ALPALHÃO E JOSÉ XAVIER ABELHO

20.09.10
Mas só podia ser natural de Alpalhão!
Aquelas figuras de massa e grandeza ou vultos do passado lá longe ou a nobre gente importante que a notabilidade é um posto que comanda a multidão e terras estas de Alpalhão os também os lá tinha e o professor José Xavier Abelho apenas um deles.

Orgulhava este povo e alguma gente deste povo a fazia e as outras terras a esta vila também trazia e a luz também a doava na mais cerrada escuridão.
Esta personalidade era um distinto latinista. Manteve um colégio muitos anos nesta vila.Manteve um colégio muitos anos nesta vila onde ensinava primeiras letras e humanidades a estudantes na vila e onde ensinava aos de dentro e e a outros de terras algumas mesmo muito distantes que nela também aprendiam.

Foi assim se o blog o pode dizer o continuador das tradições do Vigário-Mendonça, (Padre João de Mendonça Salgueiro) que paroquiou Alpalhão desde 1834 a 1853, e ensinava humanidades também a alunos da terra e de fora.

Mas o professor José Xavier Abelho, esta alma deste Alpalhão deste nosso ser, nascendo nesta terra imensa e vivendo nela muitas dezenas de anos, um pedagogo em outros tempos, a morte o levou a 29 de Janeiro de 1896.A casa, a casa onde o professor Abelho faleceu, no ano de 1899 foi colocada nela uma lápide comemorativa... à rua foi-lhe dado o seu nome na altura citada e o blog não sabe se a coisa no tempo ela mudou e dura nas entranhas do povo...
publicado por DELFOS às 15:11

A ÁGUA NAS CASAS DO CONCELHO DE GAVIÃO

20.09.10
Mas o Blog "Terras de Gavião" o não sabe.
O Conhecimento do momento especial e exacto o não tem.
Apenas formula o conceito que anda lá perto e está lá perto num acontecimento que mudou a vida desde povo e alma gavionense para sempre e ela nunca mais teve o mesmo sentimento esta nobre terra em lá gente de outro tempo...

Mas "nesta terra fomos gentimente recebidos pelo então presidente da Câmara, Manuel de Matos Heitor, que a morte traiçoeira arrebatava meses depois.
Honra à sua memória.
Eis as obras realizadas pela vereação a que presidiu este saudoso alentejano, no curto período de 18 meses (Novembro de 1931 a Junho de 1933):
Elevação das águas da fonte da ribeira para a vila, para o que fez acquisição - a palavra é como a estais lendo meus amigos - de um motor de 10 H. P.
Completou-se a obra do reservatório a que faltava a tubagem de carga, descarga, escadas de acesso, etc., etc.
Adquiriu a tubagem para a distribuição de águas nas ruas principais da vila, onde se encontravam já funcionando em quatro marcos fontanários para esse fim adquiridos, desde 18 de Outubro do ano p. p. (...)".
publicado por DELFOS às 14:52

