho e seis mil reis em dinheiro, como tudo refere o Padre Luis Cardoso, na obra citada.
publicado por DELFOS às 07:13

BELVER E A ANTA DO PENEDO GORDO

19.09.10
"Localização: M=211,7; P=280,2; folha 322, S.C.E. (1:25 000).
Situada numa zona bastante acidentada, com afloramentos graníticos sobre o declive que desce para a Ribeira de Eiras, perto da povoação de Torre Fundeira.

Apresenta sete esteios de grandes dimensões, dos quais quatro emergem do solo a uma altura superior de dois metros; os restantes, assim como a tampa do monumento, encontram-se tombados, como possível consequência de violações antigas.
A câmara, poligonal, com um comprimento máximo de 3,30 metros, encontra-se evidentemente violada; o mesmo não parece ter acontecido na área do corredor, no qual são visíveis quatro esteios, de pequena dimensão. Apresenta igualmente vestígios da mamoa, na zona encostada aos esteios da câmara.

Muito provavelmente, poder-se-á identificar este monumento megalítico com a «anta de belver», mencionada pelo casal Leisner, embora de forma sumária e imprecisa quanto à sua localização. Trata-se, de facto, do monumento megalítico em melhor estado de conservação na freguesia, motivo que justificou a sua classificação como imóvel de interesse concelhio, no ano de 1984". (1)
(1) in "Contribuição para a carta arqueológica da freguesia de Belver (Concelho de Gavião), de João Luís Cardoso e de Rogério Pires de carvalho"
publicado por DELFOS às 06:58

JOSÈ ADRIANO PEQUITO REBELO

19.09.10

José Adriano Pequito Rebelo nasceu a 21 de Maio de 1892 na vila de Gavião.

Foi uma vida dedicada em parte ao trabalho agrícola e foi uma vida dedicada a uma actividade política muito intensa.

José Adriano Pequito Rebelo foi um dos fundadores do Integralismo Lusitano e foi o mais entrenhado e do mais radicado, o ardente e o mais irrequieto, o defensor maior de uma causa monárquica.

Não deixa de ser daquelas coisas um sonho se tem, um sonho se acredita, uma vida inteira a lutar por ele.

Foi um aventureiro a correr sempre na busca da aventura, a defesa do que acreditava. Não teve medo. Acreditou sempre na sua causa.

O erro seu, o dos seus companheiros também, de quem o aconpanhava, foi o querer uma monarquia absoluta. O Rei, até o próprio Rei, a idéia, contra a idéia se opunha.

Na Universidade de Coimbra se formou em direito...

José Adriano Pequito Rebelo, tomou parte, fez parte, integrou o Corpo Expedicionário Português, na 1.ª Guerra Mundial. Possuidor de uma coragem física, participou na Revolta Monárquica de Monsanto em 1918. Foi atingido...

Foi atingido em Monsanto.

Durante meses, alguns meses, a sua vida, a sua existência parece que esteve em muito perigo, a quase a ir-se.

Recuperou.

Foi julgado.

No tribunal foi absolvido.

O seu defensor, um adversário político, Ezequiel de Campos.

No tribunal, este, Ezequiel de Campos, ao tribunal pediu a absolvição do Réu.

Nele, Ezequiel de Campos, no tribunal afirmou "ser de considerar o esforço de modernização e investigação agrícola, que no campo cerealífero (mais concretamente na cultura do trigo), Pequito Rebelo desenvolvia e que estava a dar ao país inúmeros benefícios".

José Adriano Pequito Rebelo participou também na Guerra Civil de Espanha. Nela, foi aviador, aviador com a sua avioneta, a sua Passarola, ao lado das tropas do General Franco.

Em 1949 candidatou-se a deputado. Candidatou-se a deputado por uma lista de independentes no distrito de Portalegre. Foi alvo de críticas, por parte da União Nacional, o partido - suporte do Salazarismo.

