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15
Jan11

ROTA DOS MOINHOS - 2.º PASSEIO TT EM ATALAIA (GAVIÃO)

DELFOS
Vai o Clube Atlético e Recreativo de Atalaia em dia 13/2/2011 realizar o seu Segundo Passeio TT - Rota dos Moinhos.

É daquelas coisas que surpreende sempre. Não deixa de ser a mais pequenina freguesia deste concelho e vai deixar de existir como freguesia a dar cartas a outras no mesmo espaço e se calhar a muito boas gentes neste país. Que não verga a dita. Como que morra homem mas que lhe fique a mais doce e boa fama. Não deixa de ser um exemplo - se calhar para a de Arez que lhe segue os mesmos passos e também uma morte anunciada - a sugerir uma forma de combater o isolamento.

Mas venham venham a ela no dia 13 de Fevereiro do presente ano que ela merece e tem um certo mistério que deixa uma dúvida no ar e se lhe acrescenta o Museu da Margalha com coches e uma boa pinga de duas empresas do ramo aqui na zona e dizem que ela é mesmo muita boa e dá uma pedalada, o precioso líquido.

Tem a orientação de caravana e a dificuldade é média-baixa.
Não esquecam. Fica no concelho de Gavião estas terras de Atalaia, pequenina, mas do tamanho do mundo.


14
Jan11

MOUSINHO DA SILVEIRA (JOSÉ XAVIER) - 2

DELFOS

E do site e espaço http://causamonarquica.com/2011/01/13/jose-xavier-mouzinho-da-silveira/   se retira os seguintes elementos como que a querer dizer que a personagem sugere.

É um país que vivemos e cada vez se afasta mais da média da Europa. Parece que está mesmo no fundo da tabela que o blog apenas não acredita e deixou de acreditar neles se lho diga e vai a fazer muito tempo.

São personagens como esta e seres humanos desta dimensão que fazem falta nestes tempos modernos que correm.

O blog não resiste a esta tentação de aqui colocar um pouco mais do que foi esta pessoa e ser humano e senhor que foi.

Que fica um bocado triste.

Não conseguiu ainda ter o conhecimento total  e saber a razão do seu último desejo de vir para estas terras e para a freguesia de Margem e terras de Vale de Gaviões e logo no concelho de Gavião onde a água sai da terra e corre a motes.

O parágrafo que político desta praça dá ao blog é muita curto e sabe muita a pouco...

 

José Xavier Mouzinho da Silveira

Publicado: Janeiro 13, 2011 por ramsoft

José Xavier Mouzinho da Silveira (Castelo de Vide12 de Julho de 1780 – Lisboa4 de Abril de 1849) foi um estadista, jurisconsulto e político português e uma das personalidades maiores da revolução liberal, operando, com a sua obra de legislador, algumas das mais profundas modificações institucionais nas áreas da fiscalidade e da justiça. Preso durante a Abrilada, tornou-se intransigente defensor daCarta Constitucional pelo que teve de se exilar em 1828. Regressou ao Parlamento em 1834 para defender a sua obra legislativa, mas exilou-se de novo em 1836. Retirou-se da vida política durante os seus últimos dez anos de vida.