INTRODUÇÃO AO TOPÓNIMO DE GAVIÃO - 3

20.09.10
- DE Informacão Particular, datada de Novembro de 1976, do consagrado (O blog confessa aos seus leitores que também gosta muito. Pelo(s) momento(s) belo(s) que um dia sem querer saboreou...) toponimista António Augusto Batalha Gouveia:
Sob o nome primitivo de huru (depois hur), que entre os antigos egipcios equivale a céu, os seus dois olhos correspondiam ao sol e à lua. Os adoradores desta ave eram numerosos, sendo a mesma considerada como o tótem representativo do "filho do sol", dado que, tal como este, se orientava no sentido leste-oeste no seu voo diário.
O hieróglifo egípcio que traduz a idéia de "deus" é um falcão empoleirado.
Este divino gavião era conhecido pelos nomes de Abu-un, Ra-Harakhutu (grecizado Ra-Harakhtés) e Hur-War ou Har-War.
O primeiro dos nomes citados encerrava o significado de "pai" (abu)"primeiro" (un) ; o segundo exprimia o sentido de "sol" (ra), "falcão" (harakhun) e "deus" (tu); finalmente, o terceiro envolvia o conceito de "céu ou sagrado" (hur ou har) e "grande", "venerável" ou "antigo" (War).
Da palavra egípcia Harakh fizeram os gregos a sua hirakh (falcão); o protótipo huru engendrou o grego horos e o latim horus. A expressão huru-war ou haru-war determinou o helenismo haroeris significativa de "horas, ou Antigo" (Que Maravilha! Assim o blog gosta muito...).
À voz atrás referida abu (pai) foi anteposto a aspiração h, passando assim abu a grafar-se habu. E deste habu que se formou o germânico habuh do qual veio o antigo habug ou habuk que no antigo inglês se escrevia hawoc e no moderno hawk (pronúncia "hoc"), significativo de "falcão".
Por seu turno, a dicção já citada abu-un desenvolveu as diacronias habu-un, haby-un, gabyon, gabião e finalmente a voz portuguesa GAVIÃO. É igualmente do egípcio abu que se originou a voz latina avis (ave), enquanto o composto abu-un engendrou o termo avyon, depois avion (portug. avião).
O basco, língua que os filósofos dizem ser extremamente arcaica, chama ao gavião, gabi-rai. Neste composto reconhece-se o antigo egípcio Ra (sol) e Abu (pai).
Qual será o protótipo do latim falco e que a nasalização emprestada à sílaba final vozeirou falco no antigo português falcon, hoje, falcão?
Tal étimo reconhece-se no supracitado ornitónimo egípcio harakhu, através das formas evolutivas farakhu, falakhu, falaku e finalmente falco.
Da voz faraku fizeram os árabes o antropónimo Faruk, um dos nomes do último rei do Egípcio.
Os gregos chamaram HíèraKõpolis, isto é, "cidade dos falcões", a dois importantes burgos do Antigo Egipcio, onde se adoravam, os falcões "Horus".
Uma destas cidades é a actual Daman-Hur, sendo a outra Kom al-Ahmar, que foi na época histórica a capital do Sul.
Numa outra antiga cidade do delta, Sak-Habu, adorava-se igualmente um Horus-Ra, o qual era representado na iconografia como um homem com cabeça de falcão. (1)
in "Alexandre Carvalho Costa, Gavião suas freguesias rurais e alguns lugares".
publicado por DELFOS às 14:31

GÀFETE O SEU NOME SE COMEÇA A REGISTAR

20.09.10
E de Gáfete, a coisa se começa a dizer assim, "Gáfete, top. Beja (Monte de Gáfete), Crato, Marvão, O m.q. Cáfede? Segundo L.V., "provalmente tem a mesma origem que a palavra espanhola gafeti ou algaphite, que Dozy, Gloss des mots espagn. et port. dériv, de l´árabe, ed. de Engelmann, 1869, pág. 119, tira do árabe "algâfit", nome de uma planta que os botânicos chamam agrimonia eupatoria... A palavra espanhola é pouco conhecida; pelo menos vários espanhóis que consultei não me souberam dizer como é que se pronunciava, ainda que o Dicionário da Academia dá gafeti sem acento, o que a faz crer que a supõe acentuada na penúltima sílaba; mas o árabe tem, como vimos, a longo" (Opúsc., III, p. 343). Segundo A. Costa (V. p. 928), havia Gafeta em 1527."
  
Foi apenas o José Pedro Machado, seu "Dicionário Onomástico ETimológico de Língua Portuguesa", apenas registou o dito nele...
publicado por DELFOS às 13:15

ALPALHÃO E O PADRE MANUEL DIAS

20.09.10
Mas muito se lhe agora em lá a generalis e agora se lá lhe diz a conquista lá o Tibete ou lá montanhas a montanha lá da zona ou de lá perto e se esquece em outrora os portugueses lá estiveram no séc. XVI e a coisa um bocadito mais difícil a fizeram e não havia limites e não deixa de ser a pedra em lá bravura...

É daquelas coisas "Somos os primeiros" e esta vila lá nos da frente e esta terra entre os primeiros. Que orgulho é lá que este povo...
É mesmo daquelas coisas que quem lá escreve, a satisfação, que não é Lisboa, a Lisboa o mesmo é este povo aqui tão perto...Daquelas coisas...

Nunca sabereis onde a escuridão começa...Que se começa a escrever e logo... Fogo!Não sabe o blog "Alpalhão" se o Padre Manuel Dias, o amigo, homem lá do mundo, a alcunha, o cognominado «Sénior», o foi, a razão não esteve por ter um sobrinho também Manuel Dias, na igualdade, que na igualdade de posição celestial , o mais engraçado era também padre e ambos eram naturais de Alpalhão.