Em 1961, em Angola, colocou-se ao lado das tropas portuguesas que procuravam preservar o território perante a investida do movimento anti-colonial que despertava para a independência e luta independentista.

José Adriano Pequito Rebelo, deixou uma obra significativa, no campo da investigação agrária, no campo da problemática política. A política - se diga lá - em que procura participar activamente.

Polemista.

Interessou-se pela realização de alguns jornais - "A MONARQUIA" e a "NAÇÃO PORTUGUESA" - financiando as publicações. Escrevia nelas, a sua escrita era num estilo muito vivo e muito contundente. Muitos dos seus trabalhos acabaram por ser publicados em livro.

Devido aos seus conhecimentos, representou Portugal na Comissão Permanente do Instituto Internacional de Agricultura e em inúmeros congressos da Europa e da América.

Em 1933, fez também parte, da delegação portuguesa enviada à Conferência Económica de Londres.

25 de Abril de 1974.

Após o 25 de Abril de 1974, permaneceu num combate por vezes virulento nas páginas dos jornais conservadores.

Foi contra.

Sempre se debateu contra a reforma agrária.

A sua descordância, a sua descordância também manifestou ao rumo que a vida portuguesa levava após a Revolução Democrática.

Das condecorações que recebeu, a mais alta, ORDEM MILITAR DE TORRE E ESPADA...

É este agricultor - inventor do método integrado da produção de trigo, que tanto êxito teve em Itália este escritor (ou político - escritor), em Lisboa morreu.

Tinha noventa anos.

Foi a enterrar em Anadia.

publicado por DELFOS às 05:40

O TOPÓNIMO DE ALDEIA DA MATA

19.09.10
A origem do seu nome não é clara.
Os estudiosos do assunto afirmam que deriva talvez da situação do povoado no meio de matas, mas de uma mata específica - talvez propriedade da Ordem do Hospital ou do Grão-Priorado do Crato, conforme a época - ou da "aldeia" como propriedade agrícola, território povoado e cultivado entre matagais.
in "PDM do Crato"
publicado por DELFOS às 04:16

INTRODUÇÃO À FADAGOSA DO MONTE DA PEDRA

19.09.10
É daquelas coisas que para os comuns dos seres humanos para que existem, quem escreve, que no seu canto podia até também estar muito lá com um drunfo doado pelo poder vigente em terras da campina, ou uma drunfaria cerebral por parte de um poder político local lhe dizendo na mentira que continua a ser as águas mil, o direito a uma expressão ainda continua que quem escreve nas suas dores a uma eterna solitária busca da palavra e o canto apenas sabe que é uma mentira e nunca vai beijar a bota e que por isso se vão-lhe apertando a boca...

É a pedra...
Que pedra é a Judiciária e a Inspecção Geral da Administração do Território dormindo lá para os lados se S. Bento.

A fadagosa do Monte da Pedra, podia ser um pólo de desenvolvimento para esta freguesia, mas mais ainda ela seria para a da Comenda.

Que o que se começa a escrever, liberdades e garantias tão ameaçadas em um poder local, que Blog "Gavião no Alentejo" não podia arranjar outra postagem, senão, estes gases que apenas vão saindo do intestino numa mais vacalhado do intestino para um reino do faz de conta e os cidadões não são todos iguais em terras do interior e em uma parte do Alentejo.