Biografia

Mouzinho da Silveira nasceu a nao si que 12 de Julho de 1780 em Castelo de Vide, filho de uma família de abastados proprietários rurais. Depois de aprender as primeiras letras e o latim, parte para a Coimbra em Outubro de 1796, onde, até Junho do ano seguinte, frequenta os preparatórios para entrar no Curso de Leis, no qual se matricula em Outubro de 1797. Sai formado a 10 de Julho de 1802. O pai falecera em Maio de 1799, assumindo desde então Mouzinho, o filho mais velho, a sua independência económica. Mouzinho manterá um registo completo das suas receitas e despesas pessoais que incluirá no seu esboço autobiográfico.
Regressado a Castelo de Vide, ocupa os anos de 1803 e 1804 em tarefas relacionadas com a gestão do património familiar, particularmente em demandas resultantes do falecimento de sua avó materna. Em finais de 1804 parte para Lisboa onde na Corte sustenta até 1807, com êxito, a continuação naquele foro das demandas referentes ao património familiar. Foi testemunha ocular da entrada em Lisboa do exército invasor francês comandado por Junot em Novembro de 1807.
Terminadas as demandas que o trouxeram a Lisboa, Mouzinho da Silveira opta por não regressar a Castelo de Vide e ingressa na magistratura. Tomou posse a 1 de Março de 1809 do lugar de juiz de fora de Marvão, localidade onde reside nos três anos subsequentes, participando activamente nos preparativos para defesa daquela praça contra a ameaça napoleónica. Terminado o mandato, parte para Lisboa a 15 de Outubro de 1812.
Despachado juiz de fora de Setúbal toma posse do cargo a 29 de Maio de 1813, permanecendo naquele cargo até 22 de Novembro de 1816. Terá exercido desde 2 de Maio de 1814 as funções de juiz do Tombo dos Bens da Casa Real no termo de Lisboa.
Regressando a Lisboa, Mouzinho é nomeado Provedor da Comarca de Portalegre. Chegado a Portalegre a 21 de Janeiro de 1817, toma posse do cargo de Provedor a 5 de Março, mantendo-se nele até 2 de Janeiro de 1821. Concorreu às eleições de 1820, não tendo sido eleito.
Em Fevereiro de 1821 foi encarregado da diligência de arrecadação da Fazenda em Estremoz e de visitar as comarcas de ÉvoraOurique a respeito de determinar o estado daarrecadação pública em todos os ramos, diligências que não cumpriu por ter sido despachado a 11 de Abril administrador-geral da Alfândega Grande do Açúcar, em Lisboa, cargo de que tomou posse a 15 de Maio.
Sendo administrador da Alfândega foi nomeado, a 28 de Maio de 1823, Ministro da Fazenda. Sobrevindo de imediato a Vilafrancada, Mouzinho foi confirmado no lugar de Ministro por decreto de 31 de Maio, sendo logo demitido por Decreto de 19 de Junho. Sobre aquele nomeação escreve Mouzinho: Sendo administrador da Alfândega fui obrigado muito contra a minha vontade a ser Ministro da Fazenda no dia 29 de Maio de 1823, e sobrevindo o restabelecimento da monarquia absoluta, tive a minha demissão no dia 15 e voltei para o emprego da Alfândega, conservado nas honras de Ministro (Mouzinho da Silveira, Obras, volume I, p. 302). Nesta curta passagem pelo Governo, Mouzinho conseguiu apenas ver promulgado o Decreto de 12 de Junho de 1823, revogando os impostos e décimas especiais que haviam sido estabelecidos por lei de Março daquele ano.
Na sequência da Abrilada, Mouzinho é preso a 30 de Abril de 1824. Encerrado no Castelo de São Jorge, ali permanece até 14 de Maio, data em que é libertado em conjunto com outros presos políticos.
Por Decreto de 8 de Agosto de 1825, Mouzinho foi elevado às honras de fidalgo cavaleiro da Casa Real.
Manteve actividade na área da fiscalidade, sendo nomeado em 12 de Novembro de 1825 membro da junta encarregada de elaborar um regimento da alfândega geral que se pretendia criar em Lisboa. Participa ainda nos trabalhos das juntas encarregues de propor a revisão dos tratados de 1810 com o Reino Unido e de 1825 com o Brasil.
Nas eleições de Outubro de 1826 é eleito deputado pelo Alentejo, integra a Comissão da Fazenda da Câmara dos Deputados, centrando a sua actividade parlamentar em matérias de fiscalidade e de gestão do património nacional.
Sentindo necessidade de se exilar, em Março de 1828 pediu licença para viajar por um ano, saindo de Lisboa a 3 de Abril e chegando a Paris a 15 do mesmo mês. Permanecerá em Paris até 1832, desenvolvendo estudos sobre fiscalidade e mantendo intensa troca epistolar com amigos e familiares em Portugal. Durante este período a sua situação patrimonial começa a degradar-se seriamente, reflexo da sua ausência e da profunda crise económica que afecta Portugal. A esposa e o filho ficarão definitivamente em Paris, já que Mouzinho insiste que este receba uma educação que deveria incluir conhecimentos de línguas (incluindo o alemão) e de química e outras ciências que então não estavam disponíveis em Portugal. Encaminha o filho para a indústria da tanoaria e da química, não conseguindo contudo, apesar da tanoaria de que foram sócios, recuperar nunca o desafogo financeiro que buscava.
Foi nomeado em 7 de Fevereiro de 1831 membro da comissão consultiva que substituiu o Conselho de Estado junto da Regência em nome de D. Maria. A 6 de Junho do mesmo ano foi convocado para fazer parte, como membro da Comissão da Fazenda da Câmara dos Deputados, da comissão encarregue de angariar os fundos e obter os empréstimos necessários a subsidiar a causa liberal.
Estando em Paris foi convocado para acompanhar D. Pedro IV na sua campanha pela implantação do liberalismo em Portugal, saindo daquela cidade a 25 de Janeiro de 1832 com destino à ilha Terceira, para onde embarcou em Belle-Isle.
Tomou posse do cargo de Ministro e Secretário de Estado dos Negócios da Fazenda e interino dos Negócios Eclesiásticos e da Justiça em Angra2 de Março de 1832. A 23 de Abrilde 1832 acompanha D. Pedro IV de Angra para Ponta Delgada, cidade de onde a 27 de Junho parte com a força expedicionária a caminho do Mindelo. Enquanto nos Açores vê promulgados 24 Decretos e uma Portaria por si propostos e reformula toda a administração das ilhas.
Desembarca no Mindelo a 8 de Julho, seguindo para o Porto, onde é cercado pelas forças de D. Miguel. Durante a sua permanência no Porto prossegue a promulgação das suas reformas, sendo publicados mais 20 Decretos e uma Portaria.
A 9 de Agosto, em completo desacordo com o andamento das finanças públicas, particularmente com os empréstimos obtidos por Palmela, e acossado pelos seus correligionários que o acusavam de radicalismo e insensatez, pede a demissão dos cargos que ocupava, demissão que lhe foi concedida a 3 de Dezembro de 1832 por Decreto de D. Pedro IV.
Abandonou o Ministério exactamente 9 meses depois de ter sido nomeado, deixando como legado 44 Decretos e duas Portarias que lançam as bases da moderna fiscalidade portuguesa e introduziram uma profunda reforma no sistema judiciário. Neste curto espaço de tempo, e em plena guerra civil, Mouzinho afirmou-se como uma das personalidades dominantes do liberalismo em Portugal. Impostos há, como o da sisa, que até há pouco se mantiveram no essencial semelhantes ao que por ele foi estabelecido. A ele se deve a fundação do Supremo Tribunal de Justiça e a estruturação do Ministério Público.
Durante o mês de Dezembro de 1832 e o mês de Janeiro de 1833 é encarregue de obter fundos para as forças liberais, participando num cruzeiro à Barra de Lisboa (a cidade estava ainda na posse das forças afectas a D. Miguel) e desenvolvendo actividades em Vigo. Com o aprofundar da sua discordância em relação à condução das finanças públicas, Mouzinho é demitido das suas funções de angariação de fundos e nomeado Director da Alfândega. Contudo, parte de novo para o exílio em Paris a 19 de Março de 1833.
Regressado a Portugal, a 11 de Setembro de 1834 entra para a Câmara dos Deputados, aí permanecendo, com algumas intermitências, até1836, sempre na defesa intransigente da legislação da sua autoria e mantendo uma constante intervenção em matérias de fazenda pública. Nas eleições de 1835 foi reeleito deputado pelo Alentejo.
16 de Agosto de 1836 recusa-se a jurar a Constituição de 1822 e demite-se de Director da Alfândega. Foi preso e quando libertado exila-se novamente para França.
Regressa a Portugal em 1839, entrando para a Câmara dos Deputados a 15 de Fevereiro desse ano. Permanece naquela Câmara até 1840, novamente intervindo em matérias de fazenda pública.
Em 1842 candidata-se a deputado pelo Alentejo, perdendo a eleição por 2 votos. A 1 de Dezembro de 1844 Mouzinho é encarregue de elaborar um regulamento geral das alfândegas.
A sua situação financeira pessoal parece melhorar em 1846, mas as expectativas colocadas no filho são goradas e a sua saúde vai-se deteriorando. A esposa permanece em Paris.
José Xavier Mouzinho da Silveira morreu em Lisboa,a 4 de Abril de 1849, sendo o seu corpo transladado, em execução da sua última vontade, para a freguesia da Margem, concelho de Gavião, onde lhe foi levantado em 1875, por subscrição do Jornal do Comércio, um monumento. Do monumento consta uma escultura da autoria de Célestin Anatole Calmels.
Na Sala dos Passos Perdidos, Palácio de São Bento, Mouzinho da Silveira é homenageado numa pintura a óleo de Columbano Bordalo Pinheiro. Também, no Salão Nobre da Câmara Municipal de Lisboa, Mouzinho figura numa pintura a óleo de José Rodrigues executada em 1866. O Museu Grão-Vasco, em Viseu, possui um retrato de Mouzinho da autoria de Columbano.
No segundo centenário do seu nascimento (1980) foi colocado em Castelo de Vide, sua terra natal, um monumento comemorativo. Em muitas cidades do país existem arruamentos denominados em sua memória, o mesmo acontecendo com estabelecimentos escolares no Corvo, com a Escola Básica Integrada Mouzinho da Silveira, e em Portalegre, com a Escola Secundária Mouzinho da Silveira.

