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alentejoaonorte

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20
Set10

ALPALHÃO E O PADRE MANUEL DIAS

DELFOS
Mas muito se lhe agora em lá a generalis e agora se lá lhe diz a conquista lá o Tibete ou lá montanhas a montanha lá da zona ou de lá perto e se esquece em outrora os portugueses lá estiveram no séc. XVI e a coisa um bocadito mais difícil a fizeram e não havia limites e não deixa de ser a pedra em lá bravura...

É daquelas coisas "Somos os primeiros" e esta vila lá nos da frente e esta terra entre os primeiros. Que orgulho é lá que este povo...
É mesmo daquelas coisas que quem lá escreve, a satisfação, que não é Lisboa, a Lisboa o mesmo é este povo aqui tão perto...Daquelas coisas...

Nunca sabereis onde a escuridão começa...Que se começa a escrever e logo... Fogo!Não sabe o blog "Alpalhão" se o Padre Manuel Dias, o amigo, homem lá do mundo, a alcunha, o cognominado «Sénior», o foi, a razão não esteve por ter um sobrinho também Manuel Dias, na igualdade, que na igualdade de posição celestial , o mais engraçado era também padre e ambos eram naturais de Alpalhão.

O primeiro e é neste que se vai falar nesta postagem.

Ele entra com dezasseis anos de idade no colégio da Companhia de Jesus.
É Évora.
Entra em Évora a 30 de Dezembro de 1576.

Não vale.
Blog lá não muita contente.
O blog confessa que não sabe quando nasceu.Não sabe quem era os seus pais lá em altura aquela em sua vida terrena...Sabe que o Reverendo partiu para a Índia em 1585. A nau que o transportava sofreu um acidente entre a Ilha de S. Lourenço e as costas de Sofala. Coisa lá aquela o célebre naufrágio está narrado na História Trágico-Marítima.

Muitos sofrimentos depois de muitos sofrimentos, o Padre Manuel Dias conseguiu chegar à Índia onde se ordenou de presbítero, iniciando então a sua vida de missionário.

Após dezasseis anos de experiências na Índia, em Goa onde terminou os seus estudos, em Chaul e Tana, onde foi responsável pelas residências jesuítas locais, entrou na missão da China onde lhe deram o apelido Li Mano-No Hai-lo em 1601.

Ano de 1596.
No ano de 1596foi nomeado reitor do Colégio da Madre de Deus em Macau, sendo depois enviado a três províncias da China, deixando o cargo entre a Valentim de Carvalho.
A sua estadia em Nanquim baptizou um príncipe da família imperial que ali passava uma temporada e a quem deu o nome de José. Que não há um sem três - assim o pensa o blog - outros três familiares receberam a graça também pelo baptismo.

É Natal.
É dia de Natal.
No dia de Natal de 1608 Manuel Dias, inaugura uma igreja e duas capelas.

A vida não para.
Um ano depois era de novo chamado a Macau. Foi chamado a Macau para dirigir pela segunda vez, o colégio jesuíta.

Era prudente.
Este prudente religioso, profundo conhecedor da língua e culturas chinesas, escreveu em 1607 um "Memorial Apolegético", graças ao qual foi abortada uma perseguição contra jesuítas companheiros seus.

A informação.
A informação que em tempos modernos também não circula e diz que é democrática ou lá da terra do Crato. Em terras pequeninas a cuspir umas para as outras.
A informação?
Quem dá o que tem ou lá Lua passeira que não passa e mas Viva lá o Sol que tudo mostra e tudo revela em escuridão de alguma gruta que mais que seja ela lá resgatada.

É um período.
Será sempre o tempo.
Segue-se um período de escassa informação sobre o seu trajecto. Mas branca.Branca é a folha é a pureza ou folha de papel que nunca se escreve.Mas o blog compreende. Como o blog consegue lá compreeder tão bem aquele tempo lá passado...
Não sabe se na modernaça u é lá ainda mais que pior em tempo moderno que lá não aventureiro.