É fadagosa.
É a fadagosa.
Sim.
É a mais pura verdade de um movimento...
É a coisa mais liberta do ventre e entranhas da terra.
É pura que cheirando lá mal, ou coisa lá o trabalho de pesquisa incompleto, apenas começando por o Dr. Jacinto Costa em sua lá "Pharmacopea Naval e Castrense em 1819 - duas legoas para Norte da Villa do Crato, em distância de hum quarto de legoa do lugar de Monte da Pedra, nasce huma fonte de agoa crystalina, com sabor e cheiros hepáticos, tão activos, que este ultimo se sente antes de chegar à fonte. He verdadeiramente fria, e ainda mais do que as agoas ordinárias, que ali se encontrão.  As qualidades sensíveis bastarião a classificalla nas sulphureas hepaticas".
Mas se voltará...
publicado por DELFOS às 03:31

O CARTÃO JOVEM NO CRATO

19.09.10
Diário da República, 2.ª série — N.º 163 — 23 de Agosto de 2010 44827

Aviso n.º 16760/2010
João Teresa Ribeiro, Presidente da Câmara Municipal do Crato:
Torna público que, a Assembleia Municipal, em sua sessão extraordinária realizada no dia 29 de Julho de 2010, aprovou sob proposta da Câmara Municipal, aprovada na reunião extraordinária de 23 de Julho de 2010, o “Regulamento do Cartão Municipal do Jovem”, cujo texto foi nos termos do artigo 118.º do Código do Procedimento Administrativo submetido a apreciação pública. Estando assim cumpridos todos os requisitos necessários, a seguir se pública o “Regulamento do Cartão Municipal do Jovem” que entrará em vigor no dia seguinte à sua publicação no Diário da República.
Crato, 30 de Julho de 2010. — O Presidente da Câmara, João Teresa Ribeiro.