Caricatura de Mouzinho da Silveira aquando da sua passagem pelos Açores. Note-se a pena fumegante de tanto legislar…

Mouzinho da Silveira e os Açores

Uma parte importante da reforma do sistema político e económico levada a cabo por Mouzinho da Silveira foi feita durante a permanência nosAçores de D. Pedro IV e da Regência. Se muitas das medidas são de carácter geral, muitas são específicas e tiveram uma particular incidência nas ilhas.
As medidas tomadas mereceram a gratidão do povo açoriano, particularmente dos agricultores que se viram livres dos entraves resultantes dos morgadios. Particularmente beneficiada foi a população da ilha do Corvo, que ainda hoje recorda a libertação do jugo feudal a que estava submetida através do pagamento de um pesado tributo ao donatário da ilha. Conhecendo essa gratidão, Mouzinho da Silveira incluiu no seu testamento a seguinte cláusula: Quero que o meu corpo seja sepultado no cemitério da ilha do Corvo, a mais pequena das dos Açores, e se isto não puder ser por qualquer motivo, ou mesmo por não querer o meu testamenteiro carregar com esta trabalheira, quero que o meu corpo seja sepultado no cemitério da freguesia da Margem, pertencente ao concelho de Gavião; são gentes agradecidas e boas, e gosto agora da ideia de estar cercado, quando morto, de gente que na minha vida se atreveu a ser agradecida.
A gratidão de que Mouzinho da Silveira fala no seu testamento chegou viva aos nossos dias. Passados mais de 150 anos sobre a sua morte, e apesar de ter sido sepultado em MargemGavião, e não na ilha do Corvo, o único estabelecimento de ensino daquela ilha, a Escola Básica Integrada Mouzinho da Silveira, perpetua o nome do estadista que, por Decreto promulgado em Ponta Delgada14 de Maio de 1832, soube acudir à miséria e opressão em que viviam os corvinos.
Mouzinho da Silveira, então Ministro e Secretário de Estado dos Negócios da Fazenda e Ministro interino dos Negócios Eclesiásticos e da Justiça por aquele diploma reduziu substancialmente, em resultado de uma representação que lhe dirigiram os habitantes do Corvo, o pagamento a que estes, tal como os habitantes de algumas freguesias da ilha das Flores, estavam obrigados a fazer anualmente aodonatário, aliviando assim um jugo que conduzia à fome e miséria generalizadas naquelas ilhas.
Não há texto sobre a história do Corvo que não refira o papel de Mouzinho na libertação da ilha do aforamento, mas foi Raul Brandão, em As Ilhas Desconhecidas, quem melhor soube captar as memórias que ainda aquando da sua visita ao Corvo, em 1924, perduravam na tradição oral dos corvinos:
À noite vêm conversar comigo à casa onde durmo. A luz é escassa: ficam à frente o Hilário, o Cabo do Mar, uma ou outra mulher e, ocultas na sombra, fisionomias que, quando se aproximam da candeia, ressaltam cheias de relevo e carácter: a boca que quer falar, a mão que reentra logo no escuro… Todas têm um ar de família. O senhor Manuel Tomás, de setenta e cinco anos, barba grisalha e curta, olhos pequeninos e já velados pela névoa da idade, um dos grandes proprietários da ilha, conta-me o Corvo de outros tempos:
— Fome! muita fome! … A ilha andava avexada: pagava quarenta moios de trigo e oitenta mil réis em dinheiro ao senhorio de Lisboa. A gente — inda me lembro — andava vestida com umas ceroulas compridas, por cima um calção de lã, tingido de preto com mantrasto e uma jaqueta aos ombros, a barba toda e uma carapuça na cabeça. Não havia lumes. O lume conservava-se nas arestas do linho e quando sucedia apagar-se iam-no buscar à alâmpada da igreja … Fome! Muita fome! O mais que se comia era junça, uma planta que dá uma semente pequena debaixo da terra, de que se alimentam os porcos.
— Moía-se nas atafonas e fazia-se farinha e bolos… Às vezes trocava-se uma terra por um bolo de junça. Fome!
Em Maio vieram do Corvo à Terceira os ilhéus mostrar ao filósofo o pão negro que comiam, e pedir protecção ao tirano. Era uma cena antiga: parecia uma das velhas repúblicas da Grécia, e Mouzinho de facto um Licurgo, um Sólon, com doutrinas, porém, opostas às dos antigos. No pão negro dos ilhotas do Corvo, escravizados pelas rendas do donatário da ilha, viu o ministro um verdadeiro crime, e a teoria que o dominava embarcou-o em conclusões temerárias. Só reduzia a metade, não abolia o foro; mas acrescentava: — Vão passando os tempos em que se entendia que a terra tinha um valor antes de regada com o suor dos homens, nem é possível o contrário quando a broca da análise vai penetrando o mundo.Portugal Contemporâneo — Oliveira Martins.
O pão era o de junça.
Está gente de pé à porta. Escutam da cozinha, e lá para o fundo da sala há outros atentos na sombra que remexe. — Muita fome! E as mães diziam: — Deixa-me guardar este bolinho de junça para os meus meninos comerem pelo dia fora! — Exclama um tipo curioso de mulher com a pele lívida revestindo-lhe os ossos, uma fisionomia cheia de expressão e os olhos cobertos por uma membrana tão fina como a película dum ovo. E continua: — Chegavam a comer raízes de fetos… E saiba o senhor que o grande erro deste mundo vem de um engano de S. Pedro. Nosso Senhor disse-lhe um dia: — Pedro, vai fora da porta e diz ao mundo: — O pobre que viva do rico. — Mas S. Pedro chegou à porta, enganou-se e disse: — Ouçam todos que têm ouvidos para ouvir — o rico que viva do pobre!…
Não foram apenas os corvinos que beneficiaram da curta passagem pelos Açores de Mouzinho da Silveira. A capacidade legislativa do Ministro, e a circunstância de o poder estar sediado nos Açores, criou as condições necessárias para uma vasta reforma legislativa cujas consequências ainda hoje se sentem. Há quem considere que a relativa equidade social existente em algumas ilhas dos Açores, em particular na ilha Terceira, em contraste com a de S. Miguel onde o diploma não teve aplicação generalizada, tem as suas raízes no Decreto de 4 de Abril de 1832, promulgado em Angra sob proposta de Mouzinho da Silveira, que extinguiu os morgadios, capelas e vínculos de menor dimensão.
Exilado em França desde Abril de 1828, Mouzinho da Silveira embarcou em 25 de Janeiro de 1832 em Belle-Isle com destino à Terceira. Recém-chegado a Angra, a 3 de Março é nomeado Ministro dos Negócios da Fazenda e, interinamente, Ministro dos Negócios Eclesiásticos e da Justiça. A 23 de Abril acompanha D. Pedro IV de Angra para Ponta Delgada, cidade de onde a 27 de Junho parte com a força expedicionária a caminho do Mindelo, onde desembarca a 8 de Julho. A 9 de Agosto pede a demissão dos cargos que ocupava, demissão que lhe foi concedida a 3 de Dezembro de 1832 por Decreto de D. Pedro IV. Apesar de ter ocupado o cargo de Ministro durante apenas 9 meses, e em plena guerra civil, Mouzinho deixou um legado legislativo que influenciou decisivamente o futuro do país nas áreas da fiscalidade, da organização administrativa do território e da justiça. Impostos há, como o da sisa, que ainda hoje se mantêm no essencial semelhantes ao que por ele foi estabelecido. A ele se deve a fundação do Supremo Tribunal de Justiça, a estruturação do Ministério Público e a criação do embrião do ensino liceal.
Nos escassos cinco meses durante os quais permaneceu nos Açores (Fevereiro a Junho de 1832), Mouzinho para além de uma intensa actividade legislativa (viu promulgados 24 Decretos e 1 Portaria) ainda foi capaz de produzir alguns estudos sobre a economia das ilhas e esboçar algumas medidas para o seu desenvolvimento.
Os manuscritos e impressos de Mouzinho, incluindo os referentes aos Açores, foram reunidos em edição crítica, coordenada por Miriam Halpern Pereira, e publicados pela Fundação Calouste Gulbenkian. Para além da transcrição da generalidade dos documentos conhecidos, a obra inclui estudos sobre diversos aspectos do pensamento de Mouzinho. Os documentos referentes especificamente aos Açores estão reunidos num grupo documental intitulado Ilhas de S. Miguel, do Corvo e das Flores (cap. VII – Ilhas dos Açores, vol. II, pp. 1235–1259) contendo os seguintes documentos:
  • Carta de Pedro José Caupers acerca do prazo das ilhas das Flores e do Corvo
  • Apontamentos sobre a situação económica nas ilhas das Flores e do Corvo
  • Documento do juiz de fora das ilhas das Flores e do Corvo sobre os dízimos
  • Parecer sobre a economia da ilha do Corvo
  • Parecer sobre a economia da ilha de S. Miguel
  • Acórdão da Câmara da Vila da Ribeira Grande sobre uma revolta miguelista
  • Carta sobre o aforamento dos baldios da Real Junta do Melhoramento da Agricultura (na Terceira?)
  • Notas sobre medidas a adoptar para o desenvolvimento da ilha de S. Miguel