Sabe-se apenas que estava ainda em Macau em 1619.
Sabe-se que em 1636 Manuel Dias era nomeado Visitador da China, Japão, Tonquim, da Conchichina e dos Reinos de Sião, Ava, Camboja e Laos.
Um ano depois escrevia ao superior dos jesuítas, sugerindo-lhe que enviasse para o Oriente padres de diferentes nacionalidades, cada um deles com um talento especial, fosse no campo da pintura, da matemática, astronomia ou outra qualquer ciência ou arte...

Que homem ou lá a grandiosidade de fulano humano e tão meu.

Manuel Dias faleceu em 1639.
Faleceu com oitenta anos de idade.
Está sepultado em Macau.
Na sua pedra tumular reza o seguinte: «O Padre Manuel Dias Visitador falleceo aos 22 de Novembro de 1639 está enterrado na Capella mor junto ao pé do arco da banda do Espírito Santo, começando da 3.ª pedra vermelha para dentro, e he a mesma cova em q. foi enterrado dantes o pe. Jeronimo Rois de Carvalho»....

Escreveu as cartas onunas de 1625 e de 1629, pelas quais é considerado um notável orientalista.

Nota:
Trabalho muito bem feito e a maior parte é transcrita "Hojemacau-30-03-2007".
Foi um trabalho que o blog gostou muito de fazer.
É daquelas coisas que parece que se sente um orgulho em ser português.Não deixa de ser daquelas coisas em informação com que se estava a jogar, não deixa de existir muita contradição entre ela e das coisas que sobressai, entre algumas, é o dia da morte e o local onde está sepultado...

O blog talvez venha a voltar ao assunto.
20
Set10

CONSTRUÇÃO DA IGREJA DE N.ª S.ª MÃE DOS HOMENS EM ATALAIA

DELFOS
Mas elas estavam juntas.

Tinham casado.
Era um casalinho perfeito a do Castelo de mão dada com a da Atalaia e o blog não sabe como a coisa deu em namoro ou acabou a coisa ela lá em casamento...

A vivência do quotidiano, aquela coisa de acertar o passo rumo ao futuro, era a umas vezes era feito na igreja da sacristia do Vale do Grou, a outras, a matar a rotina do regimento era a coisa feita ela na casa do reverendo padre, a avistar as serras da Beira, a lembrar a prosa do padre Luís Cardoso em seu dicionário corográfico...


Mas foi o "Auto da Sessão do dia 20 de Março de 1879 do Anno do Nascimento de Nosso Senhor Jesus Christo, na freguesia da Commenda e sala das Sessões de esta Junta de Parochia, onde se achava reunida em sessão a mesma Junta composta pelo Presidente Snr. João Marques Moreno, Thesoureiro o Snr. João Coelho Bartholo e o Snr. Antonio Branco, estes do Castelo Cernado e o Snr. José Chambel d`Atalaia e Miguel Heitor tambem d`Atalaia deliberão nomear uma commissão composta de tres induvidos para se encarregarem da Administraçao sobre a construção da igreija da Atalaia de Nossa Senhora Mãe dos Homens, nomeando para Presidente o Snr. Padre Casemiro Dias Grilo e tambem fica encarregado o dito Snr. P.e Casemiro Dias Grilo de Thesoureiro, e para membros da Comissão o Snr. Antonio Jacome da Costa e Snr. José Ventura d`Oliveira, e por não a haver mais que deliberar se deu por finda a sessão...", como se a coisa naquele tempo, assim o foi destinada à mais pequenina, a esta alma mais nortenha...
20
Set10

ALPALHÃO E CRISTÓVÃO LUIS DE ANDRADE

DELFOS
Mas o blog "Gavião no Alentejo", aquelas coisas que parece que é lá uma concidência, o não u é lá assim tanto, o doutor Cristóvão Luiz de Andrade, o seu contemporâneo, o Padre Luiz Cardoso - amigo ou fantasma que o blog o vai sempre encontrando - o dá como natural de Alpalhão, página essa lá do reverendo, o 1.º vol., o blog certamente se está assim referindo à pág. 354, o vol., o vol. Dicionário Geográfico, a edição, a edição não deixa de ser, obra lá prima publicada em 1747.