O primeiro e é neste que se vai falar nesta postagem.

Ele entra com dezasseis anos de idade no colégio da Companhia de Jesus.
É Évora.
Entra em Évora a 30 de Dezembro de 1576.

Não vale.
Blog lá não muita contente.
O blog confessa que não sabe quando nasceu.Não sabe quem era os seus pais lá em altura aquela em sua vida terrena...Sabe que o Reverendo partiu para a Índia em 1585. A nau que o transportava sofreu um acidente entre a Ilha de S. Lourenço e as costas de Sofala. Coisa lá aquela o célebre naufrágio está narrado na História Trágico-Marítima.

Muitos sofrimentos depois de muitos sofrimentos, o Padre Manuel Dias conseguiu chegar à Índia onde se ordenou de presbítero, iniciando então a sua vida de missionário.

Após dezasseis anos de experiências na Índia, em Goa onde terminou os seus estudos, em Chaul e Tana, onde foi responsável pelas residências jesuítas locais, entrou na missão da China onde lhe deram o apelido Li Mano-No Hai-lo em 1601.

Ano de 1596.
No ano de 1596foi nomeado reitor do Colégio da Madre de Deus em Macau, sendo depois enviado a três províncias da China, deixando o cargo entre a Valentim de Carvalho.
A sua estadia em Nanquim baptizou um príncipe da família imperial que ali passava uma temporada e a quem deu o nome de José. Que não há um sem três - assim o pensa o blog - outros três familiares receberam a graça também pelo baptismo.

É Natal.
É dia de Natal.
No dia de Natal de 1608 Manuel Dias, inaugura uma igreja e duas capelas.

A vida não para.
Um ano depois era de novo chamado a Macau. Foi chamado a Macau para dirigir pela segunda vez, o colégio jesuíta.

Era prudente.
Este prudente religioso, profundo conhecedor da língua e culturas chinesas, escreveu em 1607 um "Memorial Apolegético", graças ao qual foi abortada uma perseguição contra jesuítas companheiros seus.

A informação.
A informação que em tempos modernos também não circula e diz que é democrática ou lá da terra do Crato. Em terras pequeninas a cuspir umas para as outras.
A informação?
Quem dá o que tem ou lá Lua passeira que não passa e mas Viva lá o Sol que tudo mostra e tudo revela em escuridão de alguma gruta que mais que seja ela lá resgatada.

É um período.
Será sempre o tempo.
Segue-se um período de escassa informação sobre o seu trajecto. Mas branca.Branca é a folha é a pureza ou folha de papel que nunca se escreve.Mas o blog compreende. Como o blog consegue lá compreeder tão bem aquele tempo lá passado...
Não sabe se na modernaça u é lá ainda mais que pior em tempo moderno que lá não aventureiro.

Sabe-se apenas que estava ainda em Macau em 1619.
Sabe-se que em 1636 Manuel Dias era nomeado Visitador da China, Japão, Tonquim, da Conchichina e dos Reinos de Sião, Ava, Camboja e Laos.
Um ano depois escrevia ao superior dos jesuítas, sugerindo-lhe que enviasse para o Oriente padres de diferentes nacionalidades, cada um deles com um talento especial, fosse no campo da pintura, da matemática, astronomia ou outra qualquer ciência ou arte...

Que homem ou lá a grandiosidade de fulano humano e tão meu.

Manuel Dias faleceu em 1639.
Faleceu com oitenta anos de idade.
Está sepultado em Macau.
Na sua pedra tumular reza o seguinte: «O Padre Manuel Dias Visitador falleceo aos 22 de Novembro de 1639 está enterrado na Capella mor junto ao pé do arco da banda do Espírito Santo, começando da 3.ª pedra vermelha para dentro, e he a mesma cova em q. foi enterrado dantes o pe. Jeronimo Rois de Carvalho»....

Escreveu as cartas onunas de 1625 e de 1629, pelas quais é considerado um notável orientalista.

Nota:
Trabalho muito bem feito e a maior parte é transcrita "Hojemacau-30-03-2007".
Foi um trabalho que o blog gostou muito de fazer.
É daquelas coisas que parece que se sente um orgulho em ser português.Não deixa de ser daquelas coisas em informação com que se estava a jogar, não deixa de existir muita contradição entre ela e das coisas que sobressai, entre algumas, é o dia da morte e o local onde está sepultado...