Fonte Wikipédia
13
Jan11

OLHANDO O CASTELO CERNADO E FREGUESIA DE COMENDA

DELFOS
"COMENDA! Uma planície alentejana, lá em cima num planalto, se estendendo e se alongando, onde a Vagem do Bardo e a Chancelaria, parece que é esquecida e posta de lado. Terra vossa, localidade tão grande, uma aldeia que parece estar encolhendo e a ficar deserta...
Imagina! Ao pé das placas de Tolosa e da Comenda, imagina "SENHOR AUTOMOBILISTA NÃO PASSE AO LADO VENHA CÁ DENTRO" e uma seta te indicando!
Que entrando e depois de lendo, na tua ex-IFAL "FUTURO PARQUE INDUSTRIAL" não queira ficar, e ficando, apenas o desejo de te fecundar e aumentar...outra música pode começar a tocar! Povo Castelense, não estais compreendendo, pois não? Património, a tua História e o Turismo...só podes estar brincando! Eu, não estou falando, dos moinhos no rio Sôr, que o Crato não "livra de lá o fato". Que ao fim de tantos anos, nunca soubestes aproveitar e se não fizeres nada Belver é que fica a ganhar.
Que importa se não rima, talvez continuando, outras formas de te ver e  pensar..."
www.netcode.pt/bukes/ver_buke.php?bid  28-10-2008.

A coisa e assunto ela foi colocada no falecido site e Livro de Visitas da Junta de Freguesia de Comenda. Que  blog "Gavião no Alentejo" olhando bem para a coisa e assunto, regista, um livro que serviu essencialmente para derrubar o presidente deposto. Como que se a inocência politíca, o deixar andar, o permitir uma escrita assente no anonimato e ela não fosse e não o seja responsável pelo derrube e onde se vem a perder por um voto na boca das urnas nas eleições passadas e para a respectiva Junta de Freguesia de Comenda.

E se em tempos passados e ele o reivindicava para este povo e aquela gente, gentes de Castelo Cernado e também freguesias de Monte da Pedra, Aldeia da Mata e que seja também a da Cunheira, terras esquecidas e abandonadas ele o reivindicava, Senhor automobilista não passe ao lado venha cá dentro ele deixa cair o assunto e apenas deseja uma seta apontando para a terra de Comenda a dizer Parque Indústrial.