É a data 1723 a 1725, a coisa e assunto lá mais acabado e completo, o doutor Cristovão Luiz de Andrade, do Governo da Índia fez parte, memória esta lá tão concentrada e registada, a data foi 13 de Novembro de 1723, a 28 de outubro de 1725.

Neste Governo, o pequeno estudo se diga lá, "Os chineses criaram grandes dificuldades, causadas pelo desagrado, despertado pela velha questão dos ritos".Antes a coisa parece, Conselheiro de Estado, a coisa a subir a Chanceler da Relação de Goa, foi a carta régia de 24 de Março de 1720 que o levou ao posto de Chanceler...

A coisa como que voltando à sua origem, o doutor Cristóvão Luiz de Andrade, magistrado, magistrado distintíssimo, começou por exercer o cargo de Juiz de Fóra em Monforte, tomou posse a 23 de Dezembro de 1701 e começou por ascender às elevadas funçôes de Desembargador do Paço...
20
Set10

BRGADINHAS EM BELVER

DELFOS

Localização: M=216,7; P=280,2; folha 323, S.C.E. (1: 25 000).

Nesta propriedade, situada no declive que desce para o Tejo, e relativamente próximo da povoação de Alvisquer, foi-nos mostrada a "Pedra da Viola".

É constituída por uma laje de granito, afeiçoada, que podemos considerar organizada em dois elementos: uma parte circular e um "corpo" irregular.

Encontra-se juntamente com outros blocos boleados de granito, num grande afloramento denominado "Penedo Mouro", e era conhecida pela população de Alvisquer.

Tem um comprimento máximo de 1,95 metros, tendo a parte circular 0,75 de diâmetro. Apresentou um dos nós este "megálito" na mesa redonda em Belver, tendo nessa altura o sr. dr. Beleza Moreira defendido a hipótese de se tratar de uma enorme cabeceira de sepultura.
Ora deixando uma nota, uma chamada de atenção que o Blog "Gavião no Alentejo" aos seus leitores deixa, que continuando a transcrever a história de um povo e seus muito queridos monumentos, um trabalho feito por Rogério Pires de Carvalho e João Luís Cardoso e que Rogério Pires Carvalho deixou ao administrador do blog, quando andou na Comenda também fazendo um levantamento, o blog que ficando com muita pena não lhe pode dar uma definição na etiqueta...
20
Set10

INTRODUÇÃO AO TOPONÓMIO DE GAVIÃO

DELFOS
1.º "Mas este Gavião, que terra ela o é "É povoação antiquissima. Alguns sustentam que foi aqui a Fraginum ou Fraxinum dos romanos. Outros dizem que Fraginum é a actual vila de Alpalhão", mas como fica lá a coisa meu caro Pinho Leal, ou é ou não é...
Que irra é a coisa ainda mais confusa, que vem Dr. Joaquim Dias Loução "No tempo em que os romanos domina ram na Península hispânica, uma das três estradas que ligavam Lisboa à cidade de Mérida, então capital da Lusitânia, passava pela estação de Fraxinum que, segundo o Itinerário de Antonino, distava trinta e duas milhas da estação anterior, que era Tubucci. Fraxinum ficava no sítio onde hoje está situada a vila de Alpalhão. Houve quem tivesse dúvidas sôbre se a antiga Fraxinum seria Alpalhão ou Gavião. Mas desde que Tubucci ficava onde está a actual cidade de Abrantes, conforme a opinião dos mais autorisados antiquários, e sabido que a cada quatro milhas equivale uma légua, Fraxinum não podia ser Gavião que dista de Abrantes apenas quatro léguas, ou sejam desasseis milhas mas sim Alpalhão que se acha aproximadamente a oito léguas de Abrantes, e, portanto, à distância de trinta e duas milhas marcadas naquele itenerário"... e que fogo, que se vá lá entender estas coisas dos doutorados".