O blog talvez venha a voltar ao assunto.
publicado por DELFOS às 13:05

CONSTRUÇÃO DA IGREJA DE N.ª S.ª MÃE DOS HOMENS EM ATALAIA

20.09.10
Mas elas estavam juntas.

Tinham casado.
Era um casalinho perfeito a do Castelo de mão dada com a da Atalaia e o blog não sabe como a coisa deu em namoro ou acabou a coisa ela lá em casamento...

A vivência do quotidiano, aquela coisa de acertar o passo rumo ao futuro, era a umas vezes era feito na igreja da sacristia do Vale do Grou, a outras, a matar a rotina do regimento era a coisa feita ela na casa do reverendo padre, a avistar as serras da Beira, a lembrar a prosa do padre Luís Cardoso em seu dicionário corográfico...


Mas foi o "Auto da Sessão do dia 20 de Março de 1879 do Anno do Nascimento de Nosso Senhor Jesus Christo, na freguesia da Commenda e sala das Sessões de esta Junta de Parochia, onde se achava reunida em sessão a mesma Junta composta pelo Presidente Snr. João Marques Moreno, Thesoureiro o Snr. João Coelho Bartholo e o Snr. Antonio Branco, estes do Castelo Cernado e o Snr. José Chambel d`Atalaia e Miguel Heitor tambem d`Atalaia deliberão nomear uma commissão composta de tres induvidos para se encarregarem da Administraçao sobre a construção da igreija da Atalaia de Nossa Senhora Mãe dos Homens, nomeando para Presidente o Snr. Padre Casemiro Dias Grilo e tambem fica encarregado o dito Snr. P.e Casemiro Dias Grilo de Thesoureiro, e para membros da Comissão o Snr. Antonio Jacome da Costa e Snr. José Ventura d`Oliveira, e por não a haver mais que deliberar se deu por finda a sessão...", como se a coisa naquele tempo, assim o foi destinada à mais pequenina, a esta alma mais nortenha...
publicado por DELFOS às 12:47

ALPALHÃO E CRISTÓVÃO LUIS DE ANDRADE

20.09.10
Mas o blog "Gavião no Alentejo", aquelas coisas que parece que é lá uma concidência, o não u é lá assim tanto, o doutor Cristóvão Luiz de Andrade, o seu contemporâneo, o Padre Luiz Cardoso - amigo ou fantasma que o blog o vai sempre encontrando - o dá como natural de Alpalhão, página essa lá do reverendo, o 1.º vol., o blog certamente se está assim referindo à pág. 354, o vol., o vol. Dicionário Geográfico, a edição, a edição não deixa de ser, obra lá prima publicada em 1747.

É a data 1723 a 1725, a coisa e assunto lá mais acabado e completo, o doutor Cristovão Luiz de Andrade, do Governo da Índia fez parte, memória esta lá tão concentrada e registada, a data foi 13 de Novembro de 1723, a 28 de outubro de 1725.

Neste Governo, o pequeno estudo se diga lá, "Os chineses criaram grandes dificuldades, causadas pelo desagrado, despertado pela velha questão dos ritos".Antes a coisa parece, Conselheiro de Estado, a coisa a subir a Chanceler da Relação de Goa, foi a carta régia de 24 de Março de 1720 que o levou ao posto de Chanceler...

A coisa como que voltando à sua origem, o doutor Cristóvão Luiz de Andrade, magistrado, magistrado distintíssimo, começou por exercer o cargo de Juiz de Fóra em Monforte, tomou posse a 23 de Dezembro de 1701 e começou por ascender às elevadas funçôes de Desembargador do Paço...
publicado por DELFOS às 10:48

BRGADINHAS EM BELVER

20.09.10

Localização: M=216,7; P=280,2; folha 323, S.C.E. (1: 25 000).

Nesta propriedade, situada no declive que desce para o Tejo, e relativamente próximo da povoação de Alvisquer, foi-nos mostrada a "Pedra da Viola".

É constituída por uma laje de granito, afeiçoada, que podemos considerar organizada em dois elementos: uma parte circular e um "corpo" irregular.