Mas o slogan atrás citado ele o deixa cair para aqueles povos, apenas pensa que seria de todo interesse a ideia ser aproveitada nas duas entradas e bocas e portas desta vila de Gavião.
Está pensando, o edil da Câmara Municipal de Gavião fará como quiser e bem entender. Que o direito assim o tem na sua mão e sufragado. Ao utilizar o não concordo apenas está negando e aniquilando os serviços de restauração  e semilares existentes nesta vila e a sua função será só virada para os nativos locais desta terra e esta vila.
Vai ser interessante notar e registar - assim o blog o espera - as populações de Tolosa, Gáfete e a de Alpalhão, ao não serem concelhos, as ditas, elas são capaz de ter cada uma, ter tanta população como esta vila de Gavião.

Mas Parque Indústrial uma obra tão bem feita nas terras de Comenda e uma planície sem fim onde o olhar se perde em cima do planalto.
Ela apenas peca por ser tardia embora seja sempre a Fénix mitológica renascida.
O mais engraçado da questão é que não existe mão-de-obra suficiente para suportar um investimento que se venha a realizar no futuro. São apenas cinco a seis gatos pingados e ao alto em desemprego e de longa duração.
Apetece dizer, não era aqui que o investimento e aterro devia ser realizado.
Não era também nesta vila que o aterro e investimento devia ser realizado.
O investimento devia ser realizado a nove quilómetros desta vila e a mesma distância que fica das terras de Comenda. O investimento devia ser feito nas placas de Comenda e dava para a freguesia de Arez, Tolosa, Comenda, Atalaia, Monte da Pedra, Ferraria, Margem e também a mais pura e casta e virgem é esta vila de Gavião.

Palavras mal ditas que ele não tem juízo.
Mas é o sangue do Barbeta e do Talha que ao fim de tantos anos ainda lhe corre tão livre nas veias. Mas é o lápis azul que castra a virilidade cerebral dos que partiram para a terra da verdade e predarias e os rebentos que hão-de vir não deixarão de ser adulterados e branqueados.
Mas é o Alentejo.
É o Norte-Alentejano que começa neste concelho de Gavião e sem a verdade e o símbolo que nos deu o ser e nos rouba a nossa memória pelo esquecimento e a massificação e nos tira a nossa identidade como povo.
Não deixa de ser crime ao não se ligar nenhuma e não querer saber da coisa. Desta alma ou seja lá este povo alentejano.
Ao fim destes anos, quando os Serviços de Aguas e Esgotos desta Câmara de Gavião encontraram ossos, moedas e mosaicos, ao que parece em grande quantidade e os ossos em cima uns dos outos, que até ao presente ainda não se encontre registada a zona e que para Belver vai uma ponte pedonal a ligar as duas margens  do Tejo e também o Museu do Sabão e para a Comenda um cabaz vazio sem boas novas. 
Ela apenas seria e ira valorizar a zona envolvende e dar motivos e orgulho a quem teve a ousadia de ir investir num empreedimento turístico em terras de Comenda.
Mas o mais grave ainda é um amigo do Redondo fazer uma pergunta sobre quem foi determinada pessoa e ninguém saber responder. Que se lhe dá o nome de uma rua e respectiva placa e não se conhece quem foi a personagem e se continua a não querer saber destas coisas. 

Sabe mais o pouco que sabe quem pergunta de quem está no convento e depois diz que apoia a cultura e como se não fosse um estado do faz de conta...
12
Jan11

APROVEITAMENTO DE BIOGÁS NO ATERRO DE CONCAVADA

DELFOS
Mas o "Mirante Semanário online" de seis do um do presente ano, na sua edição, diz, "A construção do sistema de aproveitamento energético do biogás no aterro sanitário de Concavada, Abrantes, foi adjudicada no dia 28 de Dezembro pela Valnor, empresa responsável pela gestão, valorização e tratamento dos resíduos sólidos urbanos produzidos em 19 municípios dos distritos de Portalegre, Santarém e Castelo Branco.

A empreitada representa um investimento de 1,4 milhões de euros, implicando o encerramento e requalificação ambiental da célula de resíduos urbanos do aterro e a sua requalificação ambiental. O final da obra e o início da produção de energia deve ocorrer no início do segundo semestre de 2011, estima a empresa.

“A valorização da componente orgânica, o aumento dos índices da reciclagem, a produção de energia limpa e o encerramento definitivo do aterro são as vantagens inerentes a este investimento significativo para a sustentabilidade ambiental do concelho de Abrantes e da região”, informa a Valnor.
Já em Junho de 2008 O MIRANTE noticiava que o aterro sanitário intermunicipal de Abrantes, inaugurado em 1998, devia ser encerrado até final de 2009 devido a problemas com o tratamento de águas residuais. O administrador da Valnor, Pinto Rodrigues, admitia que o equipamento registava deficiências na Estação de Tratamento de Águas Residuais (ETAR), o que obrigava ao transporte dos líquidos contaminados para a estação do aterro de Avis.
Entretanto, em Junho de 2009 foi inaugurada no aterro de Concavada uma estação de transferência de resíduos sólidos urbanos, num investimento de um milhão de euros, tendo a União Europeia contribuído com um apoio de cerca de 400 mil euros. A unidade permite transferir para a Central de Valorização Orgânica da Valnor, em Avis, todos os resíduos sólidos urbanos provenientes dos concelhos de Abrantes, Gavião, Mação, Sardoal e Vila de Rei."

Mas o blog não sabe, o que semanário MIRANTE o que escreve, alguma coisa a ver e relacionada tem haver com o que administrador do blog http://jornaldenisa.blogspot.com/ escreve em  espaço seu e sobre o título "INALENTEJO tem programa estratégico na área da tecnologica".
Não sabe se há uma relação entre si e muito próxima.

Mas meus amigos, pessoal deste país e do mundo sem barreiras, apenas vos dizer que estas coisas enche sempre o peito a um homem. Este Alentejo, seja lá o norte o centro ou sul, uma terra que se está tornando vida seca e sem vida alma humana para não lhe dizer deserto. que estas coisas arregalam sempre os olhos a um homem com que ao ver uma mulher bonita...
12
Jan11

A COISA NÃO ESTAVA BEM

DELFOS
Portaria n.º 9/2011
Substitui a planta anexa à Portaria n.º 1120/2010, de 29 de Outubro, que desanexa da zona de caça turística da Perna do Arneiro e anexas vários prédios rústicos sitos nas freguesias de Comenda, município de Gavião (processo n.º 3625-AFN), e concessiona a zona de caça turística da Herdade do Arneiro a Carrilho e Filhas — Empreendimentos Imobiliários, Lda., por um período de 12 anos, constituída por vários prédios rústicos sitos na freguesia de Comenda, município de Gavião (processo n.º 5598-AFN)...