"- Da - Tentativa Etimológica-Toponímia do Abade de Miragaia - Vol. III - 1917 - Págs. 78 e 145 :
"GAVIÃO, GAVIÃO e ViÃO, povoações nossas, talvez sejam formas do mesmo nome, pois GAVIÃO deu ou podia dar GAVIÃO pela trivial substituição de ca por ga.
Por seu turno GAVIÃO, deu ou podia dar VIÃO, que, por seu turno vir de Bebianus - Bebiano, nome de um santo, etc., ou de vigião, grande atalaia ou vigia.
Confronto Atalaião, castelo desmantelado que eu já vi a montante de Portalegre.
Gavião pode também vir do castelhano Gavilanes, plural de gavilan -gavião". (1)
(1) in " Alexandre de Carvalho Costa, Gavião suas freguesias rurais e alguns lugares".
20
Set10

GAVIÃO, 4 DE OUTUBRO DE 1932

DELFOS
EDITAL

A Comissão Administrativa da Camara Municipal

Faz saber que neste concelho se realizam as seguintes Feiras, Mercados e Romarias:

GAVIÃO ___ Séde do concelho __ Feira a de Fevereiro no dia 2 __ e a de Outubro no terceiro domingo; Gados, cereais, ourivesarias, quinquilharias, ferragens, fazendas, etc.
Mercado diário.
COMENDA ___ Feira, festa e romaria no 1 domingo de Setembro; Gados, quinquilharias, ferragens, ourivesarias, etc.
BELVER ___ Feiras nos dias 6 de Janeiro e 15 de Setembro; gados, quinquilharias, etc.
Para constar se passou o presente edital.
Gavião, 4 de Outubro de 1932.

O Presidente da Comissão Administrativa,
Valentim de Matos Heitor.
19
Set10

ANTÓNIO PEQUITO SEIXAS DE ANDRADE

DELFOS
Nasceu a 10 de Agosto de 1819. Faleceu a 3 de Setembro de 1895. Foi conselheiro, par do reino vitalício, ministro de Estado. Nasceu e morreu em Gavião. Era filho do desembargador João Pequito de Andrade e D. Perpétua Maria Aires de Oliveira Seixas de Andrade.

Concluiu a sua formatura em direito no dia 11 de Julho de 1842, sendo o segundo estudante premiado no curso Em 8 de Julho de 1846 foi nomeado delegado do procurador régio para a comarca de Portalegre. Pouco tempo exerceu este lugar, porque pediu a exoneração por desejar antes dedicar-se à advocacia, indo abrir banca de advogado, onde o seu nome se tornou celébre na defesa de causas de máxima importância. Filiou-se no Partido Reformista, foi eleito deputado pelo em 1801 pelo círculo de Portalegre, e depois, sucessivamente representou em Cortes os círculos de Sardoal e Nisa até 1871.

Era chefe da segunda repartição no Ministério da Justiça, cuja demissão, em Abril de 1869, se viu obrigado a pedir, em consequência do seu mau estado de saúde.
Fez parte da Comissão de Revisão do projecto do Código Civil, sendo por esse motivo agraciado com a carta de conselho.
Foi Ministro da Justiça no ministério presidido pelo Bispo de Viseu, em Julho de 1868, gerindo aquela pasta até Agosto de 1869. Durante esse tempo recebeu do espanhol a grã-cruz da ordem de Carlos III. Foi na ocasião que esteve no ministério, que se perseguiu o terrivel assassino João Brandão e a sua quadrilha, que infestavam a província da Beira e particularmente o distrito de Coimbra. Até então tinham sido protegidos pelos governos e pelas autoridades. Seixas de Andrade conseguiu libertar aquela província de semelhante flagelo. João Brandão e os seus companheiros foram presos e condenados, sendo escolhidos para os respectivos processos magistrados de rigorosa austeridade e intransigentes no espinhosíssimo cargo que exerciam.
Seixas de Andrade entrou no partido progressista, por ocasião do pacto da Granja, tomando parte muito activa, nas lutas políticas, como membro da Câmara alta até 1890. Desde então conservou-se afastado da política, mas fiel às tradições liberais do Partido, quer notando o que lhe parecia injusto, quer fazendo ouvir a sua voz a bem do que sempre julgou útil e conveniente ao país. Foi sempre um propugnador incansável de princípios justos, por isso o seu nome não se ligava muito a reformas decretadas, de que tinha a convicção de terem sido presididas por conveniências partidárias e não por um princípio de justiça. Ao seu caractér justo e austero aliavam-se os mais nobres sentimentos de caridade e filantropia. A sua casa nunca o desvalido recorria inutilmente; dotou a Misericórdia de Gavião com oito contos de réis, e no testamento deixou um prémio perpétuo para ser dado todos os anos à aluna pobre que mais se distinguisse na escola pública da sua aldeia.
19
Set10