Regulamento do Cartão Municipal do Jovem
Nos termos do artigo 1.º da Constituição da República “Portugal é uma República soberana, baseada na dignidade da pessoa humana e na vontade popular e empenhada na construção de uma sociedade livre, justa e solidária”.
“A República Portuguesa é um Estado de direito democrático, baseado na soberania popular, no pluralismo de expressão e organização política democrática, no respeito e na garantia de efectivação dos direitos e liberdades fundamentais…” conforme o disposto no artigo 2.º da Constituição da República. São tarefas fundamentais do Estado, nomeadamente:
“b) Garantir os direitos e liberdades fundamentais
1 — Promover o bem -estar e a qualidade de vida do povo e a igualdadereal entre os portugueses, bem como a efectivação dos direitos económicos, sociais, culturais e ambientais…” nos termos do artigo 9.º da Constituição da República
O artigo 70.º da Constituição da República determina que:
“1. Os jovens gozam de protecção especial para efectivação dos seus direitos económicos, sociais e culturais, nomeadamente:
a) No ensino, na formação profissional e na cultura;
b) No acesso ao primeiro emprego, no trabalho, e na segurança social;
c) No acesso habitação;
d) Na educação física e no desporto;
e) No aproveitamento dos tempos livres.”
As Câmaras Municipais visam, como está consagrado no n.º 2, do artigo 235.º da Constituição da República, “a prossecução de interesses próprios das populações respectivas”.
Autarquias locais têm vindo a ter uma importância crescente no âmbito do apoio social às populações, apesar dos escassos recursos financeiros
Artigo 1.º Descrição Isento
5 Averbamentos diversos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . “
6 Troca de licença de velocípedes com motor por licenças de ciclomotor . . . . . . . . . . . . . . . . . . . “
que dispõem para o efeito e que ultrapassa as responsabilidades legais que lhes estão atribuídas.
As Câmaras Municipais podem apoiar ou comparticipar, pelos meios adequados, no apoio às actividades de interesse municipal, de natureza social, cultural, desportiva, recreativa ou outras e prestar apoio a estratos sociais desfavorecidos ou dependentes, de acordo com o disposto no artigo 64.º, n.º 4, alíneas b) e c), da Lei n.º 169/99, de 18 de Setembro, com as alterações introduzidas pela Lei n.º 5 -A/2002, de 11 de Janeiro.
Com fundamento nas disposições constitucionais e legais supra identificadas, para efeitos de combater o despovoamento que se verifica desde a década de 50, fixar e atrair jovens para o concelho, promover o desenvolvimento e ajudar a resolver problemas que estão a afectar a vida dos jovens, a Câmara Municipal do Crato deliberou propor à Assembleia Municipal do Crato a instituição do Cartão Municipal do Jovem, que se regerá pelo presente Regulamento.
O projecto de Regulamento foi submetido a apreciação pública, nos termos e para os efeitos do artigo 118.º do Código do Procedimento Administrativo.
Artigo 1.º
Âmbito
O presente regulamento estabelece as condições de acesso ao Cartão Municipal do Jovem e o âmbito da sua aplicação.
Artigo 2.º
Objectivos
O Cartão Municipal do Jovem é um instrumento essencial de concretização da política municipal para a juventude que visa criar condições objectivas para ajudar os jovens, designadamente, a:
1 — Fixarem -se no Concelho na tentativa de se travar o processo de despovoamento que oafecta e lhe fez perder 63 % dos seus habitantes desde 1950;
2 — Desenvolverem a sua personalidade e elevar o seu nível de formação cívica;
3 — Integrarem -se mais facilmente na vida activa;
4 — Serem mais úteis à sua comunidade;
5 — Utilizarem todas as suas capacidades para superar com êxito as dificuldades, privações e desafios que a vida lhes irá certamente impor;
6 — Terem uma participação mais activa e responsável na vida económica, social e política do Município e do País;
7 — Exercerem os seus direitos;
8 — Concretizarem os seus sonhos;
9 — Sentirem e terem interesse e gosto pela vida;
10 — Desempenharem com prazer e alegria o seu trabalho e tarefas profissionais;
11 — Cumprirem naturalmente os seus deveres;
12 — Defenderem e preservarem a natureza;
13 — Respeitarem e serem solidários com todos os seres humanos
independentemente do seu sexo, raça, língua, território ou País de origem,
religião, convicções políticas ou ideológicas, instrução, situação económica ou condição social;
14 — Serem felizes e contribuírem para a felicidade de todas as pessoas.
Artigo 3.º
Beneficiários
1 — Podem beneficiar do Cartão Municipal do Jovem, os cidadãos residentes na área do Município do Crato há, pelo menos, um ano, com idades compreendidas entre os 12 e os 35 anos;
2 — Relativamente a jovens casais, os benefícios previstos nos n.os 4 e 5 do artigo 6.º do presente regulamento só serão concedidos quando a soma das idades não exceder os 70 anos.
Artigo 4.º
Emissão
1 — O Cartão Municipal do Jovem é emitido em nome do titular, sendo pessoal e intransmissível;
2 — O pedido de emissão é feito à Câmara Municipal do Crato mediante preenchimento de um impresso para o efeito. A Câmara Municipal do Crato reserva -se o direito de solicitar informação adicional para avaliação correcta de cada processo de candidatura.