Portaria n.º 9/2011 de 6 de Janeiro, e Pela Portaria n.º 1120/2010, de 29 de Outubro, foram desanexados vários prédios rústicos da zona de caça turística da Perna do Arneiro e anexas (processo n.º 3625-AFN), situada no município do Gavião, com a área de 1149 ha, concessionada à BIOQUITO — Sociedade de Gestão Agrícola L.da, Verificou -se, porém, que das duas cartas anexas à portaria acima referida uma delas corresponde ao processo n.º 3265 -AFN e não 3625 -AFN como deveria, pelo que se impõe a devida correcção. Com fundamento no disposto na alínea  a) do artigo 40.º e nos artigos 46.º e 47.º, todos do Decreto -Lei n.º 202/2004, de 18 de Agosto, com a redacção que lhe foi conferida pelo Decreto -Lei n.º 201/2005, de 24 de Novembro, e com a alteração do Decreto -Lei n.º 9/2009, de 9 de Janeiro, e no uso das competências delegadas pelo Ministro da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das Pescas pelo despacho n.º 78/2010, de 5 de Janeiro, manda o Governo, pelo Secretário de Estado das Florestas e Desenvolvimento Rural, o seguinte:


Artigo único
A planta anexa à Portaria n.º 1120/2010, de 29 de Outubro, é substituída por aquela que se encontra anexa à presente portaria e que dela faz parte integrante.

O Secretário de Estado das Florestas e Desenvolvimento Rural, Rui Pedro de Sousa Barreiro, em 20 de Dezembro de 2010.

E o blog diz que são números...
11
Jan11

O NASCIMENTO DO SIMPLEGIS

DELFOS
Entra agora em funcionamento uma nova medida do Simplegis destinada a assegurar mais acesso das pessoas e empresas à legislação: a eliminação de publicações desnecessárias, para ter mais acesso à legislação, com melhor publicidade no Diário da República.
Esta medida consta do decreto-lei do Governo aprovado no passado mês de Setembro, que procede à alteração da forma pela qual é dada publicidade a determinados actos jurídicos, substituindo-se a sua publicação em Diário da República

Com esta medida, deixam de ser publicados em Diário da República quatro tipos de actos.
Em primeiro lugar, deixam de ser publicadas em Diário da República as designadas «portarias da caça», cujos actos passam a ser divulgados no sítio da Internet da Autoridade Florestal Nacional, do Ministério da Agricultura. Só em 2009 foram publicadas em Diário da República 787 portarias deste tipo, o que agora deixa de ser necessário.
Em segundo lugar, deixam igualmente de ser publicados em Diário da República os actos referentes a Zonas de Intervenção Florestal. Também estes actos passam a ser disponibilizados no sítio da Internet da Autoridade Florestal Nacional, do Ministério da Agricultura.
Em terceiro lugar, passa a prever-se que os actos referentes à circulação de selos postais passem a ser publicados no sítio da Internet dos CTT. Até agora estes actos eram sempre publicados no Diário da República.
Em quarto lugar, prevê-se ainda que as plantas publicadas em anexo aos planos de gestão territorial passem a estar disponíveis num sítio da Internet da Direcção-Geral do Ordenamento do Território e Desenvolvimento Urbano (DGOTDU). Com esta medida, apenas continua a ser publicada em Diário da República a parte normativa das leis ou das resoluções do conselho de ministros que aprovam esses planos, passando os mapas e plantas anexos a estar disponíveis on-line com maior qualidade de leitura e melhor resolução da imagem., através de uma ligação automática assegurada a partir do Diário da Repúblicapor outros meios de divulgação pública de mais fácil acesso e consulta.

A eliminação da publicação de determinados actos em DR e a sua divulgação noutros locais, de mais fácil acesso e consulta, tem duas grandes vantagens.
Por um lado, evita o congestionamento excessivo do Diário da República, resultante da obrigatoriedade de publicação de uma multiplicidade de actos muito específicos que respeitam a um número relativamente pequeno de pessoas, facilitando ao cidadão a tarefa de pesquisar no jornal oficial os diplomas que lhe são úteis.
Por outro lado, dota os cidadãos de outras formas de divulgação pública relativamente a actos muito específicos, que deixam de ter de ser consultados através do Diário da República e passam a estar disponíveis em sítios da Internet que permitem uma pesquisa mais direccionada para as matérias em causa e com mais qualidade de leitura.

Para termos mais acesso às leis, com melhor publicidade no Diário da República, entram já em funcionamento no dia 10 de Janeiro as medidas que determinam que os actos referentes à caça e às Zonas de Intervenção Florestal passem a ser publicados no portal da Autoridade Florestal Nacional, do Ministério da Agricultura.
Também no mês de Janeiro começa a funcionar a medida que estabelece que os actos referentes à circulação de selos postais passem a ser publicados no sítio da Internet dos CTT.
Outras medidas previstas no decreto-lei do Governo entrarão em funcionamento em Julho de 2011, de forma a garantir que são feitos os desenvolvimentos informáticos necessários para assegurar a publicação dos actos noutros locais.
Assim, entrará em funcionamento em Julho de 2011 a medida que prevê que as plantas publicadas em anexo aos planos de gestão territorial passem a estar disponíveis num sítio da Internet da Direcção-Geral do Ordenamento do Território e Desenvolvimento Urbano (DGOTDU).

O programa Simplegis, que faz parte do Simplex, visa três objectivos essenciais:
i) simplificar a legislação, com menos leis,
ii) garantir às pessoas e empresas mais acesso à legislação e
iii) melhorar a aplicação das leis, para que estas possam atingir mais eficazmente os objectivos que levaram à sua aprovação.
No âmbito do Simplegis foram já adoptadas importantes medidas. A título de exemplo:
i) Publicação dos decretos-leis e decretos regulamentares com resumos explicativos do seu conteúdo, escritos em linguagem simples, clara e acessível, em português e inglês. A publicação destes resumos já está a ser feita desde Outubro de 2010;
ii) Disponibilização no Diário da República na Internet de todos os diplomas legislativos desde 1910, quando antes apenas estavam disponíveis desde 1960. Esta disponibilização ocorreu em Outubro de 2010;
iii) Aprovação de diplomas do Governo que procedem à identificação de actos legislativos que não vigoram ou deixaram de vigorar, clarificando-se o ordenamento jurídico.