DIZ ATALAIA NO CONCELHO DE GAVIÃO

DELFOS
" Dos Vestígios de Língua Arábica em Portugal - por Fr. João de Sousa - 1830 - Pág. 79:
ATALAIÃO significa luagar alto. Torre onde os vigias descobrem o campo. Lugar eminente. Deriva-se do verbo Talea - subir e na VIII conjugação he vigiar, olhar ao longe, descobrir com a vista. Também se lhe chama Atalaias - os homens que vigiam os campos, fortalezas, praças e presídios.
Chegou à Mesquita pelas duas horas da noite, e logo pôs as suas Atalaias ao redor do campo - Damião de Góis - Chronica de El-Rei D. Manuel I, IV Cap. 64.

Da Etnografia Portuguesa - de J. Leite de Vasconcelos - Vol. II - 1936 - pág. 608.
"Aparece principalmente na Beira e no sul como regiões mais povoadas de Árabes, contra os quais se necessitava de estar alerta. O ter vindo do árabe, a palavra atalaia confirma isto mesmo, porque os árabes deviam do mesmo modo espiar os cristãos, e empregar com frequência a palavra ao alcance do ouvido destes".

Dos Topónimos e Gentilicos - de Xavier Fernandes - Vol. II - 1944 - Pág. 272.
"Espalhadíssimo está este topónimo, pois se encontra a designar grande número de terras portuguesas, não só no continente, como das Ilhas Adjacentes. É expressão árabe, resultante de at-talaia, que significa torre de vigia, sentinela.

Do Dicionário Etimológico da Língua Portuguesa - pelo Dr. José Pedro Machado - 1.ª edicão - 1956 - pág. 275.
"ATALAIA - s. do ár. at-talãi a, pl. de talaia, lugar alto onde se exerce vigilância; sentinela"." (1)

«Mas a Cunheira lhe andando fugindo assim ao blog, estas terras rebeldes e freguesia de Alter do Chão, o blog olhando assim ela e baixando e levantando a caneta, ao de leve se a deixar cair na folha de papel, e se lhe puser a mão a ela, ficará apenas no papel deste tempo moderno uma impotência no falo e dirá que é muito macho e arrogante o registo marialva e um tiro assim muito ao lado ou lá no pé...
Que não é possível lá meu caro Alexandre de Carvalho Costa que dizendo V.ª EX.ª a sua obra inacabada e o "Terras..." não lá letrado regista a ela dois erros de levar a mão à cabeça e lhe diz como a coisa se branqueia ou a arte tão adulterada, mas aqui está bem com a pequenina e a mais nortenha terra de Atalaia e ainda vai continuando uma freguesia que ainda vai sendo do concelho de Gavião».

(1) in "Alexandre de Carvalho Costa, Gavião suas freguesias rurais e alguns lugares".
19
Set10

O CASTELO DE ALPALHÃO

DELFOS
Muito preocupado com a defesa do país, o rei lavrador construiu por todo o reino numerosas fortalezas, e reforçou ou reedificou muitas das já anteriormente existentes, compreendendo-se assim que transformasse em Castelo o quartel ou posto militar que era aquele mosteiro dos Templários.