44828 Diário da República, 2.ª série — N.º 163 — 23 de Agosto de 2010
Artigo 5.º
Adesão
1 — Para emissão do Cartão Municipal do Jovem são necessários os seguintes documentos:
a) Bilhete de Identidade ou Cartão de Cidadão;
b) Certidão de Eleitor (maiores de 18 anos);
c) Atestado de Residência emitido pela respectiva Junta de Freguesia;
d) Duas fotografias tipo passe.
2 — O Cartão é gratuito no 1.º ano de emissão e terá um preço de € 2 (Dois Euros) em anos subsequentes ou em caso de perda ou
extravio;
3 — O Cartão tem a validade de um ano e a sua validação processa -se mediante a apresentação dos documentos referidos em 1.
Artigo 6.º
Benefícios e Apoios
Os titulares do Cartão Municipal do Jovem têm os seguintes benefícios e apoios concedidos pela Câmara Municipal do Crato:
1 — Descontos nas entradas de todos os eventos culturais e ou desportivos organizados pela Câmara Municipal do Crato de:
a) 50 % para os jovens com idade entre 12 e 17 anos;
b) 25 % para os jovens com idade igual ou superior a 18 anos;
c) Os jovens com uma prática contínua, responsável e efectiva nas associações e colectividades de carácter humanitário, desportivo e cultural, desde que devidamente comprovada pelas respectivas direcções, têm mais um incentivo/benefício no valor de 25 % para além dos descontos identificados nas alíneas anteriores.
2 — Descontos nas entradas de todos os espaços da Câmara Municipal do Crato com taxa ou tarifa (piscinas, museus, cinema, …) de:
a) 50 % para os jovens com idade entre os 12 e 17 anos;
b) 25 % para os jovens com idade igual ou superior a 18 anos;
c) Os jovens com uma prática contínua, responsável e efectiva nas associações e colectividades de carácter humanitário, desportivo e cultural, desde que devidamente comprovada pelas respectivas direcções, têm
mais um incentivo/benefício no valor de 25 % para além dos descontos identificados nas alíneas anteriores.
3 — Descontos percentuais nas compras efectuadas em estabelecimentos comerciais aderentes, mediante o respectivo protocolo assinado e tornado público para conhecimento dos interessados;
4 — Incentivos à natalidade para os jovens casais pelo nascimento de cada filho, mediante a apresentação de registo de remuneração na Segurança Social com o prazo mínimo de seis meses, por parte de, pelo menos, um dos progenitores:
a) Um cheque farmácia no valor de €200 (duzentos euros), destinados à aquisição de medicamentos e produtos específicos para a criança;
b) Um apoio financeiro no valor de €500 (quinhentos euros), pago em dez prestações mensais de €50 (cinquenta euros) cada;
5 — Incentivos à habitação para os jovens casais mediante:
a) Desconto de 50 % na aquisição de lote municipal, relativamente ao seu custo real, destinado à construção da sua própria habitação que deverá ter início no prazo de dezoito meses e estar concluída trinta e seis meses após atribuição/aquisição do lote em causa. No caso de não iniciar a construção da habitação no prazo previsto, o lote reverterá para o Município do Crato;
b) O desconto referido na alínea anterior na se aplica à venda de lotes em hasta pública;
c) Um apoio financeiro no valor de €5.000,00 (cinco mil euros), pagos em cinquenta prestações mensais de €100 (cem euros) cada, para a recuperação de casas degradadas destinadas à habitação própria;
d) Os incentivos previstos nas alíneas anteriores só serão efectivados se nenhum dos jovens, dos casais em apreço, tiver habitação própria nem terreno para a construir;
e) A Câmara Municipal do Crato será ressarcida dos incentivos concedidos insertos nas alíneas a) e c) no caso das respectivas habitações serem vendidas no prazo de 20 (vinte) anos;
6 — Desconto de 90 % na aquisição de lote que esteja disponível na zona industrial do Crato, cuja área seja proporcional às instalações a construir e à actividade a desenvolver, exceptuando -se lotes vendidos em hasta pública e devendo a construção ter início e conclusão no prazo máximo de 6 e 18 meses, respectivamente, a contar da atribuição/aquisição do lote em causa.
No caso de não iniciar a construção no prazo previsto, o lote reverterá para o Município do Crato.
7 — Desconto de 50 % nas custas de processo de licenciamento Industrial;
8 — Desconto de 50 % nas taxas e licenças para obras;
9 — Desconto de 50 % em ramais de ligação de água e esgotos;
10 — A Câmara Municipal do Crato será ressarcida dos incentivos insertos nos pontos 6, 7, 8 e 9, no caso das respectivas instalações serem vendidas no prazo de 20 (vinte) anos.
Artigo 7.º
Fraude
1 — A utilização fraudulenta do Cartão Municipal Jovem é passível da sua anulação;
2 — A anulação motivada por utilização indevida do Cartão implica a sua não revalidação.
Artigo 8.º
Revisão do Regulamento
O presente regulamento poderá ser revisto por deliberação da Câmara Municipal do Crato.
Artigo 9.º
Omissões do Regulamento
Todos os aspectos e situações não previstas no presente regulamento serão resolvidos através de deliberação da Câmara Municipal
do Crato.
Artigo 10.º
Entrada em Vigor
O presente Regulamento entra em vigor no dia seguinte à sua publicação no Diário da República.
publicado por DELFOS às 03:24