1.º objectivo: Simplificar a legislação
Com o Simplegis são adoptadas medidas para simplificar o nosso ordenamento jurídico e torná-lo mais claro, o que permite às pessoas e empresas ter mais certeza, segurança e clareza nas regras que lhes são aplicáveis.
Assim, entre outras, são adoptadas medidas para clarificar o ordenamento jurídico, revogando diplomas que já não são aplicados, mas que nunca foram revogados expressamente. Por isso, em 2010, serão revogados, pelo menos 300 leis, decretos-lei e decretos regulamentares nestas condições e será assumido um compromisso de revogar mais diplomas do que os aprovados.
Além disso, é adoptado o compromisso de ter «atraso Zero» na transposição de directivas até ao final do 1.º semestre de 2011 e de existir menos necessidade de corrigir erros e lapsos na legislação, assumindo-se que não serão necessárias declarações de rectificação de decretos-lei e decretos regulamentares em 95% dos casos.

2.º objectivo: Mais acesso das pessoas e empresas à legislação
Com o Simplegis são adoptadas medidas para as pessoas e as empresas terem mais e melhor acesso ao conteúdo da legislação, o que é essencial para que possam mais facilmente compreender o seu conteúdo.
Entre outras medidas, vão ser elaboradas versões consolidadas dos diplomas que permitam dar a conhecer a versão em vigor a cada momento.

3.º objectivo: Melhorar a aplicação das leis
Com o Simplegis são adoptadas medidas para garantir uma melhor aplicação e execução da legislação, o que permite que os decretos-lei e decretos regulamentares sejam mais eficazes no cumprimento dos seus objectivos.
Assim, por exemplo, em 2010 e 2011, serão criados 10 «manuais de instruções» de decretos-lei e decretos regulamentares, para que quem os tenha de aplicar e quem deles possa beneficiar tenha um conhecimento efectivo, em linguagem clara, de como o pode fazer.

O Simplegis tem vantagens para as pessoas e as empresas:
a) Transparência: Pessoas e empresas vão passar a poder conhecer com mais facilidade as regras que são aplicáveis às suas vidas e às suas actividades.
b) Redução de custos: Só em redução de custos directos, estima-se uma poupança de 200M€/ano para pessoas e empresas.
c) Melhor aplicação das leis: Garante-se de forma mais eficaz que as leis produzem os efeitos para que foram concebidas.
d) Credibilidade internacional: As obrigações comunitárias de Portugal em matéria de transposição de legislação passam a estar permanentemente cumpridas, contribuindo para aumentar a credibilidade internacional de Portugal.

Para simplificar o ordenamento jurídico e legislar menos, o Governo vai, durante o ano de 2010, adoptar várias medidas.
Em primeiro lugar, em 2010 serão revogados, pelo menos, 300 leis, decretos-lei e decretos-regulamentares que nunca foram revogados expressamente.
Ou seja, vai ser executado um programa de eliminação de leis desnecessárias, que já não se aplicam, mas que nunca foram revogadas expressamente e que, por isso, complicam o ordenamento jurídico e geram incerteza.
Ex: O Decreto-Lei n.º 211/75, de 19 de Abril, tornou obrigatório o registo de acções de sociedades. Este diploma estabeleceu diversas normas sobre o registo de acções de sociedades comerciais que nunca foram revogadas expressamente. Por exemplo, quando cada sociedade queria emitir acções tinham que ser os corretores e os magistrados do Ministério Público a enviar às sociedades, por correio registado, cópia dos certificados das respectivas acções emitidos por seu intermédio, no prazo de oito dias, a contar da emissão.
Em segundo lugar, durante o ano de 2010, é assumido o compromisso de revogar mais legislação do que aquela que venha a ser aprovada. Ou seja, é assumida uma meta para simplificar o ordenamento jurídico.
Com menos leis, é mais fácil para os cidadãos e para as empresas identificarem as leis que estão em vigor e conhecerem as regras que lhes são aplicáveis.
Finalmente, ao nível da legislação a aprovar, o Governo vai legislar apenas quando for necessário. Isto significa que será feito um exercício criterioso e sistemático de análise da necessidade de aprovar nova legislação, para evitar leis desnecessárias.

Vai reduzir o número de rectificações/correcções de erros aos decretos-lei e decretos regulamentares. Para 2010 é assumido o compromisso de não ser necessário efectuar declarações de rectificação de decretos-lei e decretos regulamentares em 95% dos casos. Ou seja, de atingir um resultado melhor do que em qualquer ano da década anterior.
Os lapsos ou incorrecções das leis são corrigidos através da publicação de uma Declaração de Rectificação no Diário da República.
O texto das leis deve ser estável desde o primeiro momento, para que as pessoas e as empresas possam confiar no que é publicado. Com a redução das rectificações, as leis tornam-se mais acessíveis, já que se torna mais fácil para todos a consulta e o conhecimento das leis que estão em vigor.
Para errar menos e cumprir o objectivo de não ser necessário efectuar declarações de rectificação de decretos-lei e decretos regulamentares em 95% dos casos, o procedimento legislativo interno do Governo passa a ter mecanismos internos de controlo que garantem que um diploma é analisado várias vezes, por pessoas diferentes, de modo a que as gralhas e os lapsos sejam detectados e sejam cada vez menos.

Até ao final do 1.º semestre de 2011 terá - assim o diz, o Governo do nosso país - «atraso Zero» na transposição de directivas comunitárias.
Para garantir que as directivas são transpostas a tempo e horas, foram introduzidos mecanismos de alerta, planeamento e controlo, para além de estar estabelecida uma calendarização rigorosa do processo de transposição de cada directiva. O procedimento legislativo do Governo está agora organizado de modo a poder assegurar que, até ao final do 1.º semestre de 2011, Portugal terá «atraso Zero» na transposição de directivas.

