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alentejoaonorte

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13
Nov10

VIRA O DISCO E TOCA O MESMO

DELFOS

 "Sexta-feira, 11 de Janeiro de 2008


Alentejo irá receber dotação financeira de 869 milhões de euros para fixar população

«Criar emprego e fixar população são metas que o novo ciclo de apoios comunitários deve ajudar a concretizar no Alentejo, estando um terço do financiamento deste programa regional consagrado à inovação empresarial e à competitividade, noticia a Lusa.
Com uma dotação financeira de 869 milhões de euros (1.460 milhões no total, acrescentando a contrapartida nacional), distribuídos por seis eixos prioritários, o Programa Operacional (PO) do Alentejo 2007-2013 destina grande parte das verbas aos eixos da competitividade, inovação e conhecimento (294 milhões de euros) e da conectividade e articulação territorial (201 milhões).
Nos próximos anos, o grande objectivo para a região passa por «ter mais gente», sustentou Maria Leal Monteiro, presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Alentejo (CCDR-A), em entrevista à Agência Lusa.
«A região está envelhecida. Se conseguirmos inverter esta tendência seria muito positivo. Queremos dar oportunidade à criação de novos empregos, qualificados, para manter na região as pessoas mais jovens que não têm grandes expectativas profissionais», sublinhou.

Baixa taxa de actividade e elevado desemprego
Entre as debilidades da economia desta região destaca-se a baixa taxa de actividade: em 2004, o Alentejo registava um valor de 49 por cento, abaixo da média nacional de 52,2 por cento.
O Alentejo é também a região de Portugal com maiores índices de desemprego (8,7 por cento de acordo com dados relativos ao terceiro trimestre de 2006, 1,3 por cento acima da média nacional), fenómeno que se estende às mulheres e aos jovens, cuja taxa de desemprego é também superior à média nacional.
Maria Leal Monteiro antecipa o surgimento de novos postos de trabalho em sectores de actividade tão distintos como o turismo, a aeronáutica ou a agricultura, repartidos pelas cinco sub-regiões (Alentejo Litoral, Alto Alentejo, Alentejo Central, Baixo Alentejo e Lezíria do Tejo) e 58 concelhos inscritos no PO.

«Triângulo virtuoso»
No chamado «triângulo virtuoso», destacou o potencial do aeroporto de Beja, do Empreendimento de Fins Múltiplos do Alqueva, na sua vocação turística e agrícola, e do complexo de Sines, que conjuga o porto e uma zona industrial e logística. "(1)



"As autarquias locais do distrito de Portalegre, do Alentejo e do País devem receber, através do Orçamento de Estado de 2011, os meios financeiros a que têm legalmente direito para ajudarem as respectivas populações a enfrentarem melhor os efeitos negativos da actual crise(...).Reclamar o cumprimento da Lei das Finanças Locais porque devido ao não cumprimento da citada Lei são retirados, através dos Orçamentos de Estado de 2011 e 2010, pelo menos, 327,98 milhões de euros, 227, 98 milhões em 2011, e 100 milhões em 2010, às 308 Câmaras Municipais do País como é reconhecido pelo Conselho Directivo e Conselho Geral da ANMP;
3. Chamar a atenção para o facto de o Governo gastar 98,54%, enquanto todas as autarquias do País irão gastar apenas 1,46%, do total dos recursos financeiros previstos no Orçamento de Estado para 2011. (...)
a) Às 308 Câmaras Municipais do País são retirados 327,98 milhões de euros o que corresponde a uma redução financeira média no valor de 30,83 euros por habitante;
b) Às 47 Câmaras Municipais do Alentejo são retirados 40,25 milhões de euros o que significa uma redução financeira média no valor de 79,94 euros por habitante, ou seja, é imposto um sacrifício/redução financeira 2,6 (duas vírgula seis)) vezes superior ao suportado por habitante a nível do País;
c) Às 15 Câmaras Municipais do Distrito de Portalegre são retirados 10,65 milhões de euros o que corresponde a uma redução financeira média no valor de 92,24 euros por habitante, ou seja, é imposto um sacrifício/redução financeira 3 (três) vezes superior ao suportado por habitante a nível do País... (...)." (2)
(1) http://viladegaviao.blogspot.com/
(2) http://jornaldenisa.blogspot.com/

E diz que é rosa. Como se não lhe desse o espinho a esta nobre e imensa região. Como se não estragasse a vida ao edil da Câmara Municipal do Crato, que lutou, que tanto lutou com o de Alter, Fronteira, Avis e Sousel e individualmente o que pensava para esta região, que o blog pensa, a coisa indo para a frente outro galo por estas bandas cantaria. O blog informa que na pesquisa, o ano de 2009, o dito não o conseguiu apanhar.
11
Nov10