NÚMERO DE HABITANTES EM VALE DE GAVIÕES

19.09.10

FREGUESIA DE MARGEM

ANOS ... POPULAÇÃO

1864 ... 586
1878 ... 739
1890 ... 680
1900 ... 774
1911 ... 1091
1920 ... 1217
1930 ... 1560
1940 ... 1804
1950 ... 2024
1960 ... 2073
1970 ... 154o
1981 ... 1480
1991 ... 1245
2001 ... 1026
publicado por DELFOS às 02:04

O CONCELHO DE GAVIÃO SE INFLAMOU

19.09.10
CDU Gavião
À população da freguesia da Comenda


ENCERRAMENTO DA ESCOLA DO ENSINO BÁSICO

A CDU manifesta total solidariedade a todos os que empenhadamente, lutam pela manutenção da Escola do ensino básico da freguesia de Comenda, uma vez que o seu encerramento seria uma enorme perda para as populações presentes e futuras desta Freguesia o esvaziamento humano do interior do País e fruto de medidas desta natureza, encerrando serviços públicos afastam-se pessoas e investimentos.

COMBATE A INCÊNDIOS FLORESTAIS

A Junta de Freguesia da Comenda presidida no anterior mandato pela CDU, aderiu ao Plano de Prevenção de Incêndios Florestais, com a aquisição de um KIT de 1.ª intervenção, cujo objectivo central era o combate aos primeiros focos de incêndio detectados, que sendo normalmente de pequena dimensão, impedem normalmente a sua propagação.

Tendo em conta que a Freguesia da Comenda é em termos florestais uma das freguesias de maior dimensão e complexidade, nestes aspectos, do Distrito, e que dista 18 Km da corporação de Bombeiros mais próxima, (Gavião), foi com estupefação que os eleitos CDU verificaram, que o actual executivo da Junta de Freguesia da Comenda, actualmente de Presidência PS, decidiu não colocar ao serviço da prevenção, para o qual foi adquerido, o referido KIT de 1.ª intervenção no combate a Incêndios Florestais, o que no mínimo revela uma total irresponsabilidade da parte do executivo desta Junta de Freguesia.

Após um enorme esforço feito pela Junta de Freguesia CDU, na angariação de fundos Públicos e Privados que permitiram adquirir e pôr a funcionar este equipamento e a respectiva carrinha de suporte, igualmente adquirida da mesma forma, não se entende a decisão agora tomada pela Junta de Freguesia, a qual desde já responsabilizamos, por qualquer incidente desta natureza que ponha causa a segurança de pessoas e bens.

A tragédia de 2003, que se abateu sobre o nosso Concelho e a nossa Freguesia, com áreas ardidas de enorme dimensão que inclusive puseram em causa vidas humanas e bens, parece ter sido rapidamente apagado da memória dos actuais autarcas da nossa Freguesia.

A cegueira política de algumas pessoas, leva-as muitas vezes à confusão entre o bom e o mau, os actuais autarcas parecem querer apagar da nossa Freguesia tudo o que foram obras e actos do anterior executivo presidido pela CDU, das quais destacamos apenas a título de exemplo, a supressão do autocarro, que todas as quartas feiras assegurava o transporte público na freguesia e que resultou de um acordo entre a Junta de Freguesia e a Rodoviária do Alentejo, ou, a eliminação do apoio social, traduzido na atribuição de um cabaz de Natal para as famílias mais carenciadas da freguesia - assim se pode ler no comunicado da referida organização.
publicado por DELFOS às 01:34

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