Encontra-se juntamente com outros blocos boleados de granito, num grande afloramento denominado "Penedo Mouro", e era conhecida pela população de Alvisquer.

Tem um comprimento máximo de 1,95 metros, tendo a parte circular 0,75 de diâmetro. Apresentou um dos nós este "megálito" na mesa redonda em Belver, tendo nessa altura o sr. dr. Beleza Moreira defendido a hipótese de se tratar de uma enorme cabeceira de sepultura.
Ora deixando uma nota, uma chamada de atenção que o Blog "Gavião no Alentejo" aos seus leitores deixa, que continuando a transcrever a história de um povo e seus muito queridos monumentos, um trabalho feito por Rogério Pires de Carvalho e João Luís Cardoso e que Rogério Pires Carvalho deixou ao administrador do blog, quando andou na Comenda também fazendo um levantamento, o blog que ficando com muita pena não lhe pode dar uma definição na etiqueta...
publicado por DELFOS às 10:13

INTRODUÇÃO AO TOPONÓMIO DE GAVIÃO

20.09.10
1.º "Mas este Gavião, que terra ela o é "É povoação antiquissima. Alguns sustentam que foi aqui a Fraginum ou Fraxinum dos romanos. Outros dizem que Fraginum é a actual vila de Alpalhão", mas como fica lá a coisa meu caro Pinho Leal, ou é ou não é...
Que irra é a coisa ainda mais confusa, que vem Dr. Joaquim Dias Loução "No tempo em que os romanos domina ram na Península hispânica, uma das três estradas que ligavam Lisboa à cidade de Mérida, então capital da Lusitânia, passava pela estação de Fraxinum que, segundo o Itinerário de Antonino, distava trinta e duas milhas da estação anterior, que era Tubucci. Fraxinum ficava no sítio onde hoje está situada a vila de Alpalhão. Houve quem tivesse dúvidas sôbre se a antiga Fraxinum seria Alpalhão ou Gavião. Mas desde que Tubucci ficava onde está a actual cidade de Abrantes, conforme a opinião dos mais autorisados antiquários, e sabido que a cada quatro milhas equivale uma légua, Fraxinum não podia ser Gavião que dista de Abrantes apenas quatro léguas, ou sejam desasseis milhas mas sim Alpalhão que se acha aproximadamente a oito léguas de Abrantes, e, portanto, à distância de trinta e duas milhas marcadas naquele itenerário"... e que fogo, que se vá lá entender estas coisas dos doutorados".

"- Da - Tentativa Etimológica-Toponímia do Abade de Miragaia - Vol. III - 1917 - Págs. 78 e 145 :
"GAVIÃO, GAVIÃO e ViÃO, povoações nossas, talvez sejam formas do mesmo nome, pois GAVIÃO deu ou podia dar GAVIÃO pela trivial substituição de ca por ga.
Por seu turno GAVIÃO, deu ou podia dar VIÃO, que, por seu turno vir de Bebianus - Bebiano, nome de um santo, etc., ou de vigião, grande atalaia ou vigia.
Confronto Atalaião, castelo desmantelado que eu já vi a montante de Portalegre.
Gavião pode também vir do castelhano Gavilanes, plural de gavilan -gavião". (1)
(1) in " Alexandre de Carvalho Costa, Gavião suas freguesias rurais e alguns lugares".
publicado por DELFOS às 08:54

GAVIÃO, 4 DE OUTUBRO DE 1932

20.09.10
EDITAL

A Comissão Administrativa da Camara Municipal

Faz saber que neste concelho se realizam as seguintes Feiras, Mercados e Romarias:

GAVIÃO ___ Séde do concelho __ Feira a de Fevereiro no dia 2 __ e a de Outubro no terceiro domingo; Gados, cereais, ourivesarias, quinquilharias, ferragens, fazendas, etc.
Mercado diário.
COMENDA ___ Feira, festa e romaria no 1 domingo de Setembro; Gados, quinquilharias, ferragens, ourivesarias, etc.
BELVER ___ Feiras nos dias 6 de Janeiro e 15 de Setembro; gados, quinquilharias, etc.
Para constar se passou o presente edital.
Gavião, 4 de Outubro de 1932.

O Presidente da Comissão Administrativa,
Valentim de Matos Heitor.
publicado por DELFOS às 05:39

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