NADA DE NOVO EM PORTUGAL E NO ALENTEJO

DELFOS
"Se nada fzermos para corrigir o curso das coisas, Portugal estará entrando em breve num outro período de ditadura civil, desta vez internacionalista e despersonalizada, conduzida por uma entidade abstracta chamada “mercado”. Para evitar isso os cidadãos terão de dizer basta ao fascismo difuso instalado nas suas vidas e reaprender a defender a democracia e a solidariedade.Boaventura de Sousa SantosSe nada fizermos para corrigir o curso das coisas, dentro de alguns anos se dirá que a sociedade portuguesa viveu, entre o final do século XX e começo do século XXI, um luminoso mas breve interregno democrático. Durou menos de quarenta anos, entre 1974 e 2010. Nos quarenta e oito anos que precederam a revolução de 25 de Abril de 1974, viveu sob uma ditadura civilde ditadura civil, desta vez internacionalista e despersonalizada, conduzida por uma entidade abstr nacionalista, personalizada na figura de Oliveira Salazar. A partir de 2010, entrou num outro período acta chamada “mercado”. As duas ditaduras começaram por razões financeiras e depois criaram as suas próprias razões para se manterem. Ambas conduziram ao empobrecimento do povo português, que deixaram na cauda dos povos europeus. Mas enquanto a primeira eliminou o jogo democrático, destruiu as liberdades e instaurou um regime de fascismo político, a segunda manteve o jogo democrático mas reduziu ao mínimo as opções ideológicas, manteve as liberdades mas destruiu as possibilidades de serem efetivamente exercidas e instaurou um regime de democracia política combinado com fascismo social. Por esta razão, a segunda ditadura pode ser designada como ditamole.
Os sinais mais preocupantes da atual conjuntura são os seguintes. Primeiro, está a aumentar a desigualdade social numa sociedade que é já a mais desigual da Europa. Entre 2006 e 2009 aumentou em 38,5% o número de trabalhadores por conta de outrem abrangidos pelo salário mínimo (450 euros): são agora 804.000, isto é, cerca de 15% da população ativa; em 2008, um pequeno grupo de cidadãos ricos (4051 agregados fiscais) tinham um rendimento semelhante ao de um vastíssimo número de cidadãos pobres (634.836 agregados fiscais). Se é verdade que as democracias européias valem o que valem as suas classes médias, a democracia portuguesa pode estar cometendo suicídio.
Segundo, o Estado social, que permite corrigir em parte os efeitos sociais da desigualdade, é em Portugal muito débil e mesmo assim está sob ataque cerrado. A opinião pública portuguesa está sendo intoxicada por comentaristas políticos e econômicos conservadores – dominam os meios de comunicação como em nenhum outro país europeu – para quem o Estado social se reduz a impostos: os seus filhos são educados em colégios privados, têm bons seguros de saúde, sentir-se-iam em perigo de vida se tivessem que recorrer “à choldra dos hospitais públicos”, não usam transportes públicos, auferem chorudos salários ou acumulam chorudas pensões. O Estado social deve ser abatido. Com um sadismo revoltante e um monolitismo ensurdecedor, vão insultando os portugueses empobrecidos com as ladainhas liberais de que vivem acima das suas posses e que a festa acabou. Como se aspirar a uma vida digna e decente e comer três refeições mediterrânicas por dia fosse um luxo repreensível.
Terceiro, Portugal transformou-se numa pequena ilha de luxo para especuladores internacionais. Fazem outro sentido os atuais juros da dívida soberana num país do euro e membro da UE? Onde está o princípio da coesão do projeto europeu? Para gáudio dos trauliteiros da desgraça nacional, o FMI já está cá dentro e em breve, quando do PEC 4 ou 5, anunciará o que os governantes não querem anunciar: que este projeto europeu acabou.
Inverter este curso é difícil mas possível. Muito terá de ser feito em nível europeu e a médio prazo. A curto prazo, os cidadãos terão de dizer basta! Ao fascismo difuso instalado nas suas vidas e reaprender a defender a democracia e a solidariedade tanto nas ruas como nos parlamentos. A greve geral será tanto mais eficaz quanto mais gente vier para a rua manifestar o seu protesto. O crescimento ambientalmente sustentável, a promoção do emprego, o investimento público, a justiça fiscal, a defesa do Estado social terão de voltar ao vocabulário político através de entendimentos eficazes entre o Bloco de Esquerda, o PCP e os socialistas que apoiam convictamente o projeto alternativo de Manuel Alegre."
Boaventura de Sousa Santos é sociólogo e professor catedrático da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra.


Muito obrigado senhor professor.
Eu apenas penso que as pessoas, elas continuam dormindo.
Na minha opinião o que mudou foi a posição da língua...

O MEU OBRIGADO PELA POSSIBILIDADE DO ARTIGO EXPOSTO; POIS SEM O http://jornaldenisa.blogspot.com/ não seria possível uma visão a EDUARDO LOURENÇO, ALFREDO PIMENTA, AGOSTINO DA SILVA...

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