A circunstância de as leis poderem ser mal aplicadas gera encargos para as pessoas e para as empresas, porque as novas regras não são efectivamente cumpridas e os objectivos fixados não são cumpridos.
Para ajudar a aplicar melhor as leis, em 2010 e 2011 serão criados 10 «manuais de instruções» para 10 decretos-lei e decretos regulamentares.
Os «manuais de instruções» vão permitir explicar o conteúdo das leis a quem as aplica e aos seus destinatários. Vão ser escritos em linguagem simples, clara e acessível, para que todos – aplicadores e destinatários – possam compreender as novas regras. Quando uma lei tiver que ser aplicada por muitas pessoas e entidades diferentes, os «manuais de instruções» vão facilitar a sua aplicação correcta e uniforme.
A elaboração de «manuais de instruções» das leis não é a única medida para melhorar a aplicação das leis. Para garantir que as leis são bem aplicadas e que as regras criadas chegam às pessoas e às empresas que são destinatárias, vão também ser criados mecanismos de avaliação das leis, que permitam perceber se as novas regras adoptadas estão a ser efectivamente cumpridas e se os objectivos estão a ser alcançados.

A consolidação legislativa permite que seja disponibilizada a versão mais recente de uma lei a todas as pessoas que precisem de a consultar, incluindo todas as alterações que eventualmente tenha sofrido.
Actualmente, pode ser difícil, mesmo para as pessoas que têm formação técnica e que lidam com leis diariamente, saber que versão de um diploma está em vigor, que alterações sofreu e qual a redacção que deve ser considerada.
Com a consolidação legislativa, o novo portal de informação legislativa vai disponibilizar um número significativo de leis consolidadas, incorporando todas as alterações e revogações parciais que foi sofrendo.
A consolidação legislativa, que vai ser realizada em parceria com as faculdades de direito, é uma medida essencial para tornar a legislação mais acessível para todos os cidadãos.
Assim, em 2010 serão definidas quais as leis a consolidar, para as disponibilizar no portal de informação legislativa no 2.º semestre de 2011.

O Simplegis não é apenas um projecto do Governo. É um projecto que envolve diferentes entidades que assumem um objectivo comum: tornar as leis mais simples, mais claras e mais acessíveis a todas as pessoas e a todas as empresas.
Para termos menos leis, mais acesso e melhor aplicação, o Governo desenvolve o Simplegis com os seguintes parceiros:
a) AEP, Associação Empresarial de Portugal, Câmara de Comércio e Indústria;
b) AIP, Associação Industrial Portuguesa;
c) ANJAP, Associação Nacional de Jovens Advogados Portugueses;
d) ANJE, Associação Nacional de Jovens Empresários;
e) CAP, Confederação dos Agricultores de Portugal;
f) CCP, Confederação do Comércio e Serviços de Portugal;
g) CIP, Confederação da Indústria Portuguesa;
h) CGTP-IN, Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses – Intersindical Nacional;
i) CTP, Confederação do Turismo Português;
j) Deco, Associação Portuguesa para a Defesa do Consumidor;
l) OA, Ordem dos Advogados;
m) OTOC, Ordem dos Técnicos Oficiais de Contas;
n) OROC, Ordem dos Revisores Oficiais de Contas;
o) UGT, União Geral de Trabalhadores.
Além disto, vai ser solicitada uma parceria às faculdades de direito para participarem em várias medidas do Simplegis, como no processo de consolidação legislativa.
11
Jan11

8º TT PROVA DOS VINHOS EM VALE DE PESO

DELFOS

O site, "htpp://www.ttverde.com", anuncia no seu espaço:

Evento 

Título:

8º Passeio TT Prova dos Vinhos
Data:
05.02.2011
Onde:
[Error: Irreparable invalid markup ('<a [...] $included>') in entry. Owner must fix manually. Raw contents below.]

 <br /><div class="buttons">O site, "htpp://www.ttverde.com", anuncia no seu espaço:</div><h2 class="eventlist">Evento  </h2><div class="event_id158 el_details">Título:</div><div class="event_id158 el_details"><br /><dl class="event_info floattext"><dd class="title">8º Passeio TT Prova dos Vinhos</dd><dt class="when">Data:</dt><dd class="when">05.02.2011 </dd><dt class="where">Onde:</dt><dd class="where"><a $included="null" href="http://draft.blogger.com/agenda/venueevents/124-vale-do-peso" rel="noopener"><span style="color: #80af03;">Vale do Peso</span></a> - Concelho do Crato </dd><dt class="category">Tipo:</dt><dd class="category"><a $included="null" href="http://draft.blogger.com/agenda/categoryevents/1-passeio" rel="noopener"><span style="color: #80af03;">TT Turístico</span></a> </dd></dl></div><h2 class="description">Descrição</h2><h2 class="description">Já se encontram abertas as inscrições para o 8º TT Prova dos Vinhos em Vale do Peso, a realizar no dia 5 de Fevereiro de 2011.</h2><div class="description event_desc"><br /><em><strong>PREÇOS: </strong></em>Adulto  - 30,00 "Rodas"<br />Crianças dos 6 aos 10 anos -  15,00 "Rodas"<br />Crianças até aos 5 anos - Grátis<br />(Reservamo-nos o direito de pedir documento oficial para confirmação da idade das crianças)<br /><br /><em><strong>INCLUI: </strong></em>Passeio TT, 1 DVD por viatura com filme do passeio, 1 brinde por inscrito (excepto crianças dos 0 aos 5 anos), pequeno almoço, almoço e na parte da tarde entradea livre na já famosa Prova de Vinhos, onde termos saborosos petiscos oferecidos pela Junta de Freguesia de Vale do Peso<br /><br /><strong>Informações e inscrições:</strong><br /><br />Rui Ferreira<br />961463575  -<script language="JavaScript" type="text/javascript"> <!-- var prefix = '&#109;a' + 'i&#108;' + '&#116;o'; var path = 'hr' + 'ef' + '='; var addy85552 = 'g&#101;r&#97;l' + '&#64;'; addy85552 = addy85552 + 'n&#117;cl&#101;&#111;pr&#111;gr&#101;ss&#111;' + '&#46;' + 'c&#111;m'; document.write( '<a ' + path + '\'' + prefix + ':' + addy85552 + '\'>' ); document.write( addy85552 ); document.write( '<\/a>' ); //-->\n </script> <a $included="null" href="mailto:geral@nucleoprogresso.com" rel="noopener"><span style="color: #80af03;">geral@nucleoprogresso.com</span></a><script language="JavaScript" type="text/javascript"> <!-- document.write( '<span style=\'display: none;\'>' ); //--> </script><script language="JavaScript" type="text/javascript"> <!-- document.write( '</' ); document.write( 'span>' ); //--> </script> </div>

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