Num códice quinhentista existente na Torre do Tombo, o Livro das Fortalezas que são situadas no extremo de portugal e Castela, trabalho de Duarte d´Armas, feito por ordem de D. Manuel I, encontra-se a planta e dois desenhos à pena com as prespectivas do castelo de Alpalhão, tirada uma na banda do sudoeste e a outra de noroeste.

Dessa planta, (...), de tais desenhos se vê que no tempo do rei venturoso, a fortaleza de Alplhão se encontrava em bom estado de conservação. isto mesmo é confirmado pelo que se lê no Cadastro da população do reino, (actas das comarcas de entre Tejo e Odiana e da Beira), mandado organizar por D. João III em 1527 e publicado em 1931 por Magalhães Colaço, - no qual se diz, com referência a Alpalhão, que "tem um bom castelo e dentro bom aposentamento".

A fortaleza era de forma rectangular, quási quadrada, tendo no ângulo de sudoeste a torre de menagem, também rectangular, com doze varas de altura e três andares ou pavimentos.
Em cada um dos três restantes ângulos tinha um cubelo, de forma circular, abobadado, com a altura de oito varas.
A espessura dos muros laterais era de uma vara e um pé, sendo a sua altura de cinco varas.
A torre de menagem comunicava com os aposentos sobradados destinados à residência do alcaide.
Nessa torre, nos cubelos e em volta nos muros havia um grande número de troneiras ou bombardeiros, que eram aberturas por onde, nas horas de luta, se disparavam os tiros de artelharia.

Em volta da fortaleza acumulava-se, pelo nascente, sul e poente, o casario da povoação, e ao norte erguia-se a igreja de estilo românico que já nesse tempo se encontrava onde está a actual matriz.

D. João IV mandou guarnecer a vila de muralhas que ficaram concluídas em 1660 (data indicada por pinho Leal) e, portanto, já no reinado de D. Afonso VI, visto aquele ter falecido em 1656.tanto as muralhas como o castelo foram destruídos, existindo hoje ainda algumas ruínas.
Tal destruição, senão total, pelo menos na sua maior parte, deve ter ocorrido em Junho de 1704, quando da Guerra da Sucessão, o exército franco-espanhol, comandado pelo Duque de BerwicK, e acompanhado pelo próprio Filipe V de Espanha, saindo de Castelo Branco em direcção a Portalegre, pessou por Alpalhão, procedendo o exército invasor em relação a esta vila da mesma forma que procedeu para com a vila de Nisa onde destruíu, segundo refere o Dr. Mota Moura, na sua Memória Histórica, algumas torres do castelo e parte das muralhas, queimando ainda quase totalmente o cartório da Câmara, - tanto mais que Alpalhão não podia deixar de ser ocupada militarmente (tal como sucedeu a Nisa, onde parte das tropas se demorou uns quinze dias), já porque era também vila fortificada, já porque ficava a quatro léguas de Portalegre que capitulou a 9 de Junho, e a três de Castelo de Vide que se rendeu a 25 do mesmo mês, e onde as tropas inimigas, com o próprio Filipe V, permanrceram dezoito dias, como refere César Videira na Mémória Histórica desta Vila. (1)(1)
in "Joaquim Dias Loução, A Vila de Alpalhão - sua história e sua importância".
19
Set10

TOPÓNIMO DE MONTE DA PEDRA

DELFOS
PDM do Crato.
O blog " Terras do Monte da Pedra " pensa que PDM, nada mais é que o significado PLANO DIRECTOR MUNICIPAL...

Que importa?

O que importa é que a informação que escreve e cede, " Pertenceu ao Grão-Priorado do Crato. Segundo alguns, - Monte da Pedra -, o seu nome deriva da existência de duas pedras notáveis nos seus limites - PENEDO GORDO -, onde no Verão se juntava o cereal para o pão, que era depos malhado e fabricado por vários lavradores ao mesmo tempo e a "LAJE de STO. ESTEVÃO", assim chamada por estar perto de uma antiga Ermida de Sto. Estevão " e no fim da folha não há outra referência a não ser PDM do Crato...

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